terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
house of night - marcada (capitulo 18)
DEZOITO
“Você está bem?”
“Sim, estou bem. Totalmente. Bem.” Eu menti.
“Você não parece bem,” Erik disse. “Se importa se eu sentar?”
“Não, vá enfrente,” eu disse com indiferença. Eu sabia que eu meu nariz estava
vermelho. Meu nariz definitivamente estava escorrendo quando ele chegou, e eu tinha a
suspeita que ele viu pelo menos parte do pesadelo que ocorreu entre Heath e eu. A noite
estava ficando cada vez pior. Eu olhei para ele e decidi, que diabos, eu posso muito bem
continuar com a tendência. “Caso você não tenha percebido, fui eu que viu a pequena
cena entre você e Afrodite no corredor ontem.”
Ele nem hesitou. “Eu sei, eu queria que você não tivesse. Eu não quero que você
tenha a idéia errada sobre mim.”
“E que idéia seria essa?”
“Que tem mais acontecendo Afrodite e eu do que realmente está.”
“Não é da minha conta,” eu disse.
Ele deu nos ombros. “Eu só quero que você saiba que eu e ela não estávamos mais
saindo.”
Eu quase disse que parecia que Afrodite não sabia disse, mas então eu pensei sobre
o que aconteceu entre Heath e eu, e com um senso de surpresa eu percebi que talvez eu
tenha julgado Erik muito duramente.
“Ok. Vocês não estão saindo,” eu disse.
Ele sentou quieto do meu lado por um tempo, e quando ele falou de novo eu achei
que ele soava quase com raiva. “Afrodite não te falou sobre o sangue no vinho.”
Ele disse como uma pergunta, mas mesmo assim eu respondi. “Não.”
Ele balançou a cabeça e eu vi ele cerrar os dentes. “Ela me disse que ela iria. Ela
disse que te avisou quando você estava trocando suas roupas para que caso você não
estivesse concordando com isso, você não tomasse da taça.”
“Ela mentiu.”
“Não é uma surpresa muito grande,” ele disse.
“Você acha?” eu podia sentir minha própria raiva crescendo dentro de mim. “Essa
coisa toda foi errada. Eu fui pressionada a ir para o ritual das Filhas Negras onde fui
enganada para beber sangue. Então me encontrei com meu quase ex-namorado que só
acontece de ser 100% humano, e ninguém se incomodou de me explicar que o menor
espectro do sangue dele iria me transformas em... em... um monstro.” Eu mordi meus
lábios e me segurei na minha raiva para não começar a chorar de novo. Eu também decidi
que não diria nada sobre ter achado que vi o fantasma de Elizabeth – isso era muito
estranho para admitir em uma noite só.
“Ninguém te explicou porque é algo que não deveria começar a afetar você até você
ser um sestanista,” ele disse baixinho.
“Huh?” eu voltei a ser incrivelmente articulada.
“Desejar por sangue normalmente não acontece até você ser uma sestanista e ter
quase completado a Mudança. De vez enquando você ouve falar de um quintanista que
tem que lidar com isso mais cedo, mas isso não acontece muito freqüentemente.”
“Espera – o que você está dizendo?” Parecia que abelhas estavam zunindo ao redor
da minha mente.
“Você começa a ter aulas sobre desejar sangue e outras coisas que vampiros
maduros tem que lidar durante seu quinto semestre, no seu ultimo ano, é o que a escola
se foca principalmente – nisso e no que você decidir se formar.”
“Mas eu sou uma terceiranista – e por pouco quero dizer, eu fui Marcada a dois
dias.”
“Sua Marca é diferente; você é diferente,” ele disse.
“Eu não quero ser diferente!” Eu percebi que eu estava gritando e controlei minha
voz. “Eu só quero descobrir como passar por isso como todo mundo.”
“Tarde demais, Z,” ele disse.
“E agora?”
“Eu acho melhor você falar com sua mentora. É Neferet, não?”
“Sim,” eu disse miseravelmente.
“Hey, anime-se. Neferet é ótima. Ela mal pega um calouro para ser mentora mais,
então ela deve realmente acreditar em você.”
“Eu sei, eu sei. É só que isso me faz sentir...”
Como eu me sentia sobre falar com Neferet sobre o que aconteceu hoje a noite?
Embaraçada. Como se eu tivesse 12 anos de idade de novo e tive que dizer a meu
professor de Ed. Física que eu tinha começado a menstruar e tinha que ir para o meu
armário mudar meu shorts. Eu olhava de lado para Erik. Ali ele estava sentado, lindo e
atraente e perfeito. Diabos. Eu não podia dizer isso a ele. Então ao invés disso eu falei,
“Idiota. Me faz sentir idiota.” O que não era exatamente uma mentira, mas me fazia sentir
na maioria, além de embaraçada e idiota, era assustada. Eu não queria que isso fizesse
que fosse impossível eu me encaixar.
“Não se sinta idiota. Na verdade você está bem na nossa frente.”
“Então...,” eu hesitei, então respirei fundo e continuei, “você gostou do gosto do
sangue na taça hoje a noite?”
“Bem, aqui é o negocio com isso: Meu primeiro Ritual de Lua Cheia com as Filhas
Negras foi quando eu estava no fim de ser terceiranista. Com exceção do “refrigerador”
naquela noite, eu era o único terceiranista lá – como você hoje a noite.” Ele deu uma
pequena e humorada risada. “Elas só me convidaram porque eu cheguei a final da
competição de Solilóquio de Shakespeare e iria voar para Londres no dia seguinte.” Ele
olhou para mim e parecia envergonhado.” Ninguém da House of Night chegou na final em
Londres. Era um negocio grande.” Ele balançou a cabeça gozando de si mesmo. “Na
verdade, eu achei que eu fosse um negocio grande. Então as Filhas Negras me
convidaram a me juntar a elas, e eu me juntei. Eu sabia sobre o sangue. Me deram a
oportunidade de recusar. Eu não recusei.”
“Mas você gostou?”
Dessa vez ele riu de verdade. “Eu tive ânsia e vomitei as tripas pra fora. Foi a coisa
mais nojenta que eu já experimentei.”
Eu gemi. Minha cabeça caiu pra frente e eu pus meu rosto nas mãos. “Você não está
me ajudando.”
“Porque você achou que era bom?”
“Melhor que bom,” eu disse, meu rosto ainda nas mãos. “Você disse que foi a coisa
mais nojenta que você já provou? Eu achei que foi a mais deliciosa. Bem, a mais deliciosa
até -” eu parei, percebendo o que estava pra dizer.
“Até você provar sangue fresco?” ele perguntou gentilmente.
Eu balancei a cabeça, com medo de falar.
Ele puxou minhas mãos, o que fez meu rosto corar. Então ele pôs os dedos debaixo
do meu queixo e me forçou a olhar direto para ele. “Não fique embaraçada ou com
vergonha. É normal.”
“Amar o gosto de sangue não é normal. Não para mim.”
“Sim, é. Todos os vampiros tem que lidar com a ânsia por sangue,” ele disse.
“Eu não sou uma vampira!”
“Talvez você não seja – ainda. Mas você com certeza não é uma caloura normal, e
não tem nada errado com isso. Você é especial, Zoey, e especial pode ser incrível.”
Devagar, ele tirou os dedos do meu queixo e, como ele tinha feito mais cedo,
tracejou a forma de um pentagrama suavemente por cima da minha Marca. Eu gostei do
jeito que os dedos dele pareciam quando ele tocou na minha pele – quente e um pouco
rústico. Eu também gostei de que ter ele perto de mim não começava todas aquelas
estranhas reações que aconteciam quando eu estava perto de Heath. Eu quero dizer, eu
não podia ouvir o sangue de Erik pulsando no seu pulso e no pescoço. Não que eu me
importasse se ele me beijasse...
Diabos! Eu estava me tornando uma vampira vadia? O que vinha a seguir? Poderiam
os machos de qualquer espécie (o que pode incluir Damien) estar seguros ao meu redor?
Talvez eu devesse evitar todos os caras até eu descobrir o que estava acontecendo
comigo e saber como me controlar.
Então lembrei que eu tentei evitar todos, e esse era o motivo deu ter acabado aqui
pra começo de conversa.
“O que você está fazendo aqui, Erik?”
“Eu segui você,” ele disse simplesmente.
“Por quê?”
“Eu entendi o que Afrodite tinha aprontado e achei que você precisaria de um amigo.
Você é colega de Stevie Rae, certo?”
Eu acenei.
“Sim, eu pensei em encontrar ela e mandar ela aqui pra você, mas eu não sabia se
você iria querer que ela soubesse sobre...” Ele pausou e fez um vago gesto em direção a
sala de recreação.
“Não! Eu – eu não quero que ela saiba.” Eu tropecei nas palavras, e as disse rápido.
“Foi o que eu pensei. Então, é por isso que você está presa aqui comigo.” Ele sorriu e
então pareceu meio desconfortável. “Eu realmente não queria ouvir a conversa entre você
e Heath. Sinto muito sobre isso.”
Eu me foquei em acariciar Nala. Então, ele viu Heath me beijar, e viu o negocio do
sangue. Deus, que embaraçoso... Então uma idéia passou por mim e eu olhei para ele,
sorrindo ironicamente. “Acho que isso nos deixa quite. Eu também não queria ouvir você e
Afrodite.”
Ele sorriu para mim. “Estamos quites. Eu gosto disso.”
O sorriso dele fez meu estomago fazer coisas engraçadas. “Eu realmente não teria
voado para baixo e sugado o sangue de Kayla,” eu consegui dizer.
Ele riu. (Ele tinha uma ótima risada.) “Eu sei disso. Vampiros não podem voar.”
“Mas eu assustei ela,” eu disse.
“Pelo que eu vi, ela mereceu.” Ele esperou um pouco e depois disse, “Posso te
perguntar algo? É meio pessoal.”
“Hey, você me viu beber sangue de uma taça e gostar, vomitar, beijar um cara,
lamber o sangue dele como se fosse um cachorro, e então chorar. E eu vi você recusar
um boquete. Eu acho que eu dou um jeito de responder uma pergunta meio pessoal.”
“Ele realmente estava em transe? Ele parecia e soava como se estivesse.”
Eu me contorci desconfortavelmente e Nala reclamou para mim até eu voltar a
acariciar ela.
“Pareceu que ele estava,” eu finalmente consegui dizer. “Eu não sei se era transe ou
não – e eu totalmente não queria colocar ele sob o meu poder ou nada estranho desse
jeito – mas ele mudou. Eu não sei. Ele estava bebendo e fumando. Ele podia só estar
alto.” Eu ouvi a voz de Heath de novo, reaparecendo na minha memória como uma
nevoa: Sim... o que você quiser... eu faço o que você quiser. E eu vi o olhar intenso que
ele me deu. Diabos, eu nem sabia que Heath o Atleta era capaz de tamanha intensidade
(pelo menos fora do campo de futebol). Eu tinha certeza que ele não conseguia soletrar a
palavra (intensidade, não futebol).
“Ele estava assim o tempo todo, ou apenas depois... um... você começou a-“
“Não o tempo todo. Por quê?”
“Bem, isso exclui as duas coisas que poderiam fazer ele agir estranho. Uma – se ele
estivesse alto ele estaria assim o tempo todo. Dois – ele podia estar agindo assim porque
você é bem bonita, e só isso faz um cara parecer que está em transe ao redor de você.”
As palavras dele fizeram algo flutuar no meu estomago de novo – algo que nenhum
cara me fez sentir antes. Não que Heath o Jogador, ou Jordon o Preguiçoso, ou Jonathan
o Idiota Garoto de uma Banda (meu histórico de namorados não é longo, mas é colorido).
“Verdade?” eu disse como uma retardada.
“Verdade.” Ele sorriu muito tranquilamente.
Como esse cara podia gostar de mim? Eu sou uma sugadora de sangue nerd.
“Mas não é isso, porque ele deve ter notado o quão quente você parecia antes de
você beijar ela, e o que você está dizendo é que ele não parecia em transe até o sangue
entrar na jogada.”
(Entrar – hee hee – ele realmente disse entrar.) Eu estava muito ocupada rindo
idiotamente do complexo vocabulário dele para pensar em responder a ele. “Na verdade,
começou quando eu ouvi o sangue dele.”
“Hã?”
Ah, merda. Eu não queria dizer isso. Eu limpei minha garganta. “Heath começou a
mudar quando eu ouvi o sangue bombear pelas veias delas.”
“Apenas vampiros adultos podem ouvir isso.” Ela parou e então, com um rápido
sorriso adicionou, “E Heath soa como o nome de uma estrela gay de uma opera.”
“Perto. Ele é a estrela do time de futebol.”
Erik acenou e parecia divertido.
“Uh, alias, eu gostei para o que você mudou o seu nome. Night é um sobrenome
muito legal,” eu disse, tentando manter minha parte da conversa e dizer algo levemente
insignificante.
Ele sorriu abertamente. “Eu não mudei. Erik Night foi o nome em que eu nasci.”
“Oh, bem. Eu gosto.” Porque alguém simplesmente não atira em mim?
“Obrigado.”
Ele olhou para o relógio e eu pude ver que era quase 6:30 – da manhã, o que
parecia estranho.
“Vai amanhecer logo,” ele disse.
Supondo que essa era a deixa para nós seguirmos nossos caminhos separados, eu
comecei a me ajeitar e a segurar Nala melhor para poder levantar, e senti a mão de Erik
por baixo do meu cotovelo, me segurando. Ele me ajudou a levantar e então só ficou
parado ali, tão perto que o rabo de Nala estava passando contra o suéter preto dele.
“Eu te perguntaria se você quer algo para comer, mas o único lugar servindo comida
agora é a sala de recreação, e eu não acho que você quer voltar lá.”
“Não, definitivamente não. Mas não estou com fome de qualquer jeito.”
O que, eu percebi assim que eu disse, que era uma enorme mentira. Ao mencionar
comida eu percebi que estava com fome.
“Bem, você se importa que eu te leve para o teu dormitório?” ele perguntou.
“Não,” eu disse, tentando parecer não falante.
Stevie Rae, Damien, e as Gêmeas iriam totalmente morrer se me vissem com Erik.
Não dissemos nada enquanto começamos a andar, mas não foi um estranho e
desconfortável silencio. Na verdade, foi bom. De vez em quando nossos braços se
tocavam e pensei sobre o quão alto e fofo ele era e o quão eu gostaria que ele segurasse
minha mão.
“Oh,” ele disse depois de um tempo, “eu não terminei de responder sua pergunta
antes. Da primeira vez que eu senti o gosto de sangue no ritual das Filhas Negras eu
odiei, mas ficou melhor a cada vez. Eu não posso dizer que acho que é delicioso, mas
ficou melhor. E eu definitivamente gosto do jeito que me faz sentir.”
Eu olhei afiadamente para ele. “Tonto e meio e fraco nos joelhos? Como se estivesse
bêbado, mas não estando.”
“Sim. Hey, você sabia que é impossível para um vampiro ficar bêbado?” Eu balancei a
cabeça. “É algo sobre a Mudança que acontece no seu metabolismo. É difícil até para
calouros ficarem bêbados.”
“Então beber sangue é o jeito que vampiros ficam bêbados?”
Ele deu nos ombros. “Eu suponho que sim. De qualquer forma, beber sangue
humano é proibido para os calouros.”
“Então porque ninguém informou aos professores o que Afrodite pretende?”
“Ela não bebe sangue humano.”
“Uh, Erik, eu estava lá. Havia definitivamente sangue no vinho e veio daquele garoto
Elliottt.” Eu tremi. “E que escolha nojenta.”
“Mas ele não é humano,” Erik disse.
“Espera – é proibido beber sangue humano,” eu disse devagar. (Oh, diabos! Foi o
que eu acabei de fazer.) “Mas não tem problema beber o sangue de outro calouro?”
“Só se for consensual.”
“Isso não faz sentido.”
“Claro que faz. É normal para nossa ânsia por sangue se desenvolver enquanto
nossos corpos Mudam, então precisamos de uma saída. Calouros curam rapidamente,
então não há perigo de alguém se machucar. E não tem efeitos colaterais, como quando
um vampiro se alimenta de um humano vivo.”
O que ele estava dizendo estava batendo na minha cabeça como aquela musica
irritante e muito alta que toca na Wet Seal* (* uma loja), e eu falei a primeira coisa que
eu pude pensar.
“Humano vivo?” eu disse. “Me diga que você não quer dizer versos se alimentar de
um cadáver.” Eu estava me sentindo um pouco nauseada de novo.
Ele riu. “Não, significa versos beber sangue colhido dos vampiros doadores de
sangue.”
“Nunca ouvi falar.”
“A maioria dos humanos não ouviu. Você vai aprender sobre isso até ser uma
quintanista.”
Então mais do que ele disse passou pela confusão na minha mente. “O que você quis
dizer sobre efeitos colaterais?”
“Acabamos de aprender em Sociologia Vampira 321. Parece que quando um vampiro
adulto se alimenta de um humano vivo, pode se formar um laço muito forte. Nem sempre
acontece por parte do vampiro, mas o humano se liga muito facilmente. É perigoso para
um humano. Eu quero dizer, pense sobre isso. A perda de sangue não é uma coisa boa.
Então acrescente o fato que vivemos décadas a mais que os humanos, às vezes séculos.
Veja do ponto de vista de um humano; seria uma droga estar totalmente apaixonado por
alguém que parece nunca envelhecer enquanto você fica velho e enrugado e então
morre.”
De novo eu pensei sobre o deslumbrado, mas intenso jeito que Heath olhou para
mim, e eu sabia que, não importava o quão difícil fosse, eu tinha que contar tudo a
Neferet.
“Sim, isso seria uma droga,” eu disse fracamente.
“Aqui estamos nós.”
Eu fiquei surpresa por ver quando ele parou no dormitório das garotas. Eu olhei para
ele.
“Bem, obrigado por me seguir – eu acho,” eu disse, com um sorriso seco.
“Hey, qualquer hora que você quiser que alguém se intrometa sem ser convidado, eu
sou o cara para você.”
“Vou manter isso em mente,” eu disse. “Obrigado.” Eu pus Nala no colo e comecei a
abrir a porta.
“Hey, Z,” ele chamou.
Eu virei.
“Não devolva o vestido a Afrodite. Por ela ter incluído você no circulo hoje a noite ela
formalmente ofereceu a você uma posição nas Filhas Negras, e é uma tradição que a Alta
Sacerdotisa em treinamento de um presente ao novo membro na primeira noite dele. Eu
não imagino que você queira se juntar, mas você ainda tem o direito de ficar com o
vestido. Especialmente porque você fica muito melhor nele do que ela.” Ele se inclinou e
pegou minha mão (a que não estava segurando minha gata), e a virou para que meu
pulso estivesse para cima. Então ele pegou seu dedo e o passou pela veia que estava mais
visível, fazendo meu pulso pular feito louco.
“E você também deveria saber que eu sou o cara pra você se você decidir tomar
mais um pouco de sangue. Mantenha isso em mente também.”
Erik se curvou e, ainda me olhando nos olhos, ele levemente mordeu o ponto onde
havia pulso no meu pulso antes de beijar o lugar suavemente. Dessa vez os sentimento de
flutuar no meu estomago foi mais intenso. Os lábios dele ainda estavam em meu pulso e
ele encontrou meus olhos e eu senti um calafrio de desejo passar pelo meu corpo. Eu
sabia que ele podia me sentir tremer. Ele deixou a língua dele passar pelo meu pulso, o
que me fez tremer de novo. Então ele sorriu para mim e se afastou na luz do pré
amanhecer.
A.Vampiro - aura negra (capitulo 5)
CINCO
Eu não tinha idéia do que Dimitri estava falando, mas eu o segui obediente.
Para minha surpresa, ele me levou para fora dos limites do campus até um floresta ali perto. A
Academia era dona de muitas terras, e nem toda ela era ativa para propósitos educacionais.
Nós estávamos numa parte remota de Montana, e de vez em quando, parecia que a escola
estava segurando a imensidão.
Nós andamos em silencio por um tempo, nossos pés pisando sobre a densa, e continua neve.
Alguns pássaros voavam, cantando para o sol nascente, mas o que eu vi principalmente era
uma confusão de arvores verdes cobertas de neve. Eu tive que me esforçar para acompanhar o
longo caminhar de Dimitri, especialmente já que a neve me atrasou um pouco. Logo,
enxerguei uma grande, e negra forma em frente. Algum tipo de construção.
“O que é isso?” eu perguntei. Antes que ele pudesse responder, eu me dei conta que era uma
pequena cabana, feita de troncos de arvore e tudo mais. Examinando atentamente percebi
que os troncos pareciam gastos e apodrecidos em alguns lugares. O teto tinha afundado um
pouco.
“Antigo posto de vigiar,” ele disse. “Guardiões costumavam viver na beiras do campus para
manter a vigia contra os Strigoi.”
“Porque eles não fazem mais isso?”
“Nós não temos guardiões o suficiente. Além do mais,os Moroi colocaram magia de proteção o
suficiente no campos que a maioria não acha que é necessário ter alguém de guarda.” Desde
que nenhum humano pegasse as wards, eu pensei.
Por alguns breves momento, eu esperei que Dimitri estivesse me levando para alguma
escapada romântica. Então eu ouvi vozes no lado oposto da construção. Um sentimento
familiar cruzou minha mente. Lissa estava ali.
Dimitri e eu contornamos a construção, aparecendo em uma cena surpreendente. Havia um
pequeno e congelado lago, e Christian e Lissa estavam esquiando nele. Uma mulher que eu
não conhecia estava com eles, mas ela estava de costas pra mim. Tudo o que eu podia ver era
uma onda de cabelos negros que se moviam ao redor dela enquanto ela patinava em uma
parada graciosa.
Lissa riu quando me viu. “Rose!” Christian olhou para mim quando ela falou, e eu tive a distinta
impressão que ele sentia que eu havia me intrometido no momento romântico deles.
Lissa se moveu com um estranho caminhar com a ponta dos pés. Ela não estava muito
adaptada com patinação.
“Eu pensei que você estava ocupada,” ela disse. “E isso é segredo de qualquer forma. Nós não
deveríamos estar aqui.” Eu poderia ter dito isso a eles.
Christian patinou para perto dela, e a mulher desconhecida o seguiu.”Você trouxe penetras
Dimka?” ela perguntou.
Eu me perguntei com quem ela estava falando, até que eu ouvi Dimitri ouvi. Ele não fazia isso
freqüentemente, e minha surpresa aumentou. “É impossível manter Rose longe de lugares que
ela não pode ir. Ela sempre os encontra eventualmente.”
A mulher riu e se virou, virando seu cabelo para um lado dos ombros, então eu vi todo o seu
rosto. Foi necessário cada centímetro de meu já duvidoso controle para não reagir. Seu rosto
em forma de coração tinha grandes olhos exatamente da mesma tonalidades dos de Christian,
um pálido e invernal azul. Os lábios que sorriam para mim eram delicados e bonitos, com um
tom de batom que destacava suas feições.
Mas nas suas bochechas, estragando o que seria uma pele suave havia uma saliente cicatriz.
Sua forma dava a impressão de que alguém tinha mordido e arrancado partes de sua
bochecha. O que, eu percebi, tinha sido exatamente o que tinha acontecido.
Eu engoli, eu sabia quem ela era. Era a tia de Christian. Quando os pais dele tinham se tornado
Strigoi, eles voltaram para pegá-lo, esperando esconder ele e transformá-lo quando fosse mais
velho. Eu não sabia os detalhes, mas eu sabia que sua tia o tinha defendido. Como eu tinha
apontado antes, no entanto, Strigoi eram letais. Ela providenciou distrações o suficiente até
que os guardiões aparecessem, mas ela não tinha se safado ilesa.
Ela estendeu sua mão enluvada para mim. “Tasha Ozera,” ela disse. “Eu ouvi muito a seu
respeito, Rose.”
Eu dei a Christian um olhar perigoso, e Tasha riu.
“Não se preocupe,” ela disse.”Só coisas boas.”
“Não, não são.”Ele reagiu.
Ela balançou sua cabeça em exasperação.”Honestamente, eu não sei da onde ele conseguiu
habilidades sociais tão horríveis. Ele não aprendeu isso comigo.” Isso era obvio, eu pensei.
“O que vocês estão fazendo aqui?” Eu perguntei.
“Eu queria passar um tempo com esses dois.” Ela franziu um pouco as sobrancelhas. “Mas eu
não gosto muito de ficar perto da escola. Elas não são sempre hospitaleiros...”
Eu não entendi essa primeira parte. Os oficiais da escola normalmente caiam de amor em cima
da realeza que viesse visitar. Então eu entendi.
“Porque...porque devido ao que aconteceu...”
Considerando o jeito que todos tratavam Christian por causa de seus pais, eu não deveria estar
surpresa por descobrir que sua tia passava pela mesma discriminação.
Tasha deu nos ombros. “Esse é o jeito que é.” Ela esfregou suas mãos juntas e expirou, sua
respiração criando uma nuvem no ar. “Mas não vamos ficar parados aqui, não quando
podemos fazer uma fogueira lá dentro.”
Eu dei um ultimo, e desejoso olhar para o lago congelado e os segui. A cabana esta bem nua,
coberta de camadas de pó e sujeira. Só tinha um aposento. Tinha uma pequena cama sem
cobertas no canto e algumas estantes onde a comida provavelmente era guardada. Tinha uma
lareira, no entanto, e nós logo a acendemos para esquentar a área. Nós cinco centramos, nós
aconchegando com o calor, e Tasha trouxe um saco de marshmallows que nós cozinhamos por
cima das chamas.
Enquanto nos banqueteávamos com aquela coisa grudenta maravilhosa, Lissa e Christian
falavam um com o outro naquele jeito fácil e confortável que eles sempre falavam. Para minha
surpresa, Tasha e Dimitri também falavam de forma familiar e leve. Eles obviamente se
conheciam a muito tempo. Eu nunca o tinha visto tão animado antes. Mesmo quando ele se
afeiçoou a mim, sempre tinha uma ar serio perto dele. Com Tasha, ele falava e ria.
Quanto mais eu ouvia ela, mais eu gostava dela. Finalmente, incapaz de ficar fora da conversa,
eu perguntei, “Então você vai para a viagem de esqui?”
Ela acenou. Dando um bocejo, ela se esticou como um gato. “Eu não esquio a séculos.Não tive
tempo. Tenho guardado todas as minhas férias para isso.”
“Férias?” eu dei um olhar curioso. “Você tem... um trabalho?”
“Infelizmente, sim,” Tasha disse, embora ela não parecesse muito animada sobre isso.”Eu
ensino aulas de artes marciais.”
Eu encarei assombrada. Eu não poderia ter ficado mais surpresa nem se ela tivesse dito que
era uma astronauta ou uma adivinha.
Muitos da realeza simplesmente não trabalhavam, e se eles trabalhasse, era normalmente em
algo que tenha haver com investimentos e assuntos monetários que aumentava a fortuna de
suas famílias. E aqueles que realmente trabalhavam certamente não faziam trabalhos
envolvendo artes marciais ou que exigiam muito fisicamente. Moroi tinham muitos atributos
ótimos: sentidos excepcionais – olfato, visão, e audição – e o poder de fazer mágica. Mas
fisicamente, eles eram altos e magros, normalmente tinham ossos pequenos. Eles também
ficavam fracos por estar no sol. Agora, essas coisas não eram o suficiente para impedir alguém
de se tornar um lutador, mas elas faziam ficar mais difícil. Uma idéia tinha crescido com o
tempo entre os Moroi que a melhor ofensa era a defesa, e muitos não participavam dos
conflitos físicos. Eles se escondiam em lugares bem protegidos como a Academia, sempre
dependendo de mais fortes, e duros dhampirs para guardá-los.
“O que você acha,Rose?” Christian parecia estar gostando muito da minha surpresa.”Acha que
você poderia com ela?”
“Difícil dizer,” eu disse.
Tacha deu uma risada. “Você está sendo modesta. Eu já vi o que vocês podem fazer. Isso é só
um hobby meu.”
Dimitri riu. “Agora você está sendo modesta. Você podia ensinar para metade dos alunos
daqui.”
“Dificilmente,” ela disse. “Eu ficaria bem embaraçada de apanhar de um bando de
adolescentes.”
“Eu não acho que isso aconteceria,” ele disse. “Eu me lembro de você fazer um belo dano em
Neil Szelsky.”
Tasha virou os olhos. “Jogar minha bebida no rosto dele não é um dano de verdade – a não ser
que você considere o dano que eu fiz em seu tenro. E nós todos sabemos como ele é sobre as
suas roupas.”
Os dois riram de alguma piada privada e o resto de nós não sabíamos, mas eu só estava
ouvindo em parte. Eu ainda estava intrigada sobre o papel dela com os Strigoi.
O auto-controle que eu tentei manter finalmente desapareceu. “Você começou a aprender
depois do que aconteceu com seu rosto?”
“Rose!” assobiou Lissa.
Mas Tasha não parecia chateada. Nem Christian, e ele normalmente ficava desconfortável
quando o ataque a seus pais era comentado. Ela me deu um olhar nivelado e pensativo. Me
lembrou do que eu recebia de Dimitri as vezes se eu fizesse algo surpreendente que ele
aprovava.
“Depois,” ela disse. Ela não baixou seu olhar embaraçada, embora eu sentisse uma tristeza
nela. “O quanto você sabe?”
Eu olhei para Christian.”O básico.”
Ela acenou.”Eu sabia... eu sabia o que Lucas e Moira tinham se tornado, mas ainda sim isso não
me preparou. Mentalmente, fisicamente, ou emocionalmente. Eu acho que se eu tivesse que
reviver isso, eu ainda não estaria pronta. Mas depois daquela noite, eu olhei para mim mesma
– figurativamente falando – e percebi o quão incapaz eu era. Eu passei minha vida toda
esperando os guardiões me protegerem e cuidarem de mim. E isso não quer dizer que eles não
são capazes disso. Como eu disse, você provavelmente poderia me aniquilar numa luta. Mas
eles – Lucas e Moira – derrubaram dois guardiões antes que nós tivéssemos nos dado conta do
que tinha acontecido.Eu os impedi de levar Christian – mas por pouco. Se os outros não
tivessem aparecido, eu estaria morta, e ele-“ Ela parou, franziu a sobrancelha, e continuou.”Eu
decidi que eu não queria morrer daquele jeito, não sem lutar e fazer tudo que eu pudesse para
me proteger e a aqueles que eu amo. Então eu aprendi todo o tipo de defesa pessoal. E depois
de um tempo, eu não, uh, me encaixei muito bem quando a alta sociedade por aqui. Então eu
me mudei para Minneapolis e fiz a vida ensinando outros.”
Eu não duvidava que houvesse outro Moroi vivendo em Minneapolis – embora Deus só
soubesse porque – mas eu podia ler nas entrelinhas. Ela se mudou para lá e se ajustou com os
humanos, ficando longe de outros vampiros como Lissa tinha feito durante anos. Eu comecei a
imaginar se tinha algo mais entre as entrelinhas. Ela disse que aprendeu todo tipo de defesa
pessoal – aparentemente, mais do que apenas artes marciais. Indo com outras crenças de
defesa e ataque, os Moroi não acreditavam que a mágica deveria ser usada como arma. A
muito tempo, tinha sido usada desse jeito, e alguns Moroi ainda fazem isso secretamente hoje.
Christian, eu sabia, era um deles. Eu de repente tive uma boa idéia de onde ele tinha
aprendido esse tipo de coisa.
O silencio caiu. Era difícil continuar depois de uma história triste dessas. Mas Tacha, eu
percebi, era uma daquelas pessoas que sempre podia melhorar os humores. O que me fez
gostar dela ainda mais, e ela passou o resto do tempo contando histórias engraçadas. Ela não
mantinha as aparências como muitos da realeza mantinham, então ela sabia muita sujeira de
todos. Dimitri conhecia muitas das pessoas que ela comentava – honestamente, como alguém
tão anti social parecia conhecer todo mundo na sociedade Moroi e guardiã? – e
ocasionalmente adicionava algum detalhe pequeno. Nós riamos muito até que Tasha
finalmente olhou para seu relógio.
“Onde é o melhor lugar para uma garota fazer compras por aqui?” ela perguntou.
Lissa e eu trocamos olhares. “Missoula,” nós dissemos juntas.
Tasha suspirou. “Isso é algumas horas de distancia, mas se eu sair logo, eu posso
provavelmente ter algum tempo antes das lojas fecharem. Eu estou muito atrasada nas
compras de natal.”
Eu gemi. “Eu mataria para ir às compras.”
“Eu também,” disse Lissa.
“Talvez nós pudéssemos ir junto...” eu dei a Dimitri um olhar esperançoso.
“Não,” ele disse imediatamente. Eu dei um suspiro.
Tasha bocejou de novo. “Eu vou ter que pegar algum café, para não dormir no caminho.”
“Algum dos guardiões não pode levar você?”
Ela balançou a cabeça. “Eu não tenho nenhum.”
“Não tem nenhum...” eu franzi a sobrancelha, analisando as palavras dela. “Você não tem
nenhum guardião?”
“Não.”
Eu gritei. “Mas isso não é possível!Você é da realeza. Você deveria ter pelo menos um. Dois, na
verdade.”
Os guardiões eram distribuídos entre os Moroi de forma secreta, e meticulosamente
administrada pelo Conselho dos Guardiões. É meio que um sistema injusto, considerando o
número de guardiões para Moroi. Os que não eram da realeza costumavam ter um sistema de
loteria. Os da realeza sempre tinham guardiões. Os da realeza de alto nível normalmente
tinham mais de um, mas mesmo aqueles da realeza do rank mais baixo não ficariam sem pelo
menos um.
“Os Ozera não são exatamente os primeiros da fila quando os guardiões recebem suas
missões,’ disse Christian amargamente. “Desde que... meus pais morreram... houve meio que
uma carência de guardiões.”
Minha raiva cresceu. “Mas isso não é justo. Eles não podem punir você pelo que os seus pais
fizeram.”
“Não é punimento, Rose.”Tasha não parecia com raiva como ela deveria estar, na minha
opinião. “É apenas... uma reorganização de prioridades.”
“Eles deixaram você sem defesa. Você não pode ir sozinha!”
‘Eu não são indefesa, Rose. Eu disse isso pra você. Se eu quisesse mesmo um guardião, eu
podia pedir um, mas é muita briga. Estou bem por enquanto.”
Dimitri olhou para ela. “Você quer que eu vá com você?”
“E manter você acordado a noite toda?” Tasha balançou a cabeça. “Eu não faria isso, Dimka.”
“Ele não se importa,” eu disse rapidamente, excitada com essa solução.
Dimitri parecia entretido comigo falar por ele, mas ela não me contradisse. “Eu realmente não
me importo.”
Ela hesitou. “Está bem. Mas nós provavelmente deveríamos ir logo.”
Nossa festa ilícita se dispersou. Os Moroi foram numa direção; Dimitri e eu fomos para outra.
Ele e Tasha combinaram de se encontrar dali meia hora.
“Então o que você acha dela?” ele perguntou quando estávamos sozinhos.
“Eu gosto dela. Ela é legal.” Eu pensei sobre isso por alguns minutos. “E eu entendi sobre o que
você quis dizer das marcas.”
“Oh?”
Eu acenei, observando meus pés enquanto nós caminhávamos. Mesmo quando colocavam sal
e tiravam com a pá, ainda existia lugares escondidos com gelo.
“Ela não fez o que fez pela gloria. Ela fez porque ela precisava. Assim como...assim como a
minha mãe fez.” Eu odiava ter que admitir isso, mas era verdade. Janine Hathaway podia ser a
pior mãe do mundo, mas ela era uma ótima guardiã. “As marcas não importam. Molnijas ou
cicatrizes.”
“Você aprende rápido,” ele disse aprovando.
Eu cresci com seu elogio. “Porque ela chama você de Dimka?”
Ele riu suavemente. Eu ouvi muitas de suas risadas hoje a noite e decidi que queria ouvir mais.
“É um apelido para Dimitri.”
“Isso não faz sentido. Não soa nada como Dimitri. Você deveria ser chamado, eu não sei, de
Dimi ou algo assim.”
“Não é assim que funciona em russo,” ele disse.
“Russo é estranha,” eu russo, o apelido para Vasilisa era Vasya, o que não fazia sentido para
mim.
“Inglês também é.”
Eu o olhei de lado. “Se você me ensinar a xingar em russo, eu posso ter uma nova apreciação
sobre isso.”
“Você já xinga muito.”
“Eu quero me expressar.”
“Oh, Roza..” Ele suspirou, e eu senti uma excitação. “Roza” era meu nome em russo.Ele
raramente o usava. “Você se expressa mais do que qualquer um que eu conheça.”
Eu sorri e andei um pouco sem dizer nada. Meu coração pulou um batimento, eu era tão feliz
perto dele. Tinha algo quente e certo sobre nós estarmos juntos.
Mesmo enquanto eu aproveitava, minha mente se voltou para algo mais que eu estava
pensando. “Você sabe tem algo estranho sobre a cicatriz de Tasha.”
“E o que é?” ele perguntou.
“A cicatriz...ela estragou seu rosto,” eu comecei devagar. Eu estava tendo problemas em
colocar meus pensamentos em palavras.”Eu quero dizer, é obvio que ela costumava ser muito
bonita. Mas mesmo com a cicatriz agora...eu não sei. Ela é bonita de um jeito diferente.. É
como...se ela fosse parte dela. Como se a completasse.” Eu soava boba, mas era verdade.
Dimitri não disse nada,mas ele me olhou de lado. Eu o olhei em retorno, e quando nossos
olhos se encontraram, eu vi um breve deslumbre da velha atração. Foi passageiro e
desapareceu rapidamente, mas eu tinha visto. Orgulho e aprovação a substituiu, e eles eram
quase tão bons quanto.
Quando ele falou, foi para ecoar suas palavras de mais cedo. “Você aprende rápido, Roza.”
A.Vampiro - aura negra (capitulo 4)
QUATRO
Eu não podia acreditar. Janine Hathway. Minha mãe. Minha insanamente famosa e
impressionantemente ausente mãe. Ela não era nenhum Arthur Schoenberg, mas ela tinha um
reputação estelar no mundo dos guardiões. Eu não a via a anos porque ela sempre estava fora
em uma missão insana. E ainda sim... aqui estava ela na Academia nesse momento – bem na
minha frente – e ela não tinha nem se dado ao trabalho de me dizer que ela estava vindo. Isso
que é amor materno.
O que diabos ela estava fazendo aqui de qualquer forma? A resposta veio rapidamente. Todos
os Moroi que vieram ao campus teriam seus guardiões na cidade. Minha mãe protegia um
nobre do clã Szelsky, e vários membros dessa família tinham vindo para as festas. É claro que
ela estaria com eles.
Eu sentei na minha cadeira e senti algo dentro de mim murchar. Eu sabia que ela devia ter me
visto entrar, mas sua atenção estava em outra coisa. Ela estava usando jeans e uma camiseta
bege, e uma jaqueta jeans que tinha que ser a coisa mais sem graça eu já tinha visto. Com
apenas 1,50m ela estava escondida entre os outros guardiões, mas ela tinha uma presença e
um jeito de ficar parada que a fazia parecer mais alta.
Nosso instrutor, Stan, apresentou os convidados e explicou que eles iriam contar experiências
da vida real para nós.
Ele andou na frente da sala, sua sobrancelhas cerradas se juntando enquanto ele falava. “Eu
sei que isso é incomum,” ele explicou. “Guardiões visitantes normalmente não tem tempo de
passar nas nossas aulas. Nossos três visitantes, no entanto, arranjaram tempo para vir
conversar conosco devido ao que aconteceu recentemente...” Ele pausou por um momento, e
ninguém precisava nos dizer sobre o que ele estava se referindo. O ataque aos Badica. Ele
limpou sua garganta e começou de novo. “Devido ao que aconteceu, nós pensamos que seria
melhor fazer vocês aprenderem com aqueles que atualmente trabalham no campo.”
A turma ficou tensa de excitação. Ouvir histórias – particularmente aquelas com muito sangue
e ação – era muito mais interessante que analisas as teorias dos livros. Aparentemente alguns
dos outros guardiões também pensavam assim. Eles freqüentemente passavam por nossas
turmas, mas eles estavam presentes hoje em um número muito maior. Dimitri estava parado
entre eles mais atrás.
O cara mais velho foi primeiro. Ele começou sua história, e eu me encontrei ficando viciada. Ele
descreveu uma época em que o filho mais novo da família que ele guardava tinha andado em
lugares públicos que os Strigoi estavam observando.
“O sol estava para se por,” ele diz a nós em uma voz grave. Ele baixou suas mãos em câmera
lenta, aparentemente demonstrando como um por do sol funciona.”Só tinham dois de nós, e
nós tínhamos que tomar uma decisão rápida sobre como proceder.”
Eu me inclinei mais pra frente, os cotovelos apoiados na mesa. Guardiões freqüentemente
trabalhavam em duplas. Um- o guarda de perto – normalmente fica perto daquele que ele
protegia enquanto o outro – o guarda de longe – varria a área. O guarda de longe
normalmente ficava em contato visual, então eu percebi o dilema ali. Pensando sobre isso, eu
decidi que se eu estivesse naquela situação, eu faria o guardião de perto levar o resto da
família a um lugar seguro enquanto o outro procurava o garoto.
“Nós fizemos a família ficar dentro de um restaurante com meu parceiro enquanto eu varria o
resto da área,” continuou o velho guardião. Ele espalhou suas mãos em um envolvente
movimento, e eu me senti orgulhosa por ter pensado na resposta correta. A história teve um
final feliz, eles encontraram o garoto e não viram nenhum Strigoi.
O segundo cara contou sobre como ele encontrou por acaso um Strigoi que seguia um Moroi.
“Tecnicamente eu nem estava em serviço,” ele disse. Ele era muito bonitinho, e uma garota
sentada perto de mim o encarava com olhos grandes e cheios de adoração. “Eu estava
visitando um amigo e a família que ele guardava. Quando eu estava saindo do aparentemente,
eu vi um Strigoi entrando pela janela. Ele nunca esperou ver um guardião ali. Eu dei uma volta
na quadra, e vim por trás dele, e...” O cara fez um forte movimento, muito mais dramática que
o gesto de mãos que o cara velho tinha feito. O contador de histórias fez até imitou como
enfiou a estaca no coração do Strigoi.
E então foi a vez da minha mãe. Eu fiz uma cara feia antes mesmo dela dizer uma palavra, uma
cara que ficou pior quando ela começou a contar a história. Eu juro, se eu não acreditasse na
sua incapacidade de ter uma imaginação para isso – e suas escolha de roupas sem graça
provava que ela realmente não tinha nenhuma imaginação – eu teria pensado que ela estava
mentindo. Era mais que uma história. Era um conto épico, o tipo de coisa que faz com que
filmes ganhem o Oscar.
Ela falou sobre como seu protegido, o Lord Szelsky, e sua mulher tinham ido a um baile
realizado por outra família real. Vários Strigoi estiveram esperando. Minha mãe descobriu um,
o empalou rapidamente, e então alertou aos outros guardiões. Com a ajuda deles, ela caçou o
outro Strigoi o pegando por trás e foi responsável pelas mortes.
“Não foi fácil,” ela explicou. De qualquer outro aquele comentário soaria como se ele estivesse
se gabando. Não ela.Tinha uma velocidade no jeito que ela falava, um jeito eficiente de dizer
os fatos que não deixava espaço para isso. Ela tinha sido criada em Glasgow e algumas das
suas palavras ainda tinham o sotaque escocês. “Tinham mais três no perímetro. Naquele
tempo, isso era considerado um número incomum trabalhando junto. Isso não é
necessariamente verdade agora, considerando o massacre dos Badica.” Algumas pessoas
demonstraram medo do jeito casual que ela falou do ataque. Mais uma vez, eu podia ver os
corpos. “Nós tínhamos que nos livrar dos Strigoi restantes o mais rápido e silenciosamente
possível, para não alertar os outros. Agora, se nós tivéssemos o elemento surpresa, o melhor
jeito para acabar com um Strigoi é chegar por trás, quebrar seu pescoço, e empalar ele.
Quebrar o pescoço dele não vai matá-lo, é claro, mas os confunde e te permite empalá-lo
antes dele fazer qualquer barulho. A parte mais difícil na verdade é pega-los desprevenidos,
porque a audição deles é muito boa. Já que eu sou menor e mais leva que a maioria dos
guardiões, eu posso me mover bem silenciosamente. Então eu acabei matando dois dos três.”
De novo, ela usou aquele tom de “aliás” enquanto ela descrevia suas habilidades mortíferas.
Era irritante, mais do que se ela tivesse sido presunçosa e falado abertamente do quão incrível
ela era. Meus colegas de aula brilhavam com admiração; eles estavam claramente mais
interessados na idéia de quebrar o pescoço de um Strigoi do que analisar as habilidades
narrativas da minha mãe.
Ela continuou com a história. Quando ela e os outros guardiões tinham matado o resto dos
Strigoi, eles descobriram que dois Moroi tinham sido levados da festa. Tal ato não era
incomum para os Strigoi. As vezes eles queriam guardar os Moroi para um lanche depois; as
vezes Strigoi de rank mais baixo eram enviados por Strigoi mais poderosos para trazerem uma
presa. Independentemente, dois Moroi tinham sumido do baile, e seus guardiões tinham sido
feridos.
“Naturalmente, nós não podíamos deixar aqueles Moroi nas mãos de Strigoi,” ela disse. “Nós
seguimos os Strigoi até o lugar onde estavam escondidos e encontramos vários deles vivendo
juntos. Eu tenho certeza que vocês podem perceber o quão raro isso é.”
E era. A maldosa e egoísta natureza dos Strigoi os fazia eles se virarem uns contra os outros
tão facilmente quanto eles faziam vitimas. Se organizar para atacar – quando eles tinham o
objetivo de buscar sangue em sua mente – era o máximo que eles podiam fazer. Mas viver
juntos? Não. Era quase impossível de imaginar.
“Nós conseguimos libertar os Moroi que tinham sido levados, e descobrimos que outros
estavam presos,” minha mãe disse. “Nós não podíamos deixar aqueles que tínhamos
resgatado voltarem sozinhos, então os guardiões que estavam comigo os escoltaram para fora
e me deixaram para pegar os outros.”
Sim, é claro, eu pensei. Minha mãe corajosamente foi sozinha. Ao longo do caminho, ela foi
capturada mas conseguiu escapar e resgatar os prisioneiros. Fazendo isso, ela fez o que tinha
que ser o truque triplo do século, matando Strigoi de todos os três jeitos: empalando,
decapitando e os colocando em chamas.
“Eu tinha acabado de empalar um Strigoi quando mais dois atacaram,” ela explicou. “Eu não
tinha tempo para tirar minha estaca do outro quando eles me atacaram. Felizmente, tinha
uma lareira aberta ali perto, e eu empurrei um deles para lá. O ultimo me perseguiu lá fora,
até uma antiga cabana. Tinha um machado lá dentro e eu o usei para cortar a cabeça dele.
Então eu peguei um galão de gasolina e voltei para a casa. O que eu tinha jogado na lareira não
tinha se queimado completamente, mas assim que eu joguei gasolina nele, ele se queimou
bem rápido.”
A turma estava apavorada enquanto ela falava. Bocas caíram. Olhos se esbugalharam. Nenhum
barulho podia ser ouvido. Olhando ao redor, eu senti como se o tempo tivesse parado pra todo
mundo – exceto eu. Eu parecia ser a única que não tinha se impressionado pelo sua história
assustadora, e vendo o rosto de todos me irritou. Quando ela terminou, uma dúzia de mãos
levantaram enquanto a turma fazia perguntas sobre as técnicas dela, sobre se ela teve medo,
etc.
Depois da décima pergunta, eu não pude mais agüentar. Eu levantei minha mão. Ela levou um
tempo para notar e me chamar. Ela parecia meio impressionada por me encontrar em aula. Eu
me considerei sortuda por ela ter se quer me reconhecido.
“Então, guardiã Hathaway,” eu comecei. “Porque vocês não deram segurança ao lugar?”
Ela franziu as sobrancelhas. Eu acho que ela tinha ficando em guarda no momento que ela me
chamou. “O que você quer dizer?”
Eu encolhi os ombros e me inclinei para trás da mesa, tentando parecer casual e dar um ar de
conversa. “Eu não sei. Me parece que vocês fizeram besteira. Porque vocês não varreram o
lugar e se certificaram que não houvesse Strigoi no lugar pra começo de conversa? Me parece
que você teria se poupado de muitos problemas.”
Todos os olhos na sala se viraram pra mim. Minha mãe momentaneamente perdeu as
palavras. “Se nós não tivéssemos passado por todos esses “problemas,” teriam 7 Strigoi
andando no mundo, e aqueles outros Moroi capturados estariam mortos ou transformados
agora.”
“É,é, eu entendi como vocês salvaram o dia e tudo mais, mas eu vou voltar para o principio. Eu
quero dizer, isso é uma aula de teoria, certo?” Eu olhei para Stan, que estava me olhando com
um olhar tempestuoso. Ele e eu tínhamos uma longa e desagradável história de conflitos em
aula, e eu suspeitava que nós iríamos ter outra. “Então eu só quero entender o que deu errado
pra inicio de conversa.”
Eu digo isso pra ela – minha mãe tinha muito mais auto-controle do que eu. Se nossos papeis
fossem inversos, eu teria andando até mim e me dado uma surra. Seu rosto continuou
perfeitamente calmo, no entanto, um pequeno aperto na posição de seus lábios indicava que
eu estava irritando ela.
“Não é tão simples,” ela respondeu. “O local tinha uma planta extremamente complexa. Nós a
percorremos inicialmente e não encontramos nada. Acreditamos que os Strigoi vieram depois
que a festa tinha começado – ou que talvez tivessem passagens e quartos escondidos que nós
não sabíamos.”
A turma soltou uns “ooh” e “ahh” pela idéia de quartos escondidos, mas eu não estava
impressionada.
“Então o que você está dizendo é que vocês ou falharam em os detectar durante sua primeira
varredura, ou eles atravessaram a ‘segurança” que você montou durante a festa. Me parece
que alguém fez besteira de qualquer jeito.”
O aperto em seus lábios aumentou, e sua voz ficou mais gelada. “Nós fizemos o melhor que
podíamos em uma situação incomum. Eu posso entender sobre como alguns de vocês podem
não ser capaz de entender os problemas do que eu descrevi, mas uma vez que vocês tenham
aprendido o suficiente além da teoria, vocês verão o quão diferente é quando você realmente
está lá e vidas dependem de você.”
“Sem duvidas,” eu concordei. “Quem sou eu para questionar seus métodos? Eu quero dizer,
faça o que for necessário para ter mais tatuagens molnija, certo?”
“Srta. Hathaway.” A voz profunda de Stan soou na sala. “Por favor pegue suas coisas e vá
esperar lá fora até o final da aula.”
Eu o encarei confusa. “Você está falando sério? Desde quando tem algo errado em fazer
perguntas?
“Sua atitude é o que está errado.” Ele apontou para a porta. “Vá.”
Um silencio mais pesado e profundo do que quando a minha mãe tinha contado sua história
desceu sobre todos. Eu fiz o possível para não me encolher diante dos olhares dos guardiões e
dos novatos. Essa não era a primeira vez que eu era expulsa da aula do Stan. Não era nem a
primeira vez que eu era expulsa da aula de Stan enquanto Dimitri assistia. Colocando minha
mochila nos meus ombros, eu cruzei a pequena distancia até a porta – uma distancia que
parecia como quilômetros – e me recusei a fazer contato visual com a minha mãe enquanto eu
passava.
Uns 5 minutos antes da turma sair, ela saiu da sala e andou até onde eu estava sentada no
corredor. Olhando para mim, ela pos suas mãos em seus lábios daquele jeito irritante que a
fazia parecer mais alta do que ela era. Não era justo que alguém 15 centímetros mais baixo
que eu pudesse me fazer sentir tão pequena.
“Bom. Eu vejo que seus modos não melhoraram com os anos.”
Eu levantei e senti um fulgor aparecer. “É bom ver você. Estou surpresa que você tenha me
reconhecido. Na verdade, eu nem achava que você lembrasse de mim, já que você nem se
incomodou em me avisar que você estava aqui.”
Ela tirou suas mãos dos lábios e cruzou seus braços em seu peito, se tornando – se possível –
ainda mais impassiva.“ Eu não podia negligenciar meu dever para mimar você.”
“Mimar?” eu perguntei. Essa mulher nunca tinha me mimado a vida inteira. Eu não conseguia
nem acreditar que ela conhecesse essa palavra.
“Eu não esperaria que você entendesse. Pelo que eu ouvi, você não sabe o que “dever”
significa.”
“Eu sei exatamente o que significa,” eu respondi. Minha voz estava intencionalmente
arrogante. “Melhor que a maioria das pessoas.”
Os olhos dela se ampliaram em uma falsa surpresa. Eu usava aquele olhar sarcástico com
muitas pessoas e não apreciava ter ele direcionado em minha direção. “Oh verdade?Onde
você esteve nos últimos dois anos?”
“Onde você esteve nos últimos cinco?” eu exigi. “Você teria descoberto que eu tinha partido
se alguém não tivesse dito a você?”
“Não faça disso minha responsabilidade. Eu estava longe porque eu tinha que estar. Você
estava longe porque você pudesse ir no shopping e ficar acordada até mais tarde.”
Minha magoa e embaraço se tornaram pura fúria. Aparentemente, eu nunca ia superar as
conseqüências de ter fugido com Lissa.
“Você não faz idéia do porque eu parti,” eu disse,o volume da minha voz aumentando. “E você
não tem nenhum direito de fazer suposições sobre a minha vida quando você não sabe nada
sobre ela.”
“Eu li os relatórios sobre o que aconteceu. Você tinha razão em se preocupar, mas você agir de
forma incorreta.” Suas palavras eram formais e rápidas. Ela podia estar ensinando na aula.
“Você deveria ter ido até outros para pedir ajuda.”
“Não tinha ninguém para quem eu pudesse ir- não quando eu não tinha prova. Além do mais,
nós aprendemos a pensar de maneira indepentente.”
“Sim,” ela replicou. “Ênfase em “aprendendo.” Algo que você perdeu nos últimos dois anos.
Você dificilmente está numa posição de me dar sermão sobre o protocolo dos guardiões.”
Eu entrava em brigas o tempo todo; algo em minha natureza fez isso inevitável. Então eu
estava acostumada em me defender e ter de ouvir insultos. Eu era durona. Mas de algum jeito,
perto dela – nos breves momentos que eu tinha estado perto dela – eu sempre sentia que eu
tinha 3 anos. Sua atitude me humilhava, e brincava com a minha falta de treinamento – o que
já era um assunto espinhoso – o que me fez sentir pior. Eu cruzei meus braços em uma
imitação moderada do próprio jeito de ficar em pé dela e consegui um jeito presunçoso.
‘É?Bom, não é isso que meus professores acham. Mesmo depois ter perdido todo esse tempo,
eu alcancei todo mundo na minha turma.”
Ela não respondeu de cara. Finalmente, em uma voz nivelada, ela disse, “Se você não tivesse
partido, você teria ultrapassado eles.”
Se virando em estilo-militar, ela se afastou. Um minuto depois, o sino tocou, e o resto da
turma do Stan se espalhou pelo corredor.
Nem mesmo Mason pode me animar depois disso. Eu passei o resto do dia irritada e
incomodada, claro que todos estavam falando sobre minha mãe e eu. Eu faltei o almoço e fui
até a biblioteca ler um livro sobre fisiologia e anatomia.
Quando era hora do meu treinamento depois da aula com Dimitri, eu praticamente corri até os
bonecos de pratica. Com o punho fechado, eu bati no peito dele, levemente para a direita mas
na maior parte no centro.
“Aí,” eu disse a ele. “O coração está aí, e o esterno e as costelas estão no caminho. Posso ter
minha estaca agora?”
Cruzando meus braços, eu olhei pra ele triunfante, esperando que ele derramasse elogios por
minha perspicácia. Ao invés disso, ele simplesmente acenou eu entendimento, como se eu já
devesse saber disso. E sim, eu deveria.
“E como você atravessa o esterno e as costelas?” ele perguntou.
Eu suspirei. Eu tinha descoberto a resposta da pergunta, apenas para receber outra. Tipico.
Nós passamos uma grande parte do treino falando sobre isso, e ele demonstrou várias técnicas
que iriam render uma morte mais rápida. Cada movimento que ele fez era gracioso e letal. Ele
fez parecer que era fácil, mas eu sabia mais.
Quando ele de repente estendeu a mão e me ofereceu a estaca, eu não entendi a principio.
“Você está dando para mim?”
Seus olhos brilharam.”Eu não acredito que você está se segurando. Eu pensei que você fosse
pegá-la e sair correndo.”
“Você não está sempre me ensinando a me segurar?” eu perguntei.
“Não com tudo.”
“Mas em algumas coisas.”
Eu ouvi o duplo significado em minha voz e imaginei de onde isso tinha vindo. Eu tinha
aceitado a algum tempo que tinham muitas razões para mim nem ao menos pensar
romanticamente sobre ele mais. De vez enquanto, eu escorregava um pouco e meio que
desejava que eu não tivesse. Seria bom saber que ele ainda me queria, que eu ainda o deixava
maluco. Estudando ele agora, eu percebi que ele talvez nunca escorregasse porque eu não o
deixava mais maluco. Foi um pensamento deprimente.
“É claro,” ele disse, sem mostrar indícios que estávamos discutindo qualquer coisa que não o
assunto de aula. “É como todo o resto. Balanço. Saber por que coisas você deve correr – e que
coisas deixar em paz.” Ele colocou uma ênfase pesada na ultima frase.
Nossos olhos se encontraram brevemente, e eu senti uma onda elétrica me percorrendo. Ele
sabia sobre o que eu estava falando. E como sempre, ele estava ignorando e sendo meu
professor – o que é exatamente o que ele deveria estar fazendo. Com um suspiro, eu empurrei
meus sentimentos por ele para fora da minha cabeça e tentei lembrar que eu estava prestes a
tocar numa arma que eu esperava desde criança. A memória da casa dos Badica voltou para
mim de novo. Strigoi estavam lá fora. Eu precisava me concentrar.
Hesitantemente, quase reverencialmente, eu a alcancei e curvei meus dedos em volta do
punho. O metal frio e formigava contra a minha pele. O cabo tinha sido gravado para melhor
aderência, mas traçando meus dedos sobre o resto, eu notei uma superfície tão lisa quando
vidro.Eu o tirei da mão dele e a trouxe para perto de mim, levando um longo tempo para
estudá-la e me acostumar com seu peso. Uma parte ansiosa de mim queria virar e empalar os
bonecos, mas ao invés disso eu olhei para Dimitri e perguntei,”O que eu deveria fazer
primeiro?”
Em seu jeito típico, ele cobriu o básico, falando sobre o jeito que eu segurava e movia a
estaca.Mais tarde, ele finalmente me deixou atacar os bonecos, o que nesse ponto eu descobri
que não era sem esforço. A evolução tinha feito algo esperto em proteger o coração com o
esterno e as costelas. Ainda sim por tudo, Dimitri nunca vacilou em negligencia e paciência, me
guiando através de cada passo e corrigindo cada detalhe.
“Deslize para cima através das costelas,” ele explicou, me observando tentar encaixar a estaca
em um ponto através dos ossos. “Será mais facil já que você é mais baixa que a maioria dos
seus agressores. E mais, você pode deslizar pela ponta da costela mais baixa.”
Quando a pratica terminou, ele pegou a estaca de volta e acenou em aprovação.
“Bom. Muito bom.”
Eu olhei para ele surpresa. Ele não dava esse tipo de elogio normalmente.
“Verdade?”
“Você fez como se estivesse fazendo a anos.”
Eu senti um riso satisfeito aparecer no meu rosto enquanto nós começávamos a sair do quarto
de pratica.Quando estávamos perto da porta, eu notei um boneco com um cabelo ruivo
enrolado. De repente, todos os eventos da aula de Stanc voltaram para minha cabeça. Eu
fiquei de cara feia.
“Eu posso empalar aquele ali da próxima vez?”
Ele pegou seu casaco e o colocou. Era longo e marrom, feito de couro. Parecia muito com um
cowboy, embora ele nunca admitisse. Ele tinha uma fascinação secreta com o Velho Oeste.
Eu não entendida, mas então, eu também não entendia as preferências musicas esquisitas
dele também.
“Eu não acho que isso seria saudável,” ele disse.
“Será melhor do que eu realmente fizer com ela,” eu murmurei, colocando minha mochila no
meu ombro. Nós nos dirigimos ao ginásio.
“Violência não é a resposta para os seus problemas,” ele disse sabiamente.
“Ela é que tem problemas. E eu pensei que todo o motivo da minha educação era que
violência é a resposta.”
“Apenas para aqueles que a trazem primeiro. Sua mãe não está te agredindo. Vocês duas são
só muito parecidas, só isso.”
Eu parei de andar. “Eu não sou nada parecida com ela! Eu quero dizer... nós meio que temos
os mesmos olhos. Mas eu sou muito mais alta. E meu cabelo é completamente diferente.” Eu
apontei para meu rabo de cavalo, só no caso dele não ter percebido que meu cabelo marrom
não parecia com o cabelo moreno encaracolado dela.
Ele ainda tinha meio que uma expressão entretida, mas tinha algo duro em seus olhos
também.”Eu não estou falando sobre a aparencia física, e você sabe disso.”
Eu olhe pra longe daquele olhar sábio. Minha atração por Dimitri tinha começado
praticamente assim que nós conhecemos – e não era só porque ele era gostoso, também. Eu
sentia que ele entendia parte de mim que nem eu entendia, e as vezes eu tinha certeza que eu
entendia partes dele que ele também não entendia.
O único problema é que ele tinha a irritante tendência de apontas as coisas sobre mm mesma
que eu não queria entender.
“Você acha que eu tenho ciúmes?”
“Você tem?” ele perguntou. Eu odiava quando ele respondia minhas perguntas com outras
perguntas. “Se sim, então do que você tem ciúmes exatamente?”
Eu olhei para Dimitri. “Eu não sei. Talvez eu tenha ciúmes da reputação dela. Talvez eu tenha
ciúmes porque ela gasta mais tempo em sua reputação do que comigo. Eu não sei.”
“Você não acha que o que ela fez foi incrível?”
“Sim.Não. Eu não sei. Só soou como algo...eu não sei... como se ela estivesse se gabando.
Como se ela tivesse feito aquilo pela gloria.” Eu fiz careta. “Pelas tatuagens.” Molnija são
tatuagens feitas em guardiões quando eles matam um Strigoi. Cada uma parece como um
pequeno x feita de raios. Elas ficam na nossa nuca e mostram o quão experiente um guardião
é.
“Você acha que enfrentar Strigoi vale a pena por algumas marcas? Eu pensei que você tinha
aprendido algo com a casa dos Badica.”
Eu me sentia estúpida. “Não é isso-“
“Vamos.”
Eu parei de andar.”O que?”
Ele estava indo em direção ao meu dormitório, mas agora ele acenou sua cabeça para o outro
lado do campus.
“O que foi?”
“Nem todas as marcas são emblemas de honra.”
A.Vampiro - aura negra (capitulo 3)
TRÊS
O corredor do meu dormitório estava uma confusão quando eu corri para baixo para a minha
pratica antes das aulas. A comoção não me surpreendeu. Uma boa noite de sono tinha ido
longe o bastante para perseguir as imagens da noite passada, mas eu sabia que nem eu nem
meus colegas iriam esquecer facilmente o que tinha acontecido em aos arredores de Billings.
E ainda sim, enquanto eu estudava os rostos e amontoado dos outros novatos, eu notei algo
estranho. O medo e a tensão de ontem ainda estava presente,certamente, mas havia algo
novo também: excitação. Um grupo de novatos estavam praticamente gritando de alegria
enquanto eles falavam em sussurros apressados. Ali perto, um grupo de caras da minha idade
estava gesticulando selvagemente, olhares entusiasmados em seus rostos.
Eu tinha que estar perdendo algo – a não ser que tudo que tinha acontecido ontem fosse um
sonho. Foi necessária toda minha força de vontade para eu não ir perguntar o que estava
acontecendo. Se eu me atrasasse, eu me atrasaria para o treino. A curiosidade estava me
matando, no entanto. Os Strigois e seus humanos tinham sido encontrados e então mortos?
Isso certamente seriam boas noticias, mas algo me disse que não era esse o caso. Abrindo as
portas da frente, eu lamentei por ter que esperar até o café para descobrir.
“Hath-away, não corra para longe,” uma voz cantarolando chamou.
Eu me virei para olhar e ri. Mason Ashford, outro novato e um bom amigo meu, se aproximou
de mim.
“Quantos anos você tem, doze? Eu perguntei, enquanto continuava me dirigir para o ginásio.
“Quase,” ele disse. “Eu não vi seu rosto sorridente ontem. Onde você estava?”
Aparentemente minha presença na casa dos Badica ainda não tinha vindo a tona. Não era um
segredo nem nada, mas eu não queria discutir nenhum detalhe. “Eu tive um negocio de
treinamento com Dimitri.”
“Deus,” murmurou Mason. “Aquele cara está sempre trabalhando com você. Ele se deu conta
que esta nos privando da sua beleza e charme?”
“Rosto sorridente? Beleza e charme?Você está exagerando um pouco essa manhã, não está?”
Eu ri.
“Hey, eu só estou falando a verdade. Na verdade, você tem tanta sorte em ter alguém tão
agradável e brilhante quanto em que está prestando atenção em você.”
Eu continuei rindo. Mason era um grande paquerador, e ele gostava de me flertar comigo em
especial. Parte disso era só porque eu era boa nisso e flertava de volta. Mas eu sabia que seus
sentimentos em relação a mim eram mais do que apenas amizade, e eu ainda estava decidindo
o que eu achava disso. Ele e eu tínhamos o mesmo senso de humor bobo e freqüentemente
chamávamos atenção a nós mesmos em aula e entre amigos. Ele tinha olhos azuis lindos e um
cabelo vermelho bagunçado que nunca parecia ficar plano. Era fofo.
Mas sair com alguém novo iria ser meio difícil já que eu continuo pensando sobre quando eu
estava semi-nua na cama com Dimitri.
“Agradável e brilhante, é?” eu balancei minha cabeça. “Eu não acho que você presta muita
atenção como você faz com o seu ego. Alguém precisa ser mais humilde.”
“Ah é?” ele perguntou.”Bom, você pode tentar o seu máximo no declive.”
Eu parei de andar. “No que?”
“No declive.” Ele inclinou sua cabeça. “Você sabe, a viagem de esqui.”
“Que viagem de esqui?” Eu estava aparentemente perdendo algo sério.
“Onde você esteve essa manhã?” ele perguntou, me olhando como se eu fosse uma mulher
louca.
“Na cama! Eu só levantei,tipo, a cinco minutos. Agora, comece do inicio e me diga sobre o que
você está falando.” Eu tremi com a falta de movimento. “E vamos continuar andando.” Eu
acrescentei.
“Então, você sabe como tudo mundo estava com medo de deixar seus filhos irem pra casa no
natal?Bom, tem uma enorme estação de esqui em Idaho que é usada exclusivamente pela
realeza e por Moroi ricos. As pessoas que são donas estão a abrindo para os estudantes da
Academia e seus familiares – e na verdade qualquer Moroi que quiser ir. Com todo mundo
num lugar só, vai ter uma enorme quantidade de guardiões para proteger o lugar, então vai
ser completamente seguro.”
“Você não pode estar falando sério,” eu disse. Nós alcançamos o ginásio e entramos saindo do
frio.
Mason acenou gentilmente. “É verdade. O lugar é supostamente incrível.” Ele me deu uma
risada que sempre me fazia sorrir de volta. “Nós vamos viver como a realeza, Rose. Pelo menos
por uma semana. Nós partimos no dia depois do natal.”
Eu fiquei parada lá, excitada e surpresa. Eu não tinha previsto isso. Era uma idéia brilhante,
uma que permitiria as famílias se reunirem com segurança. E que lugar para a reunião! Uma
estação de esqui da realeza. Eu esperava passar a maior parte do meu feriado natalino aqui
assistindo TV com Lissa e Christian. Agora eu estaria vivendo num hotel 5 estrelas. Jantares
com lagosta. Massagens. Instrutores de esqui bonitinhos...
O entusiasmo de Mason era contagiosos. Eu podia sentir ele nascendo em mim, e então, de
repente, eu comecei a pensar.
Estudando meu rosto, ele notou a mudança na hora. “Qual problema? É legal.”
“É,” Eu admiti. “E eu entendo porque todo mundo está excitado, mas a razão pelo qual nós
vamos para esse lugar chique é porque, bem, porque pessoas morreram. Eu quero dizer, isso
não parece estranho?”
A expressão de felicidade de Mason diminuiu um pouquinho. “Si, mas nós estamos vivos, Rose.
Nós não podemos parar de viver porque outras pessoas estão mortas. E nós temos que nos
certificar que mais pessoas não morram. É por isso que esse lugar é uma idéia tão boa. É
seguro.” Seus olhos ficaram tempestuosos. “Deus, eu não posso esperar por nós sairmos
daqui. Depois de ouvir sobre o que aconteceu, eu só quero ir destruir algum Strigoi. Eu queria
que nós pudéssemos ir agora, você sabe? Não tem razão. Eles podiam usar uma ajuda extra, e
nós praticamente sabemos tudo que precisamos. “
A ferocidade em sua voz me lembrou de meu ataque ontem, embora ele não estivesse tão
enlouquecido quanto eu tinha estado. Sua ânsia para agir era impetuosa e ingênua, enquanto
a minha tinha nascido de uma estranha, e irracional escuridão que eu não entendia
completamente ainda.
Quando eu respondi, Mason me deu um olhar surpreso. “Você também não quer?”
“Eu não se, Mase.” Eu encarava o chão, evitando que seus olhos enquanto eu estudava meu
dedão. “Eu quero dizer, eu não quero que os Strigoi lá fora, ataquem as pessoas também. E eu
quero impedi-los em teoria...mas, bom, nós não estamos nem perto de estarmos prontos. Eu
vi o que eles podem fazer... eu não sei. Se apressar não é a resposta.” Eu balancei minha
cabeça e olhei para cima de novo. Que pena. Eu soava lógica e cuidadosa. Eu soava como
Dimitri. “Não é importante já que não vai mesmo acontecer. Eu suponho que nós só
deveríamos estar excitados com a viagem,huh?”
O humor de Mason mudava rápido, e ele ficou relaxado mais uma vez. “Sim. E é melhor você
se lembrar como esquiar, porque eu vou chamar você pra derrubar meu ego lá. Não que vá
acontecer.”
Eu sorri de novo.”Cara, vai ser muito triste quando eu fizer você chorar. Eu meio que já me
sinto culpada.”
Ele abriu sua boca, sem duvida para dar uma resposta espertinha, e então viu algo – ou
melhor, alguém – atrás de mim. Eu olhe pra cima e vi a forma alta de Dimitri se aproximando
do outro lado do ginásio.
Mason fez uma reverencia galanteadora. “Seu lorde e mestre. Nós falamos depois, Hathaway.
Comece a planejar suas estratégias de esqui.” Ele abriu a porta e desapareceu na escuridão
fria. Eu me virei e me juntei a Dimitri.
Como qualquer dhampir novato, eu passava metade do meu dia escolar de um jeito ou de
outro treinando para ser guardiã, entrando tanto em combates físicos ou aprendendo sobre os
Strigoi e como me defender deles. Os novatos também tinham, algumas vezes, aulas pratica
depois da escola. Eu,no entanto, estava numa situação única.
Eu ainda mantinha minha decisão de ter fugido da Academia.Victor Dashkov tinha se mostrado
uma ameaça muito grande para Lissa. Mas nossas férias entendidas tinham vindo com
conseqüências. Estando longe por dois anos fiquei atrasada nas minhas aulas, então a escola
decidiu que eu tinha que recuperar o tempo perdido tendo aulas extras antes e depois da aula.
Com Dimitri.
Mal sabem eles que eles também estavam me dando aulas sobre com evitar a tentação. Mas
minha fora a atração a ele, eu aprendia rápido, e com a ajuda dele,eu quase tinha alcançado os
veteranos.
Como ele não estava usando um casaco, eu sabia que trabalharíamos na parte de dentro hoje,
o que era uma boa noticia. Estava muito frio. Mas nem mesmo a felicidade que eu sentia sobre
isso não era nada comparado com o que eu senti quando eu vi exatamente o que ele tinha
preparado na sala de treinamento.
Tinham bonecos de pratica arrumador perto da parede, bonecos que pareciam bem reais. Não
eram bonecos com algodão dentro. Tinham homens e mulheres, usando roupas normais, de
pele flexível e diferentes cores de cabelo e olhos. Suas expressões variavam de feliz, assustado
e irritados. Eu tinha trabalhado com esses bonecos em outros treinamentos, usando-os pra
praticar socos e chutes. Mas eu nunca tinha trabalhando com eles enquanto segurava o que
Dimitri tinha na mão: uma estaca de prata.
“Legal,” eu perdi o fôlego.
Era idêntica aquela que eu tinha encontrado na casa dos Badica. Tinha um suporte de mão
embaixo, quase como um punho de espada sem aquelas laterais. Era aí que a semelhança com
uma adaga terminava. Ao contrario de uma lamina lisa, a estaca tinha um grosso e
arredondado corpo e que estreitava na ponta, meio parecido a um cortador de gelo. A coisa
toda era um pouco menos que o meu antebraço.
“Por favor me diga que eu vou aprender como fazer aquilo hoje,” eu disse.
Divertimento passou pelos olhos profundamente escuros dele.Eu acho que ele tinha
dificuldade em manter uma cara séria perto de mim as vezes.
“Você vai ter sorte se eu deixar você segurar ela hoje,” ele disse. Ele virou a estaca no ar de
novo. Meus olhos seguiram ansiosamente.Eu comecei a apontar que eu já tinha segurado
uma, mas eu sabia que essa linha lógica não iria me ajudar aqui.
Ao invés disso, eu joguei minha mochila no chão, tirei meu casaco, e cruzei meus braços com
expectativa. Eu estava usando calças folgadas amarradas na cintura e um top com um casaco
por cima.Meu cabelo preto estava puxado para atrás em um rabo de cavalo. Eu estava pronta
pra tudo.
“Você quer que eu te diga quanto tempos elas vão durar e porque eu sempre tenho que ter
cuidado perto delas,” eu anunciei.
Dimitri parou de girar a estaca e me encarou surpreso.
“Anda,” eu ri. “Você não acha que eu sei como eu funciono a essa altura? Nós estamos
fazendo isso a quase 3 meses. Você sempre me faz falar sobre segurança e responsabilidade
antes deu fazer qualquer coisa divertida.”
“Entendo,” ele disse. “Bom, eu acho que você tem tudo sob controle. Por favor, continue com
a aula. Eu vou ficar ali até você precisar de mim de novo.”
Ele enfiou a estaca em uma bainha de couro que estava em seu cinto e então se fez
confortável contra a parede, suas mãos enfiadas nos bolsos. Eu esperei, achando que ele
estava brincando, mas quando ele não disse mais nada, eu notei que ele tinha falado sério.
Encolhendo os ombros, eu comecei a dizer o que sabia.
“Prata sempre tem um grande efeito em qualquer criatura mágica – pode ajudar ou ferir eles
se você colocar poder suficiente nela. Essas estacas são realmente da pesada porque são
necessários quatro Moroi diferentes para fazê-las, e eles usam cada um dos elementos
forjando-a.” Eu franzi as sobrancelhas, de repente considerando algo.”Bem, exceto Espirito.
Então essas coisas são super carregas e são é praticamente a única arma que não exige que o
Strigoi seja decapitado para causar danos – mas para matá-los, tem que atingir diretamente o
coração.”
“Elas vão machucar você?”
Eu balancei minha cabeça. “Não. Eu quero dizer, bem, sim, se você me empalar meu coração
com ela vai, mas não vai me machucar como machucaria um Moroi. Arranhe um Moroi com
ela, e vai atingi-los com força – mas não com tanta força quanto machucaria um Strigoi. E elas
não vão machucar humanos, também.”
Vendo Dimitri me olhando, eu afastei minhas memórias e continuei com a aula. Dimitri
ocasionalmente acenava ou me fazia uma pergunta para esclarecer as coisas. Enquanto o
tempo passava, eu continuava esperando que ele me dissesse que eu tinha terminado e podia
começar a despedaçar os bonecos. Ao invés disso, ele esperou até quase 10 minutos antes do
fim da aula antes de me dirigir a uma deles – era um homem com cabelo loiro e barbicha.
Dimitri tirou a estaca da bainha mas não me deu ela.
“Onde você vai colocar isso?” ele perguntou.
“No coração,” eu respondi irritada. “Eu já disse a você isso um monte de vezes. Você pode me
dar ela agora?”
Ele se permitiu um sorriso. “Onde é o coração.”
Eu dei a ele um olhar você-está-falando-sério. Ele meramente deu nos ombros.
Com uma ênfase super dramática, eu apontei para o lado esquerdo do peito do boneco.
Dimitri balançou sua cabeça.
“Aí não é onde o coração fica,” ele me disse.
“Claro que é. As pessoas colocam suas mãos sobre o coração quando eles dizem o Juramento a
Bandeir e cantam o hino nacional.”
Ele continuou a me encarar com a expectativa.
Eu me virei para o boneco e o estudei. No fundo do meu cérebro, eu lembrava muito bem das
aulas de CPR* (*ressuscitação cardiopulmonar) e onde nós colocávamos as mãos. Eu bati no
centro do peito do boneco.
“É aqui?”
E arqueou uma sobrancelha. Normalmente eu achava que isso era frio. Hoje era só irritante.
“Eu não sei,” ele disse. “É?”
“Isso é o que eu estou perguntando a você!”
“Você não deveria ter que perguntar. Você não tem aula de fisiologia?”
“Sim. Aulas de calouros. Eu estava de “férias,” lembra?” Eu apontei para a estaca brilhante.
“Eu posso tocá-la agora por favor?”
Ele virou a estaca de novo, fazendo um flash de luz, e então ela desapareceu na bainha. “Eu
quero que você me diga onde é o coração na próxima vez que nos encontrarmos. Exatamente
onde. E eu quero saber o que tem no caminho dele também.”
Eu dei a ele um olhar feroz, que – julgando pela sua expressão – não tinha sido tão feroz. Nove
de dez vezes, eu achava que o Dimitri era a coisa mais sexy do mundo. Então, tinha uma vez
como essa...
Eu fui até o primeira aula, uma aula de combate, de mal humor. Eu não gostava de parecer
incompetente na frente de Dimitri, e eu realmente, realmente queria usar uma daquelas
estacas. Então na aula eu descontei minha irritação em qualquer um que eu podia socar e
chutar. Até o fim da aula, ninguém queria fazer par comigo. Eu tinha acidentalmente acertado
Meredith – uma das poucas outras garotas na minha aula – tão forte que ela bateu sua perna
no acolchoado. Ela teria um machucado feio e continuava a olhar para mim como se eu tivesse
feito de propósito. Minhas desculpas foram vãs.
Depois, Mason me encontrou de novo. “Oh, cara,” ele disse, estudando meu rosto. “Quem
irritou você?”
Eu imediatamente comecei minha história sobre a estaca e desgraça do coração.
Para minha irritação, ele riu. “Como você não sabe onde fica um coração? Especialmente
considerando quantos deles você quebrou?”
Eu lancei a ele o mesmo olhar feroz que eu tinha dado a Dimitri. Dessa vez, funcionou. O rosto
de Mason ficou pálido.
“Belikov é um homem, doente e mal que deveria ser jogado em um poço de violentas víboras
pela grande ofensa que ele cometeu contra você essa manhã.”
“Obrigado.” Eu disse com precisão. Então, eu considerei. “Víboras podem ser violentas?”
“Eu não vejo porque não. Tudo pode ser. Eu acho.” Ele manteve a porta do corredor aberta
para mim. “ Gansos canadenses podem ser piores que víboras no entanto.”
Eu dei a ele um olhar pelo canto do olho. “Gansos canadenses são mais mortais que víboras?”
“Você já tentou alimentas aqueles pequenos bastardos?” ele perguntou, tentando parecer
sério e falhando. “Eles são horríveis. Você é jogado para víboras você morre rápido. Mas
gansos? Isso dura dias. Mais sofrimento.”
“Wow.Eu não sei se eu deveria ficar impressionada ou assustada que você pensou sobre isso,”
eu observei.
“Apenas tentando criar jeitos criativos de vingar sua honra, só isso.”
“Você apenas nunca me pareceu um tipo criativo, Mase.”
Nós estávamos fora da sala de aula antes do segundo período começar. A expressão de Mason
ainda era leve e brincalhona, mas tinha uma nota sugestiva quando ele falou de novo. “Rose,
quando eu estou perto de você, eu penso em todo o tipo de coisas criativas para fazer com
você.”
Eu ainda estava rindo das víboras e parei bruscamente, olhando pra ele surpresa. Eu sempre
pensei que Mason era bonitinho, mas como aquele olhar sério e fumegante, de repente me
ocorreu pela primeira vez que ele era meio sexy.
“Oh, veja isso,” ele riu, o quanto ele tinha me pego de guarda baixa. “Rose ficou sem palavras.
Ashford 1, Hathaway 0.”
“Hey, eu não quero fazer você chorar antes da viagem. Não vai ser divertido se eu já tiver
quebrado você antes mesmo de nós irmos para as montanhas.”
Ele riu, e então fomos para a aula. Essa era uma aula sobre a teoria dos guarda-costas, uma
que era dada em uma sala de aula ao invés do campo pratico. Era um ótimo descanso de todos
os exercícios práticos. Hoje, tinham três guardiões parados lá na frente que não eram da
escola. Visitantes devido ao feriado, eu notei. Os pais e seus guardiões já tinham começado a
chegar no campus para acompanhar seus filhos na estação de esqui.Meu interesse foi
provocado imediatamente.
Um dos convidados era um cara alto que parecia ter uns 100 anos mas que ainda podia
quebrar a pau. O outro cara que mais ou menos da idade de Dimitri. Ele tinha uma pele
profundamente bronzeada e tinha um corpo bom o suficiente para que algumas garotas
parecessem prestes a desmaiar.
O ultimo guardião era uma mulher. Seu cabelo moreno estava cortado e enrolado, e seus
olhos marrons estavam estreitos perdidos em pensamentos. Como eu disse, muitas mulheres
dhampirs tinham escolhido criar seus filhos ao invés de serem guardiãs. Já que eu também era
uma das mulheres nessa profissão, era sempre excitante conhecer outras – como Tamara.
Mas, essa não era Tamara. Essa era alguém que eu conhecia a anos, alguém que despertava
qualquer coisa mas não orgulho ou excitação. Ao invés disso, eu sentia ressentimento.
Ressentimento, raiva, e ultraje.
A mulher parada na frente da turma era minha mãe.
A.Vampiro - aura negra (capitulo 2)
DOIS
Dimitri fez uma ligação e um verdadeiro time da SWAT apareceu.
Demorou algumas foram, no entanto, e cada minuto gasto esperando parecia um ano. Eu
finalmente não pude mais agüentar e voltei para o carro. Dimitri examinou a casa mais a fundo
e depois veio sentar comigo. Nenhum de nós disse uma palavra enquanto esperávamos. Um
slide show dos terríveis acontecimentos continuava a passar na minha mente. Eu me sentia
assustada e sozinha e eu desejava que ele me abraçasse ou me confortasse de algum jeito.
Imediatamente, eu me censurei por querer isso. Eu me lembrei pela centésima vez que ele era
meu instrutor e não tinha que ficar me segurando, não importava a situação. Além do mais, eu
queria ser forte. Eu não precisava sair correndo atrás de um cara toda vez que as coisas
ficavam difíceis.
Quando o primeiro grupo de guardiões apareceu, Dimitri abriu a porta do carro e olhou para
mim. “Você deveria ver como isso funciona.”
Eu não queria ver mais nada naquela casa,honestamente, mas eu o segui de qualquer jeito.
Aqueles guardiões me eram estranhos, mas Dimitri os conhecia. Ele sempre parecia conhecer
todo mundo. Esse grupo ficou surpreso por encontrar uma novata na cena, mas nenhum deles
protestou contra a minha presença.
Eu andei atrás deles enquanto eles examinavam a casa. Nenhum deles tocou nada, mas eles se
ajoelharam perto dos corpos e estudaram as manchas de sangue e a janela quebrada.
Aparentemente, os Strigoi tinham entrado na casa através de mais do que só a porta da frente
e o pátio.
Os guardiões falavam em tons rígidos, sem mostrar o nojo e o medo que eu sentia. Eles eram
como maquinas. Um deles, a única mulher no grupo, se ajoelhou perto de Arthur Schoenberg.
Eu fiquei intrigada já que guardiões mulheres são tão raras. Eu ouvi Dimitri a chamar de
Tamara, e ela parecia ter uns 25 anos. Seu cabelo preto mal tocava seus ombros, o que era
comum para guardiãs.
Tristeza apareceu em seus olhos verdes enquanto ela estudava o rosto do guardião morto.
“Oh,Arthur,” ela disse. Como Dimitri, ela conseguia transmitir várias coisas em apenas algumas
palavras. “Nunca pensei que veria esse dia. Ele era o meu mentor.” Com outro suspiro, Tamara
se levantou.
Seu rosto tinha se tornando todo ocupado de novo, como se o cara que a tinha treinado não
estivesse deitado ali na frente dela. Eu não podia acreditar. Ele era o mentor dela. Como ela
podia manter esse tipo de controle? Por meio segundo, eu imaginei ver Dimitri morto no chão
ao invés dele. Não. Eu nunca conseguiria ficar calma no lugar dela. Eu teria enlouquecido. Eu
teria gritado e chutado coisas. Eu teria batido em qualquer um que tentasse me dizer que tudo
estaria bem.
Felizmente, eu não acreditava que ninguém pudesse derrubar Dimitri. Eu tinha visto ele matar
um Strigoi sem nem mesmo suar. Ele era invencível. Totalmente poderoso. Bom.
É claro, Arthur Schoenberg também tinha sido.
“Como eles podem ter feito isso?” Eu disse de repente. Seis pares de olhos se viraram pra
mim. Eu esperava um olhar disciplinado de Dimitri devido a minha explosão, mas ele parecia
meramente curioso. “Como eles podem ter matado ele?”
Tamara encolheu um pouco os ombros, seu rosto ainda composto. “Do mesmo jeito que eles
matam todos os outros. Ele é mortal, assim como o resto de nós.”
“Sim, mas ele... você sabe. Arthur Schoenberg.”
“Nos diga você, Rose,” disse Dimitri. “Você viu a casa. Nos diga como eles conseguiram.”
Enquanto todos eles me olhavam, eu me dei conta que eu talvez fosse fazer o teste afinal de
contas.Eu pensei sobre o que eu ouvi e vi, eu engoli, tentando descobrir como o impossível
tinha se tornado possível.
“Tem quatro pontos de entrada, o que significa pelo menos 4 Strigoi.Tinha sete Moroi...” A
família que vivia aqui tinha convidados, fazendo o massacre aumentar. Três das vitimas eram
crianças”... e três guardiões. Muitas mortes. Quatro Strigoi não poderiam pegar tantos. Seis
provavelmente poderiam se eles fossem atrás dos guardiões primeiro e os pegassem de
surpresa. A família ficaria em pânico para lutar.”
“E como eles pegaram os guardiões de surpresa?” Dimitri estimulou.
Eu hesitei. Guardiões, como regra geral, não eram pegos de surpresa. “Porque os wards se
quebraram. Em uma casa sem wars, provavelmente haveria um guardião andando no jardim a
noite. Mas eles não fizeram isso aqui.”
Eu esperei pela próxima pergunta obvia com os wards tinham sido quebradas. Mas Dimitri não
perguntou. Não tinha necessidade. Todos sabíamos. Todos tínhamos visto a estaca. De novo,
um calafrio percorreu minha espinha. Humanos trabalhando com Strigoi – um grupo grande de
Strigoi.
Dimitri simplesmente acenou como um sinal de aprovação, e o grupo continuou sua analise.
Quando nós alcançamos o banheiro, tentei não encarar. Eu já tinha visto esse aposento com
Dimitri mais cedo e não tinha vontade de repetir a experiência. Tinha um homem morto ali, e
seu sangue seco se destacava contrastando contra o azulejo branco. E também, já que esse
quarto ficava mais no interior, não era estava tão frio como na tinha sido no pátio. Sem
preservação. O corpo não cheirava mal ainda, exatamente, mas também não tinha um cheiro
legal.
Mas quando eu comecei a me virar para sair, eu vislumbrei algo vermelho escuro – era mais
pra marrom, na verdade – no espelho. Eu não tinha notado antes porque o resto da cena tinha
tomado minha atenção. Tinham palavras no espelho, feitas com sangue.
Pobres, pobres Badicas. Sobraram tão poucos. Uma família real quase destruída. Outras irão
também.
Tamara bufou enojada e se afastou do espelho, estudando outros detalhes no banheiro.
Enquanto nos saiamos, aquelas palavras se repetiram na minha mente. Uma família real quase
destruída. Outras irão também.
Os Badicas eram uma família real pequena, isso era verdade. Mas os que tinham sido mortos
aqui não eram os únicos que restavam. Tinha provavelmente uns 200 Badicas sobrando. Isso
não era tanto quanto uma família como, digamos, os Ivashkovs. Essa família real em particular
era enorme e estava espalhada. Tinham, no entanto, muito mais Badicas que alguns das outras
famílias reais.
Como os Dragomirs.
Lissa era a única que restava.
Se os Strigoi queriam destruir a linhagem das famílias reais, não tinha nada melhor do que ir
atrás dela. Sangue Moroi dava poder aos Strigoi, então eu entendia que eles desejassem isso.
Eu suponho que ir atrás especificamente das famílias reais era simplesmente parte de sua
natureza cruel e sádica. Era irônico que os Strigoi quisessem destruir a comunidade dos Moroi,
já que muitos deles uma vez tinham sido parte dela.
O espelho e seu aviso me consumiu pelo resto do tempo em que estivemos na casa, e meu
choque e medo se transformaram em raiva. Como eles podiam fazer isso? Como uma criatura
podia ser tão louca e má para fazer isso com uma família inteira – que eles quisessem varrer
uma linhagem sanguínea inteira? Como qualquer criatura podia fazer isso se eles já tinham
sido como eu e Lissa?
E pensando em Lissa – pensando na vontade dos Strigoi de destruir a família dela também –
espalhou uma raiva negra em mim. A intensidade daquela emoção quase me derrubou. Era
algo negro e podre, irritando e aumentando. Uma tempestade começou. Eu de repente queria
rasgar em pedaços cada Strigoi em que eu conseguisse por as mãos.
Quando eu finalmente entrei no carro para voltar para St. Vladimir com Dimitri, eu bati a porta
com tanta força que foi uma surpresa ela não ter caído.
Ele me olhou surpreso. “O que foi?”
“Você está falando sério?” eu exclamei, incrédula. “Como você pode perguntar isso? Você
esteve lá. Você viu aquilo.”
“Eu vi,” ele concordou. “Mas eu não estou descontando no carro.”
Eu pus o cinto e continuava irritada. “Eu odeio eles. Eu odeio todos eles! Eu queria que eles
estivessem lá. Eu teria arrancado suas gargantas!”
Eu estava quase gritando. Dimitri me encarava, seu rosto calmo, mas ele estava claramente
impressionado com a minha explosão.
“Você acha mesmo que isso é verdade?” ele me perguntou. “Você acha que poderia ter se
saído melhor que Art Schoenberg depois de ter visto o que os Strigoi fizeram lá dentro? Depois
de ver o que Natalie fez com você?”
Eu vacilei. Eu tinha me enrolado com a prima de Lissa, Natalie, quando ela se tornou uma
Strigoi, logo antes de Dimitri aparecer e salvar o dia. Mesmo como uma Strigoi nova – fraca e
descoordenada – ela me jogou contra a parede.
Eu fechei meus olhos e respirei fundo. De repente, eu me sentia idiota. Eu tinha visto o que um
Strigoi podia fazer. Eu correndo impetuosamente e tentando salvar o dia só iria resultar numa
morte rápida. Eu ainda estava me desenvolvendo como guardiã, mas eu ainda tinha muito a
aprender – e nenhuma garota de dezessete anos poderia vencer seis Strigoi.
Eu abri meus olhos. “Sinto muito,” eu disse, ganhando controle de mim mesma. A raiva que
tinha explodido dentro de mim tinha desaparecido. Eu não sabia da onde ela tinha vindo. Eu
tinha um pavio curto e agia impulsivamente, mas isso tinha sido intenso e ruim até mesmo
para mim. Estranho.
‘Está tudo bem,’ disse Dimitri. Ele se inclinou e pos sua mão na minha por alguns segundos.
Então ele a removeu e ligou o carro. “Foi um dia longo. Para todos nós.”
Quando nós voltamos para a Academia St. Vladimir perto da meia noite, todos sabiam sobre o
massacre. O dia da escola de vampiros tinha acabado de terminar, e eu não dormia fazia mais
de 24 horas. Eu meus olhos estavam turvos e preguiçosos, e Dimitri me ordenou para ir para o
meu dormitório e dormir um pouco. Ele, é claro, parecia alerta e pronto pra qualquer coisa. As
vezes eu não tinha certeza se ele dormia. Ele foi até se consultar com outros guardiões sobre o
ataque, e eu prometi a ele que iria direto pra cama. Ao invés disso, eu fui até a biblioteca assim
que ele saiu. Eu precisava ver Lissa, e nossa ligação me disse que era lá que ela estava.
Estava escuro enquanto eu andava no corredor de pedra e cruzava a quadra do meu
dormitório até o prédio principal da escola secundária. Neve tinha coberto a grama
completamente, mas a calçada tinha sido meticulosamente limpa de todo o gelo e neve. O que
lembrou da casa negligenciada dos Badica.
O prédio comunitário era grande e tinha a aparência meio gótica, mas apropriada a um set de
um filme medieval do que uma escola. Lá dentro, o ar de mistério e história antiga continuava
a penetrar no prédio: paredes de pedra elaboradas e pinturas antigas lutavam contra os
computadores e luzes fluorescentes. A tecnologia moderna tinha espaço aqui, mas nunca
dominaria.
Entrando pelo portão eletrônico da biblioteca, eu imediatamente me dirigi para um dos cantos
onde os livros de geografia e viagem eram mantidos. Certa o suficiente, eu encontrei Lissa
sentada no chão, encostada em uma estante.
“Hey,” ela disse, olhando por cima do livro aberto em seu joelho. Ela tirou alguns fios de seu
cabelo do seu rosto. Seu namorado, Christian, estava no chão perto dela, sua cabeça recostada
em seu outro joelho. Ele me saudou com um aceno. Considerando o antagonismo que as vezes
surgia entre nós, isso era quase como me dar um grande abraço. Apesar do seu pequeno
sorriso, eu podia sentir a tenção e o medo nela; fluía através da ligação.
“Você soube,” eu disse, sentando com as pernas cruzadas.
Seu sorriso desapareceu, e os sentimentos de medo e inquietação aumentaram. Eu gostava
que a nossa ligação me permitisse protegê-la melhor, mas eu não precisava ter meus próprios
sentimentos problemáticos ampliados.
“É horrível,” ela disse estremecendo. Christian colocou seus dedos nos dela. Ele apertou sua
mão. Ela apertou de volta. Esses dois estavam tão apaixonados e eram tão doces um com o
outro que eu sentia necessidade de escovar meus dentes perto deles. Eles estavam subjugados
agora, no entanto, devido a noticia do massacre. “Eles estão dizendo... eles dizem que tinha
seis ou sete Strigoi. E que humanos ajudaram a quebrar os wards.”
Eu inclinei minhas costas contra uma prateleira. As noticias realmente viajam rápido. De
repente, me senti tonta. “É verdade.”
“Mesmo?” perguntou Christian. “Eu pensei que isso era só paranóia.”
“Não...” eu me dei conta que ninguém sabia onde eu tinha estado hoje. “Eu... eu estava lá.”
Os olhos de Lissa cresceram, choque cruzou seu rosto. Até mesmo Christian – o representante
da “esperteza” – parecia desgostoso. Se não fosse pelos horror de tudo, eu teria ficado
satisfeita em pega-lo de guarda baixa.
‘Você está brincando,” ele disse, com a voz incerta.
“Eu pensei que você fosse fazer seu teste Qualificativo...” As palavras de Lissa morreram.
“Eu deveria,” eu disse. “Foi o tipo de coisa da hora errada no lugar errado.O guardião que iria
aplicar o teste morava lá. Dimitri e eu entramos, e...”
Eu não pude terminar. Imagens de sangue e morte que tinham enchido a casa dos Badica
apareceram na minha mente de novo. Preocupação cruzou o rosto de Lissa e a nossa ligação.
“Rose, você está bem?” ela perguntou gentilmente.
Lissa era minha melhor amiga, mas eu não queria que ela soubesse o quão assustada e
chateada a coisa toda tinha me deixado. Eu queria ser corajosa.
“Ótima,” eu disse, com os dentes trincados.
“Como é que foi?” perguntou Christian. A curiosidade encheu sua voz, mas tinha culpa ali
também – ele sabia que era errado querer saber sobre algo tão horrível. Mas ele não pode se
impedir de perguntar. Falta de controle em segurar impulsos era uma coisa que tínhamos em
comum.
“Foi...” eu balancei minha cabeça.”Eu não quero falar sobre isso.”
Christian começou a protestar, e então Lissa pos a mão através do cabeço dele. O gesto de
censura o silenciou. Houve um momento de constrangimento entre nós. Lendo a mente de
Lissa, eu senti ela procurar um tópico novo desesperadamente.
“Eles dizem que isso vai estragar nossas visitas de natal,” ela me disse depois de mais alguns
segundos. “A tia de Christian vai vir visitar, mas a maioria das pessoas não quer viajar, e
querem que seus filhos fiquem aqui seguros. Eles estão apavorados com o grupo de Strigoi.”
Eu não tinha pensado nas conseqüências de um ataque assim. Nós estávamos a apenas uma
semana mais ou menos de distancia do natal. Normalmente, tinha uma grande quantidade de
viagens no mundo Moroi essa época do ano. Estudantes iam pra casa visitar seus pais; pais
vinham ficar no campus e visitar seus filhos.
“Isso vai manter muitas famílias separadas,” eu murmurei.
“E atrapalhar muitos encontros da realeza,” disse Christian. Sua breve seriedade desapareceu;
seu ar de espertinho tinha voltado.”Você sabe como eles são nessa época do ano – sempre
competindo uns com os outros para dar a maior festa. Eles não vão saber o que fazer por si
mesmos.”
Eu não podia acreditar. Minha vida era sobre lutar, mas os Moroi certamente tinham sua parte
em brigas internas – particularmente os nobres e a realeza. Eles travavam suas próprias
batalhas com palavras e alianças políticas, e honestamente, eu prefiro o método mais direto
de socar e chutar. Lissa e Christian particularmente tinham que navegar por águas
problemáticas. Eles eram de famílias reais, o que significa que eles tinham muita atenção
dentro e fora da Academia.
A coisa era pior para eles do que para a maioria dos Moroi da realeza. A família de Christian
vivia sobre as sombras dos pais dele.Eles tinham se tornado Strigoi de propósito, trocando sua
mágica e moral para se tornarem imortais e sub existir matando outros. Seus pais estavam
mortos agora, mas isso não impediu as pessoas de desconfiar dele. Eles pareciam pensar que
ele se tornaria um Strigoi a qualquer momento e levaria todos os outros com ele. Sua grosseria
e senso de humor negro não também não ajudavam.
A atenção a Lissa vinha do fato dela ser a ultima de sua família. Nenhum outro Moroi tinha
sangue Dragomir o suficiente para receber o nome. O futuro marido dela provavelmente teria
o suficiente em sua arvore genealógica para se certificar que seus filhos fossem Dragomirs,
mas por enquanto, ser a única fazia dela meio que uma celebridade.
Pensar nisso de repente me lembrou do aviso no espelho. Náusea cresceu em mim. Aquela
raiva e desespero reapareceu, mas eu a mandei para longe com uma piada.
“Vocês deveriam tentar resolver o problema de vocês como nós fazemos. Uma briga poderia
fazer bem para a realeza.”
Lissa e Christian riram. Ele olhou pra ela com um sorriso bobo, mostrando suas presas como
ele fazia. “O que você acha? Eu aposto que eu podia te pegar se nós brigássemos.”
“Bem que você queria,” ela provocou. Seus sentimentos perturbados diminuíram.
“Eu queria na verdade,” ele disse encarando-a.
Tinha uma intensa nota sensual em sua voz que fez o coração dela disparar. Inveja se apossou
de mim. Ela e eu tínhamos sido amigas a vida inteira. Eu podia ler a mente dela. Mas o fato
permanecia: Christian era uma grande parte do mundo dela agora, e ele tinha um papel que
eu nunca teria – assim como ele nunca seria parte da conexão que existia entre ela e eu. Nós
dois meio que aceitamos mas não gostávamos do fato que tínhamos que dividir a atenção
dela, e de vez enquanto, parecia que a trégua que tínhamos feito para o bem dela se
manchava.
Lissa passou sua mão em suas bochechas. “Comporte-se.”
“Eu me comporto,” ele disse a ela, sua voz ainda um pouco enferrujada. “Às vezes. Mas as
vezes você não quer que eu...”
Suspirando, eu me levantei. “Otimo. Eu vou deixar vocês dois sozinhos agora.”
Lissa piscou e arrastou seus olhos para longe de Christian, de repente parecendo embaraçada.
“Desculpe,” ela murmurou. Ela corou delicadamente. Já que ela era pálida como qualquer
Moroi, isso meio que fez ela parecer mais bonita. Não que ela precisasse de muita ajuda nesse
departamento. “Você não tem que ir...”
“Não, está tudo bem. Estou exausta,” eu assegurei a ela. Christian não parecia muito chateado
por mim partir. “Eu falo com você amanhã.”
Eu comecei a ir embora, mas Lissa me chamou. “Rose? Você...você tem certeza que está bem?
Depois de tudo que aconteceu?”
Eu encarei seus olhos cor de jade. “Estou bem. Nada pra se preocupar a não ser vocês dois
rasgando as roupas um do outro antes que eu tenha a chance de ir embora.”
“Então é melhor você ir agora,” disse Christian secamente.
Ela cotovelou ele, e eu virei os olhos. “Boa noite,” eu disse a eles.
Assim que eu virei de costas, meu sorriso desapareceu. Eu me dirigi ao meu quarto com um
coração pesado, esperando não sonhar sobre os Badicas hoje a noite.
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