sábado, 3 de março de 2012

A.Vampiro - aura negra (capitulo 16)


DEZESSEIS
Lissa me encontrou mais tarde naquele dia. Eu adormeci depois que Mason saiu, muito
deprimida para sair da cama.Ela bater a porta me acordou.
Eu estava muito feliz em ver ela. Eu precisa contar sobre o que tinha acontecido com Mason,
mas antes que eu pudesse, eu li os sentimentos dela. Eles eram tão perturbados quanto o
meu. Então, como sempre, eu a coloquei primeiro.
“O que aconteceu?”
Ela sentou na cama dela, se afundando nas penas, seus sentimentos furiosos e tristes.
“Christian.”
“Verdade?” eu nunca soube deles brigarem. Eles se provocavam muito, mas dificilmente era o
tipo de coisa que a faria chorar.
“Ele descobriu... que eu estava com Adrian essa manhã.”
“Oh,wow,” eu disse. “É. Isso pode ser um problema.” Levantando, eu andei até a penteadeira
e encontrei minha escova. Voltando, eu fiquei perto do espelho e comecei a escovar meu
cabelo embaraçado que consegui depois da soneca.
Ela gemeu. “Mas nada aconteceu!Christian está enlouquecido por nada.Eu não posso acreditar
que ele não confia em mim.”
“Ele confia em você. A coisa toda é estranha, só isso.”Eu pensei sobre Dimitri e Tasha.”Ciúmes
faz as pessoas fazer e dizerem coisas idiotas.”
“Mas nada aconteceu,” ela repetiu. “Eu quero dizer, você esteve lá – hey, eu nunca descobri. O
que você estava fazendo lá?”
“Adrian me mandou um monte de perfume.”
“Ele- você quer dizer aquela caixa gigante que você está carregando?”
Eu acenei.
“Whoa.”
“É. Eu fui devolver,” eu disse. “A pergunta é, o que você estava fazendo lá?”
“Apenas conversando,” ela disse. Ela começou relaxar, prestes a me dizer algo, mas então
parou. Eu senti a idéia quase alcançar a parte da frete da mente dela e então ele a empurrou
de volta.”Eu tenho muito para contar pra você, mas primeiro me diz o que aconteceu com
você.”
“Nada aconteceu comigo.”
“Tanto faz, Rose. Eu não sou psíquica como você, mas eu sei quando você está irritada com
algo. Você está meio chateada desde o natal. O que aconteceu?”
Agora não era a hora de contar o que tinha acontecido no natal quando minha mãe me contou
sobre Tasha e Dimitri. Mas eu contei para Lissa o que tinha acontecido com Mason – editando
o motivo do porque eu ter parado – e simplesmente contei o que eu tinha feito.
“Bem...” ela disse quando eu terminei. “Esse foi o seu direito.”
“Eu sei. Mas eu meio que o conduzi. Eu entendo porque ele está chateado.”
“Vocês provavelmente podem se acertar. Vá falar com ele. Ele é louco por você.”
Era mais do que falta de comunicação. As coisas com Mason e eu não poderiam se acertar tão
fácil. “Eu não sei,” eu disse a ela.”Nem todo mundo é como você e Christian.”
O rosto dela escureceu. “Christian. Eu ainda não acredito que ele está sendo tão idiota sobre
isso.”
Eu não queria, mas eu ri. “Liss, vocês vão voltar a se agarrar em um dia. Mais do que se beijar,
provavelmente.”
Escapou antes que eu pudesse me dar conta. Os olhos dela aumentaram. “Você sabe.”Ela
balançou a cabeça em exasperação. “É claro que você sabe.”
“Desculpe,” eu disse. Eu não queria que contar a ela que eu sabia sobre o sexo, não até ela
mesmo me contar.
Ela me olhou. “Quanto você sabe?”
“Um, não muito,” eu menti. Eu terminei de escovar meu cabelo mas comecei a brincar com o
cabo da escova para evitar os olhos dela.
“Eu tenho que aprender a te manter fora da minha mente,” ela murmurou.
“É o único jeito que eu posso “falar” com você ultimamente.” Outro deslize.
“O que isso quer dizer?” ela exigiu.
“Nada...eu...” Ela estava me dando um olhar afiado. “Eu... eu não sei.Eu só sinto que nós não
conversamos mais tanto.”
“É preciso duas pessoas para consertar isso.” Ela disse, a voz dela gentil de novo.
“Você está certa,” eu disse, sem apontar que dois podiam consertar isso se uma não estivesse
sempre com seu namorado. Verdade, eu era culpada do meu próprio jeito em manter as coisas
para mim mesma – mas eu queria falar com ela várias vezes ultimamente. O timing
simplesmente não parecia certo – nem mesmo agora. “Você sabe, eu nunca pensei que você
seria a primeira. Ou eu suponho que eu nunca pensei que eu seria uma veterana e ainda seria
virgem.”
“É,” ela disse com indiferença.”Eu também não.”
“Hey! O que isso quer dizer?”
Ela riu, então olhou o relógio. O sorriso dela desapareceu. “Ugh. Eu tenho que ir para o
banquete de Priscilla. Christian deveria ir comigo, mas ele está sendo um idiota...”Os olhos
dela se focaram em mim com esperança.
“O que?Não. Por favor, Liss.Você sabe como eu odeio essas coisas formais da realeza.”
“Oh, anda,” ela implorou.”Christian saiu de fininho. Você não pode me jogar aos lobos. E você
não acabou de dizer que nós precisamos conversar mais?” Eu gemi.”Além do mais, quando
você for minha guardiã, você vai ter que ir nessas coisas o tempo todo.”
“Eu sei,” eu disse. “Eu pensei que eu podia aproveitar meus últimos 6 meses de liberdade.”
Mas no final, ela me convenceu a ir com ela, como nós duas sabíamos que ela faria.
Nós não tínhamos muito tempo, e eu tive que correr para tomar banho, secar o cabelo, e fazer
a maquiagem. Eu trouxe o vestido de Tasha, e embora eu ainda quisesse que ela sofresse
horror por se sentir atraída por Dimitri, eu estava agradecida pelo presente dela agora. Eu
puxei o material de seda, feliz por ver que a tonalidade de vermelho era tão matadora quanto
eu tinha pensado. Era um longo vestido estilo Asiático com flores bordadas na seda. O pescoço
alto e a bordas compridas cobriam muita pele, mas a o material marcou meu corpo e me fazia
parecer sexy em um jeito diferente do que mostrar muita pele. Meu olho roxo praticamente
havia desaparecido.
Lissa, como sempre, parecia incrível. Ela usava um vestido púrpura assinado por Johnna Raski,
um designer Moroi muito conhecido. Não tinha mangas e era feito de cetim. Os cristais
parecidos com ametista presos em tiras brilhavam contra sua pele. Ela usava seu cabelo para
cima em um solto, e artístico coque.
Quando alcançamos o salão de banquete, nós chamamos a atenção de algumas pessoas. Eu
não acho que a realeza estava esperando que a princesa Dragomir trouxesse sua amiga
dhampir para esse muito esperado baile, que participava só quem tinha convite. Mas hey, o
convite de Lissa dizia “e convidado.” Ela e eu sentamos nos nossos lugares na mesa com alguns
da realeza cujo nome eu prontamente esqueci. Eles ficaram felizes em me ignorar, e eu fiquei
feliz em ignorar eles.
Além do mais, não era como se não tivesse outras distrações. Esse aposento era decorado
todo em prata e azul. Toalhas de mesa azul cobriam a mesa, tão brilhante e macia que eu
estava apavorada por comer em cima dela. Castiçais com velas estavam pendurados nas
paredes, e uma lareira decorada com vidro colorido estava no canto. O efeito era um
espetacular panorama de cores e luzes, de deslumbrar. No canto, uma magra Moroi tocava
violoncelo, o rosto dela sonhador e focado na música. O barulho das taças de vinho produzia
doces notas.
O jantar era igualmente incrível. A comida era elaborada, mas eu reconheci tudo no prato
(porcelana, é claro) e gostei de tudo. Não tinha foie gras aqui. Salmão temperado com
cogumelos. Uma salada com pimenta e queijo de bode. Pasteis recheados de amêndoa para
sobremesa. Minha única reclamação era que as porções eram pequenas. A comida parecia
mais ser para decorar os pratos, eu juro, eu terminava em 10 mordidas. Moroi podem ainda
precisar de comida junto com sangue, mas eles não precisavam de tanto quanto humanos –
ou, vamos dizer, como uma garota dhampir em fase de crescimento – precisava.
Ainda sim, a comida poderia ter justificado eu vir nessa aventura, eu decidi. Exceto, quando a
comida acabou, Lissa me disse que nós não podíamos partir.
“Nós temos que nos misturar,” ela sussurrou.
Misturar?
Lissa riu do meu desconforto. “Você é a social.”
Era verdade. Na maioria das circunstancias, eu era quem me colocava lá fora e não tinha
medo de falar com as pessoas. Lissa tende a ser tímida. Mas, com esse grupo, a mesa virou.
Isso era território dela, não meu, e me surpreendia ver o quão bem ele podia interagir com a
alta sociedade da realeza. Ela era perfeita, polida e educada. Todos ansiavam falar com ela, e
ela sempre parecia saber a coisa certa a dizer. Ela não estava usando compulsão, exatamente,
mas ela definitivamente tinha um ar que fazia as pessoas quererem falar com ela. Eu acho que
pode ser um efeito inconsciente do Espírito. Mesmo com os remédios, seu mágico e natural
carisma continuava. Uma vez a interação social que tinham sido forçadas e cansativas para
ela, mas agora ela levava numa boa. Eu estava orgulhosa dela. A maior parte da conversa ficou
bem leve: fashion, vidas amorosas da realeza, etc. Ninguém parecia querer estragar a
atmosfera falando sobre Strigoi.
Então eu grudei ao lado dela pelo resto da noite. Eu tentei falar a mim mesma que era pratica
para o futuro, quando eu a seguia quieta como uma sombra. A verdade era, que eu me sentia
desconfortável nesse grupo e sabia que meus mecanismos de defesa eram inúteis aqui. Além
do mais, era doloroso ver que eu era a única dhampir convidada no jantar. Havia outros
dhampirs, sim, mas eles eram guardiões, cuidando da segurança do local.
Enquanto Lissa e eu andávamos pela multidão, nós nos fomos até um grupo de Moroi que
estavam começando a falar muito alto. Um deles eu reconheci. Ele era o cara da briga que eu
tinha ajudado a separar, mas dessa vez ele estava usando um paletó preto ao invés de uma
sunga. Ele olhou quando nos aproximamos, nos avaliando grosseiramente, mas
aparentemente ele não lembrava de mim. Nós ignorando, ele continuou a discussão. Nada
surpreendente, o tópico era a proteção dos Moroi. Ele era o que era a favor dos Moroi lutarem
ofensivamente contra os Strigoi.
“Que parte do ‘suicídio’ você não entendeu?” perguntou um dos homens parado ali perto. Ele
tinha cabelo prateado e um bigode. Ele usava um paletó também, mas o cara mais novo
parecia melhor em um. “Moroi treinando como soldados será o fim da nossa raça.”
“Não é suicidio,” exclamou o cara mais novo. “É a coisa certa a fazer. Nós temos que começar a
cuidar de nós mesmos. Aprender a lutar e usar mágica é muito útil, além de usar os
guardiões.”
“Sim, mas com os guardiões, nós não precisamos de outras coisas,” disse o cara do cabelo
prata. “Você este ouvindo quem não é da realeza. Eles não tem guardiões, então é claro que
eles estão assustados. Mas isso não é razão para nos arrastar e colocar nossas vidas em risco.”
“Eles não fazem isso,” disse Lissa de repente. A voz dela era suave, mas todos no pequeno
grupo pararam e olharam pra ela. “Quando você fala sobre Moroi aprendendo a lutar, você faz
parecer que é tudo ou nada. Não é. Se você não quer lutar, então você não precisa. Eu
entendo completamente.”O cara parecia ligeiramente aliviado. “Mas, isso é porque você pode
confiar nos guardiões. Muitos Moroi não podem. Se eles querem aprender a se defender, não
a razão deles não poderem.”
O cara mais novo encarava triunfante seu adversário. “Você vê?”
“Não é tão simples,” respondeu o cara dos cabelos prateados. “Se fosse apenas uma questão
de pessoas malucas querendo se matar, então tudo bem. Vá fazer. Mas onde vamos aprender
essas técnicas de luta?”
“Bem você descobre a mágica por si. Os guardiões nos ensinam a parte física da luta.”
“Sim, vê? Eu sabia que era ai que isso estava indo. Mesmo que o resto de nós não participe
dessa missão suicida, vocês ainda querem nossos guardiões para treinar seu exercito de
mentirinha.”
O cara mais novo olhou irritado com a palavra “de mentirinha,” e eu me perguntei se uma
nova briga ia começar. “Vocês nos devem.”
“Não, eles não devem,” disse Lissa.
Olhares intrigados se viraram para ela de novo. Dessa vez, era o cara do cabelo prateado que
parecia triunfante. As feições do cara mais novo se encheram de raiva.
“Guardiões são os melhores recursos de luta que nós temos.”
“Eles são,” ela concordou,”mas isso não te dá o direito de tirar eles do seu dever.” O cara do
cabelo prateado estava quase brilhando.
“Então como nós deveríamos aprender?” exigiu o outro cara.
“Do mesmo jeito que os guardiões aprendem,” Lissa informou ele. “Se você quer aprender a
lutar, vá para as Academias. Forme aulas e comece do inicio, do mesmo jeito que os novatos
fazem. Desse jeito, você não vai tirar os guardiões do seu dever. É um lugar seguro, e os
guardiões são especializados em ensinar aos alunos de qualquer forma.” Ela fez uma pausa
pensativa. “Você pode até mesmo começar a fazer aulas de defesa como parte do currículo
dos estudantes Moroi que já estão lá.”
Olhares surpresos caíram sobre ela, o meu incluído. Era uma solução elegante, e todo mundo
ao redor percebeu. Não cobria 100% dos problemas, mas era o melhor jeito de um lado não
prejudicar o outro. Genial. O outro Moroi a estudou com admiração e fascinação.
De repente, todos começaram a falar ao mesmo tempo, excitados com a idéia. Eles incluíram
Lissa, e logo havia uma conversa apaixonada rolando sobre o plano dela. Eu fiquei excluída
mas decidi que estava tudo bem. Então eu me afastei e fui para perto de uma porta.
No caminho, eu passei por uma garçonete com um bandeja de canapés.Ainda com fome, eu
olhei para eles com suspeita mas não vi nada que parecesse com o foie gras do outro dia. Eu
apontei para aquele que parecia algum tipo de carne cozida.
“Isso é fígado de pato?” eu perguntei.
Ela negou. “Sweetbread.”
Isso não soava ruim. Eu o peguei.
“É pâncreas,” disse uma voz atrás de mim. Eu devolvi.
“O que?” eu grunhi. A garçonete assumiu meu choque como rejeição e continuou andando.
Adrian Ivashkov se moveu na minha linha de visão, parecendo muito satisfeito consigo mesmo.
“Você está brincando comigo?” eu perguntei. “’Sweetbread”é pâncreas?” Eu não sei porque
isso me chocou tanto. Moroi consumiam sangue. Porque não órgão? Ainda sim, eu reprimi um
calafrio.
Adrian riu. “É muito bom.”
Eu balancei a cabeça enojada. “Oh, cara. Pessoas ricas são uma droga.”
Seu divertimento continuou. “O que você está fazendo aqui, pequena dhampir? Você está me
seguindo?”
“É claro que não,” eu zombei. Ele estava perfeitamente vestido, como sempre. “Especialmente
não depois de todos os problemas em que você nos meteu.”
Ele deu um sorriso tentador, e apesar do quanto ele me irritava, eu de novo senti uma enorme
necessidade de estar perto dele. Qual era dessa?
“Eu não sei,” ele provocou. Ele parecia perfeitamente são agora, não exibia nenhum traça do
comportamento estranho que eu tinha presenciado em seu quarto. E sim, ele ficava muito
melhor em um paletó do que qualquer cara que eu tinha visto na festa. “Quantas vezes a
gente fica se encontrando?Essa é, o que, a quinta vez?Está começando a parecer suspeito. Não
se preocupe, no entanto. Eu não vou contar para o seu namorado. Nenhum deles.”
Eu abri a boca para protestar, então lembrei que ele tinha me visto com Dimitri. Eu me recusei
a corar. “Eu só tenho um namorado. Mais ou menos. Talvez não tenha mais. E de qualquer
jeito, não tem nada para contar. Eu nem gosto de você.”
“Não?” perguntou Adrian, ainda sorrindo. Ele se inclinou na minha direção, e ele tinha um
segredo para dividir. “Então porque você está usando meu perfume?”
Dessa vez, eu corei. Eu me afastei. “Eu não estou.”
Ele riu. “É claro que você está. Eu contei as caixas depois que você saiu. Além do mais, eu
posso sentir o cheiro em você. É bom. Afiado... mas ainda doce – assim como eu tenho certeza
que você é por dentro. E você entendeu direito, você sabe. Só o suficiente para dar um
gostinho... mas não o suficiente para esconder seu próprio cheiro.”O jeito que ele disse
“cheiro” fez parecer uma palavra suja.
A realeza Moroi podia me deixar desconfortável, mas caras espertinhos dando em cima de
mim não. Eu lidava com eles freqüentemente. Eu deixei de lado minha timidez e me lembrei
quem eu era.
“Hey,” eu disse jogando meu cabelo para trás.”Eu tinha todo direito de pegar um. Você os
ofereceu. Seu erro está em assumir que eu ter pego um significa algo. Não significa. Exceto que
talvez você devesse ser mais cuidadoso sobre onde você coloca seu dinheiro.”
“Ooh, Rose Hathaway está aqui para brincar, pessoa.” Ele pausou e pegou uma taça do que
parecia ser champagne de uma garçonete que passava. “Quer um?”
“Eu não bebo.”
“Certo.” Adrian me deu uma taça mesmo assim, então fez a garçonete ir embora e
experimentou o champagne. Eu tinha a impressão que não era o primeiro da noite. “Então.
Parece que nossa Vasilisa colocou meu pai no lugar dele.”
“Seu...” eu olhei de volta para o grupo que eu tinha acabado de deixar. O cara de cabelo prata
estava parado ali, gesticulando abertamente. “Aquele cara é o seu pai?”
“É o que a minha mãe diz.”
“Você concorda com ele? Sobre como se os Moroi lutarem será suicídio?”
Adrian deu nos ombros e deu outro gole. “Eu não tenho uma opinião sobre isso.”
“Isso não é possível. Como você não pode acreditar num ou noutro?”
“Não sei. Só não é algo que eu me preocupe. Eu tenho coisas melhores a fazer.”
“Como me perseguir,” eu sugeri. “E Lissa.” Eu ainda queria saber porque ela estava no quarto
dele.
Ele sorriu de novo. “Eu disse, você é que está me seguindo.”
“É, é, eu sei. Cinco vezes –“ eu parei. “Cinco vezes?”
Ele acenou.
“Não, só foram quatro.” Com a minha mão livre eu contei. “A primeira noite, a noite no SPA,
quando eu fui pro seu quarto, e agora. “
O sorriso se tornou misterioso. “Se você diz.”
“Eu digo mesmo...” de novo, minhas palavras morreram. Eu tinha falado com Adrian uma
outra vez. Mais ou menos. “Você não pode estar querendo dizer...”
“Dizer o que?” Uma expressão curiosa acendeu nos olhos dele. Era mais esperançosa do que
presunçosa.
Eu engoli, lembrando do sonho. “Nada.” Seu pensar, eu tomei um gole do champagne. No
outro lado, os sentimentos de Lissa voltaram para mim, calmo e contente. Ótimo.
“Porque você está sorrindo?” Adrian perguntou.
“Porque Lissa ainda está ali, falando com o pessoal.”
“O que não é surpresa. Ela é uma daquelas pessoas que podem encantar qualquer um que ela
quiser se ela tentar. Mesmo pessoas que odeiam ela.”
Eu dei a ele um olhar seco. “Eu me sinto assim quando falo com você.”
“Mas você não me odeia,” ele disse, acabando com o champagne. “Não de verdade.”
“Eu também não gosto de você.”
“É o que você diz.” Ele deu um passo em direção a mim, não de maneira ameaçadora, apenas
fazendo o espaço entre nós ficar mais intimo. “Mas eu posso viver com isso.”
“Rose!”
A voz dura da minha mãe cruzou o ar. Algumas pessoas olharam para nós. Minha mãe –
extremamente furiosa– se aproximou de nós.

A.Vampiro - aura negra (capitulo15)


QUINZE
Eu estava tentando pintar minhas unhas do pé de manhã – o que não é fácil com uma ressaca
tão grande – quando ouvi uma batida na porta. Lissa tinha saído quando eu acordei, então eu
me movi através do quarto, tentando não arruinar o esmalte molhado. Abrindo a porta, eu vi
um empregado do hotel com uma caixa grande em seus braços. Ele a mexeu com cuidado para
que ele pudesse dar uma olhada ao redor e então olhar pra mim.
“Estou procurando Rose Hathaway.”
“Sou eu.”
Eu peguei a caixa dele. Era grande mas não muito pesada. Com um rápido obrigado, eu fechei
a porta me perguntando se eu deveria ter dado uma gorjeta a ele. Oh bem.
Eu sentei no chão com a caixa. Não tinha marcas e foi lacrada com fita adesiva. Eu encontrei
uma caneta e perfurei a fita. Quando eu arranquei o suficiente, eu abri a caixa e espiei pra
dentro.
Estava cheia de perfume.
Tinha que ter pelo menos 30 frascos de perfume no perfume. Alguns eu conhecia, outros não.
Eles variavam de insanamente caro, calibre de estrela de cinema aos mais baratos que eu tinha
visto em farmácias. Eternity. Angel. Vanilla Fields. Jade Blossom. Michael Kors. Poison.
Hypnotic Poison. Pure Poison. Happy. Light Blue. Jõvan Musk. Pink Sugar. Vera Wang. Um por
um, eu peguei as caixas, li as descrições, então tirei da caixa e cheirei.
Eu estava na metade quando a realidade me atingiu. Esses deviam ser de Adrian.
Eu não sabia como ele conseguiu que todos esses perfumes fossem entregues no hotel em um
período de tempo tão curto, mas dinheiro pode fazer quase tudo acontecer. Ainda sim, eu não
precisa da atenção de um rico, e mimado Moroi; aparentemente ele não tinha entendido
meus sinais. Arrependidamente, eu comecei a colocar os perfumes de volta na caixa-então
parei. É claro que eu ia devolver eles... mas não havia mal em cheirar todos eles antes de
devolver.
Mais uma vez, eu comecei a puxar frasco por frasco. Uns eu apenas cheirei a tampa; outros eu
vaporizei no ar. Serendipity.Dolce & Gabbana. Shalimar. Daisy. Cheiro pós cheio me atingiu:
rosa, violeta, sândalo, laranja, baunilha, orquídea...
Quando eu terminei, meu nariz mal funcionava mais. Todos esses tinham sido projetados para
humanos. Eles tinham um olfato mais fraco que os vampiros e dhampir, então esses cheiros
eram extra-forte. Eu tinha uma nova apreciação pelo que o Adrian tinha dito sobre apenas um
borrifo de perfume ser necessário. Se todos aqueles frascos estavam me deixando tonta, eu só
podia imaginar o que um Moroi iria sentir. A sobrecarga de olfato não estava ajudando com a
dor de cabeça que eu tinha acordado.
Eu embalei os perfumes pra valer dessa vez, parando só quando cheguei em um que eu
realmente tinha gostado. Eu hesitei, segurando a pequena caixa na minha mão. Então,eu tirei
o frasco vermelho e o cheirei de novo. Era uma fragrância clara, e doce. Era algum tipo de fruta
– mas não era uma fruta açucarada. Eu busquei em meu cérebro por um cheiro que eu tinha
sentido no dormitório de uma garota que eu conhecia do meu dormitório. Ela me disse o
nome. Era como cereja... mas mais apurado. Groselha, era isso. E aqui estava nesse perfume,
misturado com alguns florais: lírio-do-vale e outros que eu não podia identificar. Qualquer que
fosse a marca, algo sobre ele me chamou atenção. Doce – mas não muito doce. Eu li caixa,
procurando pelo nome. Amor Amor.
“Apropriado,” eu murmurei, vendo quantos problemas eu parecia ter ultimamente. Mas eu
mantive o perfume e re-empacotei o resto.
Colocando a caixa nos braços, eu a levei para a recepção e consegui fita para fechar a caixa. Eu
também consegui descobrir onde era o quarto de Adrian. Aparentemente, os Ivashkov
praticamente tinham sua própria ala. Não era muito longe do quarto de Tasha.
Me sentindo como uma garota de entregas, eu andei pelo corredor e parei na frente da porta
dele. Antes deu conseguir bater na porta, ela abriu, e Adrian estava na minha frente. Ele
parecia tão surpreso quanto eu.
“Pequena dhampir,” ele disse cordialmente. “Não esperava ver você aqui.”
“Estou devolvendo eles,” Eu dei a caixa para ele antes que ele pudesse protestar. Desajeitado,
ele a pegou, parecendo que estava meio que esperando por isso.Quando ele a segurou bem,
ele deu alguns passos para trás e colocou a caixa no chão.
“Você não gostou de nenhum deles?” ele perguntou. “Você quer que eu consiga mais?”
“Não me mande mais presentes.”
“Não é um presente.É um serviço publico. Que mulher não é dona de um perfume?”
“Não faça isso de novo,” eu disse firmemente.
De repente, uma voz atrás de nós perguntou, “Rose? É você?”
Eu olhei para trás. Lissa.
“O que você está fazendo aqui?”
Entre a minha dor de cabeça e o que eu tinha assumido ser um descaso com Christian, eu a
bloqueei o máximo que eu pude essa manhã. Normalmente eu saberia no momento que eu
me aproximei que ela estava dentro do quarto. Eu me abri de novo, deixando o choque entrar
em mim. Ela não esperava que eu aparecesse aqui.
“O que você está fazendo aqui?” ela perguntou.
“Moças, moças,” ele disse provocando. “Não é necessário brigar por mim.”
Eu olhei irritada. “Não estamos. Eu só quero saber o que está acontecendo aqui.”
Eu senti um cheiro de pós barba, então ouvi uma voz atrás de mim: “Eu também.”
Eu dei um pulo. Me virando, eu vi Dimitri parado no corredor. Eu não tinha idéia do que ele
estava fazendo na ala dos Ivashkov.
A caminho do quarto de Tasha, uma voz sugeriu dentro de mim.
Dimitri sem duvidas sempre esperava que eu entrasse em todo o tipo de problema, mas eu
acho que ver Lissa o pegou de desprevenido. Ele passou por mim e entrou no quarto, olhando
para nós três.
“Meninos e meninas estudantes não podem entrar uns nos quartos dos outros.”
Eu sabia que dizer que Adrian tecnicamente não era um estudando não iria nos tirar dos
problemas. Nós não deveríamos estar no quarto de um cara.
“Como você continua fazendo isso?” eu perguntei a Adrian, frustrada.
“Fazer o que?”
“Fazer eu ficar mal na foto!”
Ele riu. “Foram vocês que vieram aqui.“
“Você não deveria ter deixado elas entrarem,” repreendeu Dimitri. “Você com certeza sabe as
regras da St. Vladimir.”
Adrian riu. “Sim, mas eu não tenho que seguir as regras estúpidas de nenhuma escola.”
“Talvez não,” disse Dimitri friamente. “Mas eu achei que você ainda respeitava essas regras.”
Adrian virou os olhos. “Estou meio surpreso de encontrar você me dando sermão sobre
garotas menores de idade.”
Eu vi a raiva brilhar nos olhos de Dimitri, e por um minuto, eu pensei ter visto aquela falta de
controle que eu tinha comentado com ele. Mas ele ficou controlado,e apenas seus punhos
apertados com força mostravam o quão irritado ele estava.
“Se você quer sair com garotas mais novas, faça nas áreas publicas.”
Eu não gostava de ver Dimitri nos chamando de “garotas mais novas”,e eu meio que achei que
ele estava exagerando. Eu também suspeitei que parte da reação dele tinha a ver com o fato
de que eu estava aqui.
Adrian riu, uma risada estranha que fez eu ter calafrios. “Garotas mais novas? Garotas mais
novas?Claro. Novas e velhas ao mesmo tempo. Elas mal viram algo na vida, e no entanto elas
já viram demais. Uma marcada com vida, outra marcada com a morte...mas são com elas que
você se preocupa? Se preocupe consigo mesmo, dhampir. Se preocupe com você, e comigo.
Nós somos os jovens.”
O resto de nós só meio que o encarou. Eu não pensei que ninguém esperaria que Adrian de
repente fizesse uma viagem para a cidade dos loucos.
Adrian estava calma e parecia perfeitamente normal de novo. Ele se virou e foi até a janela,
olhando casualmente para nós enquanto puxava um cigarro.
“Vocês deveriam provavelmente ir embora. Ele esta certo. Eu sou uma má influencia.”
Eu troquei olhares com Lissa. Apressadamente, nós saímos e seguimos Dimitri até o corredor
em direção ao lobby.
“Isso foi.... estranho,” eu disse alguns minutos depois. Eu estava dizendo o obvio, mas, bem,
alguém precisava.
“Muito,” disse Dimitri.Ele não soava irritado surpreso.
Quando chegamos no lobby, eu comecei a seguir Lissa de volta para nosso quarto, mas Dimitri
me chamou.
“Rose,” ele disse. “Posso falar com você?”
Eu senti uma onda de simpatia vindo de Lissa. Eu me virei para Dimitri e dei um passo para
dentro do aposento, saindo do caminho de quem estava passando. Uma festa de Moroi passou
cheia de diamantes e peles, olhares ansiosos no rosto. Porteiros os seguiram com risadas. As
pessoas ainda estavam partindo procurando lugares mais seguros. A paranóia com os Strigoi
estava longe de acabar.
A voz de Dimitri chamou minha atenção de volta para ele. “Aquele Adrian Ivashkov,” Ele disse
o nome do jeito que todo mundo fazia.
“É, eu sei.”
“Essa é a segunda vez que eu vejo vocês.”
“É,” eu respondi. “Nós saímos as vezes.”
Dimitri arqueou a sobrancelha, então ele dirigiu sua cabeça para onde nós estávamos. “Você
fica muito no quarto dele?”
Várias respostas surgiram na minha mente, então uma de ouro tomou preferência. “O que
acontece entre ele e eu não é da sua conta.” Eu usei um tom muito similar aquele que tinha
usado comigo quando eu fiz um comentário similar sobre ele e Tasha.
“Na verdade, enquanto você freqüentar a Academia, é da minha conta.”
“A minha vida pessoal não. Você não tem direito a nenhuma opinião sobre ela.”
“Você não é uma adulta ainda.”
“Sou quase. Além do mais, não é como se magicamente vou me tornar adulta quando fizer 18
anos.”
“Obviamente,” ele disse.
Eu corei. “Não é isso que eu quis dizer. O que eu quis dizer –“
“Eu sei o que você quis dizer. E os detalhes técnicos não importam agora. Você é um estudante
da Academia. Sou seu instrutor. É meu trabalho ajudar você e te manter a salvo. Estar no
quarto com alguém como ele... bem, não é seguro.”
“Eu posso lidar com Adrian Ivashkov,” eu murmurei. “Ele é estranho – realmente estranho,
aparentemente – mas inofensivo.”
Eu secretamente me perguntava se o problema de Dimitri com ele era ciúmes. Ele não tinha
chamado Lissa para gritar com ela. A idéia me deixou um pouco feliz, mas então eu lembrei da
minha curiosidade de saber porque Dimitri estava andando por aquela área.
“Falando em vidas pessoais...Eu suponho que você estava visitando Tasha, huh?”
Eu sabia que era baixo, e esperava um “não é da sua conta.” Ao invés ele respondeu,”Na
verdade, eu estava visitando sua mãe.”
“Você vai ficar com ela também?” Eu sabia é claro que não era isso, mas a ironia parecia muito
boa para ser deixada de lado.
Ele parecia saber disso também e meramente me deu um olhar cansado. “Não, estávamos
olhando alguns dados novos sobre o ataque dos Strigoi aos Drozdov.”
Minha raiva e ironia sumiu. Os Drozdovs. Os Badica. De repente, tudo que tinha acontecido
essa manha parecia trivial. Como eu podia ter ficado ali discutindo romances que podem ou
não estar acontecendo com Dimitri quando ele e outros guardiões estavam tentando nos
proteger?
“O que você descobriu?” eu perguntei quietamente.
“Conseguimos rastrear alguns Strigoi,” ele disse. “Ou pelo menos os humanos com eles.
Houve testemunhas que viviam perto que viram alguns carros que o grupo usou. As placas
eram todas de diferentes estados – o grupo parece ter se dividido, provavelmente para
dificultar pra nós. Mas uma das testemunhas pegou o numero de uma placa. Está registrada
em endereço em Spokane.”
“Spokane?” eu perguntei incrédula. “Spokane, Washington? Quem faz de Spokane seu lugar
pra se esconder?” Eu estive lá uma vez. Era tão chato quanto qualquer outra cidade com
florestas.
“Strigoi, aparentemente,” ele disse, impassivo. “O endereço era falso, mas outras evidencias
mostram que eles estiveram mesmo lá. Tinha meio que um shopping com túneis subterrâneos.
Strigoi foram vistos na área.”
“Então...” eu franzi. “Você vai atrás deles? Alguém vai?Eu quero dizer, era isso que Tasha
estava dizendo o tempo todo... se nós sabemos onde eles estão...”
Ele balançou a cabeça. “Os guardiões não podem fazer nada sem a permissão dos superiores.
Isso não vai acontecer tão cedo.”
Eu suspirei. “Porque os Moroi falam muito.”
“Eles estão sendo cuidadosos,” ele disse.
Eu me senti ficando emocional de novo. “Anda. Nem você pode querer ser tão cuidadoso.
Você sabe onde os Strigoi estão escondidos. Strigoi que massacraram crianças. Você não quer
ir atrás deles quando eles menos esperam?” eu soava como Mason agora.
“Não é tão fácil,” ele disse. “Nós respondemos ao Conselhos dos Guardiões e ao governo
Moroi. Nós não podemos só fugir e agir impulsivamente. E de qualquer forma, nós ainda não
sabemos tudo. Você nunca deve entrar numa situação sem saber os detalhes.”
“Lições de vida Zen, de novo,” eu suspirei. Eu coloquei uma mão no cabelo, o empurrando
para trás das minhas orelhas. “Porque você me contou isso?Isso é coisa de guardiões. Não é o
tipo de coisa que novatos se metem.”
Ele considerou as palavras, e a sua expressão suavizou. Ele sempre parecia incrível, mas eu
gostava mais dele desse jeito. “Eu disse algumas coisas... o outro dia e hoje... que eu não
devia. Coisas que insultaram a sua idade. Você tem 17 anos... mas você é capaz de lidar e
processar a mesma coisa que pessoas muito mais velhas que você.”
Meu peito ficou mais leve e agitado. “Verdade?”
Ele acenou. “Você ainda é bem nova em vários sentidos – e age como nova – mas o único jeito
de mudar isso é te tratar como adulta. Eu preciso fazer isso mais. Eu sei que você vai pegar
essa informação e entender o quão importante ela e é a manter para si.”
Eu não gostei dele ter dito que eu agia como alguém novo, mas eu gostei da idéia que ele
pudesse conversar comigo como uma igual.
“Dimka,” veio uma voz. Tasha Ozera andou até nós. Ela sorriu quando me viu. “Olá, Rose.”
Lá se foi o meu humor. “Hey,” eu disse.
Ela colocou uma mão no braço de Dimitri, deslizando seus dedos sobre o couro do casaco dele.
Eu olhei para aqueles dedos com raiva. Como ela se atreve a tocar ele?
“Você está com aquele jeito,” ela disse a ele.
“Que jeito?” ele perguntou. O olhar severo que ele usava comigo desapareceu. Tinha um
pequeno, inteligente sorriso nos lábios dele. Quase divertido.
“Aquele jeito que diz que você vai estar em serviço hoje.”
“Verdade?Eu tenho um jeito desses?”Tinha um tom de provocação zombação na voz dele.
Ela acenou. “Quando seu turno termina tecnicamente?”
Dimitri realmente parecia – eu juro – envergonhado. “Uma hora atrás.”


“Você não pode continuar fazendo isso,” ela gemeu.”Você precisa de um descanso.”
“Bem... se você considerar que eu sou sempre o guardião de Lissa...”
“Por enquanto,” ela disse propositalmente. Eu me sentia mais enjoada do que tinha me
sentido ontem. “Tem um enorme torneio de bilhar acontecendo lá em cima.”
“Eu não posso,” ele disse, mas seu sorriso ainda estava no rosto. “Em pensar que eu não jogo a
um longo tempo...”
O que - ? Dimitri jogava bilhar?
De repente, não importava o que nós tínhamos acabado de discutir sobre ele me tratar como
uma adulta. Alguma pequena parte de mim sabia que elogio isso era – mas o resto de mim
queria que ele me tratasse como Tasha. Divertido. Provocador. Casual. Eles eram tão íntimos
um com o outro, tão completamente relaxados.
“Anda, então,” ela implorou. “Só um round!Nós podemos derrotar todos eles.”
“Eu não posso,” ele repetiu. Ele soava arrependido. “Não com tudo que está acontecendo.”
Ela sossegou um pouco. “Não. Eu suponho que não.” Olhando para mim, ela disse brincando.
“Eu espero que você saiba o quão bom modelo de comportamento você tem aqui. Ele nunca
abandona o dever.”
“Bem,’ eu disse, copiando o tom alegre de antes dela, “por enquanto, pelo menos.”
Tasha parecia surpresa. Eu não acho que ocorreu a ela que eu estava gozando da cara dela. O
olhar negro de Dimitri me disse que ele sabia exatamente o que eu estava fazendo. Eu percebi
imediatamente que eu tinha acabado de matar qualquer progresso que havíamos feito.
“Nós terminamos aqui, Rose. Lembre do que eu disse.”
“É,” eu disse, me virando. De repente eu queria ir para o meu quarto e relaxar um tempo. Esse
dia já estava me deixando cansada. “Definitivamente.”
Eu não fui muito longe quando encontrei com Mason. Meu Deus. Homens em todos os
lugares.
“Você está irritada,” ele disse assim que olhou para mim. Ele tinha um jeito de descobrir meu
humor. “O que aconteceu?”
“Alguns...problemas com autoridade. Tinha sido uma manhã esquisita.”
Eu suspirei, incapaz de tirar Dimitri do cérebro. Olhando para Mason, eu me lembrei o quão
convencida eu estava de que eu queria ficar a serio com ele ontem a noite. Era um caso
importante. Eu peguei a mão de Mason e o dirigi para longe.
“Anda logo. Não era o trato ir a um lugar...um, privado hoje?”
“Eu suponho que você não esteja mais bêbada,” ele brincou. Mas seus olhos pareciam muito,
muito sérios. E interessados.”Eu suponho que tudo tenha saído.”
“Hey, eu mantenho minha palavra, não importa o que.” Abrindo minha mente, eu procurei por
Lissa. Ela não estava mais no nosso quarto. Ela tinha ido a outro evento da realeza, sem duvida
ainda praticando para o grande jantar de Priscilla Voda.”Anda,” eu disse a Mason. “Vamos pro
meu quarto.”
Fora o fato de Dimitri inconvenientemente ter passado no quarto de alguém, ninguém estava
reforçando a regra de nada dos gêneros se misturarem. Era praticamente como estar de volta
aos dormitórios da Academia. Enquanto Mason e eu subíamos, eu contei a ele o que Dimitri
tinha me dito sobre os Strigoi em Spokane. Dimitri tinha me dito para manter para mim
mesma, mas eu estava com raiva dele de novo, e eu não vi nenhum mal em contar para
Mason. Eu sabia que ele se interessaria.
Eu estava certa. Mason ficou agitado.
“O que?” ele exclamou enquanto entravamos no meu quarto.”Eles não vão fazer nada?”
Eu suspirei e sentei na cama. “Dimitri disse-“
“Eu sei,eu sei... eu ouvi você. Sobre ser cuidadoso e tudo mais.” Mason andava pelo meu
quarto irritado. “Mas se aqueles Strigoi forem atrás de outro Moroi...outra família...merda!
Eles vão desejar não terem sido tão cuidadosos.”
“Esqueça isso,” eu disse. Eu estava me sentindo meio enervada por eu estar na cama não ser o
suficiente de parar os planos malucos dele. “Não tem nada que possamos fazer.”
Ele parou de andar. “Nós podíamos ir.”
“Ir aonde?” eu perguntei estupidamente.
“Para Spokane. Tem ônibus que podemos pegar na cidade.”
“Eu...espere. Você quer ir a Spokane e pegar os Strigoi?”
“Claro. Eddie iria também... nós podíamos ir aquele shopping. Eles não estariam organizados
nem nada, então nós podíamos esperar e os pegar um por um...”
Eu só podia encarar ele. “Quando você ficou tão burro?”
“Oh, eu vejo. Obrigado pelo voto de confiança.”
“Não é uma questão de confiança,” eu discuti, me levantando e me aproximando dele. “Você
arrasa. Eu já vi. Mas esse... esse não é o caminho. Nós não podemos pegar Eddie e ir atrás de
um Strigoi. Precisamos de mais gente. Mais planejamento. Mais informação.”
Eu pus minha mão no peito dele. Ele colocou a dele por cima e sorriu. O fogo da batalha ainda
estava em seus olhos, mas eu pude perceber que a mente dele estava mudando para
preocupações mais imediatas. Como eu.
“Eu não queria chamar você de burro,” eu disse a ele. “Desculpe.”
“Você só está dizendo isso agora porque você quer fazer as coisas do seu jeito comigo.”
“É claro que eu quero,” eu ri, feliz por ver ele relaxado. A natureza dessa conversa me lembrou
um pouco a de Christian e Lissa na capela.
“Bem,” ele disse, “Eu não acho que vai ser muito difícil se aproveitar de mim.”
“Bom. Porque tem muitas coisas que eu quero fazer.”
Eu deslizei minha mão para o pescoço dele. A pele dele era quente nos meus dedos, e eu me
lembrei do quanto tinha gostado de beijar ele ontem a noite.
De repente, do nada, ele disse, “Você realmente é estudante dele.”
“De quem?”
“Belikov.Eu estava pensando nisso quando você mencionou precisar de mais informações e tal.
Você age como ele. Você está mais séria desde que começou a andar com ele.”
“Não, não fiquei.”
Mason me puxou para mais perto, mas agora eu não me sentia mais tão romântica. Eu queria
dar uns amassos e esquecer de Dimitri por um tempo, não ter uma conversa sobre ele. Da
onde isso tinha surgido? Mason deveria me distrair.
Ele não notou nada errado. “Você só mudou, só isso. Não é ruim...é só diferente.”
Algo sobre isso me deixou com raiva, mas antes que eu pudesse responder, a boca dele estava
na minha em um beijo. Discussão razoável se dissolveu. Um pouco de um mau temperamento
começou a tomar conta de mim, mas eu simplesmente canalizei aquela intensidade
fisicamente quando Mason e eu caímos um em cima do outro. Eu o puxei para cama,
conseguindo fazer isso sem parar o beijo.Eu era capaz de fazer várias coisas ao mesmo tempo.
Eu afundei minhas unhas nas costas dele enquanto as mãos deles deslizavam na minha nuca e
soltavam o rabo de cavalo que eu tinha acabado de fazer. Passando seus dedos pelo cabelo
solto, ele colocou a boca mais em baixo e beijou meu pescoço.
“Você é... incrível,” ele me disse. E eu podia dizer que ele estava falando sério. Seu rosto todo
brilhava de afeição a mim.
Eu me arqueie para cima, deixando os lábios dele se pressionarem com mais força contra a
minha pele enquanto as mãos dele deslizavam debaixo da minha camiseta. Eles tracejaram
meu estomago, mal tocando na ponta do meu sutiã.
Considerando que nós estávamos tendo uma discussão um minuto atrás, eu estava surpresa
de ver as coisas evoluindo tão rápido. Honestamente... eu não me importei. Esse era o jeito
que eu vivia a minha vida. Tudo era sempre rápido e intenso comigo. A noite que Dimitri e eu
caímos vitimas do feitiço de luxuria de Victor Dashkov, tinha uma paixão bem furiosa
acontecendo. Dimitri tinha a controlado, no entanto, então as vezes nós levávamos as coisas
devagar... e isso tinha sido maravilhoso no seu próprio jeito. Mas na maior parte do tempo,
nós não tínhamos sido capazes de nos segurar. Eu podia sentir aquilo tudo de novo. As ondas
no meu corpo todo. O profundo, e poderoso beijo.
E foi então que eu percebi algo.
Eu estava beijando Mason, mas na minha cabeça, eu estava com Dimitri.E não era como se eu
estivesse simplesmente lembrando. Eu estava realmente imaginando que eu estava com
Dimitri – nesse momento – revivendo aquela noite toda de novo. Com meus olhos fechados,
era fácil fingir.
Mas quando eu os abri e vi os olhos de Mason, eu sabia que ele estava comigo. Ele me
adorava e me queria a muito tempo. Para mim fazer isso... estar com ele e fingir que estava
com outro...
Não era certo.
Eu sai do alcance dele. “Não... não.”
Mason parou imediatamente porque esse era o tipo de cara que ele era.
“Muito?” ele perguntou. Eu acenei. “Está tudo bem. Não temos que fazer aquilo.”
Ele me alcançou de novo e eu me afastei. “Não, eu só não... eu não sei. Vamos parar por aqui,
ok?”
“Eu...” ele ficou sem palavras por um momento. “O que aconteceu com o “muitas coisas” que
você queria fazer?”
É... eu estava em maus lençóis, mas o que eu podia dizer? Eu não posso ficar com você porque
quando eu fico, eu penso em outro cara que eu realmente quero. Você é só um substituto.
Eu engoli, me sentindo idiota. “Eu sinto muito, Mase. Eu só não posso.”
Ele sentou e passou a mão sobre o cabelo. “Ok.Está tudo bem.”
Eu podia ouvir a dureza na voz dele. “Você está brabo.”
Ele olhou para mim, uma tempestade em seu rosto. “Estou apenas confuso. Eu não consigo ler
seus sinais. Um momento você está afim, no outro não.Você me diz que me quer, você diz que
não quer. Se você escolhesse um, estaria tudo bem, mas você fica me fazendo pensar uma
coisa e daí você acaba indo em uma direção complemente diferente. Não só agora – o tempo
todo.”
Era verdade. Eu tinha ido e voltado com ele. As vezes eu flertava, outras eu o ignorava
complemente.
“Tem algo que você quer que eu faça?” ele perguntou quando eu não disse nada. “Algo que...
eu não sei.Faria você se sentir melhor sobre mim?”
“Eu não sei,” eu disse fracamente.
Ele suspirou. “Então o que você quer no geral?”
Dimitri, eu pensei. Ao invés disse, eu repeti.”Eu não sei.”
Com um gemido, ele levantou e foi para a porta. “Rose, para alguém que diz querer juntar o
máximo de informações possíveis, você tem muito para aprender sobre si mesma.”
A dor bateu atrás de mim. A barulho me fez encolher, e eu encarava o lugar que Mason havia
estado, e percebi que ele estava certo. Eu tinha muito a aprender.

house of night 2 - traída (capitulo 5)


CINCO
Meu estomago doeu durante toda a aula de espanhol, tanto que eu até descobri como
perguntar a professor Garmy, “puedo it al baño,” e passar tanto tempo no banheiro que Stevie
Rae me seguiu até lá e perguntou qual o proble.a
Eu sei que eu estava preocupando ela demais – eu quero dizer, se um calouro começa a
parecer doente, isso tende a significar que ele está morrendo. E eu tenho certeza que eu
parecia horrível. Eu disse a Stevie Rae que eu estava ficando menstruada e que as cólicas
estavam me matando – embora não literalmente. Ela não pareceu convencida.
Eu fiquei incrivelmente feliz por ir na minha ultima aula da semana, Equitação. Eu não só
adorava a aula, mas sempre me acalmava. Essa semana eu iria galopar com Persephone, o
cavalo que Lenobia (não precisava chamar ela de professora, ela disse que o nome de uma
antiga rainha vampira era o suficiente) tinha designado para mim na primeira semana de aula,
e praticamente mudado a liderança. Eu trabalhei com a linda égua até nós duas estarmos
suando e meu estomago ficar um pouco melhor, então levei tempo para escovar e limpar ela,
sem me importar que o sino tinha assinalado o fim do de aula meia hora antes deu sair do
estábulo. Eu fui guardar a escova, e estava surpresa por ver Lenobia sentada numa cadeira fora
da porta. Ela estava esfregando sabão em pé em algo que parecia uma limpíssima sela.
Lenobia parecia impressionante, mesmo para uma vampira. Ela tinha um cabelo incrível que ia
até a cintura dela e era tão loiro que era quase branco. Os olhos dela eram de um estranho
tom de cinza, como um céu tempestuoso. Ela era pequena, e andava como uma bailarina. A
tatuagem dela era uma intricada serie de nos que se entrelaçavam ao redor do rosto dela –
dentro dos desenhos de cavalos arrojados e elevados.
“Cavalos podem nos ajudar a resolver nosso problemas,” ela disse sem tirar os olhos da sela.
Eu não tinha certeza do que dizer. Eu gostava de Lenobia. Ok, quando eu comecei a matéria
dela ela me assustava; ela era dura e sarcástica, mas depois que a conheci (e provei que
entendia que os cavalos não eram apenas cachorros grandes), eu comecei a apreciar ela com
sua atitude sem besteiras. Na verdade, ela era minha professora favorita, perto de Neferet,
mas ela e eu nunca falamos nada a não ser cavalos. Então, hesitando, eu finalmente disse,
“Persephone me faz ficar mais calma, mesmo quando não me sinto calma. Isso faz sentido?”
Ela olhou pra cima e então, seus olhos cinzas se estreitaram com preocupação. “Faz perfeito
sentido.” Ela parou, e então acrescentou, “Você recebeu muitas responsabilidades em um
período de tempo muito curto, Zoey.”
“Eu não me importo,” eu assegurei a ela. “Eu quero dizer, ser a líder das Filhas Negras é uma
honra.”
“Geralmente as coisas que nos trazem as maiores honras também podem nos trazer os
maiores problemas.” Ela parou de novo e talvez eu estivesse imaginando, mas ela parecia estar
tentando decidir o que dizer ou não. Então ela arrumou a sua já perfeita coluna ainda mais e
continuou. “Neferet é sua mentora, e é o certo que você vá até ela para conversar, mas as
vezes Altas Sacerdotisas podem ser difíceis de conversar. Eu quero que você saiba que pode vir
até mim – para falar de qualquer coisa.”
Eu pisquei surpresa. “Obrigado, Lenobia.”
“Eu guardo isso para você. Vai lá. Tenho certeza que seus amigos estão se perguntando o que
aconteceu com você.” Ela sorriu e pegou as escovas da minha mão. “E sinta-se livre para vir até
o celeiro para visitar Persephone a qualquer hora. Eu percebi que geralmente cuidar de um
cavalo pode fazer o mundo parecer menos complexo.”
“Obrigado,” eu disse de novo.
Quando deixei o celeiro pude jurar que ela falou suavemente atrás de mim algo que soou
muito como “que Nyx abençoe e cuide de você.” Mas isso era simplesmente estranho demais.
É claro, também era estranho ela dizer que eu poderia conversar com ela. Calouros formam
laços especiais com seus mentores – e minha mentora era extra-especial sendo a Alta
Sacerdotisa da escola. Claro, gostávamos de outros vampiros, mas se tivéssemos um problema
que não podíamos resolver sozinhos, levaríamos esse problema para nosso mentor. Sempre.
A caminhada do estábulo para o dormitório não era comprida, mas eu demorei, tentando
esticar o senso de paz que trabalhar com Persephone me deu. Eu vagueei pela calçada um
pouco, indo em direção as velhas arvores que se alinhavam no lado oriental do grosso muro
que cercava a escola. Eram quase 4 horas (da manhã é claro), e a escuridão da noite era
lindamente acessa pela luz da lua.
Eu esqueci o quanto amava andar perto do muro da escola. Na verdade, eu evitei vir aqui no
ultimo mês. Desde que eu tinha visto – ou pensando ter visto – os dois fantasmas.
"Mee-uf-ow!”
“Merda, Nala! Não me assuste assim.”Meu coração estava batendo feito louco enquanto pus
minha gata nos braços e a acariciei enquanto ela reclamava para mim. “Olá – você poderia ser
um fantasma.” Nala me olhou e então espirrou no meu rosto, que eu levei como o comentário
dela da possibilidade dela ser um fantasma.
Ok, o primeiro “avistamento” pode ter sido um fantasma. Eu estava aqui no dia que Elizabeth
morreu o mês passado. Ela foi a primeira da morte de dois calouros que balançaram a escola.
Bem, mais precisamente, me balançaram. Como calouros que poderiam – qualquer um de nós
– cair morto a qualquer hora durante os próximos 4 anos que levava para a Mudança física de
humano para vampiro acontecer dentro de nossos corpos, a escola esperava que nós
lidássemos com isso como outro fato da vida de um calouro. Dizer uma reza ou duas pelo
garoto morto. Acender uma vela. Tanto faz. Apenas supere e vá fazer suas coisas.
Parecia errado para mim, mas talvez fosse porque eu estivesse a apenas um mês na Mudança
e ainda mais acostumada a ser humana do que vampira, ou até mesmo uma caloura.
Eu suspirei e cocei as orelhas de Nala. De qualquer forma, a noite depois da morte de Elizabeth
eu vi algo que eu pensei ser Elizabeth. Ou o fantasma dela, porque ela definitivamente estava
morta. Então não nada mais do que uma breve visão, e Stevie Rae e eu conversamos sobre isso
sem decidir o que estava acontecendo. A verdade era que sabíamos bem demais que
fantasmas existiam – aqueles que Afrodite conjurou um mês atrás quase tinham matado meu
ex-namorado humano. Então eu posso muito bem ter visto o fantasma de Elizabeth. É claro eu
também posso ter um visto um calouro e, e porque eu o vi a noite e estava aqui a apenas
alguns dias e tinha, nesses poucos dias, passado por todo tipo de merda inacreditável, eu
podia ter imaginado tudo.
Eu fui até o muro e virei para a direita, indo na direção que eventualmente iria me levar a sala
de recreação, e então, virei, para o dormitório das garotas.
“Mas o segundo avistamento definitivamente não foi minha imaginação. Certo, Nala?”A
resposta da gata foi esfregar seu rosto contra o canto do meu pescoço e ronronar como um
cortador de grama. Eu acariciei ela, feliz por ela me seguir. Só de pensar no segundo fantasma
ainda me assustava. Como agora, Nala estava comigo. (A similaridade me fez olhar ao redor
nervosamente e acelerar o passo.)
Não fazia muito depois que o segundo garoto tinha se afogado em seus próprios pulmões e
sangrado até morrer na frente da turma de literatura. Eu tremi, lembrando o quão horrível
tinha sido – especialmente por causa da minha nojenta atração pelo sangue dele. De qualquer
forma, eu vi Elliott morrer. Então mais tarde naquele dia Nala e eu tínhamos topado com ele
(quase literalmente) não muito longe de onde estávamos agora. Eu pensei que ele era outro
fantasma. A principio. Então ele tentou me atacar, e Nala (minha preciosa gatinha) se lançou
em cima dele, o que fez ele pular por cima do muro de 6 metros e desaparecer na noite,
deixando Nala e eu totalmente apavoradas. Especialmente depois que eu notei que minha
gata tinha sangue em suas patas. Sangue de fantasma. O que não fazia sentido nenhum.
Mas eu não tinha mencionado a segunda vez para ninguém. Nem minha melhor amiga e
colega de quarto Stevie Rae, nem minha mentora e Alta Sacerdotisa Neferet, nem meu
totalmente delicioso namorado novo, Erik. Ninguém. Eu queria. Mas então todas as coisas
aconteceram com Afrodite... eu assumi as Filhas Negras... comecei a sair com Erik...estive
extremamente ocupada com a escola...blá,blá, uma coisa levou a outra e aqui eu estava um
mês depois e não tinha dito nada para ninguém. Só em pensar em contar para alguém agora
parecia idiota em minha própria mente. “Hey, Stevie Rae/Neferet/Damien/Gêmeas/Erik, eu vi
o espectro de Elliott mês passado depois que ele morreu e ele estava muito assustador e
quando ele tentou me atacar Nala fez ele sangrar. Oh, e o corpo dele tinha um cheiro
estranho. Acredite em mim. Eu conheço bem o cheiro de sangue (só outra coisa bizarra sobre
mim, a maior parte dos calouros não tem ânsia por sangue). Só achei melhor mencionar.”
Yeah, certo. Eles provavelmente iriam querer me mandar para o vampiro equivalente a um
psicólogo, e oh, cara, isso não me ajudaria a melhorar minha confiança enorme para liderar as
Filhas Negras? Dificilmente não.
Além do mais, conforme mais tempo passava, era mais fácil para mim me convencer que
talvez eu tenha imaginado o encontro com Elliott.
Talvez não fosse Elliott (ou seu fantasma ou tanto faz). Eu não conhecia cada um dos calouros
aqui. Poderia ser outro garoto que tinha um feio, cabelo vermelho, e pele rechonchuda e
muito branca. Claro, eu não tinha visto esse garoto de novo, mas ainda sim. E quando ao
estranho cheiro de sangue. Bem, talvez um calouro tivesse um estranho cheiro no sangue.
Como se eu pudesse ser uma expert em um mês? E também ambos os “fantasmas” tinha olhos
vermelho brilhantes. O que era isso?
A coisa toda estava me dando dor de cabeça.
Ignorando meu assustador sentimento que essa corrente toda de pensamentos estava me
causando, eu comecei a me virar resolutamente do muro (e do assunto dos fantasmas) quando
um movimento foi visto pelo canto do meu olho. Eu congelei. Era uma forma. Um corpo. Era
alguém. A pessoa estava parada de baixo do enorme e antigo carvalho que eu encontrei Nala
no mês passado. As costas dele ou dela estava virada para mim, e ele ou ela estava encostado
contra a arvore, cabeça curvada.
Deus. Ele não tinha me visto. Eu não queria saber quem ou o que era. A verdade era que eu já
tinha estresse suficiente na minha vida. Eu não precisava da adição de fantasmas de nenhum
tipo. (E, eu prometi a mim mesma, dessa vez eu iria contar a Neferet sobre o estranho
fantasma ensangüentado que andava pelos muros da escola. Ela era mais velha. Ela podia lidar
com esse estresse.) O coração batendo tão alto que o som estava acima do ronronar de Nala,
eu devagar e silenciosamente comecei a rapidamente me afastar, dizendo a mim mesma
firmemente que eu nunca iria andar aqui no meio da noite sozinha de novo. Nunca. O que eu
era, mentalmente incapaz? Porque eu não aprendi da primeira, ou segunda vez?
Então meu pé bateu no meio de um banco seco. Crack! Eu arfei. Nala deu uma alta reclamação
(eu estava sem perceber esmagando ela contra o meu peito.) A cabeça da figura debaixo da
arvore levantou e virou. Eu fiquei tensa me preparando ou para gritar e fugir de um fantasma
maléfico de olhos vermelhos, ou para gritar e lutar contra um fantasma maléfico de olhos
vermelhos. Das duas maneiras um grito definitivamente estaria envolvido, então eu suguei o
ar e- “Zoey? É você?”
A voz era profunda, sexy, e familiar. “Loren?”
“O que você está fazendo aqui?”
Ele não fez movimento nenhum para se aproximar de mim, então por trás da pura estranha
inquietação como se eu não estivesse morta de medo um segundo atrás, eu dei nos ombros
indiferentemente, e me juntei a ele debaixo da arvore. “Oi,” eu disse, tentando parecer adulta.
Então eu lembrei que ele tinha me feito uma pergunta e eu estava feliz por estar escuro o
suficiente para meu rosto vermelho não ser totalmente obvio. “Oh, eu estava voltando dos
estábulos e Nala e eu decidimos tomar um caminho mais cumprido.” Um caminho mais
cumprido? Eu realmente disse isso?
Eu achei que ele parecia tenso quando andei até ele, mas isso o fez rir e seu rosto totalmente
lindo relaxou. “Um caminho cumprido, huh? Olá de novo, Nala.” Ele acariciou o topo da cabeça
dela e ela rudemente, mas tipicamente, resmungou para ele e então pulou dos meus braços
para o chão, se sacudiu, e ainda reclamando, e delicadamente foi para longe.
“Desculpe. Ela não é muito sociável.”
Ele sorriu. “Não se preocupe. Meu gato, Wolverine, me lembra um velho mau humarado.”
“Wolverine?” eu levantei minha sobrancelha.
O sorriso lindo dele ficou todo torto como o de um garoto e, incrivelmente, o deixou ainda
mais lindo. “Yeah, Wolverine. Ele me escolheu como dele quando era terceiranista. Esse foi o
ano que eu era louco pelos X-men.”
“Esse nome pode ser o porque dele ser tão mal humorado.”
“Bem, poderia ser pior. Um ano antes eu não podia parar de ver Homem- Aranha. Ele quase se
chamou Arainha ou Peter Parker.”
“Claramente, você é um grande fardo para seu gato carregar.”
“Wolverine iria definitivamente concordar com você!” Ele riu de novo e eu tentei não deixar
que sua maravilhosa aparência me fizesse rir histericamente como uma pretendente de uma
banda. Eu estava, no momento, realmente flertando com ele! Fique calma. Não diga ou faça
nada idiota.
“Então, o que você está fazendo aqui?” eu perguntei, ignorando minha conversa interior.
“Escrevendo haiku* (*poema japonês).” Ele levantou a mão e eu notei pela primeira vez que
ele estava segurando um daqueles super caros e legais cadernos de couro para escritores. “Eu
encontro inspiração aqui, sozinho, nas horas antes do amanhecer.”
“Oh, Deus! Desculpe. Não queria interromper você. Eu vou apenas me despedir e te deixar
sozinho.” Eu acenei (como uma idiota) e comecei a me virar, mas ele pegou meu pulso com
sua mão livre.
“Você não tem que ir. Eu encontro inspiração em mais coisas do que ficar aqui sozinho.”
A mão dele era quente contra meu pulso e me perguntei se ele podia sentir meu pulso pular.
“Bem, eu não quero incomodar você.”
“Não se preocupe. Você não está me incomodando.” Ele apertou meu pulso antes de
(infelizmente) me soltar.
“Ok, então. Haiku.” O toque dele me deixou ridiculamente frustrada e tentei recuperar meu
bom senso. “Isso é poesia asiática com um formato vertical, certo?”
O sorriso dele me deixou feliz por ter prestado atenção na aula da inglês da Sra. Wieneckes do
ano passado falando sobre poesia.
“Certo. Eu prefiro o formato normal.” Ele parou e seu sorriso mundou. Algo sobre isso fez meu
estomago flutuar, e seus escuros e lindos olhos se prenderam aos meus. “Em falar em
inspiração – você poderia me ajudar.”
“Claro, eu ficaria feliz,” eu disse, feliz por não soar tão sem fôlego quanto me sentia.
Ainda olhando nos meus olhos, ele levantou suas mãos para acariciar meus ombros. “Nyx
Marcou você aí.”
Não parecia uma pergunta, mas eu acenei. “Sim.”
“Eu gostaria de ver. Se não te deixar desconfortável.”
A voz dele passou por mim. A lógica estava me dizendo que ele só estava pedindo para ver
minhas tatuagens porque elas eram bizarramente diferentes, e que ele não estava de forma
alguma dando em cima de mim. Para ele eu deveria parecer nada mais que uma criança – uma
garota – uma caloura com uma estranha Marca e poderes raros. Isso era o que a lógica estava
me dizendo. Mas os olhos dele, a sua voz, o jeito que as mãos dele ainda estavam nos meus
ombros – essas coisas estavam me dizendo algo completamente diferente.
“Eu mostro pra você.”
Eu estava usando minha jaqueta favorita – camurça preta e corte que me servia
perfeitamente. Debaixo disso eu usava uma blusa púrpura. (Sim, é o fim de novembro, mas eu
não sinto o frio que sentia antes de ser Marcada. Nenhum de nós sente.) Eu comecei a tirar a
jaqueta.
“Aqui, me deixe te ajudar.”
Ele estava parado muito perto de mim, na frente e no lado. Ele pegou com sua mão direita o
colar da minha jaqueta com seus dedos, e deslizou para baixo dos meus ombros para ficar
embaixo de meus cotovelos.
Loren deveria estar olhando para meu ombro parcialmente nu, olhando estupidamente para
as tatuagens que nem vampiro ou calouro jamais tiveram. Mas ele não estava. Ele ainda estava
olhando para meus olhos. E então de repente algo aconteceu comigo. Eu parei de me sentir
uma boba, nervosa e cdf garota adolescente. O olhar nos olhos dele tocaram a mulher dentro
de mim, acordando ela, e enquanto essa nova eu acordava eu encontrei a calma e confiança
em mim mesma que eu raramente encontrei antes. Devagar, eu passei o ombro da minha
camiseta por cima dos ombros para que se juntasse a minha jaqueta. Então, ainda olhando ele
nos olhos, eu tirei meus longos cabelos do caminho, levantei meu queixo, e virei ligeiramente
meu corpo, dando a ele uma clara visão das costas dos meus ombros, que agora estava
completamente nu a não ser pela fina linha das costas do meu sutiã.
Ele continuou a olhar nos meus olhos por vários segundos, e eu pude sentir o frio ar da noite e
a caricia da quase lua cheia da pele exposta do meu peito e ombro e costas. Muito
deliberadamente, Loren se moveu para mais perto de mim, segurando meu ante braço
enquanto olhava nas minhas costas e ombros.
“É incrível.” A voz dele era tão lenta que era quase um sussurro. Eu senti os ombros dele
ligeiramente traçarem os espirais em labirinto, com exceção das runas exóticas que ficavam ao
redor das espirais, como as minha Marca facial. “Eu nunca vi nada igual a isso. É como se você
fosse uma antiga sacerdotisa que se materializou em nossa época. Somos abençoados por ter
você, Zoey Redbird.”
Ele disse meu nome como uma reza. A voz dele misturada com seu toque me vez tremer.
“Eu sinto muito. Deve estar frio.” Gentilmente, mas rapidamente, Loren pegou minha jaqueta
e camiseta.
“Eu não estava tremendo por causa do frio.” Eu me ouvi dizer as palavras, e não consegui
decidir se deveria ficar orgulhosa de mim mesma ou chocada com minha audácia.
“Creme e seda como um
Como eu desejo experimentar e tocar
A lua nos observa.”
Os olhos dele nunca deixaram os meus enquanto ele recitava o poema. A voz dele, que era
normalmente tão experiente, tão perfeita, tinha ficado profunda e rouca, como se tivesse
dificuldades de falar. Como se a voz dele tivesse a habilidade de me esquentar, eu fiquei tão
corada que pude sentir meu sangue circulando em um rio pelo meu corpo. Minhas coxas
formigaram e foi difícil recuperar o fôlego. Se ele me beijar eu posso explodir. A idéia me
chocou para falar. “Você acabou de escrever isso?” Dessa vez minha voz soava tão sem fôlego
quanto eu me sentia.
Ele balançou a cabeça levemente, um sorriso mal tocou os lábios dele. “Não. Foi escrito
séculos atrás por um antigo poeta japonês, sobre como a amada dele parecia nua embaixo da
lua.”
“É lindo,” eu disse.
“Você é linda,” ele disse, e acariciou minha bochecha com sua mão. “E hoje a noite você foi
minha inspiração. Obrigado.”
Eu pude me sentir me inclinando em direção a ele, e eu juro que o corpo dele respondeu. Eu
posso não ter muita experiência. E,sim, ainda sou virgem. Mas não sou uma completa idiota
(na maior parte do tempo). Eu sei quando um cara está afim de mim. E esse cara – nesse
momento – está definitivamente afim de mim. Eu cobri as mãos dele com as minhas, e
esquecendo sobre tudo, inclusive Erik e o fato de Loren ser um vampiro adulto e eu ser uma
caloura, eu quis que ele me beijasse, quis que ele me tocasse mais. Nós nos olhamos.
Estávamos ambos respirando com dificuldade. Então, no espaço de um segundo, os olhos dele
viraram e mudaram para um escuro e intimo para um escuro e distante. Ele derrubou sua mão
de meu rosto e deu um passo para trás. Eu senti a desistência dele com um vento frio.
“Foi bom ver você, Zoey. E obrigado de novo por me permitir ver sua Marca.” O sorriso dele
era educado e apropriado. Ele me deu um pequeno aceno que quase foi uma reverencia
formal, e então se afastou.
Eu não sabia se deveria gritar de frustração, chorar de vergonha, ou rugir e ficar fula. Franzindo
e murmurando para mim mesma, eu ignorei o fato de minhas mãos estarem tremendo e
marchei de volta para o dormitório. Essa era definitivamente uma emergência de eu-precisoda-
minha-melhor-amiga.

house of night 2 - traída (capitulo 4)


QUATRO
Eu queria contar a Stevie Rae sobre o que tinha acontecido com Loren, o sobre Afrodite nos
pegar, mas eu não estava com vontade de contar as noticias para Damien e as Gêmeas. Não
que eles também não fossem meus amigos, mas eu mal tive tempo de processar o que
aconteceu, e a idéia dos três conversando feito loucos me fez me encolher. Especialmente já
que as Gêmeas tinham reorganizado os seus períodos para ir na aula de poesia de Loren, onde
elas livremente entraram para passar uma hora inteira, todo dia, só para olhar para ele. Elas
perderiam a cabeça completamente quando eu contasse a elas o que tinha acontecido. (Além
do mais, algo tinha acontecido? Eu quero dizer, o cara só tocou meu rosto.)
“O que aconteceu com você?” Stevie Rae perguntou.
A atenção que os quatro estavam focando tentando descobrir se havia um cabelo na salada de
Erin ou se era apenas um daqueles estranhos barbantes de um pedaço de aipo mudou
instantaneamente para mim.
“Nada, estou apenas pensando sobre o Ritual de Lua Cheia no domingo.”Eu olhei para meus
amigos. Eles estavam me olhando com olhos que dizia que eles totalmente acreditavam que
eu tinha bolado algo, e não faria papel do boba. Eu queria ter a confiança deles em mim.
“Então o que você vai fazer? Você decidiu?” Damien perguntou.
“Eu acho que sim. Na verdade, o que vocês acham dessa idéia...” Eu comecei a falar da idéia do
Conselho e do Prefeito, e percebi na metade da explicação que realmente era um plano muito
bom. Eu terminei com os 5 ideais que eram aliados com cada elemento.
Ninguém disse nada. Eu estava começando a me preocupar quando Stevie Rae jogou seus
braços ao meu redor e me abraçou com força.
“Oh, Zoey! Você vai ser uma Alta Sacerdotisa incrível.” Damien estavam com os olhos todos
nebuloso e sua voz totalmente adorável. “Eu sinto que estou na Corte de uma grande rainha.”
“Ou você poderia ser uma grande rainha,” Shaunee disse.
“Vossa Majestade Damien... hee heee,” Erin disse, rindo.
“Gente...” Stevie Rae avisou.
“Desculpe,” as Gêmeas falaram juntas.
“Foi só muito difícil resistir,” Shaunee disse. “Mas sério, adoramos a idéia.”
“Yeah, parece um jeito excelente para manter as bruxas de fora,” Erin disse.
“Bem, essa é outra coisa que preciso falar com vocês.” Eu respirei fundo. “Eu acho que sete é
um bom número para o Conselho. Assim tem um tamanho descente, e é impossível haver
empate.”Eles acenara.”Então, tudo que eu tenho lido – não só sobre as Filhas Negras, mas
sobre conselhos estudantis em geral – diz que os membros do Conselho são veteranos. Na
verdade o Prefeito Sênior, que seria eu, é um, bem, sênior, não um calouro.”
“Eu gosto do titulo Terceiranista mais. Parece mais velho,” Damien disse.
“Independente de como a gente chame, não é normal sermos tão jovens. O que significa que
precisamos de duas pessoas mais velhas no Conselho conosco.”
Houve uma pause, e então Damien disse,”Eu nomeio Erik Night.”
Shaunee virou os olhos.
Erin disse, “Ok, quantas vezes vamos ter que explicar isso para você – o garoto não é do seu
time. Ele gosta de peitos e vaginas, não pênis e anu –“
“Pare!” Eu absolutamente não queria entrar nesse assunto. “Eu acho que Erik Night é uma boa
escolha, e não porque ele gosta de mim ou, bem...”
“De partes femininas?” Stevie Rae ofereceu.
“Sim, partes femininas versus partes masculinas.Eu acho que ele tem as qualidades que
estamos procurando. Ele é talentoso, querido, e é um cara legal.”
“E ele é lindo...” Erin disse.
“... de cair morto,” Shaunne terminou.
“É verdade; ele é. Mas não vamos basear associação com aparência.”
Shaunee e Erin franziram, mas não discutiram. Elas não são superficiais de verdade; elas só são
um pouco superficiais.
Eu respirei fundo. “E eu acho que o ultimo membro do Conselho precisa ser um sênior que
fazia parte do grupo interno de Afrodite. Isto é, se alguns deles pedir para se juntar ao nosso
Conselho.’
Dessa vez não houve um impressionante silencio. Erin e Shaunee, como sempre, falaram
juntas.
“Uma das bruxas do inferno!”
“De jeito nenhum!”
Damien falou enquanto as Gêmeas procuravam por fôlego para falar de novo. “Eu não vejo
como isso pode ser uma boa idéia.” Stevie Rae só parecia chateada e não disse nada.
Eu levantei minhas mãos, e fiquem satisfeita (e surpresa) por ver que eles realmente ficaram
quietos.
“Eu não assumi as Filhas Negras para começar uma guerra na escola. Eu assumi porque
Afrodite era uma valentona, e tinha que ser parada. Agora que eu estou no comando das
Filhas Negras eu quero que ela seja um grupo o pessoal seja honrado para participar. E eu não
quero dizer só um grupo selecionado, como quando Afrodite era a líder. As Filhas e Filhos
Negros deve ser um grupo difícil entrar e deve ser seletivo. Mas não porque apenas os amigos
da líder atual tiveram a chance de entrar. Eu quero que as Filhas e Filhos Negros seja algo que
todos sintam orgulho, e eu acho que permitindo que alguém do antigo grupo participe do meu
Conselho irá mandar a mensagem certa.”
“Ou você vai deixar a cobra entrar no ninho,” Damien disse quietamente.
“Me corrija se eu estiver errada, Damien, mas cobras não são aliadas de Nyx?” eu falei
rapidamente, seguindo o sentimento intuitivo que estava batendo em mim. “Elas não tem uma
má reputação porque historicamente elas foram o símbolo do poder feminino, e os homens
queriam tomar esse poder das mulheres e fizeram dele algo nojento e assustador?”
“Não, você está certa,” ele disse relutantemente,”mas isso não significa que deixar uma
pessoa da gang de Afrodite entrar no nosso Conselho seja uma boa idéia.”
“Vê, esse é o ponto.Eu não quero que seja nosso Conselho. Eu quero que isso vire uma
tradição na escola. Algo que dure além de nós.”
“Então você está querendo dizer que se algum de nós não sobreviver a Mudança, encontrar
uma pessoa nova para as Filhas Negras será como se nós continuássemos a viver,” Stevie Rae
disse, e eu vi que ela capturou o interesse do resto deles.
“É exatamente o que eu quero dizer – embora eu não acho que tenha percebido isso até esse
segundo,” eu disse com pressa.
“Bem, eu gostei dessa parte, embora não tenha intenção de me afogar em meus próprios
ensangüentados pulmões,” Erin disse.
“É claro que você não vai, Gêmea: é um jeito nada atraente de morrer.”
“Eu não quero nem pensar sobre não conseguir passar pela Mudança,” Damien disse, “mas se
– algo horrível acontecer comigo, eu gostaria que algo sobre mim vivesse aqui na escola.”
“Podemos ter quadros?” Stevie Rae perguntou, e eu notei que de repente ela estava
parecendo pálida demais.
“Quadros?” eu não fazia idéia do que ela estava falando.
“Yeah. Eu acho que devemos ter uma quadro ou algo que grave o nome dos... dos... do que
você os chamou?”
“Prefeitos,” Damien disse.
“Yeah, Prefeiros. O quadro, ou algo assim, pode ter o nome dos Prefeitos do Conselho a cada
ano, e ficará a mostra para todos verem.
“Yeah,’ disse Shaunee, aumentando a idéia. “Mas não só um quadro. Precisamos de algo que
seja mais legal que um quadro.”
“Algo que seja único – como nós,” Erin disse.
“Impressões de mão,” Damien disse.
“Huh?” eu perguntei.
“Nossa impressão de mão é única. Se fizermos um gesso com nossas impressões de mão, e
então assinarmos nossos nomes embaixo,” Damien disse.
“Como as estrelas em Hollywood!” Stevie Rae disse.
Ok, parece meio brega, o que significa que eu não posso não gostar. A idéia era como nós –
única – legal – e beirando a brega.
“Eu acho que impressões de mão são uma idéia excelente. E sabe qual é o lugar perfeito para
elas?” Eles olharam para mim com alegres e brilhantes olhos, a preocupação deles com um
dos amigos de Afrodite se juntar a nós, assim como o medo constante de uma morte repentina
que sempre carregávamos conosco, temporariamente esquecida. “O jardim é o lugar
perfeito.”
O sino tocou, nos chamando de volta para a aula. Eu pedi para Stevie Rae dizer a nossa
professora de espanhol, Proffe Garmy, que eu tive que ir ver Neferet, então vou me atrasar. Eu
realmente queria contar a ela sobre minhas idéias enquanto elas ainda estavam frescas na
minha mente. Eu não iria demorar – só daria a ela a base e ver se ela gostava da direção em
que eu estava indo. Talvez... talvez eu até peça a ela para vir no Ritual da Lua Cheia no
domingo, e esteja lá quando eu anunciar o novo processo de seleção para associação as Filhas
e Filhos Negros. Eu estava pensando sobre o quão nervosa eu ficaria se Neferet estivesse lá,
me observando lançar o circulo e liderar meu próprio ritual, e estava dizendo a mim mesma
que eu tinha que me livrar dos meus nervos... que era a melhor coisa para as Filhas Negras se
Neferet estivesse lá para mostrar seu apoio em meus novos ideais e –
“Mas foi o que eu vi!” A voz de Afrodite, carregada pela porta aberta da sala de Neferet, me
tirou dos meus pensamentos e me fez parar. Ela soava horrível – totalmente chateada e talvez
até assustada.
“Se sua visão não é melhor que isso, então talvez seja hora de você parar de compartilhar o
que você vê com os outros.” A voz de Neferet era gelada, assustadora, fria, e dura.
“Mas, Neferet, você perguntou! Tudo que eu fiz foi dizer o que eu vi.”
Do que Afrodite estava falando? Ah, diabos. Ela podia ter ido correndo contar a Neferet que
ela tinha visto Loren tocar meu rosto? Eu olhei ao redor para o corredor vazio. Eu deveria sair
daqui, mas de jeito nenhum se a bruxa estava falando de mim – mesmo que parecesse que
Neferet não estava acreditando em nada que ela estava dizendo. Então ao invés de ir embora
(como uma garota esperta), eu andei rapidamente e silenciosamente para o canto escondido
perto da porta parcialmente aberta. E então, pensando rápido, eu tirei um dos meus brincos
prateados e o joguei no canto. Eu ia e vinha da aula de Neferet bastante – não é estranho eu
vir procurar um brinco perdido perto da porta dela.
“Você sabe o que eu quero que você faça?” As palavras de Neferet estavam tão cheiras de
raiva e poder que eu podia eles se espalharem na minha pele. “Eu quero que você aprenda a
não falar de coisas que são questionáveis.” Ela disse. Ela estava falando sobre fofocar sobre
Loren e eu?
“Eu – eu só queria que você soubesse.” Afrodite começou a chorar, e ela disse as palavras
entre o choro. “Eu pensei que talvez pudesse haver algo que você pudesse fazer para impedir.”
“Talvez seja sábio da sua parte pensar isso por causa das suas ações egoístas no passado, Nyx
está retendo seus poderes de você porque você não é mais a favor dela e o que você está
vendo agora são imagens falsas.”
Eu nunca ouvi esse tipo de crueldade que enchia a voz de Neferet. Nem parecia ela, e me
assustou de um jeito que era difícil definir. O dia que eu fui Marcada, eu sofri um acidente
antes de vir para a House of Night. Quando eu estava inconsciente a deusa me disse que ela
tinha um plano especial para mim, e então ela beijou minha testa. Quando eu acordei minha
Marca estava completa. Eu tinha uma poderosa conexão com os elementos (embora não
tenha percebido isso até mais tarde), e também tinha um novo pressentimento que as vezes
me dizia para fazer ou dizer certas coisas – e algumas vezes me dizia muito claramente para
manter minha boca fechada. Agora meu pressentimento estava me dizendo que a raiva de
Neferet estava toda errada, mesmo que fosse uma resposta a maliciosa fofoca de Afrodite
sobre mim.
“Por favor não diga isso, Neferet!” Afrodite chorou. “Por favor não diga que Nyx me rejeitou!”
“Eu não tenho que te dizer nada. Procure em sua alma. O que está dizendo a você?”
Se Neferet tivesse dito as palavras gentilmente, elas não seriam nada mais que a sabedoria de
um professor, um sacerdotisa, dando a alguem que estava perturbado uma direção – como
procurar dentro de si, e consertar, o problema. Mas a voz de Neferet era fria e cruel e de
desprezo.
“Está – está me dizendo que eu – eu,uh, cometi erros, mas não que a deusa me odeia.”
Afrodite estava chorando tanto que estava ficando cada vez mais difícil entender.
“Então você deveria olhar mais atentamente.”
O choro de Afrodite aumentou. Eu não conseguia mais ouvir. Deixando meu brinco, eu segui
meu instinto e sai dali.

house of night 2 - traída (capitulo 3)


TRÊS
“Yeah, Zoey, eu entendo o que você está dizendo e tudo mais, mas, alô!Parte do que você
ouviu é que Afrodite vai tentar armar uma para você para que possa te tirar da liderança das
Filhas Negras, então não sinta tanta pena dela,” Stevie Rae disse.
“Eu sei – eu sei. Eu não estou ficando toda quente e confusa em relação a ela. Só estou
dizendo que depois de ouvir ela com seus pais psicóticos eu entendo porque ela é como é.”
Estavámos indo para o primeiro período. Bem, na verdade Stevie Rae e eu estávamos
praticamente correndo para o primeiro período. Como sempre, estávamos quase atrasadas. Eu
sabia que não deveria ter comido a segunda tigela de Count Chocula* (*sucrilhos).
Stevie Rae virou os olhos. “E você diz que eu sou boazinha demais.”
“Eu não estou sendo boazinha. Estou sendo compreensiva. Mas entender não muda o fato de
que Afrodite age como uma vadia do inferno.”
Stevie Rae fez um barulho de ronco e balançou a cabeça, fazendo seus cachos loiros balançar
como se fosse uma garotinha. O cabelo curto dela era estranho na House of Night onde todos,
até a maioria dos caras, tinham cabelo ridiculamente grosso e comprido. Ok, meu cabelo
sempre foi longo, mas ainda sim – foi realmente estranho quando eu cheguei aqui e fui
bombardeada com cabelo, cabelo e cabelo. Agora fazia perfeito sentido.
Parte da Mudança física que acontece enquanto viramos vampiros é que o nosso cabelo e
unhas crescem muito rápido. Depois de um pouco de pratica, você pode dizer em que ano um
calouro está sem olhar o Marca ou a sua jaqueta. Vampiros parecem diferentes de humanos
(não é uma diferença ruim – é apenas diferente), então é apenas lógico que enquanto um
calouro passa por mais e mais da Mudança o corpo dele pareça diferente também.
“Zoey, você não está prestando atenção.”
“Huh?”
“Eu disse, não abaixe sua guarda em relação a Afrodite. Sim, ela tem pais terríveis. Sim, eles
estão controlando e manipulando ela. Tanto faz. Ela ainda é odiosa e maldosa e vingativa.
Cuidado com ela.”
“Hey, não se preocupe. Eu vou.”
“Ok, ótimo. Te vejo no terceiro período.”
“Vejo você,” eu respondi. Droga, ela se preocupa demais.
Eu me apressei para minha aula e tinha começado a sentar na minha mesa perto de Damien,
que levantou uma sobrancelha para mim e disse, “Outra manhã de duas tigelas?” quando o
sino tocou e Neferet entrou na sala.
Eu sei que é a beira do esquisito (ou talvez até meio bicha, em uma melhor escolha de
palavras) continuar a notar o quão linda uma mulher é quando você também é uma mulher,
mas Neferet é tão linda que é como se ela tivesse a habilidade de focar toda a luz da sala em
si. Ela estava usando um vestido preto simples e botas de lindas de morrer. Ela estava usando
seus brincos prateados e, como sempre, o emblema prateado da deusa estava no seu peito.
Ela não parecia muito com a deusa Nyx – que eu juro ter visto no dia que fui Marcada – mas
ela tem a aura da deusa de força e confiança. Eu só vou admitir. Eu queria ser ela.
Hoje foi diferente. Ao invés de ensinar a aula toda (e, não, incrivelmente a aula de Neferet
nunca era chata) ela nos deu a tarefa de fazer uma redação sobre a Medusa, que estávamos
estudando a semana toda. Aprendemos que ela na verdade não tinha sido um monstro que
transformava os homens em pedra com o olhar. Ela tinha sido uma famosa Alta Sacerdotisa
vampira cujo dom era uma afinidade, ou conexão especial, com a terra, que foi provavelmente
da onde o mito de “transformar em pedra” saiu. Eu tenho certeza que se uma Alta Sacerdotisa
vampira se irritasse o suficiente e tivesse uma conexão mágica com a terra (pedras vem da
terra), ela poderia facilmente transformar alguém em granito. Então a tarefa de hoje era
escrever uma redação no mito humano e simbolismo, e o significado por traz da
ficticionalização da história de Medusa.
Mas eu estava muito inquieta para escrever.Além do mais, eu tinha o fim de semana todo para
terminar a redação. Eu estava muito mais preocupada com as Filhas Negras. A lua cheia era no
domingo. Era esperado que eu liderasse o ritual das Filhas Negras. Eu percebi que todos
também estavam esperando que eu fizesse o anuncio sobre as mudanças que eu planejei
fazer. Uh, eu precisava ter uma idéia sobre essas mudanças. Surpreendentemente, eu tinha
uma idéia, mas eu precisaria de ajuda.
Eu ignorei o olhar curioso de Damien quando rapidamente reuni minhas coisas e fui para a
mesa de Neferet.
“Problemas, Zoey?” ela perguntou.
“Não.Uh, sim. Bem, na verdade, se você me deixar ir até o media Center* (onde tem
computadores e equipamentos de mídia) pelo resto do período, meu problema será
resolvido.” Eu percebi que estava nervosa. Eu só estava na House of Night a um mês, e eu
ainda não tinha certeza sobre o protocolo para ser liberada da aula. Eu quero dizer, só houve
dois garotos no mês todo que ficaram doentes. E eles morreram. Os dois. O corpo deles
rejeitou a Mudança, um aconteceu bem na minha frente na aula de literatura. Foi totalmente
nojento. Mas fora os garotos moribundos ocasionais, estudantes raramente perdiam as aulas.
Neferet estava me observando, e eu lembrei que ela era intuitiva e provavelmente podia sentir
a ridícula conversa na minha cabeça. Eu suspirei. “Coisas das Filhas Negras. Eu quero bolar
algumas idéias novas sobre a liderança.”
Ela pareceu contente. “Algo que eu possa te ajudar?”
“Provavelmente, mas eu preciso fazer algumas pesquisas e arrumar minhas idéias primeiro.”
“Muito bem, venha até mim quando estiver pronta. E sinta-se a vontade para passar o tempo
necessário no media Center que você precisar,” Neferet disse.
Eu hesitei. “Eu preciso de um passe?”
Ela sorriu. “Eu sou sua mentora e te dei permissão, o que mais você poderia precisar?”
“Obrigado,” eu disse, e sai apressada da aula me sentindo idiota. Eu ficaria tão feliz quando
estivesse na escola a tempo suficiente para saber essas pequenas regras internas. E, de
qualquer forma, eu não sei porque estava tão preocupada. Os corredores estavam desertos.
Diferente da minha antiga escola (South Intermediate High School em Brojen Arrow, Oklhoma
– que é um subúrbio totalmente chato de Tulsa) não havia nenhum complexo de Napoleão*
(*que se achava o maior dos maiores), vice diretores muito bronzeados com nada melhor para
fazer que andar pelos corredores perseguindo garotos. Eu diminui a velocidade e disse a mim
mesma para relaxar – droga, eu estava estressada demais ultimamente.
A biblioteca era na parte central da área da escola em uma legal sala com vários andares que
tinha sido construída para imitar a torre de um castelo, o que se encaixava bem com o resto da
escola. A coisa toda parecia como algo vinda do passado. Essa provavelmente era uma das
razões que tinha chamado atenção dos vampiros 5 anos atrás. Nessa época era uma escola
preparatória para garotos ricos metidos, mas tinha sido construída originariamente para ser
um monastério para os monges de Santo Augustine Pessoas de Fé.Eu lembrei disso quando eu
perguntei como um escola preparatória tinha sido tomada pelos vampiros e Neferet me disse
que eles fizeram um acordo que eles não podiam recusar. A memória do tom perigoso da voz
dela ainda fazia minha pele se arrepiar.
"Me-eeh-uf-ow!”
Eu pulei e quase me mijei. “Nala! Você quase me matou de susto!”
Sem preocupação, minha cata se lançou nos meus braços, e eu tive que fazer malabarismo
com o bloco de notas, bolsa, e um pequeno (mas gordinho) gato laranja. Enquanto Nala
reclamava para mim em sua voz mal humorada de velhinha.Ela me adorava, e ela
definitivamente me escolheu para si, mas isso não significa que ela seja sempre agradável. Eu
mudei ela de lado, e abri a porta para o media Center.
Oh – o que Neferet tinha dito ao meu estúpido padrasto-perdedor John era a verdade. Gatos
andam livremente por toda a escola. Eles freqüentemente seguem “Seus” donos para a aula.
Nala, em particular, gostava de me encontrar várias vezes por dia. Ela insistia que eu coçasse
sua cabeça, reclamava um pouco para mim, e então saia pra fazer o que quer que gatos fizesse
com seu tempo livro. (Planejar a dominação mundial?)
“Você precisa de ajuda com ela?” a especialista de media perguntou. Eu tinha conhecido ela
brevemente durante minha semana de orientação, mas lembrei que o nome dela era Sappho.
(Uh, era não era a verdade Sappho – aquela vampira poeta que morreu mil anos atrás – agora
estávamos estudando o trabalho dela na aula de literatura.)
“Não, Sappho, mas obrigado. Nala não gosta de ninguém a não ser eu.”
Sappho, uma pequena vampira morena cujas tatuagens eram elaborados símbolos, Damien
me disse que eram hieróglifos gregos, sorriu profundamente para Nala. “Gatos são criaturas
tão interessantes, você não acha?”
Eu coloquei Nala no meu outro ombro enquanto ela reclamava no meu ouvido. “Eles
definitivamente não são cachorros,” eu disse.
“Graças a deusa por isso!”
“Você se importa se eu usar um dos computadores?” o media Center era alinhado com fileiras
e fileiras de livros – milhares deles – mas também era um laboratório de computadores muito
legal.
“É claro, sinta-se em casa e sinta-se livre para me chamar se não conseguir encontrar o que
você precisa.”
“Obrigado.”
Eu peguei um computador que estava numa grande mesa e entrei na internet. Isso era outra
coisa que era diferente da minha antiga escola. Aqui os estudantes não tinham um login e sites
não eram restringidos. Aqui era esperado que os estudantes mostrassem senso e agissem
certo – se eles não agissem não é como se os vampiros, quem eram quase impossível de
mentir, não fossem descobrir. Só em pensar em coisas para mentir para Neferet fazia meu
estomago doer.
Se concentre e pare de brincar. Isso é importante.
Ok, uma idéia estava a milhão na minha cabeça.Era hora de ver se daria certo. Eu abri o Google
e digitei “escolas preparatórias privadas.” Zilhões apareceram. Eu comecei a estreitar a lista.
Eu queria exclusivas e superiores escolas( nenhuma daquelas “academias alternativas” idiotas
que estavam apenas segurando a caneta para um futuros criminoso – ugh). Eu também queria
escolas antigas, que estavam por aí a gerações. Eu estava procurando por algo que tinha
passado pelo teste do tempo.
Eu facilmente encontrei Chatham Hall, que era a escola que os pais de Afrodite tinham jogado
na cara dela. Era uma exclusiva escola preparatória da Costa Leste e, cara, parecia metida. Eu
saí do site. Qualquer lugar que os bizarros pais de Afrodite aprovassem não seria algo que eu
queria tomar como modelo. Eu continuei procurando... Exeter ... Andover ... Taft ... Miss
Porter's (verdade – hee hee – esse é o nome da escola)... Kent...
“Kent. Eu ouvi esse nome antes,” eu disse a Nala, que estava empoleirada no topo da mesa
para me observar enquanto cochila. “É em Connecticut – é por isso que é familiar. É onde
Shaunee estava indo antes de ser Marcada.” Eu mexi no site, curiosa para ver onde Shaunee
tinha passado a primeira parte do seu ano primeiro ano (ou terceiranista) ano. Era uma escola
bonita – não tinha como negar isso. Metida, claro, mas tinha algo sobre ela que parecia ser
mais bem acolhedora que as outras escolas preparatórias. Talvez fosse porque eu conhecia
Shaunne. Eu continuei mexendo no site – e de repente sentei direito. “É isso,” eu murmurei
para mim mesma. “É o tipo de coisa que eu preciso.”
Eu peguei uma caneta e abri o bloco de notas e me ocupei fazendo anotações. Muitas
anotações.
Se Nala não tivesse assoviado em um aviso, eu teria dado um belo pulo quando uma voz
profunda falou atrás de mim.
“Você parece completamente envolvida nisso.”
Eu olhei por cima do meu ombro – e congelei. OhmeuDeus.
“Desculpe, eu não queria interromper você. É apenas tão incomum ver um estudante escrever
fervorosamente e a mão, ao contrario do que digitar no computar, que eu pensei que você
pudesse estar escrevendo poesia. Você vê, eu prefiro escrever poesia sem a mão. O
computador é apenas impessoal demais.”
Pare de ser tão idiota! Fale com ele! Minha mente gritou para mim. “Eu – uh- não estou
escrevendo poesia.” Deus, isso foi brilhante.
“Oh, bem. Não machuca verificar. Foi bom falar com você.”
Ele sorriu e se virou e minha boca finalmente conseguiu funcionar um pouco mais
corretamente. “Uh, eu também acho que computadores são impessoais. Eu nunca escrevi
poesia, mas quando eu escrevo algo tão importante para mim eu gosto de fazer isso assim.”
Totalmente nerd, eu levantei minha caneta.
“Bem, talvez você devesse tentar escrever poesia. Me parece que você pode ter a alma de um
poeta.” Ele ergueu sua mão. “Normalmente a essa hora do dia eu venho dar uma folga a
Sappho. Eu não sou um professor em tempo integral porque só estou na escola a um ano. Eu
só ensino duas aulas, então tenho tempo extra. Eu sou Loren Blake, Vampiro Poeta Laureate.”
Eu peguei o ante braço dele no jeito tradicional de vampiros se cumprimentarem, tentando
não pensar sobre o quão quente o braço dele era, o quão forte ele era, e o quão sozinhos
estávamos no media Center.
“Eu sei,” eu disse. Então eu queria cortar minha garganta. Que coisa idiota para dizer!”O que
eu quis dizer é que eu sei quem você é. Você é o primeiro homem poeta Laureate que eles
nomearam em 200 anos.” Eu percebi que ainda estava segurando o braço dele e o soltei. “Eu
sou Zoey Redbird.”
O sorriso dele fez meu coração bater forte no meu peito. “Eu também sei quem você é.” Os
lindos olhos dele, tão escuros que pareciam preto e sem fundo, brilharam travessamente.
“Você é a primeira caloura a ter uma Marca completamente colorida, assim como a única
vampira, caloura ou adulta, a ter uma afinidade pelos 5 elementos. É bom finalmente conhecer
você cara-a-cara. Neferet me falou muito sobre você.”
“Ela falou?” Eu estava tão mortificada que minha voz se esganiçou.
“É claro que sim. Ela está incrivelmente orgulhosa de você.” Ele acenou para o banco vazio ao
meu lado. “Não quero interromper seu trabalho, mas você se importa se eu sentar com você
um pouco?”
“Yeah, claro. Eu preciso de uma pausa. Eu acho que minha bunda adormeceu.” Oh, Deus, me
mate agora.
Ele riu. “Bem, então, você gostaria de ficar de pé enquanto eu sento?”
“Não, eu – uh – vou mudar meu peso.” E então vou me jogar da janela.
“Então, se não for muito pessoal, posso perguntar no que você está trabalhando tão
afincamente?”
Ok, eu precisava pensar e falar. Seja normal. Esqueça que ele é facilmente o homem mais lindo
de parar o coração que já esteve perto de mim a minha vida toda. Ele é um professor na
escola. Só outro professor. Só isso. Yeah, certo. Só outro professor que parecia como o sonho
de toda mulher para o Homem Perfeito. E eu digo Homem. Erik é gostoso e lindo e muito legal.
Loren Blake era outro universo. Um totalmente fora dos limites, e impossivelmente sexy
universo que eu não tinha permissão para acessar. Como se ele me visse como algo mais do
que uma garota de qualquer forma. Por favor. Dezesseis. Ok, quase dezessete, mas ainda sim.
Ele provavelmente tem pelo menos 21 ou algo assim. Ele apenas está sendo gentil. Mais
provavelmente ele só quer olhar de perto minha bizarra Marca.Ele poderia estar fazendo
pesquisa sobre um altamente embaraçosos poema sobre o –
“Zoey? Se você não quer me dizer sobre o que está trabalhando, está tudo bem. Eu realmente
não queria incomodar você.”
“Não!Está tudo bem.’ Eu respirei fundo e me ajeitei. “Desculpe – acho que ainda estava
pensando sobre a minha pesquisa,” eu menti, esperando que ele fosse um vampiro jovem o
bastante para não ter o incrível detector de mentira que os professores mais velhos tinham .
Eu continuei rapidamente. “Eu quero mudar as Filhas Negras. Eu acho que precisa de uma
fundação – algumas regras claras e um guia. Não apenas para se juntar, mas quando você
entrar ter certos padrões. Você não deve ter um passe livre para ser um idiota tanto quanto
quiser, e ainda ganhar o privilegio de ser um Filha e Filho Negro.” Eu parei e pude sentir meu
rosto ficando quente e vermelho. Do que diabos eu estava falando? Eu devo parecer uma
idiota.
Mas ao invés de rir de mim, ou pior, dizer algo padronizado e ir embora, ele parecia estar
considerando o que eu disse. “Então o que você bolou?” ele perguntou.
”Bem, eu gosto do jeito que essa escola privada Kent lida com seu grupo estudantil. Olha –“ Eu
cliquei no link da direita e li do texto. “O conselho Sênior e Sistema Prefeito é uma parte
integral da vida em Kent. Seus alunos são escolhidos como os lideres que juram serem
modelos e lidar com todos os aspectos da vida estudantil em Kent.” Eu usei minha caneta para
apontar para a tela do computar. “Vê, tem vários prefeitos diferentes, e eles são eleitos para
cada Conselho anual pelos votos de estudantes e pelo equipe, mas a escolha final é feita
diretor – que seria Neferet – e o Prefeito Veterano.”
“Que seria você,’ ele disse.
Eu podia sentir meu rosto ficar quente. De novo. “Yeah. Também diz que todo mês de maio
novos membros do Conselho são “apontados” como possível membros para o próximo ano
escolar, e tem uma enorme cerimônia para celebrar.” Eu sorri, e disse, mais para mim do que
para ele, “Parece um novo ritual que Nyx aprovaria. Quando disse as palavras senti a certeza
dentro de mim.
“Eu gostei,’ Loren disse. “Eu acho que é uma grande idéia.”
“Verdade? Você não está apenas dizendo por dizer?”
“Tem algo sobre mim que você deveria saber. Eu não minto.”
Eu olhei para os olhos dele. Eles pareciam sem fundo. Ele estava sentado tão perto de mim
que eu podia sentir o calor do corpo dele, o que me fez suprimir um calafrio de uma repentina
onda de um desejo proibido. “Bem, obrigado então,” eu disse suavemente. Me sentindo
repentinamente corajosa, eu continuei. “Eu quero que as Filhas Negras signifiquem mais do
que só um grupo social. Eu quero que elas sejam exemplos – que façam a coisa certa. Então eu
pensei que cada um de nós teria que jurar seguir cinco ideais representando os cinco
elementos.”
As sobrancelhas dele foram para cima. “O que você tem em mente?”
“As Filhas e Filhos Negros deveriam jurar ser autênticos pelo ar, fieis pelo fogo, sábios pela
água, sensitivo pela terra, e sinceros pelo espírito.” Eu terminei sem olhar para minhas notas.
Eu já sabia os cinco ideais décor. Então eu observei os olhos dele ao invés disso. Ele não disse
nada por um momento. Então, devagar, ele se aproximou e passou um dedo pela linha
continua da minha tatuagem. Eu queria tremer com o toque dele, mas não podia me mexer.
“Lindo e inteligente e inocente,” ele sussurrou. Então a incrível voz dele recitou, “A melhor
parte da beleza é aquela que nenhuma figura pode expressar.”
“Sinto muito por interromper, mas eu realmente preciso checar os últimos três livros dessa
série para a professora Anastasia.”
A voz de Afrodite quebrou o feitiço entre Loren e eu, assim como quase me deu um ataque
cardíaco. Na verdade, Loren parecia tão abalado quanto eu. Ele tirou as mãos do meu rosto e
andou quietamente para o balcão de checagem. Eu fiquei sentada onde estava como se tivesse
criado raízes na cadeira; tentado parecer tão ocupada escrevendo mais anotações (que eram
na verdade, bem, rabiscos). Eu ouvi Sappho voltar e assumir a checagem dos livros de Afrodite
no lugar de Loren. Eu pude ouvir ele indo embora, e quase como se não pudesse me impedir,
eu me virei e olhei para ele. Ele estava saindo pela porta e não prestando a menor atenção em
mim.
Mas Afrodite estava me olhando diretamente com um sorriso travesso em seus lábios
perfeitos.
Bem, inferno.

house of night 2 - traída (capitulo 2)


DOIS
Eu fiquei incrivelmente aliviada quando Neferet disse que não havia razão para mim ficar no
salão de recepção. Depois da cena com minha família, eu senti que todos estavam me
olhando. Eu era, afinal de contas, a garota com a Marca bizarra e uma família pavorosa. Eu
peguei o caminho mais curto para sair do salão de recepção – a calçada que leva para fora em
um lindo jardim que as janelas do salão da janta mostravam.
Era um pouco depois da meia noite, o que era – sim – um hora totalmente estranha para uma
visitação dos pais, mas a escola começa as aulas as 20 horas, e termina as 3 da manha. Na
superfície parece fazer mais sentido fazer a visitação dos pais começar as 20 horas, ou mesmo
uma hora mais ou menos antes da aula começar, mas Neferet me explicou que o ponto era os
pais aceitarem a Mudança de seus filhos, e entender que dia e noite sempre seria diferente
para eles. Sozinha eu decidi que outra vantagem de fazer a hora ser inconveniente é que da a
muitos pais a desculpa que eles precisam para não vir, sem precisar dizer a seus filhos, Hey –
eu não quero nada a ver com você, agora que está se transformando num monstro sugador de
sangue.
Pena que meus pais não entenderam a deixa.
Eu suspirei e diminui a velocidade, levando tempo seguindo um dos caminhos através do
jardim. Era uma noite fria e clara de novembro. A lua estava quase cheia, e seu brilho prateado
era um bonito contraste com as luminárias a gás que iluminavam o jardim com seu suave
brilho amarelo. Eu podia ouvir a fonte que ficava no meio do jardim, e automaticamente
mudei de direção para ir em direção a ela. Talvez o suave barulho da água ajudasse meu nível
de estresse... e me ajudasse a esquecer.
Quando eu fiz a curva que levava para a fonte eu estava andando devagar, e sonhando
acordada sobre o meu novo quase-namorado, o totalmente delicioso Erik. Ele estava longe da
escola para a competição de monólogos de Shakespeare. Naturalmente, ele terminou em
primeiro na nossa escola, e avançou facilmente pela competição internacional entre as Houses
of Night. Era quinta, e ele só tinha ido na segundo, mas eu sentia falta dele feito louca e não
podia esperar o domingo quando ele supostamente deveria voltar. Erik era o cara mais
gostoso da nossa escola. Diabos, Erik Night pode ser o cara mais gostoso de qualquer escola.
Ele é alto, dark, e lindo – como uma estrela de cinema das antigas (sem as latentes tendências
homossexuais). Ele também era incrivelmente talentoso. Algum dia em breve ele iria se juntar
ao rank de outros vampiros estrelas de cinema como Matthew McConaughey, James Franco,
Jake Gyllenhaal, e Hugh Jackman (que é totalmente lindo para um cara velho). Além do mais,
Erik era realmente um cara legal - que era só um complemento a sua gostosura.
Então eu admito com ter visões de Erik como Tristan e eu como Isolde (nossa própria historia
de amor apaixonada teria um final feliz), e não notei que haviam outras pessoas no jardim até
que uma voz masculina alta me chocou por ter soando tão maldosa e enojada.
“Você é um desapontamento após o outro, Afrodite!” eu congelei. Afrodite?
“Já foi ruim o suficiente você ter sido Marcada significasse que você não poderia freqüentar
Chatham Hall, especialmente depois de tudo que eu fiz para me certificar que você fosse
aceita,” disse em uma voz fria e delicada.
“Mãe, eu sei. Eu disse que sinto muito.”
Ok, eu deveria ir embora. Eu deveria virar e andar rápida e silenciosamente para fora do
jardim. Afrodite era provavelmente a pessoa menos favorita para mim nessa escola. Na
verdade, Afrodite era provavelmente a pessoa menos favorita em qualquer lugar, mas ouvir de
propósito o que era claramente uma cena feia com os pais dela era errado, errado, errado.
Então eu andei na ponta dos pés alguns centímetros fora do caminho onde pudesse me
esconder mais facilmente atrás de um arbusto de ornamento grande perto da fonte. Os pais
dela estavam parados na frente dela. Bem, a mãe dela estava parado. O pai dela andava de um
lado para o outro.
Cara, os pais dela eram pessoas realmente bonitas. O pai dela era alto e bonito. O tipo de cara
que se manteve em forma, tinha todo o seu cabelo, e dentes realmente muito bons. Ele estava
vestido com um terno escuro que parecia custar um zilhão de dólares. Ele também parecia
estranhamente familiar, e eu tinha certeza que o vi na TV ou algo assim. A mãe dela era linda.
Eu quero dizer, Afrodite era loiro e parecia perfeita, e a mãe dela era mais velha, vestida de
forma mais cara, e totalmente crescida versão dela. O suéter dela era obviamente cashmere, e
as perolas dela eram longas e reais. Toda vez que ela gesticulava com suas mãos um diamante
em forma de pêra enorme no seu dedo de aliança brilhava um luz tão fria e linda como sua
voz.
“Você esqueceu que seu pai é o prefeito de Tulsa?” A mãe de Afrodite surtou viciosamente.
“Não, não, é claro que não,mãe.”
A mãe dela não pareceu ouvir. “É uma ladeira e tanto o fato de você estar aqui ao invés da
Costa Leste se preparando para Harvard que era difícil o suficiente, mas nos consolamos com o
fato que vampiros podem conseguir dinheiro e poder e sucesso, e esperamos que você fosse
sucedida nisso” – ela parou e olhou de forma amarga – “de forma excepcional. E agora ficamos
sabendo que você não é mais líder das Filhas Negras e foi rejeitada como Alta Sacerdotisa em
treinamento, o que te faz não ser diferente de nenhum dos desperdícios que freqüentam essa
escola miserável.” A mãe de Afrodite hesitou, como se precisasse se acalmar antes de
continuar. Quando ela falou de novo, eu tive que me esforçar para ouvir ela sussurrar. “O seu
comportamento é inaceitável.”
“Como sempre, você nos desapontou,” o pai dela repetiu.
“Você já disse isso, pai,” Afrodite disse, soando como sempre.
Como o bote de uma cobra, a mãe dela bateu no rosto de Afrodite, com tanta força que a
batida de pele contra pele me fez pular e recuar. Eu esperei que Afrodite saísse do banco
pulasse na garganta da mãe (por favor – não chamamos ela de bruxa do inferno por nada),
mas ela não fez isso. Ela só pressionou sua própria palma contra a bochecha e curvou a cabeça.
“Não chore. Eu já te disse antes, lagrimas significam fraqueza. Pelo menos faça isso certo e não
chore,” a mãe dela disse.
Devagar Afrodite levantou sua cabeça e tirou a mão da bochecha. “Eu não queria desapontar
você, mãe. Eu realmente sinto muito.”
“Dizer que você sente muito não conserta nada,” a mãe dela disse. “O que queremos saber é o
que você vai fazer sobre pegar sua posição de volta.”
Nas sombras segurei a respiração.
“Eu – eu não posso fazer nada,” Afrodite disse, parecendo sem esperanças e de repente muito
jovem. “Eu fiz besteira. Neferet me pegou. Ela tirou as Filhas Negras de mim e a deu para outra
pessoa. Eu acho que ela está até mesmo considerando me transferir para outra House of
Night.”
“Já sabemos disso!” A mãe dela ergueu a voz, juntando as palavras para que elas parecessem
ser feitas de gelo. “Falamos com Neferet antes de ver você. Ela iria transferir você para outra
escola, mas intercedemos. Você permanecerá nessa escola. Também tentamos falar com ela
sobre devolver sua posição, depois de, talvez, um tempo de restrição ou detenção.”
“Oh, mãe, você não fez isso?”
Afrodite soava horrizada, e eu não podia culpar ela. Eu só podia imaginar que a impressão que
esses frios, pais que fingem-ser-tão-perfeitos deram a nossa Alta Sacerdotisa. Se Afrodite
algum dia já teve a menor chance de ter Neferet de volta em seu favor, os pais bizarros dela
provavelmente arruinaram tudo.
“É claro que fizemos! Você esperava que não fizéssemos nada enquanto você destrói seu
futuro se tornando uma vampira ninguém em indescritivelmente estranha House of Night?” a
mãe dela disse.
“Mais do que você já fez,” o pai dela acrescentou.
“Mas não é sobre mim fazer algum tipo de restrição,” Afrodite disse, obviamente tentado
controlar sua frustração e ser razoável com eles. “Eu fiz besteira. Muito grande. Isso é ruim o
suficiente, mas tem uma garota aqui cujos poderes são mais fortes que os meus. Mesmo que
Neferet supere o fato de estar irritada comigo, ela não vai me devolver as Filhas Negras.”
Então Afrodite disse algo que me chocou totalmente. “A outra garota é uma líder melhor que
eu. Eu percebi isso em Samhain. Ela merece ser a líder das Filhas Negras. Eu não.”
OhmeuDeus. O inferno congelou?
A mãe de Afrodite deu um passo para mais perto dela e eu recuei com ela, certa que ela fosse
bater nela de novo. Mas a mãe dela não bateu nela. Ela se curvou para que seu lindo rosto
estive olhando diretamente para o da filha. De onde eu estava elas pareciam tanto que era
assustador.
“Nunca diga que alguém merece mais do que você. Você é minha filha, e você sempre ira
merecer o melhor.” Então ela se ergueu de novo e passou a mão pelo seu cabelo perfeito,
embora eu tivesse certeza que ele não se atreveria a se bagunçar. “Não conseguimos
convencer Neferet a devolver sua posição, então você irá convencer ela.”
“Mas, mãe, eu já disse a você –“ ela começou, mas o pai dela a cortou.
“Tire a garota nova do caminho, e Neferet estará mais propensa em te devolver sua posição.”
Ah, merda. “A garota nova” era eu.
“Desacredite ela. Faça ela cometer erros, e então se certifique que outra pessoa conte a
Neferet sobre eles e não você. Vai parecer melhor desse jeito.” A mãe dela falou, como se
estivesse falando sobre que roupa Afrodite deveria usar amanhã ao invés de tramar contra
mim.Droga, em falar em bruxa do inferno!
“E cuide-se. Seu comportamento tem que ser além de perfeito. Talvez você devesse ser mais
aberta com suas visões, pelo menos por enquanto,” o pai dela disse.
“Mas você me disse por anos para manter as visões para mim mesma, que elas eram a fonte
do meu poder.”
Eu mal podia acreditar no que estava ouvindo! Um mês atrás Damien me disse que vários
garotos pensavam que Afrodite estava tentado esconder suas visões de Neferet, mas eles
pensavam que era porque ela odiava humanos – e as visões de Afrodite eram sempre sobre
uma futura tragédia onde humanos morriam. Quando ela dividiu suas visões com Neferet, a
Alta Sacerdotisa foi quase sempre capaz de impedir as tragédias de acontecerem e salvar
vidas. Então Afrodite propositalmente manter suas visões para si era uma das coisas que me
fizeram decidir que eu tinha que tomar a posição dela como a líder das Filhas Negras. Eu não
tenho fome de poder. Eu não queria a posição de verdade. Diabos, eu ainda não tinha certeza
do que fazer com ela. Eu apenas sei que Afrodite não era coisa boa, e que eu tinha que fazer
algo para impedir ela. Agora eu estava ouvindo que uma parte da merda que ela estava
fazendo era porque ela deixava seus odiosos pais mandarem nela!A mãe e pai dela achavam
que estava tudo bem em não falar sobre informações que podiam salvar vidas. E o pai dela era
o prefeito de Tulsa! (Não era de se admirar que ele parecia familiar.) Era tão bizarro que estava
fazendo minha cabeça doer.
“As visões não são sua fonte de poder!” O pai dela estava dizendo. “Você nunca escuta? Eu
disse que suas visões poderiam ser usadas para ganhar poder para você, porque informação
sempre é poder. A fonte das suas visões é a Mudança que acontece no seu corpo. É genética,
só isso.”
“É para ser um dom de uma deusa,” Afrodite disse suavemente.
A risada da mãe dela era fria. “Não seja idiota. Se existi tal coisa como uma deusa, porque ela
daria poderes a você? Você é apenas uma ridícula criança, e uma que está freqüentemente
cometendo erros, e essa sua ultima escapadinha sua mais uma vez provou isso. Então seja
inteligente e mude, Afrodite. Use suas visões para ganhar de volta confiança, mas aja de forma
humilde sobre isso. Você tem que fazer Neferet acreditar que você sente muito.”
Eu quase não ouvi o sussurro de Afrodite, “Eu sinto muito...”
“Esperamos noticias muito melhores mês que vem.”
“Sim, mãe.”
“Ótimo, agora nos leve de volta para o salão de recepção para que possamos nos misturar com
os outros.”
“Posso por favor ficar aqui um pouco? Eu realmente não estou me sentindo muito bem.”
“Absolutamente não. O que as pessoas diriam?” A mãe dela disse. “Controle-se. Você ira nos
escoltar de volta para o salão e será graciosa sobre isso. Agora.”
Afrodite estava devagar levantando do banco, e com o coração batendo tão rápido que tive
medo que me entregasse, eu voltei rapidamente para o caminho pelo que eu vim até a
bifurcação que me tiraria do jardim. Então eu praticamente sai correndo do jardim.
Eu pensei sobre o que eu ouvi todo o caminho de volta ao dormitório. Eu acreditava ter pais
horríveis, mas eles eram como os pais do “The Brady Bunch*” (*Serie televisiva) (olá – eu
assisti as reprises da Nickelodeon como todo mundo) comparado aos odiosos e adoradores de
poder, pais de Afrodite. Por mais que eu odiasse admitir, o que eu vi hoje a noite me fez
entender porque Afrodite agia como agia. Eu quero dizer, como eu seria se eu não tivesse o
amor e apoio da Vovó Redbird que foi minha espinha dorsal nesses três últimos anos? E isso
era outra coisa também. Minha mãe tinha sido normal. Claro, ela tem estado estressada e não
prestou atenção nas coisas, mas ela foi normal pelos primeiros 13 anos dos meus quase 17
anos de vida. Só foi depois que ela casou com John que ela mudou. Então eu tive uma boa mãe
e uma fantástica avó. E se eu não tivesse? E se tudo que eu conhecesse fosse tudo que passei
nos últimos 3 anos – eu sendo indesejada na minha própria família?
Eu poderia ter ficado igual Afrodite, e eu ainda poderia deixar meus pais me controlarem
porque esperava desesperadamente ser boa o bastante, deixar eles orgulhosos o suficiente,
para que um dia eles realmente me amassem.
Isso me fez ver Afrodite com olhos totalmente novos, o que eu não me deixou particularmente
animada.