segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
house of night - marcada (capitulo 15)
QUINZE
Na metade do caminho para o templo de Nyx eu percebi que Stevie Rae estava
quieta além do normal. Eu dava olhares laterais para ela. Ela também estava parecendo
pálida? Eu tive um sentimento bizarro sobre você-está-andando-para-o-seu-túmulo.
“Stevie Rae, algo errado?”
“Yeah, bem, é triste e meio assustador.”
“O que? O Ritual da Lua Cheia?” Meu estomago começou a doer.
“Não, você vai gostar disso – ou pelo menos vai gostar desse.” Eu sabia o que ela
queria dizer, versos o ritual das Filhas Negras que eu tinha que ir depois, mas eu não
queria falar sobre isso. As próximas palavras de Stevie Rae fizeram todo o negocio das
Filhas Negras parecer pequeno, um problema secundário. “Uma garota morreu faz uma
hora.”
“O que? Como?”
“Como todos morrem. Ela não conseguiu passar pela Mudança, e o corpo dela só...”
Stevie Rae pausou, tremendo. “Aconteceu perto do final da aula de Tae Kwan Do. Ela
estava tossindo, como se estivesse sem ar no começo do aquecimento. Eu achei que não
fosse nada. Ou talvez eu achei, mas eu tirei da cabeça.”
Stevie Rae me deu um pequeno e triste sorriso, e ela parecia envergonhada de si.
“Tem algum jeito de salvar eles? Depois que, você sabe, eles começam –“ eu parei e
fiz um vago e desconfortável gesto.
“Não. Não tem jeito de você ser salvo depois que seu corpo começa a rejeitar a
Mudança.”
“Então não se sinta mal por não querer pensar na garota que estava tossindo. Você
não poderia ter feito nada.”
“Eu sei. É só que... foi horrível. E Elizabeth era tão querida.”
Eu senti um choque em algum lugar no meio do meu corpo. “Elizabeth Sem
Sobrenome? Ela é a garota que morreu?”
Stevie Rae acenou, piscando com força obviamente tentando não morrer.
“Isso é horrível,” eu disse, minha voz fraca era quase um sussurro. Eu lembrei o
quão considerável ela tinha sido em relação a minha Marca, e como ela notou que Erik
estava olhando para mim.
“Mas eu acabei de ver ela na aula de Teatro. Ela estava bem.”
“É assim que aconteceu. Num segundo o garoto está sentado do teu lado parecendo
perfeitamente normal. No outro...” Stevie Rae tremeu de novo.
“E tudo vai continuar normal? Mesmo que alguém na escola tenha acabado de
morrer?” eu lembrei do ano passado, quando um grupo de calouros da SIHS tinha estado
num acidente de carro num final de semana, e dois deles tinham morrido, conselheiros
extras foram chamados a escola na segunda e todos os eventos atléticos foram
cancelados naquela semana.
“Tudo vai continuar normal. Devemos nos acostumar com a idéia de que isso pode
acontecer com qualquer um. Você vai ver. Todos vão agir como se nada tivesse
acontecido, especialmente os mais velhos. É só os terceiranistas e os amigos de Elizabeth,
como a colega dela, que vão mostrar alguma reação a tudo. Os terceiranistas – somos nós
– devem agir direito e superar. A colega de quarto de Elizabeth e sua melhor amiga
provavelmente vai se isolar por alguns dias, mas então eles esperam que ela supere.” Ela
baixou a voz. “Na verdade, eu não acho que os vampiros pensam que nenhum de nós é
real enquanto não fizermos a Mudança.”
Eu pensei nisso. Neferet não pareceu me tratar como se eu fosse temporária – ela
até disse que era um excelente sinal minha Marca estar colorida, não que eu estivesse tão
confiante quanto ela em relação ao meu futuro. Mas eu absolutamente não iria dizer nada
que fizesse parecer que Neferet estava me dando tratamento especial. Eu não queria ser a
“esquisita.” Eu só queria ser amiga de Stevie Rae e me ajustar no meu novo grupo.
“Isso é realmente horrível,” foi tudo o que eu disse.
“É, mas pelo menos se acontece, acontece rápido.”
Parte de mim queria saber os detalhes, e parte de mim estava assustada demais
para fazer a pergunta.
Graças a Deus, Shaunee interrompeu antes de eu me fazer perguntar o que eu
estava assustada demais para querer saber.
“Porque vocês demoraram tanto,” Shaunee chamou na frente dos degraus do
templo. “Erin e Damien já estão lá dentro guardando um lugar no circulo para nós, mas
você sabe que quando o ritual começa eles não deixam mais ninguém entrar. Depressa!”
Nós nos apressamos, e com Shaunee liderando, entramos no templo. Doce e
esfumaçado incenso me engolfou enquanto entrei na escuridão do Templo de Nyx.
Automaticamente, eu hesitei. Stevie Rae e Shaunee se viraram para mim.
“Está tudo bem. Não tem porque estar nervosa ou com medo.” Stevie Rae encontrou
meus olhos e acrescentou, “pelo menos nada lá dentro.”
“O Ritual da Lua Cheia é ótimo. Você vai gostar. Oh, quando a vampira traçar o
pentagrama na sua testa e dizem “seja abençoada” você tem que responder “seja
abençoada,” Shaunee explicou. “Então nos siga para o seu lugar no circulo.” Ela sorriu
segura para mim e correu para entrar no aposento.
“Espera.” Eu agarrei a manga de Stevie Rae. “Eu não quero parecer idiota, mas um
pentagrama não é um sinal de maldade ou algo assim?”
“Foi o que eu pensei também, até eu chegar aqui. Mas esse negocio de maldade é o
que as Pessoas de Fé querem que você acredite para que... droga,” ela disse dando nos
ombros, “eu nem tenho certeza porque eles querem que as pessoas – bem, humanos
quero dizer – acreditem que é um sinal de maldade. A verdade é que a um zilhão de anos
atrás o pentagrama era um sinal de sabedoria, proteção, perfeição. Coisas boas. É só uma
estrela de cinco pontas. Quatro dessas pontas significam os 4 elementos. A quinta, a que
aponta para cima, é um sinal de espírito. Só isso. Não tem bicho papão aqui.”
“Controle.” Eu murmurei, feliz por termos uma razão para parar de falar da morte de
Elizabeth.
“Huh?”
“As Pessoas de Fé querem controlar tudo, e parte desse controle é que todos tem
que acreditar na mesma coisa. É por isso que eles querem que as pessoas acreditem que
um pentagrama é um sinal de mal.” Eu balancei a cabeça enojada. “Esqueça. Vamos.
Estou mais pronta do que achava. Vamos entrar.”
Entramos mais profundamente no salão e eu ouvi água corrente. Passamos por uma
linda fonte, e então a entrada fez uma curva para a esquerda. Em uma entrada de pedra
arqueada estava parada uma vampira que eu não reconheci. Ela estava vestida totalmente
de preto – uma longa saia e uma blusa de manga. A única decoração que ela tinha nela
era a bordado da figura da deusa no peito. O cabelo dela era longo e cor de trigo. Espirais
azul safira irradiavam da lua crescente pelo rosto perfeito dela.
“Essa é Anastasia. Ela ensina a matéria de Feitiços e Rituais. Ela também é a esposa
do Dragon,” Stevie Rae sussurrou rapidamente antes dela ir em direção da vampira e
respeitosamente colocar o punho por cima do coração.
Anastasia sorriu e mergulhou o dedo numa tigela de pedra que ela estava segurando.
Então ela tracejou a estrela de cinco pontas na testa de Stevie Rae.
“Abençoada seja, Stevie Rae,” ela disse.
“Abençoado seja,” Stevie Rae respondeu. Ela me deu um olhar encorajador antes de
desaparecer no salão esfumaçado mais a frente.
Eu respirei fundo e fiz uma decisão consciente te tirar meus pensamentos em relação
a Elizabeth, e dos “e se” da cabeça – pelo menos durante o ritual. Eu me movi
propositalmente no espaço vazio na frente de Anastasia. Imitando Stevie Rae, eu coloquei
meu punho no coração.
A vampira mergulhou o dedo no que agora eu pude ver que era óleo. “Merry meet*
(*alegre encontro), Zoey Redbird, bem vinda a House of Night e a sua nova vida,” ela
disse enquanto tracejava o pentagrama na minha testa em cima da minha Marca. “E
abençoada seja.”
“Abençoada seja,” eu murmurei, surpresa pelo elétrico calafrio que passou pelo meu
corpo quando a estrela foi desenhada na minha testa.
“Entre e junte-se a seus amigos,” ela disse gentilmente. “Não tem porque estar
nervosa, eu acredito que a deusa já está cuidando de você.”
“O-obrigado,” eu disse, me apressando para entrar. Tinha velas em todo lugar.
Enormes e grandes presas do teto em lustres de ferro. Várias velas estavam alinhadas nas
paredes. No templo, os castiçais não tinha luz de lanternas, como no resto da escola. Aqui
eles eram de verdade. Eu sabia que esse lugar costumava ser uma igreja das Pessoas de
Fé dedicada ao St. Augustine, mas não parecia como nenhuma igreja que eu já tinha
visto. Além de ser iluminada apenas por luz de velas, não havia bancos. (E, por sinal, eu
realmente não gosto dos bancos – eles poderiam ser mais desconfortáveis?) Na verdade,
o único móvel no grande salão era uma antiga mesa de madeira situada no centro do que
era parecido com o que tinha no salão de jantar - mas esse não estava cheio de comida e
vinho nem nada disso. Também tinha uma estátua de mármore da deusa, os braços
abertos e parecendo muito com o desenho que os vampiros usavam no peito. Tinha um
enorme candelabro na mesa, com gordas e brancas velas queimando, assim como vários
incensos.
Então meus olhos foram pegos pela chama queimando de um intervalo do chão de
pedra. Ela queimava selvagemente, suas chamas amarelas altas. Era lindo, de um jeito
controlado e perigoso, e eu lembrei do desenho na minha testa. Graças a Deus, Stevie
Rae balançou as mãos chamando minha atenção, antes deu seguir meu impulso de me
aproximar da chama, e então eu notei, me perguntando como eu não tinha visto desde o
inicio, que havia um enorme circulo de pessoas – estudantes e vampiros adultos – se
esticando ao redor das pontas do salão. Me sentindo nervosa e apavorada ao mesmo
tempo, eu fiz meus pés se moverem para tomar meu lugar no circulo ao lado de Stevie
Rae.
“Finalmente,” Damien disse baixinho.
“Desculpe o atraso,” eu disse.
“Deixe ela em paz. Ela já está nervosa o suficiente,” Stevie Rae disse a ele.
“Shhh! Está começando,” Shaunee sussurrou.
Quartanistas pareceram se materializar dos cantos escuros do salão para se tornar
uma mulher que fez seu caminho para quatro pontos dentro do circulo, como as quatro
direções de uma bússola. Mais duas pessoas entraram pela porta que eu tinha acabado de
passar. Um deles era um homem alto – bem, risque isso – era um vampiro (todos os
adultos eram vampiros), e, oh meu Deus, ele era quente. Agora, aqui estava um excelente
exemplo de um estereótipo do vampiro lindo, perto e pessoal. Ele tinha mais de 1,80m e
parecia pertencer ao cinema.
“E aí está a única razão do porque estou fazendo a aula de poesia,” Shaunee
sussurrou.
“Estou com você nessa, Gêmea,” Erin respondeu de forma sonhadora.
“Quem é ele?” eu perguntei a Stevie Rae.
“Loren Blake, o Vampiro Poeta Laureate. Ele é o primeiro poeta masculino em 200
anos. Literalmente,” ela sussurrou. “E ele é único com vinte e poucos anos, em anos
verdadeiros, não só na aparência.”
Antes deu falar qualquer outra coisa, ele começou a falar a minha boca estava muito
ocupada estando aberta devido ao som da voz dele para mim fazer qualquer coisa a não
ser escutar.
Ela anda na beleza, como a noite
De climas tempestuosos e céus estrelados
Enquanto ele falou ele se moveu devagar em direção ao circulo. Como se a voz dele
fosse musica, a mulher que entrou no salão com ele começou a se balançar, e então ela
dançou graciosamente envolta do circulo vivo.
E o melhor da escuridão e da claridade
Se encontra nela e nos olhos dela...
A mulher que dançava tinha a atenção de todos. Com um choque eu percebi que era
Neferet. Ela estava usando um longo vestido de seda e tinha pequenos cristais em toda
volta, para que a luz das velas pegasse cada um dos movimentos que ela fazia brilhar
como as estrelas que enchiam o céu. Os movimentos dela pareciam trazer a vida as
palavras do velho poema (pelo menos minha mente estava funcionando bem o suficiente
para mim reconhecer o “Ela anda em beleza” do Lord Byron).
Assim dessa forma suave para essa luz gentil
Que o paraíso muitos dias negou.
De algum jeito Neferet e Loren conseguiram terminar no centro do circulo enquanto
ele terminou de recitar. Então Neferet pegou uma taça da mesa e levantou, como se
estivesse oferecendo um brinde ao circulo.
“Bem vindos crianças de Nyx para a celebração da deusa para a lua cheia!”
Os vampiros adultos falaram em coro, “Merry meet.”
Neferet sorriu e pôs a taça de volta a na mesa e pegou uma longa e branca vela que
já estava acessa e parada no castiçal. Então ela andou pelo circulo para olhar para uma
vampira que eu não conhecia que estava parada no que deveria ser a ponta do circulo. A
vampira a saudou, a mão em cima do peito, antes de virar para que suas costas estivesse
na frente de Neferet.
“Psst!” Stevie Rae sussurrou. “Todos olhamos para as 4 direções enquanto Neferet
evoca os quatro elementos e lança o circulo de Nyx. Leste e vento vem primeiro.”
Então todos, incluindo eu embora eu tenha sido meio devagar, se virou para leste.
Pelo canto do olho eu pude ver que Neferet ergueu os braços por cima da cabeça
enquanto a voz dela passou pelas paredes de pedra do templo.
“Do leste eu invoco o ar e peço que você carregue para esse circulo o dom do
conhecimento que o nosso ritual será preenchido por aprendizado.”
No segundo que Neferet começou a invocar eu senti o ar mudar. Se movia ao meu
redor, esvoaçando meu cabelo e enchendo meus ouvidos com o som do vento suspirando
pelas folhas. Eu olhei ao redor, esperando ver que todo mundo tivesse sido pego num
pequeno vendaval, mas não notei o cabelo de mais ninguém se bagunçar. Estranho.
A vampira que estava parada no leste puxou uma vela amarela das dobras do
vestido, e então Neferet a acendeu. A vampira a levantou no ar, e então a colocou, nos
seus pés.
“Vire a direita, pelo fogo,” Stevie Rae sussurrou de novo.
Nós viramos e Neferet continuou. “Do sul eu invoco o fogo e peço que a sua luz
nesse círculo dê o dom da força e vontade, para que nosso ritual seja ligado e poderoso.”
O vento que estava soprando suavemente contra mim foi substituído pela sensação
de calor. Não era exatamente desconfortável; era mais como a sensação de quando você
mergulha na banheira quente, mas era quente o bastante para me fazer suar um pouco.
Eu olhei para Stevie Rae. A cabeça dela estava levemente erguida e seus olhos estavam
fechados. Não havia sinal de suor no rosto dela. A intensidade do calor de repente
aumentou um pouco, e eu olhei para Neferet. Ela tinha acesso uma enorme vela vermelha
que Penthesilea estava segurando. Então, assim como a vampira do vento tinha feito,
Penthesilea a levantou em oferenda antes de colocar em seus pés.
Dessa vez eu não precisei do aviso de Stevie Rae para virar de novo para o oeste. De
algum jeito, eu sabia para onde eu precisava virar, e que o próximo elemento a ser
invocado seria a água.
“Do oeste eu invoco a água e peço que você limpe esse circulo em compaixão, que a
luz da lua cheia possa ser usada para conceder a cura para nosso grupo assim como
entendimento.”
Neferet acendeu a vela azul da vampira que estava virada para oeste. A vampira a
levantou, e a colocou nos pés enquanto o som das ondas enchiam meus ouvidos e o
cheiro salgado de mar enchia meu nariz. Ansiosa, eu completei o circulo virando para o
norte, e sabia que estaria abraçando a terra.
“Do norte eu invoco a terra e peço que você cresça neste circulo o dom da
manifestação, que os desejos e rezas dessa noite sejam frutíferos.”
De repente eu podia sentir a suavidade de um gramado nos meus pés, e eu senti o
cheiro da relva e ouvi pássaros cantando. Uma vela verde foi acessa e colocado nos pés
da “terra.”
Eu provavelmente deveria ter ficado com medo das estranhas sensações que
passaram por mim, mas elas me encheram com a mais incrível leveza – eu me sentia
bem! Tão bem que quando Neferet olhou para a chama que queimava no centro do salão
e o resto de nós virou para o interior do circulo eu tive que pressionar meus lábios com
força para não rir em voz alta. O poeta lindo de cair morta estava parado perto do fogo e
Neferet e eu podíamos ver que ele estava segurando uma enorme vela púrpura na mão.
“E finalmente, eu invoco o espírito para completar nosso circulo e pedir que você nos
encha de conexão, para que, como seus filhos, possamos prosperar juntos.”
Incrivelmente, eu senti meu próprio espírito se levantar, como se houvesse aves de
pássaro flutuando dentro do meu peito, enquanto o poeta acendia a vela pela enorme
chama e então a colocou na mesa. Então Neferet começou a se mover pelo circulo,
falando conosco, encontrando nossos olhos, nos incluindo nas palavras dela.
“Essa é a hora da lua cheia. Todas as coisas se encerram e recomeçam, até mesmo
os filhos de Nyx, os vampiros dela. Mas nessa noite os poderes da vida, da mágica, e da
criação são mais forte – assim como nossa deusa lua. Essa é a hora de construir... de
fazer.”
Meu coração estava batendo tão rápido enquanto eu observava Neferet falar, e eu
percebi que ela estava dando um sermão. Esse não era um sermão de adoração, mas ao
fazer isso no circulo fez com que as palavras de Neferet me tocassem como nenhum outro
sermão que eu já tinha visto. Eu olhei ao redor. Talvez fosse o lugar. O salão estava cheio
de incenso e mágica e luzes de velas. Neferet era tudo que uma Alta Sacerdotisa deveria
ser. A beleza dela era uma chama própria, e a voz dela era mágica ao ponto de chamar a
atenção de todos. Ninguém estava deitado dormindo ou escondido jogando joguinhos.
“Essa é a hora quando o véu em que o mundano e a força a beleza do reino da
deusa se juntam. Nessa noite um ira transcender as fronteiras do mundo com facilidade, e
conhecer a beleza e encantamento de Nyx.”
Eu podia sentir as palavras dela contra a minha pele e perto da minha garganta. Eu
tremi e a Marca na minha testa de repente pareceu esquentar e formigar. Então o poeta
começou a falar em sua profunda e poderosa voz.
“Essa é a hora de traçar o celestial ser, de virar as cordas do espaço e do tempo para
trazer a Criação. Porque a vida é um circulo assim como é um mistério. Nossa deusa
entende isso, assim como o marido dela, Erebus.”
Quando ele falou me senti melhor em relação a morte de Elizabeth. De repente não
parecia tão assustador, tão horrível. Parecia mais parte do mundo natural, um mundo
onde todos temos um lugar.
“Luz... escuridão... dia... noite... vida... está tudo ligado junto pelo espírito e o toque
da deusa. Se mantivermos o balanço e olharmos para a deusa como se pudéssemos a
lançar um feitiço da lua e o adaptar com um tecido de pura substancia mágica para
manter conosco todos os dias das nossas vidas.”
“Fechem seus olhos, Crianças de Nyx,” Neferet disse “e mandem um secreto desejo
para nossa deusa. Hoje a noite, quando o véu entre os mundos se afinar – quando mágica
estiver no mundano – talvez Nyx faça seu desejo se realizar e te encher com a felicidade
de um sonho realizado.”
Mágica! Eles realmente estão rezando por mágica! Iria funcionar – poderia funcionar?
Há realmente mágica no mundo? Eu lembrei do jeito como meu espírito foi capaz de ver
palavras e como a deusa me chamou com a sua voz visível pela caverna e então me
beijou na testa e mudou minha vida para sempre. E como, a apenas alguns momentos
atrás, eu senti o poder de Neferet chamando os elementos. Eu não tinha imaginado – eu
não podia ter imaginado.
Eu fechei os olhos e pensei sobre a mágica que parecia estar me cercando, e então
enviei meu desejo pela noite. Meu desejo secreto é fazer parte... que eu finalmente tenha
encontrado um lar que ninguém poderá tirar de mim.
Apesar do estranho calor na minha Marca, minha cabeça estava leve e eu estava
muito feliz enquanto Neferet pediu para nós abrirmos nossos olhos e, com uma voz que
era poderosa e suave – mulher e guerreira combinados – ela continuou o ritual.
“Essa é a hora da viagem não vista na lua cheia. A hora para ouvir a música não
modificada pelas mãos humanas ou vampiras. É o tempo para união com o vento que nos
carrega” – Neferet curvou sua cabeça levemente para o leste – “e do choque do travam
que imita as fagulhas da primeira vida.” Ela virou a cabeça para o sul. “É o tempo para
revelar no eterno mar e na quente chuva que nos acalma, assim como a verde terra que
nos envolve e nos mantém.” Ela reconheceu o oeste e o norte virando.
Cada vez que Neferet nomeou um elemento pareceu que um toque de uma doce
eletricidade passou pelo meu corpo.
E então as 4 mulheres que personificaram os elementos moveram-se em direção a
mesa. Com Neferet e Loren, cada um deles levantou uma taça.
“Todos saúdem, a deusa da Noite e a lua cheia!” Neferet disse. “Todos saúdem a
Noite, de quem as nossas bênçãos vem. Nesta noite agradecemos a ti!”
Ainda segurando as taças, as quatro mulher voltaram para seus lugares no circulo.
“No poderoso nome de Nyx,” Neferet disse.
“E de Erebus,” o poeta acrescentou.
“Nós pedimos do seu sagrado circulo que você nos dê o conhecimento para falar a
linguagem da floresta, para voar com a liberdade de um pássaro, para viver com o poder
e a graça de um felino, e para encontrar êxtase e alegria na vida que mexe com cada
parte de nosso ser. Abençoado seja!”
Eu não conseguia parar de rir. Eu nunca ouvi esse tipo de coisa na igreja antes, e eu
com certeza nunca me senti tão energizada lá também!
Neferet bebeu da taça que ela segurava, e então ela a ofereceu para Loren, que
bebeu e disse “abençoada seja.” Imitando a ação deles, as 4 mulheres se moveram
rapidamente pelo circulo, permitindo que cada pessoa, calouro ou adulto, bebesse da
taça. Quando foi minha vez eu estava feliz por ver o rosto familiar de Penthesilea me
oferecer um gole e uma benção. O vinho era vermelho e eu achei que ele fosse amargo,
como o gole que eu tomei do Cabernet da minha mãe uma vez (e definitivamente não
gostei), mas não era. Era doce e apimentado e fez minha cabeça ficar ainda mais leve.
Quando todos tinham tomado um gole, as taças retornaram a mesa.
“Hoje a noite eu quero que cada um de nós passe pelo menos um momento ou dois
sozinho na luz da lua cheia. Deixe a luz refrescar você e te ajudar a lembrar o quão
extraordinário você é... ou que você está se tornando.” Ela sorriu para alguns calouros,
incluindo eu. “Se aqueça com sua raridade. Revele sua força. Ficamos separados do
mundo por causa de nossos dons. Nunca esqueçam disso, porque vocês podem ter
certeza que o mundo não esquecera. Agora vamos fechar o circulo e abraçar a noite.”
Em ordem reversa, Neferet agradeceu cada elemento e os mandou embora conforme
cada vela era apagada, e quando ela fez isso em senti um pouco de tristeza, como se eu
estivesse dando tchau para um amigo. Então ela completou o ritual dizendo, “esse ritual
terminou. Merry meet e merry part* (*feliz caminhos separados) e merry meet de novo!”
A multidão respondeu: Merry meet e merry part e merry meet de novo!”
E foi isso. Meu primeiro ritual da deusa terminou.
O circulo se separou rapidamente – mais rapidamente do que eu gostaria. Eu queria
ficar ali e pensar sobre as coisas incríveis que eu tinha sentido, especialmente quando os
elementos foram chamados, mas isso era impossível. Eu fui carregada para fora do templo
em uma confusão de conversa. Eu estava feliz por todos estarem tão ocupados
conversando que ninguém notou o quão quieta eu estava; eu não achei que eu podia
explicar para eles o que tinha acabado de acontecer comigo. Diabos! Eu não podia
explicar para mim mesma.
“Hey, você acha que vamos ter comida chinesa de novo hoje a noite? Eu adoraria
que na lua cheia eles servisse aquele gostoso moo goo depois,” Shaunee disse. “Sem
mencionar que meu biscoito da sorte disse “você vai fazer um nome para si,” o que é bem
legal.”
“Eu estou tão faminta que não me importa com o que eles nos alimentem desde que
nos alimentem,” Erin disse.
“Eu também,” Stevie Rae disse.
“Pela primeira vez concordo totalmente,” Damien disse, ligando seus braços com
Stevie Rae e eu. “Vamos comer.”
E de repente eu me lembrei. “Uh, gente.” Aquele sentimento de formigamento bom
que o ritual tinha me dado sumiu. “Eu não posso ir. Eu tenho que-“
“Somos idiotas.” Stevie Rae bateu na própria cabeça forte o bastante para fazer um
som de batida. “Esquecemos totalmente.”
“Ah, merda!” Shaunee disse.
“As bruxas do inferno,” Erin disse.
“Quer que eu guarde um prato para você ou algo?” Damien perguntou docemente.
“Não. Afrodite disse que vai me alimentar.”
“Provavelmente carne crua,” Shaunee disse.
“Yeah, de algum pobre garoto que ela pegou na nojenta teia de aranha dela,” Erin
disse.
“Com isso ela quer dizer aquela entre as pernas dela,” Shaunee explicou.
“Pare, você está assustando Zoey,” Stevie Rae disse enquanto ela começava a me
levar em direção a porta. “Eu vou mostrar para ela o caminho, encontro vocês na mesa.”
Lá fora eu disse, “Ok, me diga que eles estavam brincando sobre a carne crua.”
“Elas estavam brincando?” Stevie Rae disse nada convincente.
“Ótimo. Eu nem gosto quando o bife está mal passado. O que eu vou fazer se eles
realmente tentarem me alimentar com carne crua?” eu recusei a pensar sobre que tipo de
carne crua poderia ter.
“Eu acho que eu tenho uma pastilha em algum lugar na minha bolsa. Você quer?”
Stevie Rae perguntou.
“Sim,” eu disse, já me sentindo nauseada.
house of night - marcada (capitulo 14)
QUATORZE
Esgrima foi totalmente legal, o que foi uma surpresa. A aula foi feito numa enorme
sala no ginásio que totalmente parecia um estúdio de dança, complete com paredes e teto
cheio de espelhos. Pendurados do telhado de um lado estavam manequins estranhos que
me lembravam um alvo de tiro tri dimensional. Todos chamavam o professor de Lankford
Dragon Lankford, ou apenas de Dragon. Não levei muito tempo para descobrir por que. A
tatuagem dele representava dois dragões cujos corpos de serpente, se embrulhavam na
linha da mandíbula dele. A cabeça deles estava acima das sobrancelhas e a boca deles
estavam abertas, cuspindo fogo na lua crescente. Era incrível e difícil não encarar. Além
do mais, Dragon era o primeiro vampiro adulto que eu via de perto. A principio ele me
confundiu. Eu acho que se você tivesse me perguntado o que eu acharia que era um
vampiro eu teria dito que era o oposto dele. Honestamente, eu tinha o estereótipo do
vampiro estrela de cinema na mente – alto, lindo, perigoso. Você sabe, como Vin Diesel.
De qualquer forma, Dragon é baixo, tem longos cabelos aloirados que ficam presos para
trás em um rabo de cavalo, e (a não ser pelo estilo poderoso da tatuagem de dragão) tem
um rosto fofo com um quente sorriso e só foi quando ele começou a mandar a turma a
fazer os aquecimentos que eu comecei a perceber o poder dele. No segundo que ele
pegou a espada (que eu descobri mais tarde que se chama florete) na tradicional
saudação ele pareceu se tornar outra pessoa – alguém que se movia extremamente
rápido e com graça. Ele fintava e se arremessava e sem esforço fez o resto da turma –
mesmo o pessoal que era bom, como Damien – parecer bonecos. Quando ele terminou de
liderar o aquecimento, o Dragon colocou todos em pares e os fez trabalhar no que ele
chamava de “movimentos padrões.” Eu fiquei aliviada quando ele fez Damien e eu sermos
parceiros.
“Zoey, é bom que você tenha se juntado a nós na House of Night,” Dragon disse,
apertando minha mão no jeito tradicional das vampiras amazonas. “Damien pode explicar
as diferentes partes do uniforme de esgrima para você, e vou te conseguir um uniforme
para você estudar nos próximos dias. Eu assumo que você nunca praticou esse esporte
antes?”
“Não, eu não estudei,” eu disse, e então adicionei nervosa, “mas gosto de aprender.
Eu quero dizer, a idéia de usar uma espada é legal.”
Dragon sorriu. “Florete,” ele corrigiu, “você estará aprendendo como usar um florete.
É a mais leve dos três tipos de armas que temos aqui, e uma excelente escolha para uma
mulher. Você sabia que esgrima é um dos únicos esportes onde homens e mulheres
podem competir em pé de igualdade?”
“Não,” eu disse, instantaneamente intrigada. Que legal não seria chutar a bunda de
um cara nesse esporte?!
“Isso é porque um esgrimista inteligente e concentrado pode com sucesso
compensar por qualquer deficiente que ele ou ela pode ter, e pode ser capaz até de
transformar essa deficiente – como força ou alcance – em uma vantagem. Em outras
palavras, você pode não ser tão forte ou rápida quanto o seu oponente, mas você pode
ser mais esperta ou ser capaz de se concentrar melhor, o que muda a moeda para o seu
favor. Certo, Damien?”
Damien sorriu. “Certo.”
“Damien é um dos esgrimistas mais concentrados que eu tive o privilegio de treinar
em décadas, o que faz dele um perigoso oponente.”
Eu dei um olhar pelo canto do olho para Damien, que corou com orgulho e prazer.
“Nas próximas semanas eu vou fazer Damien mostrar a você as manobras. Sempre
lembre, esgrima requer habilidade seqüencial e hierárquica por natureza. Se uma dessas
habilidades não é adquirida, outras habilidades serão difíceis para aprender e o esgrimista
estará em permanente e seria desvantagem.”
“Ok, eu vou lembrar,” eu disse. Dragon deu um sorriso quente de novo antes de sair
para ir trabalhar com os outros alunos.
“O que ele quis dizer é não fique desencorajada ou entediada por ter que fazer os
mesmos exercícios repetidamente.”
“Então o que você está dizendo é que você vai ser chato, mas tem um propósito
nisso?”
“Sim. E parte desse propósito será ajudar a levantar essa sua bunda fofa,” ele disse
alegre, me dando um tapinha com o lado do florete dele.
Eu bati nele e virei os olhos, mas depois de 20 minutos de ataques e defesas na
posição inicial e me arremessando – de novo e de novo – eu sabia que ele estava certo.
Minha bunda estaria me matando amanha.
Tomamos um rápido banho depois da aula (graças a Deus, havia chuveiros
separados para cada uma das garotas nos vestiários e não tivemos que barbaramente e
tragicamente tomar banho em uma enorme área aberta como se estivéssemos na prisão
ou algo assim) e então me apressei com o resto da multidão para ir ao salão de almoço –
mais conhecido como sala de jantar. E eu falo sério quando disse que me apressei. Eu
estava faminta.
O almoço foi um enorme Buffet de sala sirva-você-mesmo, que inclui tudo desde
salada de atum (eca) até aqueles mini milhos estranhos que são tão confusos, e nem tem
gosto de milho. (O que eles são exatamente? Milho bebê? Milho anão? Milho mutante?) Eu
enchi meu prato e peguei um enorme pedaço do que parecia e cheirava como pão recém
assado, e fui para o lado de Stevie Rae, com Damien logo atrás de mim. Erin e Shaunee já
estavam discutindo sobre o que fazer para a nota do trabalho para a aula de literatura
delas melhorar de nota, embora as duas tivessem recebido 96 como nota.
“Então, Zoey, manda. E quanto a Erik Night?” Stevie Rae perguntou no instante que
deu uma enorme mordida na salada. As palavras de Stevie Rae imediatamente fizeram as
Gêmeas calarem a boca e a atenção da mesa toda estava em mim.
Eu pensei sobre o que eu iria dizer sobre Erik, e decidi que não estava pronta para
contar a todos sobre a cena infeliz do boquete. Então eu apenas disse,” ele ficava olhando
para mim.” Quando eles franziram a testa para mim eu percebi que com a boca cheia de
salada o que eu realmente disse foi “Ele ficabu olando para mim.” Eu engoli e tentei de
novo. “Ele ficava olhando para mim. Na aula de teatro. Foi, sei lá, confuso.”
“Defina “olhando para mim,” Damien disse.
“Bem, aconteceu no segundo que ele entrou na aula, mas deu pra notar mais
quando ele estava nos dando um exemplo de um monologo. Ele fez aquele negocio de
Otelo, e quando ele disse a fala sobre amor e tal, ele olhou diretamente para mim. Eu
pensei que você só um acidente ou qualquer coisa assim, mas ele olhou para mim antes
de começar o monologo, e depois de novo quando estava saindo da sala.” Eu suspirei e
me remexi um pouco, inconfortável com o jeito que eles estavam me olhando. “Esqueça.
Provavelmente foi só parte da atuação.”
“Erik Night é o cara mais gostoso da escola toda,” Shaunee disse.
“Esqueça isso – ele é o cara mais gostoso desse planeta.” Erin disse.
“Ele não é mais gostoso que Kenny Chesney,” disse rapidamente Stevie Rae.
“Ok, por favor, da pra parar com a obsessão por country!” Shaunne franziu a testa
para Stevie Rae antes de virar sua atenção de volta para mim. “Não deixe essa
oportunidade passar por você.”
“É,” Erin disse. “Não deixe.”
“Passar por mim? O que eu deveria fazer? Ele nem disse nada para mim.”
“Uh, Zoey querida, você sorriu de volta para o rapaz?” Damien perguntou.
Eu pesquise. Eu tinha sorrido de volta? Ah, merda. Eu aposto que não sorri. Eu
aposto que fiquei só sentada ali e o encarei como uma retardada e talvez até tenha
babado. Ok, bem, eu posso não ter babado, mas ainda sim. “Eu não sei,” eu disse
percebendo a triste verdade, o que não enganou Damien nem um pouco.
Ele bufou. “Da próxima vez sorria para ele.”
“E talvez diga oi,” Stevie Rae disse.
“Eu pensei que Erik fosse só um rosto bonito,” Shaunee disse.
“E corpo,” Erin acrescentou.
“Até que ele chutou Afrodite,” Shaunee continuou. “Quando ele fez isso eu percebi
que o garoto pode ter algo na cabeça.”
“Nós já sabemos que ele tem algo funcionando embaixo!” Erin disse, levantando as
sobrancelhas.
“Uh-huh!” Shaunee disse, lambendo os lábios como se ela estivesse vendo um
enorme pedaço de chocolate.
“Vocês duas são nojentas,” Damien disse.
“Só estamos querendo dizer que ele tem a bunda mais fofa da cidade, Senhor
Padre,” Shaunee disse.
“Como se você não tivesse notado,” Erin disse.
“Se você começar a falar com Erik isso vai realmente irritar Afrodite.” Stevie Rae
disse.
Todos viraram e encararam Stevie Rae como se ela tivesse acabado de abrir o mar
vermelho ou algo assim.
“É verdade,” Damien disse.
“Muito verdade,” Shaunee disse enquanto Erin acenava.
“Então o rumor é que ele costumava sair com Afrodite,” eu disse.
“Sim,” Erin disse.
“O rumor é grotesco, mas verdadeiro,” Shaunee disse. “O que faz ainda melhor o
fato dele gostar de você!”
“Gente, ele provavelmente só estava olhando para a minha Marca estranha,” eu
disse.
“Talvez não. Você é bem fofa, Zoey,” Stevie Rae disse com um doce sorriso.
“Ou talvez sua Marca fez ele olhar, e então ele pensou que você era bem fofa e
então ele continuou olhando,” Damien disse.
“De qualquer jeito, ele olhando definitivamente vai irritar Afrodite,” Shaunee disse.
“O que é uma boa coisa,” Erin disse.
Stevie Rae ignorou o comentário delas. “Só esqueça sobre Afrodite e sua Marca e
todas essas coisas. Da próxima vez que ele sorrir para você, diga oi. Só isso.”
“Fácil,” Shaunee disse.
“Fácil,” Erin disse.
“Ok,” eu murmurei e voltei para minha salada, desejando desesperadamente que
todo o negocio de Erik Night fosse tão fácil-fácil como elas pensaram que eram.
Uma coisa sobre o almoço na House of Night que era igual ao almoço em SIHS e em
qualquer outra escola era – que acaba rápido demais. E então a aula de espanhol foi um
borrão. A professora Garmy era uma espanhola inquieta. Eu gostei dela imediatamente (as
tatuagens dela pareciam estranhamente como penas, então ela me lembrava um pequeno
pássaro espanhol), mas ela deu a aula toda falando espanhol. A aula toda. Eu
provavelmente deveria mencionar que eu não tenho aula de espanhol desde a 8º serie, e
eu admito que nunca prestei muita atenção nela. Então eu estava bem perdida, mas eu
escrevi o dever e prometi a mim mesma que eu iria estudar o vocabulário. Eu odeio ficar
perdida.
Introdução a equitação foi feita na casa de campo. Era um longo prédio construído
de tijolos perto da parte sul, e que havia junto uma enorme área para cavalgar. O lugar
todo tinha aquele cheiro de cavalo, que misturado com couro formava algo agradável,
embora tu soubesse que parte do “agradável” cheiro era cocô – cocô de cavalo.
Eu fiquei parada nervosa com um pequeno grupo de garotos dentro do curral, onde
uma veterana alta e com rosto duro disse para esperarmos. Só havia cerca de 10 de nós,
e éramos todos terceiranistas. Oh, (ótimo) aquele irritante cabeça de vento do Elliott
estava encostado contra a parede chutando um pouco de serragem no chão. Ele levantou
pó suficiente para fazer a garota parada perto espirrar. Ela deu a ele um olhar irritado e se
afastou. Deus, ele irritava todo mundo? E porque ele não podia usar algum produto (ou
talvez vários produtos) naquele cabelo feio?
O som de cascos tiraram a minha atenção de Elliott e eu olhei para cima em tempo
de ver uma magnífica égua andando no curral galopando total. Ela parou alguns a alguns
centímetros de distancia. Enquanto todos nós observávamos feito idiotas, a cavaleira
desmontou graciosamente. Ela tinha um cabelo grosso que ia até a cintura e era tão loiro
que era quase branco, e olhos que eram de um estranho tom de verde. O corpo dela era
pequeno, e o jeito que ela ficava parada me lembrava aquelas garotas que tomam aulas
de dança obsessivamente para que mesmo quando não estão em bale elas fiquem
paradas como se tivessem algo preso em suas bundas. A tatuagem dela era uma
intrincada série de nós que se entrelaçavam no rosto dela – e na lua crescente eu tinha
certeza que eu podia ver alguns cavalos.
“Boa tarde. Eu sou Lenobia, e esse,” ela apontou para a égua e deu ao nosso grupo
um olhar contemplativo antes de terminar a frase, “é um cavalo.” A voz dele ecoou contra
as paredes. A égua preta soprou pelo nariz como se estivesse enfatizando as palavras
dela. “E vocês são meu novo grupo de terceiranistas. Cada um de vocês foi escolhido para
minha aula porque acreditamos que vocês podem ter uma aptidão para cavalgar. A
verdade é que menos da metade de vocês vai durar o semestre, e metade dos que
sobrarem vão realmente se desenvolver em um equitador descente. Alguma pergunta?”
Ela fez uma pausa longa o bastante para alguém perguntar algo. “Ótimo. Então me sigam
e vamos começar.” Ela se virou e marchou de volta para o estábulo. Nós a seguimos.
Eu queria perguntar quem eram o “nós” que falaram que eu talvez tivesse aptidão
para cavalgar, mas eu estava com medo então não disse nada e apenas segui atrás dela
como todo mundo. Ela parou na frente de uma cocheira vazia onde havia um forcado e
um carrinho de mão. Lenobia se virou para nos olhar.
“Cavalos não são cachorros grandes. E não são o romântico sonho de uma garotinha
que os imagina como seu melhor amigo que sempre estará ao seu lado.”
Duas garotas paradas perto de mim se olharam com culpa e Lenobia as encarou com
seus olhos verdes.
“Cavalos são trabalho. Cavalos são dedicação, inteligência, e tempo. Vamos começar
com a parte do trabalho. No final desse corredor vocês vão encontrar botas de borracha.
Escolham um par rapidamente, enquanto pegamos as luvas. Então cada um de vocês vai
pegar uma cocheira e vamos começar a trabalhar.”
“Professora Lenobia?” disse uma garota gordinha com um rosto fofo, que levantou a
mão nervosamente.
“Lenobia serve. O nome que eu escolhi em honra da antiga vampira rainha não
precisa de outro titulo.”
Eu não fazia idéia de quem era Lenobia, e fiz uma nota mental para pesquisar.
“Continue. Você tem uma pergunta, Amanda?”
“Yeah, uh, sim.“
Lenobia levantou uma sobrancelha para a garota.
Amanda engoliu audivelmente. “Vamos trabalhar fazendo o que, profes – eu quero
dizer, Lenobia, senhora?”
“Limpar a cocheira, é claro. O estrume vai no carrinho de mão. Quando ele estiver
cheio vocês podem descarregar o composto área perto do estábulo. Tem serragem fresca
no armário ali perto. Vocês tem 15 minutos. Eu volto em 45 minutos para inspecionar as
cocheiras!”
Todos piscamos para ela.
“Vocês podem começar. Agora.”
Nós começamos.
Ok. Verdade. Eu sei que vai parecer estranho, mas eu não me importei de limpar a
cocheira. Eu quero dizer, cocô de cavalo não é tão nojento. Especialmente porque era
obvio que esses estábulos eram limpos a toda hora. Eu peguei as botas de borracha (que
eram grandes galochas de borracha – totalmente feias, mas elas cobriram meu jeans até
os joelhos) e um par de luvas e comecei a trabalhar. Tinha musica tocando por uma
excelente caixa de som – algo que eu tinha certeza que era o ultimo CD da Enya (antes
dela casar com John, mas então ele decidiu que aquilo poderia ser musica de bruxa então
ela desistiu, e é por isso que eu sempre gostei da Enya). Então eu ouvi a música galesa e
juntei o cocô. Não pareceu que muito tempo tinha passado enquanto eu estava jogando
aquilo no carrinho e então enchendo com serragem. Eu estava passando pelo estábulo
quando tive aquele sentimento estranho que alguém estava me observando.
“Bom trabalho, Zoey.”
Eu dei um pulo e olhei ao redor para ver Lenobia perto do estábulo. Em uma mão ela
estava segurando uma grande, e macia escova. Na outra ela segurava a corda que guia a
égua.
“Você já fez isso antes,” Lenobia disse.
“Minha avó costumava ter um garanhão que eu nomeei de Bunny.” Eu disse antes de
perceber o quão estúpido soava. Com as bochechas quente, eu me apressei, “Bem, eu
tinha 10 anos, e a cor dele me lembrava do Pernalonga, então eu comecei a chamar ele
desse jeito e ficou.”
Os lábios de Lenobia se curvaram numa pista de um sorriso. “Era a cocheira do
Bunny que você limpava?”
“Sim. Eu gostava de montar nele, e vovó disse que ninguém deveria montar um
cavalo sem antes limpar seu cocheiro.” Eu dei nos ombros. “Então eu limpava.”
“Sua avó é uma mulher sábia.”
Eu acenei.
“E você não se importava de limpar?”
“Não, na verdade não.”
“Ótimo. Conheça Persephome,” Lenobia acenou com a cabeça para a égua ao lado
dela. “Você acabou de limpar a cocheira dela.”
A égua andou na minha direção, colocando o nariz no meu rosto e soprando
gentilmente, o que fez cócegas e me fez rir. Eu acariciei o nariz dela e automaticamente
beikei o quente focinho dela.
“Olá, Persephone, garota linda.”
Lenobia acenou em aprovação enquanto a égua e eu nos conhecíamos.
“Só tem mais 5 minutos antes do final da aula, então não é necessário que você
fique mais, mas se você quiser, eu acredito que você ganhou o privilegio de escovar
Persephone.”
Surpresa, eu tirei meus olhos do carinho que eu estava fazendo no pescoço do
cavalo.
“Sem problemas, eu fico,” eu me ouvi falar.
“Excelente. Você pode devolver a escova no final do corredor quando terminar. Vejo
você amanha, Zoey.” Lenobia me deu a escova, deu um tapinha na égua, e nos deixou
sozinhas no estábulo.
Persephone colocou a cabeça no cocho de metal que tinha feno fresco, e começou a
mastigar, enquanto eu a escovava. Eu esqueci do quão relaxante era escovar um cavalo.
Bunny morreu de um repentino e assustador ataque cardíaco dois anos atrás, e vovó ficou
chateada demais para comprar outro cavalo. Ela disse que o “coelho” (que era como ela o
chamava) não podia ser substituído. Então fazia dois anos desde que eu não me
aproximava de um cavalo, mas voltou para mim instantaneamente – tudo. O cheiro, o
calor, o som dos cavalos comendo, e a gentil barulho que a escova fazia quando eu
deslizava pelo pêlo da égua.
Com a ponta da minha atenção em vagamente ouvi a voz de Lenobia, afiada e
irritada, enquanto ele xingava um estudante que eu achei que fosse aquele irritante
cabeça de vento. Eu olhei por cima de Persephone e espiei rapidamente. Certa, o cabeça
de vento estava parado na frente da cocheira dele. Lenobia estava parada ao lado dele,
com as mãos nos lábios. Mesmo de lado eu pude perceber que ela estava furiosa. Aquele
garoto estava numa missão para irritar todos os professores aqui? E o mentor dele era
Dragon? Ok, o cara parecia legal, até ele pegar a espada – eu quero dizer, florete – então
ele mudou de cara legal para mortalmente-perigoso-vampiro-guerreiro.
“Esse cabeça de vento deve estar querendo morrer,” eu disse a Persephone quando
voltei a escovar ela. A égua mexeu as orelhas para mim e soprou pelo nariz.
“Sim, eu sabia que você ia concordar. Quer ouvir minha teoria sobre como minha
geração sozinha pode limpar a America de idiotas e vadias?” Ela pareceu receptiva, então
eu comecei meu discurso de não procriação com perdedores...
“Zoey! Você está aí!”
“Oh meu Deus! Stevie Rae! Você quase me matou de susto!” Eu dei um tapinha em
Persephone, que tinha se mexido inquieta.
“Que no mundo você está fazendo?”
Eu mostrei a escova para ela. “O que parece que eu estou fazendo, Stevie Rae,
fazendo as unhas?”
“Pare de brincar. O Ritual da Lua Cheia vai começar em tipo, dois minutos?”
“Ah, diabos!” Eu dei mais um tapinha em Persephone e me apressei para sair do
estábulo.
“Você esqueceu, não foi?” Stevie Rae disse, segurando minha mão e me ajudando a
manter o equilibro enquanto tirava minha botas de borracha e colocava meus sapato
rasteirinha.
“Não,” eu menti.
Então eu percebi que eu também tinha esquecido sobre o Ritual das Filhas Negras
depois.
“Ah, diabos!”
house of night - marcada (capitulo 13)
TREZE
Eu achei o caminho para a aula de Literatura sozinha. Ok, era do lado da aula de
Neferet, mas ainda sim eu me sentia um pouco mais confiante quando não tive que pedir
para ser levada até lá como a idiota garota nova.
“Zoey! Guardamos uma mesa para você!” Stevie Rae gritou no instante que cheguei
na aula. Ela estava sentada ao lado de Damien, e praticamente pulando de excitação. Ela
parecia muito feliz e fofinha de novo, o que me fez sorrir. Eu estava muito feliz por ver
ela. “Então, então, então! Me conte tudo! Como foi a aula de Teatro? Você gostou? Você
gostou da professora Nolan? A tatuagem dela não é legal? Me lembra uma mascara – de
algum tipo.”
Damien pegou o braço de Stevie Rae. “Respire e deixe a garota responder.”
“Desculpe,” ela disse alegre.
“Eu acho que a tatuagem da Nolan é legal,” eu disse.
“Você acha?”
“Bem, eu estava distraída.”
“O que?” ela disse. Então os olhos dela se estreitaram. “Alguém embaraçou você por
causa da sua Marca? Eu juro que as pessoas são simplesmente grossas.”
“Não, não foi isso. Na verdade aquela Elizabeth Sem sobrenome disse que ela achava
legal. Eu estava distraída porque, bem...” eu estava sentindo meu rosto ficar vermelho de
novo, eu decidi que eu ia contar a eles sobre Erik, mas agora que eu comecei a falar eu
me perguntei se deveria dizer algo. Eu deveria contar a elas sobre o corredor?
Damien se animou. “Eu sinto um comentário quente vindo. Anda, Zoey. Você estava
distraída porqueeeeee?” Ele arrastou a palavra numa pergunta.
“Ok, ok. Eu posso resumir em duas palavras: Erik Night.”
A boca de Stevie Rae abriu e Damien fez um pequeno desmaio de mentirinha, que
ele teve que disfarçar muito bem porque bem nesse momento o sino tocou e a professora
Pehthesilea entrou.
“Depois!” Stevie Rae sussurrou.
“Absolutamente!” Damien falou.
Eu sorri inocentemente. Eu estava certa que eu ia adorar o fato de que ter
mencionado Erik iam enlouquecer eles por uma hora inteira.
A aula de literatura foi uma experiência. Pra começar, a sala era totalmente diferente
do que eu já vi. Tinha pôsteres bizarramente interessantes e quadros que pareciam ser
originais enchendo cada centímetro da parede. E pendurados do teto haviam sinos de
vento e cristais – muitos deles. A professora Penthesilea (cujo nome eu reconhecia da
Sociologia Vamp como pertencendo a maior guerreira amazona, e a quem todos
chamavam de prof. P) era como algo vinda de um filme (bem, aqueles do canal Sci-Fi).
Ela tinha um cabelo loiro enorme, olhos grandes, e um corpo cheio de curvas que
provavelmente fazia todos os caras babarem (não que seja muito difícil fazer os
adolescentes babarem.) As tatuagens dela eram finas, bonitas com amarras célticas
traçadas pelo rosto dela e pelas bochechas, fazendo elas parecerem altas e dramáticas.
Ela estava usando uma calça de aparência cara e um suéter de cardican da cor musgo que
tinha a mesma figura da deusa bordada por cima do peito dela que Neferet tinha. E, e
agora que eu pensei sobre isso (e não no Erik), eu percebi que a blusa da professora
Nolan, tinha o mesmo desenho da deusa na blusa que ela estava usando também.
Hmmmm...
“Eu nasci em Abril de 1902,” a professora Penthesilea disse, instantaneamente
chamando minha atenção. Eu quero dizer, por favor, ela mal parecia ter 30 anos. “Então
eu tinha 10 anos em abril de 1912, e eu lembro da tragédia muito bem. Sobre o que eu
estou falando? Algum de vocês tem alguma idéia?”
Ok, eu sabia exatamente do que ela estava falando, mas não era porque eu era uma
nerd louca por história. Era porque quando eu era mais nova eu achei que estava
apaixonada por Leonardo DiCaprio, e minha mãe comprou a coleção de DVDs inteira dos
filmes dele para meu aniversário de 12 anos. Esse filme em particular eu assisti tantas
vezes que eu ainda tinha memorizado ele (e eu não posso contar quantas vezes eu chorei
quando ele saiu do navio e flutuou para longe como um adorável picolé).
Eu olhei ao redor. Mas ninguém parecia ter idéia, então eu suspirei e levantei a mão.
A Prof. P sorriu e chamou meu nome. “Sim, Srta Redbird.”
“O Titanic afundou em abril de 1912. Foi atingido por um iceberg tarde da noite em
um domingo, dia 14, e afundou algumas horas depois no dia 15.”
Eu ouvi Damien chupar o ar no meu lado, e o pequeno huh de Stevie Rae. Droga, eu
realmente estava parecendo tão idiota que eles estavam chocados por ouvir eu responder
algo corretamente?
“Eu realmente adoro quando um calouro novo sabe algo?” A professora Penthesilea
disse. “Absolutamente correto, Srta. Redbird. Eu estava vivendo em Chicago na época da
tragédia, e nunca vou esquecer dos anúncios dos jornais com a tragédia. Foi um evento
horrível, especialmente porque a vida de vidas podia ter sido evitada. Também assinalou o
fim de uma época e o começo de outra, assim como também trouxe muitas mudanças
necessárias as leis de navegação. Vamos estudar tudo isso, além os deliciosamente
melodramáticos eventos da noite, na nossa próxima peça em literatura, Uma noite para
Recordar de Walter Lord. Embora Lord não fosse um vampiro – e é realmente uma pena
que ele não fosse,” ela acrescentou, “Eu ainda acho o jeito que ele escreveu e como ele
descreveu interessante e muito fácil de ler. Ok, vamos começar! A ultima pessoa em cada
fileira, pegue livros para as pessoas da sua própria fileira a sua do gabinete no fundo da
sala.”
Bem, legal! Isso com certeza era mais interessante do que ler Grandes Expectativas
(obs, Estella, quem se importa?!). Eu sentei com Uma noite para Recordar e meu caderno
aberto para fazer, hum, anotações. A professora P começou a ler o capitulo um em voz
alta, e ela era uma boa leitora. Três aulas já tinham quase acabado e eu tinha gostado de
todas. Era possível que uma escola vampira seria mais do que o lugar chato que eu ia
todo dia porque eu precisava e, além disso, onde todos os meus amigos estavam? Não
que todas as aulas de SIHS fossem chatas, mas não estudávamos as Amazonas e Titanic
(com uma professora que estava viva quando ele afundou!).
Eu olhei ao redor para os outros garotos enquanto a professora P lia. Havia cerca de
15 de nós, o que parecia ser a media nas minhas outras aulas também. Todos tinham
seus livros abertos e estavam prestando atenção.
E então meu olho viu algo vermelho e especo do outro lado da sala perto da parte de
trás da sala. Eu falei muito rápido – nem todos os garotos estavam prestando atenção.
Esse tinha a cabeça baixa nos braços e parecia estar dormindo, o que eu sabia por que
seu rosto gordinho e branco-demais estava virado na minha direção. A boca dele estava
aberta, e eu acho que ele estava babando um pouco. Eu me perguntei o que a Prof. P
faria com ele. Ela não parecia o tipo de professora que ficaria tranqüila com alguém
dormindo no fundo da sala, mas ela apenas continuou lendo, intercalando com fatos
interessantes dados de primeira mão sobre o inicio do século XX, o que eu gostei bastante
(eu adorava ouvir sobre as garotas metidas – eu definitivamente teria sido uma garota
metida se eu tivesse vivido nos anos 1920). Não foi até quando estava prestes a tocar que
a Prof. P que a professora deu o próximo capitulo com tarefa, e então nos disse que
podíamos conversar baixo entre nós, que ela agiu como se tivesse acabado de perceber o
garoto que estava dormindo. Ele começou a se mexer, finalmente levantado a cabeça
para mostrar os círculos vermelhos que estava do lado da testa dele e parecia
bizarramente deslocada ao lado da Marca dele.
“Elliott, eu preciso ver você logo,” Prof P disse atrás da mesa dela. O garoto demorou
para levantar e então arrastando os pés, arrastando os cadarços desatados, foi até a mesa
dela.
“Sim?”
“Elliott, você está, é claro, reprovando em literatura. Mas o que é mais importante,
você está falhando na vida. Vampiros homens são fortes, honráveis, e únicos. Eles são
nossos guerreiros e protetores a incontáveis gerações. Como você espera passar pela
Mudança e ser um grande guerreiro se você não praticar disciplina necessária até para
ficar em aula?”
Ele deu nos ombros.
A expressão dela endureceu. “Eu vou te dar uma oportunidade de se redimir pelo
zero em participação de aula que você recebeu hoje, você terá que escrever uma redação
sobre o que era importante na America no inicio do século XX. Esse trabalho é para
amanhã.”
Sem dizer nada, ele começou a se afastar.
“Elliott,” a voz da Prof. P tinha abaixado e, estava cheia de irritação, o que a fez
parecer mais assustadora do que ela pareceu enquanto estava dando aula e lendo. Eu
podia sentir o poder irradiando dela, o que me fez perguntar por que ela precisaria de um
homem protegendo ela. O garoto parou e virou o rosto para ela.
“Eu não liberei você. Qual é sua decisão sobre fazer o trabalho para se redimir pelo
zero?”
O garoto só ficou parado ali sem dizer nada.
“Essa pergunta pede uma resposta, Elliott. Agora!” O ar ao redor dela estalou com o
comando dela, fazendo a pele do meu braço formigar.
Parecendo não ter sido afetado, ele deu nos ombros de novo. “Eu provavelmente não
vou fazer.”
“Isso diz algo sobre o seu caráter, Elliott, e isso não é algo bom. Você não está
apenas falhando consigo, mas você está falhando com seu mentor também.”
Ele deu nos ombros de novo e sem pensar cutucou o nariz. “O Dragon já sabe quem
eu sou.”
O sino tocou e a Prof. P, com um olhar de nojo no rosto, apontou para Elliott sair da
sala. Damien, Stevie Rae, e eu só ficamos levantamos e estávamos começando a ir
embora quando Elliott andou desengonçado por nós, se movendo mais rapidamente do
que eu acreditei ser possível para alguém que parecia tão preguiçoso. Ele deu um
encontrão em Damien, que estava na nossa frente. Damien fez um oops e cambaleou um
pouco.
“Bicha nojenta, sai do caminho,” o garoto perdedor disse, empurrando Damien com
seu ombro para poder sair da porta antes dele.
“Eu deveria quebrar a cara desse idiota!” Stevie Rae disse, se apressando para
chegar até Damien, que estava esperando por nós.
Ele balançou a cabeça. “Não se preocupe. Esse garoto Elliott tem sérios problemas.”
“Sim, como ter coco no cérebro,” eu disse, olhando pelo corredor para as costas do
preguiçoso. O cabelo dele certamente não era atraente.
“Coco no cérebro?” Damien riu e ligou o braço no meu e o outro em Stevie Rae, nos
levando pelo corredor no estilo Mágico de Oz. “É isso que eu gosto na nossa Zoey,” ele
disse. “ela tem jeito com a linguagem vulgar.”
“Coco não é vulgar,” eu disse de forma defensiva.
“Eu acho que esse é o ponto, querida,” Stevie Rae riu.
“Oh.” Eu ri também, e eu realmente, realmente, gostei como soou quando ele disse
“nossa” Zoey. Como se eu pertencesse... como se eu estivesse em
domingo, 26 de fevereiro de 2012
A.Vampiro - beijo das sombras (capitulo 20)
mas capitulos livro academia de vampiro - beijo das sombras
VINTE
A minha boca caiu. “Uh…espera… vocês querem dizer sexo?”
Meu espanto me impedindo de dar uma resposta melhor. Mason estava histérico.
Jesse parecia que queria morrer.
“É claro que eu quero dizer sexo. Ela disse que faria se nós falássemos...você sabe...”
Eu fiz uma cara. “Vocês dois, não,uh, fizeram ao mesmo tempo, fizeram?”
“Não,” disse Jesse angustiado. Ralf meio que parecia que não teria se importado.
“Otimo,” eu murmurei, tirando o cabelo do meu rosto. “Eu não acredito que ela nós odeia
tanto.”
“Hey,” exclamou Jesse, entendendo minha insinuação. “O que isso quer dizer? Nós não somos
tão ruins. E você e eu- nós estivemos bem perto de-“
“No. Nós não estivemos nem perto disso.” Mason riu de novo, e alguem me atingiu. “Se isso...
se isso tivesse acontecido naquele tempo, então... ela ainda tinha que estar namorando o
Aaron.”
Os três caras concordaram.
“Oh.Whoa.”
Mia realmente nos odiava. Ela tinha acabado de passar da garata-pobre-enganada-pelo-irmãoda-
Lissa e vai para o território dos sociopatas. Ela dormiu com esses dois caras e traiu o seu
namorado que parecia adorar ela. Jesse e Ralf pareciam incrívelmente aliviados quando nós
saímos de lá. Mason colocou um braço disfarçadamente no meu ombro. “Bom? O que você
acha? Eu commando, certo? Você pode me dizer. Eu não vou me importer.”
Eu ri.”Como você descobriu ?”
“Eu cobrei vários favores. Usei algumas ameaças. O fato de que a Mia não pode fazer nada
ajudou também.”
Eu me lembrei de Mia me seguindo no outro dia. Eu não achava que estava completamente
desprotegida ainda mas não disse nada.
“Eles vão começar a contar para as pessoas na segunda.” Ele continuou. “Eles prometeram.
Todos vão saber até a hora do almoço.”
“Porque não agora?” Eu perguntei mal humorada. “Eles transaram com uma garota. Vai
machucar mais ela do que eles.”
“É.Verdade.Eles não queriam lidar com isso hoje a noite. Você pode começar a contar pras
pessoas se você quiser. Nós podíamos fazer uma faixa.”
Com todas aquelas vezes que a Mia tinha me chamado do vadia e vaca?Não era uma má idéia.
“Você tem caneta e papel?...”
Minhas palavras morreram quando eu vi no ginásio onde estava Lissa, cercada por
admiradores, com os braços de Aaron envolvendo-a. Ela usava um vestido com uma bainha de
algodão de um tom de cor de rosa de uma tonalidade que nunca cairia bem em mim. Seu
cabelo loiro tinha sido amarrado em um coque onde ela tinha posto pequenos grampos com
cristais na ponto. Quase parecia como se ela usasse uma coroa.
Princesa Vasilisa.Os mesmos sentimentos de antes tinham surgido em mim, ansiedade e
excitação. Ela simplesmente não conseguia simplesmente se divertir hoje a noite.
Observando-a do outro lado do salão, escondido da escuridão, estava Christian. Ele
praticamente tinha se misturado com a janela. “Pare com isso,“ Mason me censurou, notando
quem eu encarava. “Não se preocupe com ela hoje a noite.”
“Dificil não se preocupar.”
“Faz você parecer deprimidar. E você está muito gostosa nesse vestido para parecer
deprimida. Vamos,lá está o Eddie.”
Ele me arrastou para longe, mas não antes deu lançar um olhar para Lissa por cima do meu
ombro. Nossos olhos se encontraram brevemente. Arrependimento passou pela ligação. Mas
eu a tirei da minha mente – figurativamente falando – e consegui fazer uma cara legal quando
nos juntamos com os outros novatos. Nós ganhamos muitos pontos ao contar sobre o
escândalo de Mia e,com pena ou não, vendo o meu nome sendo limpo e me vingar dela foi
muito bom. E eu pude ver a noticia se espalhando enquanto aqueles que estavam no nosso
grupo andavam por todos os cantos se misturando com outros. E nós íamos esperar até
segunda. Tanto faz. Eu não me importava. Eu estava me divertindo na verdade. Eu voltei a
minha antiga eu, feliz por ver que eu não tinha ficado enferrujada em fazer graça e a flertar.
Ainda sim, conforme o tempo passou e a festa do Eddie se aproximou, eu comecei a sentir a
ansiedade de Lissa aumentando. Preocupada, eu parei de falar e me virei para olhar ao redor,
procurando por ela.
Lá. Ela ainda estava com um grupo de pessoas, ela ainda era o sol no sistema solar deles. Mas
Aaron estava se apoiando nela, dizendo algo no ouvido dela. Um sorriso que eu reconheci
como falso estava em seu rosto, e a ansiedade dela aumentou ainda mais. E então eu avistei.
Mia estava andando até eles. O que quer que fosse que ela tinha ido dizer, ela não perdeu
tempo dizendo. Com os olhos admirados de Lissa nos dela, a pequena Mia com seu vestido
vermelho balançando selvagemmente, a boca trabalhando animada. Eu não podia ouvir as
palavras, mas o sentimento ficou cada vez mais negro através da nossa ligação.
“Eu tenho que ir,” Eu disse a Mason.
Eu meio que andei, meio que corri para o lado de Lissa, pegando apenas o final do discurso de
Mia. Ela estava gritando com Lissa com toda vontade e chegando perto dela. Pelo que eu pude
perceber, ela tinha ouvido sobre o Jesse e o Ralf terem delatado ela.
“-você e sua amiga piranha! Eu vou contar pra todo mundo o quão louca você é e como eles
tiveram que trancar você na clinica porque você é maluca. Eles estão medicando você. É por
isso que você e Rose partiram antes que alguém pudesse descobrir-“
“Uou, nada bom. Assim como nosso primeiro encontra na cafeteria, eu a peguei e a empurrei
para longe.
“Hey,” eu disse. “A amiga piranha está aqui. Lembra o que eu disse sobre ficar perto demais
dela?”
Mia resmungou mostrando as presas. Como eu tinha notado antes, eu não podia sentir mais
pena dela.Ela era perigosa. Ela tinha decido muito baixo para se vingar de mim. Agora, de
alguma forma, ela sabia sobre a Lissa se cortar. Sabia mesmo; ela não estava só chutando. A
informação que ela tinha agora pareciam o que os guardiões tinha relatado, assim como o que
eu tinha contado a eles sobre a história da Lissa. Talvez alguma coisa confidencial sobre
médico e paciente. Mia roubou as fichas de algum jeito. Lissa se deu conta também, e pelo
olhar no seu rosto- assustado e fragil, não mais real – eu tomei minha decisão. Não importava
o que a Kirova tinha dito sobre me dar liberdade, porque eu estava me comportando, e que eu
podia ir a festa hoje a noite. Eu ia arruinar tudo, aqui e agora. Eu não sou muito boa
controlando impulsos. Eu soquei Mia o mais forte que eu pude – mais forte, eu acho, que até
mesmo eu tinha batido no Jesse.Eu ouvi um crack no primeiro impacto do meu punho com o
nariz dela, e sangue começou a sair. Alguem gritou. Mia gritou e voou para trás. Garotas que
não queriam sangue nos seus vestidos gritavam. Eu me lancei em cima dela, dando mais um
soco muito bom nela antes que alguem nos separasse.
Eu não lutei contra quem me segurou como quando eles tinham me levado da classe do Sr.
Nagy. Eu esperei por isso assim que eu a ataquei. Parando com qualquer sinal de resistência,
eu deixei dois guardiões me levarem para fora enquanto a Sra. Kirova tentava trazer alguma
senso de ordem. Eu não me importava com que eles fizessem comigo. Não mais. Punimento
ou expulsão. Tanto faz. Eu podia lidar com aquilo-
Na nossa frente, atraves da orda dos alunos passando pelas portas, eu vi uma figura de rosa.
Lissa. Minha própria falta de controle tinha suprimido a dela, mas ali elas estavam, voltando
pra mim. Devastação. Desespero. Todos sabiam o segredo dela agora. Ela estava encarando
mais que especulação agora. Tudo estava desmoronando. Ela não podia lidar com isso.
Sabendo que eu não ia a lugar nenhum, eu procurei freneticamente por algo que a ajudasse.
Uma figura negra me chamou atenção.”Christian!” Eu gritei. Ele estava olhando para a figura
de Lissa de longe, mas ergueu a cabeça quando ouviu seu nome.
Um dos meus acompanhantes silenciou e pegou meu braço.”Fique quieta.”
Eu ignorei ela. “Vá atrás dela,” eu gritei para Christian.”Depressa.”
Ele estava só parado lá, e eu suprimi um rugido.
‘Vá, seu idiota!”
Meus guardiões me repreenderam mandando eu ficar quieta de novo, mas algo dentro de
Christian acordou. Saindo da sua posição, ele foi em direção a onde Lissa estava.
Ninguem queria lidar comigo aquela noite. Seria o inferno amanhã – eu ouvi uma conversa
sobre suspensão ou quem sabe até mesmo expulsão – mas Kirova tinha suas mãos cheias com
uma Mia sangüenta e um corpo de estudantes histérico. Os guardiões me levaram até o meu
guardo e eu fiquei sobre a forte vigilância da matrona do meu dormitório que me informou
que viria me checar de hora em hora para ter certeza que eu estava no meu quarto. Dois
guardiões também iriam ficar perto da entrada do dormitório. Aparentemente eu era um alto
risco a segurança. Eu provavelmente tinha acabado de arruinar a festa do Eddie; um grupo
nunca ia escapar para o quarto dele agora.
Descuidando o meu vestido, eu batia o pé contra o chão do meuquarto, cruzando minhas
pernas abaixo de mim. Eu alcancei Lissa.Ela estava mais calma agora. Os eventos do baile ainda
a magoavam muito, mas Christian estava confortando ela de algum jeito, o que é que ele
estava fazendo, falando coisas simples ou macumba, eu não sabia dizer. Eu não me importava.
Desde que ela se sentisse melhor e não fizesse nada estúpido. Eu voltei a mim mesma.
Sim, as coisas iam ficar uma bagunça agora. As acusações de Mia e Jesse iam botar a escola em
fogo agora. Eu provávelmente seria expulsa e teria que viver com um bando de dhampir
vadias. Pelo menos Lissa deve ter percebido o quão chato o Aaron é e que ela quer ficar com
Christian. Mas mesmo se isso for a coisa certa, ainda significa- Christian. Christian.
Christian estava ferido.
Eu voltei pro corpo de Lissa, de repente sendo sugada pelo terror que passava por ela. Ela
estava cercada, cercada por homens e mulheres que tinham vindo de lugar nenhum, entrando
no sótão da igreja onde ela e Christian tinham ido para conversar. Chistian se acendeu, fogo
saindo dos dedos dele. Um dos invasores bateu na cabeça dele com algo duro,fazendo seu
corpo cair no chão.
Eu desesperadamente esperava que ele estivesse bem, mas eu não podia desperdiçar mais
energia me preocupando com ele. Todo meu medo era por Lissa agora. Eu não podia deixar o
mesmo acontecer com ela. Eu não podia deixar eles machucarem ela. Eu precisava salvar ela,
tirar ela de lá. Mas eu não sabia como. Ela estava muito longe,e no momento eu nem podia
sair da cabeça dela, muito menos sair correndo para buscar ajuda. Os agressores se
aproximaram dela, chamando ela de princesa e dizendo para que ela não se preocupasse, que
eles eram guardiões. E eles pareciam guardiões. Definitivamente dhampirs. Se movendo
precisa e de forma eficiente. Mas eu não os reconheci como guardiões da escola. Nem Lissa.
Guardiões não teriam atacado Christian. E guardiões certamente não estariam amordançando
e colocando uma venda nela. Algo me forçou para fora da cabeça dela, e eu franzi as
sobrancelhas, olhando ao redor do meu quarto. Eu precisava voltar para ela e descobrir o que
estava acontecendo. Normalmente nossa conexão diminuía ou eu a fechava, mas isso – isso
era como se algo realmente tivesse me tirado da ligação. Me puxado de volta. Minha mente
ficou em branco. Eu não consegui lembrar sobre o que eu estava pensando. Tudo tinha
sumido. Como estática no meu cérebro. Onde eu estava? Com Lissa? O que tinha a Lissa?
Me levantando, eu coloquei meus braços ao meu redor, confusa, tentando descobrir onde eu
estava indo. Lissa. Alguma coisa com Lissa. Dimitri, uma voz de repente disse. Vá até Dimitri.
Sim.Dimitri. Meu corpo e espirito queimaram por ele de repente, e eu queria estar com ele
mais do que eu jamais tinha querido. Eu não podia ficar longe dele.Ele saberia o que fazer. E
ele tinha me dito para ir até ele se algo estivesse errado com Lissa. Pena que eu não consegui
lembrar o que era. Eu sabia que ele cuidaria de tudo.
Ir para a ala do pessoal não foi dificil, já que eles queriam me manter lá dentro hoje a noite. Eu
não sabia onde o quarto dele era, mas não importava. Algo estava me puxando para ele, me
encorajando a chegar mais perto. Um instinto me fez parar em um das portas e eu bati. Depois
de alguns momentos, ele abriu, seus olhos marrons chocados quando ele me viu.
“Rose?”
“Me deixe entrar. É a Lissa.”
Ele imediatamente abriu espaço pra mim entrar. Eu aparentemente o tinha pego dormindo,
porque as cobertas estavam viradas e apenas uma pequena lâmpada brilhava na escuridão.
Além do mais ele usava apenas calças de pijama; seu peito – que eu nunca tinha visto antes, e
wow, parecia incrível – estava nu. As pontas do seu cabelo negro úmidos e grudados no seu
queixo como se ele tivesse acabado de tomar um banho.
“Qual o problema?”
O som da voz dele me animou, e eu não pude responder. Eu não podia parar de olhar pra ele.
A força que tinha me feito chegar aqui me puxava para ele. Eu queria tanto que ele me
tocasse, tanto que eu mal podia agüentar. Ele era tão incrível. Tão incrivelmente lindo. Eu
sabia que em algum lugar algo estava errado, mas não pareceu importante. Não quando eu
estava com ele. Com quase 10 centimentros nos separando, não tinha jeito de que eu
conseguisse beijar ele sem sua ajuda. Então ao invés disso, eu mirei no seu peito, querendo
sentir o gosto daquela pele quente e sexy.
“Rose!” ele exclamou, dando um passo pra trás. “O que você está fazendo?”
“O que você acha?”
Eu movi em direção a ele de novo, precisando tocar nele e beijar ele e tantas outras coisas.
“Você está bêbada?” ele perguntou, colocando suas mãos num gesto protetor.
“Bem que eu queria.” Eu tentei desviar em volta dele, e então parei, momentaneamente em
duvida. “Eu pensei que você queria- você não acha que eu sou bonita?” Todo o tempo que a
gente se conhecia, com toda essa atração que tinha sido criada, ele nunca tinha me dito que
eu era bonita. Ele tinha dado dicas, mas isso não era o mesmo. E apesar de toda a segurança
que eu tinha que os outros caras achavam que eu era a coisa mais gostosa do mundo, eu
precisava ouvir isso do cara que eu queria.
“Rose, eu não sei o que está acontecendo, mas você precisa voltar para o seu quarto.”
Quando eu fui na direção dele de novo, ele segurou meus pulsos. Com esse toque, uma
corrente magnética passou por nós dois, e eu vi ele esquecer o que quer que fosse que ele
estivesse preocupado. Algo também o agarrou, algo que de repente fez ele me querer tanto
quanto eu o queria.
Soltando meus pulsos, ele moveu suas mãos para os meus braços, deslizando devagar pela
minha pele. Me segurando em sua negra e faminta contemplação, ele me puxou para ele, me
pressionando contra o seu corpo. Uma de suas mãos se moveram para o minha nuca, seus
dedos torcendo meu cabelo e inclinando meu rosto até o dele. Ele trouxe seus lábios para
baixo, mal tocando eles contra os meus.
Engolindo, eu perguntei de novo, “Você acha que eu sou bonita?”
Ele me deu um olhar serio, como ele sempre fazia. “Eu acho que você é linda.”
“Linda?”
“Você é tão linda, que as vezes chega a me doer.”
Seus labios se moveram no meu, gentilmente no inicio, e depois com mais força e fome. As
suas mãos que estavam em meus braços desceram, para os meus quadris, até ponta do meu
vestido. Ele juntou o tecido com suas mãos e começou a o empurrar acima da minha perna. Eu
derreti com seu toque, com o seu beijo e com o jeito que ele queimava contra a minha boca.
Suas mãos continuaram deslizando cada vez mais pra cima, e ele puxou o vestido por cima da
minha cabeça e o jogou no chão.
“Você... você se livrou do vestido rápido,” eu apontei entre as nossas respirações pesadas. “Eu
pensei que você gostava dele.”
“Eu gosto,” ele disse. Sua respiração tão pesada como a minha. “Eu amo.”
E então ele me levou para a cama.
VINTE
A minha boca caiu. “Uh…espera… vocês querem dizer sexo?”
Meu espanto me impedindo de dar uma resposta melhor. Mason estava histérico.
Jesse parecia que queria morrer.
“É claro que eu quero dizer sexo. Ela disse que faria se nós falássemos...você sabe...”
Eu fiz uma cara. “Vocês dois, não,uh, fizeram ao mesmo tempo, fizeram?”
“Não,” disse Jesse angustiado. Ralf meio que parecia que não teria se importado.
“Otimo,” eu murmurei, tirando o cabelo do meu rosto. “Eu não acredito que ela nós odeia
tanto.”
“Hey,” exclamou Jesse, entendendo minha insinuação. “O que isso quer dizer? Nós não somos
tão ruins. E você e eu- nós estivemos bem perto de-“
“No. Nós não estivemos nem perto disso.” Mason riu de novo, e alguem me atingiu. “Se isso...
se isso tivesse acontecido naquele tempo, então... ela ainda tinha que estar namorando o
Aaron.”
Os três caras concordaram.
“Oh.Whoa.”
Mia realmente nos odiava. Ela tinha acabado de passar da garata-pobre-enganada-pelo-irmãoda-
Lissa e vai para o território dos sociopatas. Ela dormiu com esses dois caras e traiu o seu
namorado que parecia adorar ela. Jesse e Ralf pareciam incrívelmente aliviados quando nós
saímos de lá. Mason colocou um braço disfarçadamente no meu ombro. “Bom? O que você
acha? Eu commando, certo? Você pode me dizer. Eu não vou me importer.”
Eu ri.”Como você descobriu ?”
“Eu cobrei vários favores. Usei algumas ameaças. O fato de que a Mia não pode fazer nada
ajudou também.”
Eu me lembrei de Mia me seguindo no outro dia. Eu não achava que estava completamente
desprotegida ainda mas não disse nada.
“Eles vão começar a contar para as pessoas na segunda.” Ele continuou. “Eles prometeram.
Todos vão saber até a hora do almoço.”
“Porque não agora?” Eu perguntei mal humorada. “Eles transaram com uma garota. Vai
machucar mais ela do que eles.”
“É.Verdade.Eles não queriam lidar com isso hoje a noite. Você pode começar a contar pras
pessoas se você quiser. Nós podíamos fazer uma faixa.”
Com todas aquelas vezes que a Mia tinha me chamado do vadia e vaca?Não era uma má idéia.
“Você tem caneta e papel?...”
Minhas palavras morreram quando eu vi no ginásio onde estava Lissa, cercada por
admiradores, com os braços de Aaron envolvendo-a. Ela usava um vestido com uma bainha de
algodão de um tom de cor de rosa de uma tonalidade que nunca cairia bem em mim. Seu
cabelo loiro tinha sido amarrado em um coque onde ela tinha posto pequenos grampos com
cristais na ponto. Quase parecia como se ela usasse uma coroa.
Princesa Vasilisa.Os mesmos sentimentos de antes tinham surgido em mim, ansiedade e
excitação. Ela simplesmente não conseguia simplesmente se divertir hoje a noite.
Observando-a do outro lado do salão, escondido da escuridão, estava Christian. Ele
praticamente tinha se misturado com a janela. “Pare com isso,“ Mason me censurou, notando
quem eu encarava. “Não se preocupe com ela hoje a noite.”
“Dificil não se preocupar.”
“Faz você parecer deprimidar. E você está muito gostosa nesse vestido para parecer
deprimida. Vamos,lá está o Eddie.”
Ele me arrastou para longe, mas não antes deu lançar um olhar para Lissa por cima do meu
ombro. Nossos olhos se encontraram brevemente. Arrependimento passou pela ligação. Mas
eu a tirei da minha mente – figurativamente falando – e consegui fazer uma cara legal quando
nos juntamos com os outros novatos. Nós ganhamos muitos pontos ao contar sobre o
escândalo de Mia e,com pena ou não, vendo o meu nome sendo limpo e me vingar dela foi
muito bom. E eu pude ver a noticia se espalhando enquanto aqueles que estavam no nosso
grupo andavam por todos os cantos se misturando com outros. E nós íamos esperar até
segunda. Tanto faz. Eu não me importava. Eu estava me divertindo na verdade. Eu voltei a
minha antiga eu, feliz por ver que eu não tinha ficado enferrujada em fazer graça e a flertar.
Ainda sim, conforme o tempo passou e a festa do Eddie se aproximou, eu comecei a sentir a
ansiedade de Lissa aumentando. Preocupada, eu parei de falar e me virei para olhar ao redor,
procurando por ela.
Lá. Ela ainda estava com um grupo de pessoas, ela ainda era o sol no sistema solar deles. Mas
Aaron estava se apoiando nela, dizendo algo no ouvido dela. Um sorriso que eu reconheci
como falso estava em seu rosto, e a ansiedade dela aumentou ainda mais. E então eu avistei.
Mia estava andando até eles. O que quer que fosse que ela tinha ido dizer, ela não perdeu
tempo dizendo. Com os olhos admirados de Lissa nos dela, a pequena Mia com seu vestido
vermelho balançando selvagemmente, a boca trabalhando animada. Eu não podia ouvir as
palavras, mas o sentimento ficou cada vez mais negro através da nossa ligação.
“Eu tenho que ir,” Eu disse a Mason.
Eu meio que andei, meio que corri para o lado de Lissa, pegando apenas o final do discurso de
Mia. Ela estava gritando com Lissa com toda vontade e chegando perto dela. Pelo que eu pude
perceber, ela tinha ouvido sobre o Jesse e o Ralf terem delatado ela.
“-você e sua amiga piranha! Eu vou contar pra todo mundo o quão louca você é e como eles
tiveram que trancar você na clinica porque você é maluca. Eles estão medicando você. É por
isso que você e Rose partiram antes que alguém pudesse descobrir-“
“Uou, nada bom. Assim como nosso primeiro encontra na cafeteria, eu a peguei e a empurrei
para longe.
“Hey,” eu disse. “A amiga piranha está aqui. Lembra o que eu disse sobre ficar perto demais
dela?”
Mia resmungou mostrando as presas. Como eu tinha notado antes, eu não podia sentir mais
pena dela.Ela era perigosa. Ela tinha decido muito baixo para se vingar de mim. Agora, de
alguma forma, ela sabia sobre a Lissa se cortar. Sabia mesmo; ela não estava só chutando. A
informação que ela tinha agora pareciam o que os guardiões tinha relatado, assim como o que
eu tinha contado a eles sobre a história da Lissa. Talvez alguma coisa confidencial sobre
médico e paciente. Mia roubou as fichas de algum jeito. Lissa se deu conta também, e pelo
olhar no seu rosto- assustado e fragil, não mais real – eu tomei minha decisão. Não importava
o que a Kirova tinha dito sobre me dar liberdade, porque eu estava me comportando, e que eu
podia ir a festa hoje a noite. Eu ia arruinar tudo, aqui e agora. Eu não sou muito boa
controlando impulsos. Eu soquei Mia o mais forte que eu pude – mais forte, eu acho, que até
mesmo eu tinha batido no Jesse.Eu ouvi um crack no primeiro impacto do meu punho com o
nariz dela, e sangue começou a sair. Alguem gritou. Mia gritou e voou para trás. Garotas que
não queriam sangue nos seus vestidos gritavam. Eu me lancei em cima dela, dando mais um
soco muito bom nela antes que alguem nos separasse.
Eu não lutei contra quem me segurou como quando eles tinham me levado da classe do Sr.
Nagy. Eu esperei por isso assim que eu a ataquei. Parando com qualquer sinal de resistência,
eu deixei dois guardiões me levarem para fora enquanto a Sra. Kirova tentava trazer alguma
senso de ordem. Eu não me importava com que eles fizessem comigo. Não mais. Punimento
ou expulsão. Tanto faz. Eu podia lidar com aquilo-
Na nossa frente, atraves da orda dos alunos passando pelas portas, eu vi uma figura de rosa.
Lissa. Minha própria falta de controle tinha suprimido a dela, mas ali elas estavam, voltando
pra mim. Devastação. Desespero. Todos sabiam o segredo dela agora. Ela estava encarando
mais que especulação agora. Tudo estava desmoronando. Ela não podia lidar com isso.
Sabendo que eu não ia a lugar nenhum, eu procurei freneticamente por algo que a ajudasse.
Uma figura negra me chamou atenção.”Christian!” Eu gritei. Ele estava olhando para a figura
de Lissa de longe, mas ergueu a cabeça quando ouviu seu nome.
Um dos meus acompanhantes silenciou e pegou meu braço.”Fique quieta.”
Eu ignorei ela. “Vá atrás dela,” eu gritei para Christian.”Depressa.”
Ele estava só parado lá, e eu suprimi um rugido.
‘Vá, seu idiota!”
Meus guardiões me repreenderam mandando eu ficar quieta de novo, mas algo dentro de
Christian acordou. Saindo da sua posição, ele foi em direção a onde Lissa estava.
Ninguem queria lidar comigo aquela noite. Seria o inferno amanhã – eu ouvi uma conversa
sobre suspensão ou quem sabe até mesmo expulsão – mas Kirova tinha suas mãos cheias com
uma Mia sangüenta e um corpo de estudantes histérico. Os guardiões me levaram até o meu
guardo e eu fiquei sobre a forte vigilância da matrona do meu dormitório que me informou
que viria me checar de hora em hora para ter certeza que eu estava no meu quarto. Dois
guardiões também iriam ficar perto da entrada do dormitório. Aparentemente eu era um alto
risco a segurança. Eu provavelmente tinha acabado de arruinar a festa do Eddie; um grupo
nunca ia escapar para o quarto dele agora.
Descuidando o meu vestido, eu batia o pé contra o chão do meuquarto, cruzando minhas
pernas abaixo de mim. Eu alcancei Lissa.Ela estava mais calma agora. Os eventos do baile ainda
a magoavam muito, mas Christian estava confortando ela de algum jeito, o que é que ele
estava fazendo, falando coisas simples ou macumba, eu não sabia dizer. Eu não me importava.
Desde que ela se sentisse melhor e não fizesse nada estúpido. Eu voltei a mim mesma.
Sim, as coisas iam ficar uma bagunça agora. As acusações de Mia e Jesse iam botar a escola em
fogo agora. Eu provávelmente seria expulsa e teria que viver com um bando de dhampir
vadias. Pelo menos Lissa deve ter percebido o quão chato o Aaron é e que ela quer ficar com
Christian. Mas mesmo se isso for a coisa certa, ainda significa- Christian. Christian.
Christian estava ferido.
Eu voltei pro corpo de Lissa, de repente sendo sugada pelo terror que passava por ela. Ela
estava cercada, cercada por homens e mulheres que tinham vindo de lugar nenhum, entrando
no sótão da igreja onde ela e Christian tinham ido para conversar. Chistian se acendeu, fogo
saindo dos dedos dele. Um dos invasores bateu na cabeça dele com algo duro,fazendo seu
corpo cair no chão.
Eu desesperadamente esperava que ele estivesse bem, mas eu não podia desperdiçar mais
energia me preocupando com ele. Todo meu medo era por Lissa agora. Eu não podia deixar o
mesmo acontecer com ela. Eu não podia deixar eles machucarem ela. Eu precisava salvar ela,
tirar ela de lá. Mas eu não sabia como. Ela estava muito longe,e no momento eu nem podia
sair da cabeça dela, muito menos sair correndo para buscar ajuda. Os agressores se
aproximaram dela, chamando ela de princesa e dizendo para que ela não se preocupasse, que
eles eram guardiões. E eles pareciam guardiões. Definitivamente dhampirs. Se movendo
precisa e de forma eficiente. Mas eu não os reconheci como guardiões da escola. Nem Lissa.
Guardiões não teriam atacado Christian. E guardiões certamente não estariam amordançando
e colocando uma venda nela. Algo me forçou para fora da cabeça dela, e eu franzi as
sobrancelhas, olhando ao redor do meu quarto. Eu precisava voltar para ela e descobrir o que
estava acontecendo. Normalmente nossa conexão diminuía ou eu a fechava, mas isso – isso
era como se algo realmente tivesse me tirado da ligação. Me puxado de volta. Minha mente
ficou em branco. Eu não consegui lembrar sobre o que eu estava pensando. Tudo tinha
sumido. Como estática no meu cérebro. Onde eu estava? Com Lissa? O que tinha a Lissa?
Me levantando, eu coloquei meus braços ao meu redor, confusa, tentando descobrir onde eu
estava indo. Lissa. Alguma coisa com Lissa. Dimitri, uma voz de repente disse. Vá até Dimitri.
Sim.Dimitri. Meu corpo e espirito queimaram por ele de repente, e eu queria estar com ele
mais do que eu jamais tinha querido. Eu não podia ficar longe dele.Ele saberia o que fazer. E
ele tinha me dito para ir até ele se algo estivesse errado com Lissa. Pena que eu não consegui
lembrar o que era. Eu sabia que ele cuidaria de tudo.
Ir para a ala do pessoal não foi dificil, já que eles queriam me manter lá dentro hoje a noite. Eu
não sabia onde o quarto dele era, mas não importava. Algo estava me puxando para ele, me
encorajando a chegar mais perto. Um instinto me fez parar em um das portas e eu bati. Depois
de alguns momentos, ele abriu, seus olhos marrons chocados quando ele me viu.
“Rose?”
“Me deixe entrar. É a Lissa.”
Ele imediatamente abriu espaço pra mim entrar. Eu aparentemente o tinha pego dormindo,
porque as cobertas estavam viradas e apenas uma pequena lâmpada brilhava na escuridão.
Além do mais ele usava apenas calças de pijama; seu peito – que eu nunca tinha visto antes, e
wow, parecia incrível – estava nu. As pontas do seu cabelo negro úmidos e grudados no seu
queixo como se ele tivesse acabado de tomar um banho.
“Qual o problema?”
O som da voz dele me animou, e eu não pude responder. Eu não podia parar de olhar pra ele.
A força que tinha me feito chegar aqui me puxava para ele. Eu queria tanto que ele me
tocasse, tanto que eu mal podia agüentar. Ele era tão incrível. Tão incrivelmente lindo. Eu
sabia que em algum lugar algo estava errado, mas não pareceu importante. Não quando eu
estava com ele. Com quase 10 centimentros nos separando, não tinha jeito de que eu
conseguisse beijar ele sem sua ajuda. Então ao invés disso, eu mirei no seu peito, querendo
sentir o gosto daquela pele quente e sexy.
“Rose!” ele exclamou, dando um passo pra trás. “O que você está fazendo?”
“O que você acha?”
Eu movi em direção a ele de novo, precisando tocar nele e beijar ele e tantas outras coisas.
“Você está bêbada?” ele perguntou, colocando suas mãos num gesto protetor.
“Bem que eu queria.” Eu tentei desviar em volta dele, e então parei, momentaneamente em
duvida. “Eu pensei que você queria- você não acha que eu sou bonita?” Todo o tempo que a
gente se conhecia, com toda essa atração que tinha sido criada, ele nunca tinha me dito que
eu era bonita. Ele tinha dado dicas, mas isso não era o mesmo. E apesar de toda a segurança
que eu tinha que os outros caras achavam que eu era a coisa mais gostosa do mundo, eu
precisava ouvir isso do cara que eu queria.
“Rose, eu não sei o que está acontecendo, mas você precisa voltar para o seu quarto.”
Quando eu fui na direção dele de novo, ele segurou meus pulsos. Com esse toque, uma
corrente magnética passou por nós dois, e eu vi ele esquecer o que quer que fosse que ele
estivesse preocupado. Algo também o agarrou, algo que de repente fez ele me querer tanto
quanto eu o queria.
Soltando meus pulsos, ele moveu suas mãos para os meus braços, deslizando devagar pela
minha pele. Me segurando em sua negra e faminta contemplação, ele me puxou para ele, me
pressionando contra o seu corpo. Uma de suas mãos se moveram para o minha nuca, seus
dedos torcendo meu cabelo e inclinando meu rosto até o dele. Ele trouxe seus lábios para
baixo, mal tocando eles contra os meus.
Engolindo, eu perguntei de novo, “Você acha que eu sou bonita?”
Ele me deu um olhar serio, como ele sempre fazia. “Eu acho que você é linda.”
“Linda?”
“Você é tão linda, que as vezes chega a me doer.”
Seus labios se moveram no meu, gentilmente no inicio, e depois com mais força e fome. As
suas mãos que estavam em meus braços desceram, para os meus quadris, até ponta do meu
vestido. Ele juntou o tecido com suas mãos e começou a o empurrar acima da minha perna. Eu
derreti com seu toque, com o seu beijo e com o jeito que ele queimava contra a minha boca.
Suas mãos continuaram deslizando cada vez mais pra cima, e ele puxou o vestido por cima da
minha cabeça e o jogou no chão.
“Você... você se livrou do vestido rápido,” eu apontei entre as nossas respirações pesadas. “Eu
pensei que você gostava dele.”
“Eu gosto,” ele disse. Sua respiração tão pesada como a minha. “Eu amo.”
E então ele me levou para a cama.
A.Vampiro - beijo das sombras (capitulo 19)
DEZENOVE
É difícil dizer o que finalmente me fez agir. Eu guardei o muitos segredos por muito tempo,
fazendo o que eu acreditava que era o melhor para proteger Lissa. Mas proteger o fato de que
ela se cortava não fazia nada para ajuda-la. Eu não tinha sido capaz de fazer ela parar – e na
verdade, eu agora me pergunto se foi minha culpa por ela ter começado. Nada disso tinha
acontecido até ela me curar do acidente. E se ela tivesse me deixado machucada? Talvez eu
tivesse me recuperado. Talvez ela estivesse bem hoje.
Eu fiquei na clinica enquanto Dimitri foi buscar Alberta. Ele tinha hesitado por um segundo,
quando eu disse a ele onde Lissa estava. Eu disse que estava em perigo, e ele saiu
imediatamente. Tudo depois disso se mexeu meio que um pesadelo em câmera lenta. Os
minutos se arrastaram enquanto eu esperava. Quando ele finalmente voltou com Lissa
inconsciente, uma confusão se formou na clinica, e todos queriam que eu ficasse longe. Ela
tinha perdido muito sangue, e enquanto eles tinha um alimentador em mãos despertar ela o
bastante para que ela bebesse o sangue foi difícil. Só foi até a metade da noite na Academia
que ela estava estável o suficiente pra mim visitá-la.
“É verdade?” ela perguntou quando eu entrei no quarto. Ela estava deitada na cama, com os
pulsos bem enfaixados. Eu sabia que eles tinham colocado muito sangue de volta nela, mas ela
ainda parecia pálida pra mim. “Eles disseram que foi você. Você contou pra eles.”
“Eu precisei,” eu disse, com medo de me aproximar. “Liss... você se cortou pior do que jamais
tinha se cortado. E depois de me curar... e tudo o que aconteceu com Christian... você não
conseguiu dar conta. Você precisa de ajuda.”
Ela fechou os olhos. “Christian. Você sabe sobre isso. É claro que você sabe. Você sabe tudo.”
“Eu sinto muito. Eu só queria ajudar.”
“O que aconteceu com o que a Sra. Karp disse? Sobre manter tudo em segredo?”
“Ela estava falando sobre as outras coisas. Eu não acho que ela queria que você continuasse a
se cortar.”
“Você contou a eles sobre “as outras coisas”?”
Eu balancei minha cabeça.”Ainda não.”
Ela se virou pra mim, os olhos gelados. “’Ainda”.Mas você vai.”
“Eu preciso. Você pode curar outras pessoas... mas está matando você.”
“Eu curei você.”
“Eu teria ficado bem eventualmente. O tornozelo teria se curado. Não vale a pena pelo o que
faz com você. E eu acho que eu sei como começou... quando você me curou pela primeira
vez...”
Eu expliquei minhas descobertas sobre o acidente e como todos os outros poderes e a
depressão tinham começado depois disso. Eu também apontei sobre como a nossa ligação se
formar depois do acidente também, embora eu não entendesse direito ainda.
“Eu não sei o que está acontecendo, mas isso é entre nós. Nós precisamos da ajuda de
alguém.”
“Eles vão me levar embora,” ela disse sem rodeios. “Como fizeram com a Sra. Karp.”
“Eu acho que eles vão tentar ajudar você. Eles estão realmente preocupados. Liss, eu estou
fazendo isso por você. Eu só quero que você fique bem.”
Ela se virou para longe de mim. “Vai embora,Rose.”
E eu fui.
Eles a liberaram no dia seguinte com a condição de que ela voltasse todos os dias para falar
com o conselheiro. Dimitri me disse que eles também planejavam colocá-la em algum tipo de
medicação para ajudar com a depressão. Eu não era muito fã de pílulas, eu mas eu torci por
qualquer coisa que pudesse ajuda-la. Infelizmente, algum estudante do segundo ano tinha ido
a clinica por causa de um ataque de asma. Ele a tinha visto entrar com Dimitri e Alberta. Ele
não sabia porque ela tinha sido internada, mas isso não o impediu de contar as pessoas o que
ele tinha visto. E então eles contaram para outros no café da manhã. Até o almoço, todos
sabiam da sua visita a clinica. E mais importante, todos sabiam que ela não estava falando
comigo. E bem assim, qualquer vida social que eu tinha desapareceu. Ela não me condenou
diretamente mas o seu silencio movia legiões, e as pessoas se comportavam de acordo.
O dia todo, eu andei pela Academia feito um fantasma. As pessoas me observavam e
ocasionalmente falavam comigo, mas poucos faziam algum esforço para isso. Eles seguiram a
liderança de Lissa, imitando o silencio dela. Ninguem foi abertamente maldoso comigo – eles
provavelmente não queriam arriscar caso nós fizéssemos as pazes. Ainda sim eu ouvi “Meretriz
de Sangue” sussurrado de vez enquanto quando alguém achava que eu não estava ouvindo.
Mason teria me dado as boas vindas na sua mesa do almoço, mas alguns dos seus amigos não
teriam sido tão gentis. Eu não queria ser a causa de uma abriga entre eles. Então eu escolhi
Natalie ao invés dele.
“Eu ouvi que Lissa tentou fugir de novo, e você a impediu,” Natalie disse. Ninguem tinha idéia
do porque ela tinha estado na clinica ainda. Eu esperava que permanecesse desse jeito.
Fugir? Da onde diabos isso tinha saído? “Porque ela iria dizer isso?”
“Eu não sei.” Ela abaixou o tom de voz. “Porque ela partiu antes? Foi só o que eu ouvi.”
A história se arrastou com o passar do dia, assim como todo o tipo de rumor sobre porque a
Lissa tinha ido até a clinica. Gravidez e aborto eram uma teoria popular. Alguem sugeriu que
ela talvez tivesse pego a doença de Victor. Ninguem nem chegou perto da verdade. Saindo da
nossa ultima aula o mais rápido possível, eu fiquei impressionada quando Mia começou a
andar na minha direção.
“O que você quer? Eu exigi. “Eu não posso sair pra brincar hoje, garotinha.”
“Você com certeza tem atitude, pra alguém que não existe no momento.”
“Ao contrario de você?” Eu perguntei. Lembrando sobre o que Christian tinha dito, eu sentia
um pouco de pena dela. Essa culpa desapareceu quando eu olhei pro rosto dela. Ela pode ter
sido uma vitima, mas algo ela era o monstro. Tinha alguma coisa no olhar frio e perspicaz dela,
bem diferente daquele olhar desesperado e deprimido que ela tinha no outro dia. Ela não
tinha ficado se martirizando pelo que Andre tinha feito com ela – se isso fosse pelo menos
verdade, e eu acreditava que era – e eu duvidava que ela ficasse com o que Lissa fez pra ela
também. Mia era uma sobrevivente.
“Ela se livrou de você,e você é muito orgulhosa para admitir.” Seus olhos azuis praticamente
saltados de fúria.
“Você não quer se vingar dela?”
“Você está mais maluca que o usual? Ela é minha melhor amiga. E porque você ainda está me
seguindo?”
Mia fez um barulho com a lingua. “Ela não gosta de você.Anda, me conta o que aconteceu na
clinica. É algo grande, não é? Ela realmente está grávida, certo? Me diga o que é.”
“Vá embora.”
“Se você me contar, eu faço Jesse e Ralf dizerem que eles invetaram aquelas coisas.”
Eu parei de andar e me virei para encara-la. Assustada, ela deu uns passos pra trás. Ela deve
ter lembrado de algo do meu passado violento. “Eu já sei que eles inventaram aquilo, porque
eu não fiz nada daquilo. E se você tentar me virar contra a Lissa mais uma vez, as histórias vão
ser sobre você sangrando, porque eu arranquei o seu pescoço!”
Minha voz foi ficando mais alta a cada palavra até que eu praticamente gritei. Mia se afastou
mais, claramente apavorada.
“Você é realmente maluca. Não é de se admirar que ela largou você de mão.” Ela deu nos
ombors. ‘Tanto faze. Eu vou descobrir o que está acontecendo sem você.”
Quando o dia do baile chegou aquele final de semana, eu decidi que eu não queria ir. Tinha
parecido idiota pra começo de conversa, e eu estava interessada em ir apenas em festas
depois do baile de qualquer jeito. Mas sem Lissa, era improvável que eu ganhasse algum
convite. Então, eu fiquei no meu quarto, tentando – e falhando – fazer algum dever de casa.
Atraves da ligação, eu senti um mix de emoções através dela, particulamente ansiedade e
excitação. Tinha que ser difícil andar a noite toda com um cara que você não gostava. Cerca de
10 minutos depois do baile começar, eu decidi limpar tudo e tomar um banho. Quando eu
voltei do banheiro para o corredor, com uma toalha em volta da minha cabeça, eu vi Mason
parado perto da minha porta. Ele não estava exatamente vestido, mas ele também não estava
usando jeans. Era inteligente.
“Aí estava você, garota festeira. Eu já estava quase pronto pra desistir.”
“Você começou outro incêndio? Os caras não são permitidos nesse corredor.”
“Tanto faz. Como se fizesse alguma diferença.” Verdade. A escola podia ser capaz de manter os
Strigoi longe, mas eles faziam um péssimo serviço em nos manter longe uns dos outros. “Me
deixe entrar. Você tem que se aprontar.”
Levei um minuto para entender o que ele queria dizer. “Não. Eu não vou.”
“Anda,” ele falou, me seguindo pra dentro.”Porque você brigou com a Lissa? Vocês duas vão
fazer as pazes. Não tem razão pra você ficar aqui a noite toda. Se você não quer ficar perto
dela, Eddie vai fazer uma festinha no quarto dele depois.”
Meu espírito velho e adorador de diversão se infiltrou na minha cabeça só um pouco. Nada de
Lissa, provavelmente ninguém da realeza. “É?” Vende que ele estava começando a me
convencer, Mason riu. Olhando para os meus olhos, eu percebi de novo o quanto ele gostava
de mim. E de novo em me perguntei, porque eu não podia ter um namorado normal? Porque
eu queria o gostoso, e velho mentor – o mentor que eu provavelmente acabaria sendo
responsável pela demissão?
“São só novatos,“Mason continuou, inconsciente dos meus pensamentos. “E eu tenho uma
surpresa pra você quando chegarmos lá.”
“Está numa garrafa?” Se Lissa queria me ignorer, eu não tinha razão para ficar sóbria.
“Não, isso é com o Eddie. Anda logo e se vista. Eu sei que você não vai usando isso.”
Eu olhei para as minhas jeans rasgadas e minha camiseta da Universidade de Oregon. É.
Definitivamente não vou usando isso.
15 minutos depois, nós passamos pela quadra, rindo quando lembramos o quão desastrado
tinha sido um dos nossos colegas de aula que tinha conseguido dar a si mesmo um olho roxo
no treinamento. Andar rápido pelo chão congelado não era fácil, e ele ficava agarrando meu
braço para me impedir de cair no chão, meio que me arrastando junto. Fez a gente rir ainda
mais. Um sentimento feliz começou a se apoderar de mim – Eu não estava completamente
livre da coceira que era a Lissa, mas já era um começo. Talvez eu não tivesse ela ou seus
amigos, mas eu tinha os meus amigos. E também era bem possível que eu fosse ficar super
bebada está noite, o que, embora não fosse um jeito legal para resolver meus problemas, seria
pelo menos engraçado. É. Minha vida podia ser pior. E então eu encontrei Dimitri e Alberta.
Eles estavam a caminho de algum lugar, falando sobre assuntos de guardiões. Alberta sorriu
quando ela nos viu, nos dando um olhar meio indulgente que as pessoas sempre dão as mais
novas que parecem estar se divertindo e agindo como bobos. Como se ela achasse que nós
fossemos fofos. Que coragem. Nós tropeçamos quando paramos e Mason colocou sua mão no
meu braço para me segurar.
“Sr. Ashford, Srta. Hathaway. Estou surpresa que vocês já não estejam no salão.”
Mason deu a ela um olhar angelical, do estilo cãozinho sem dono. “Nós atrasamos, Guardiã
Petrov. Você sabe como são as garotas. Sempre tem que ter a aparencia perfeita. Você
especialmente deve saber sobre isso.”
Normalmente eu teria levantado as sombrancelhas por ele ter dito algo tão estúpido, mas eu
estava encarando Dimitri incapaz de falar. Talvez o mais importante, ele estava me encarando.
Eu estava usando o vestido preto, e era tudo o que eu tinha esperado que fosse. De fato, era
de se admirar que Alberta não falou algo sobre o código de vestimenta da escola. O vestido
marcava todos os lugar, e os peitos de nenhuma garota Moroi iriam segurar esse vestido. O
colar de Victor estava pendurado no meu pescoço, e eu tinha secado o meu cabelo
rapidamente, deixando ele solto do jeito que eu sabia que Dimitri gostava. Eu não estava
usando meia-calças porque ninguém usava meia-calças com esses vestidos mais, então meus
pés estavam congelando nos saltos. Tudo belo bem da boa aparência. E eu tinha certeza que
eu parecia muito bem, mas o rosto de Dimitri não estava deixando transparecer nada. Ele
apenas olhou pra mim-olhou, olhou e olhou. Talvez isso dissesse algo sobre a minha aparência
ao invés de palavras. Me lembrando de como Mason meio que tinha segurando minha mão,
eu me afastei dele. Ele e Alberta tinham terminado suas piadinhas, e nós fomos para caminhos
diferentes.
O som da musica estava alto no salão quando chegamos, luzes de natal brancas e – ugh – uma
bola de discoteca lançava para todos os lugares a única luz do que teria sido um quarto escuro.
Corpos giravam, a maioria eram nossos colegas, amontoados na pista de dança. Aqueles que
eram da nossa idade que eram do grupo dos muito descolados se amontoado nas pontas do
salão, esperando por uma oportunidade pra se mandar. Uma quantidade de acompanhantes,
professores, guardiões e Moroi, patrulhavam o lugar, separando os pares que faziam algo mais
que dançar.
Quando eu vi Kirova numa vestido sem mangas, eu virei para Mason e disse, “Você tem
certeza que nós não podemos pegar as bebidas ainda?”
Ele riu e pegou minha mão de novo. “Anda, hora da surpresa.”
Deixando ele me guiar, eu andei pelo salão, cortando caminho pelos calouros que pareciam
jovens de mais para fazer o tipo de exercício pélvico que eles estavam tentando. Onde
estavam os acompanhantes quando nós precisávamos deles? E então eu vi pra onde ele estava
me levando e dei uma parada repentina.
“Não,” Eu disse, sem me mover quando ele segurou minha mão.
“Anda, vai ser ótimo.”
“Você está me levando até o Jesse e o Ralf. O único jeito de que algum dia eu possa ser vista
com eles, e se eu tiver um objeto cortante e estiver mirando entre as pernas deles.”
Ele me puxou de novo.”Não mais. Anda.”
Relutantemente, eu finalmente comecei a me mover: meus piores pesadelos se realizaram
quando alguns pares de olhos se viraram na nossa direção. Otimo. Tudo estava recomeçando.
Jesse e Ralf não nos notaram a principio, mas quando eles perceberam, uma expressão de
entretenimento passou por seus rostos. Primeiro eles viram meu corpo e vestido. A
testosterona tomou conta quando a luxuria puramente masculina brilhou no rosto deles. E
então eles pareceram se dar conta de que era eu e prontamente ficaram aterrorizados. Ótimo.
Mason deu a Jesse um cutucão no seu ombro com a ponta do seu dedo. “Está certo, Zeklos.
Conte a ela.”
Jesse não disse nada, e Mason repetiu o gesto, só que mais forte.
“Conte a ela.”
Sem olhar para os meus olhos, Jesse murmurou, “Rose, nós sabemos que nada daquelas coisas
aconteceram.”
Eu quase engasguei com a minha própria risada. “É mesmo? Wow. Eu estou muito feliz de
ouvir isso.Porque você vê, até você dizer isso, eu estava pensando que tinha acontecido.
Graças a Deus que vocês estavam aqui para arrumar as coisas em seu devido lugar e me dizer
o que diabos eu fiz ou não fiz!”
Ele recuou, e a expressão de Mason se escureceu para algo mais negro.
“Ela sabe disso,” ele rugiu. “Conte a ela o resto.”
Jesse suspirou. ‘Nós fizemos isso porque a Mia nos mandou.”
“E?” Estimulou Mason.
“Nós sentimos muito.”
Mason se virou para Ralf. “Eu quero ouvir de você, garotão.”
Ralf também não me olhava nos olhos, mas ele murmurou algo que parecia vagamente como
um pedido de desculpas.
Parecendo derrotados, Mason ficou mais alegre. “Você ainda não ouviu a melhor parte.”
Eu dei a ele um olhar pelo canto dos olhos. “É? Como a parte onde nós voltamos no tempo e
nada disso aconteceu?”
“Quase tão bom quanto.” Ele cutucou Jesse de novo. “Conte a ela. Conte a ela porque você fez
isso.”
Jesse olhou pra cima e trocou olhares ansiosos com Ralf.
“Caras,” avisou Mason, claramente satisfeito com algo, “Vocês estão fazendo com que
Hathway e eu fiquemos bem irritados. Contem a ela porque vocês fizeram isso.”
Com olhares de que nada poderia ficar pior, Jesse finalmente me olhou nos olhos. “Nós
fizemos isso, porque ela dormiu com nós a gente. Com nós dois.”
A.Vampiro - beijo das sombras (capitulo 18)
DEZOITO
Eu acordei encarando o teto sem graça e branco da clinica. Uma luz filtrada - amenizada para
os pacientes Moroi –brilhava em mim. Eu me sentia estranha, meio desorientada, mas sem
dor.
‘Rose.”
A voz era como seda na minha pele. Gentil.Rica. Virando minha cabeça, eu encontrei os negros
olhos de Dimitri. Ele estava sentado numa cadeira ao lado da cama onde eu estava deitada,
seus cabelos que batiam em seu ombro inclinado pra frente emoldurando seu rosto.
“Hey,” Eu disse, minha voz soando como um resmungo.
“Como você se sente?”
“Estranha. Meio groge.”
“A Dra. Olendzki deu pra você algo pra dor – você parecia bem mal quando nós te trouxemos
aqui.”
“Eu não me lembro disso... quanto tempo eu estive inconsciente?”
“Algumas horas.”
“Deve ter sido forte. Ainda deve ser forte.” Alguns detalhes voltaram. O banco.Meu tornozelo
ficando preso. Eu não conseguia me lembrar muito depois disso.Tentada, eu tentei mover os
dedos do meu pé saudável. “Não dói nada.”
Ele balançou sua cabeça. “Não.Porque você não ficou muito machucada.”
O som do meu tornozelo quebrando voltou na minha mente. “Você tem certeza? Eu lembro...o
jeito que eu cai.Não. Algo deve ter quebrado.” Eu consegui me sentar, para que eu pudesse
olhar para o meu tornozelo.
“Ou pelo menos torcido.”
Ele se moveu pra frente para me impedir. “Tome cuidado. Seu tornozelo pode estar bom, mas
você provavelmente ainda está um pouco fora de si.”
Eu cuidadosamente fui para a ponta da cama e olhei pra baixo.Meus jeans estavam dobrados
pra cima. O tornozelo estava um pouco vermelho, mas eu não tinha machucados ou marcas.
“Deus, eu tive sorte. Se eu tivesse me machucado, isso me tiraria do treino por um tempo.”
Sorrindo, ele voltou pra cadeira. “Eu sei. Você ficou me dizendo isso enquanto eu carregava
você. Você estava bem chateada.”
“Você... me carregou até aqui?”
“Depois que nos quebramos o banco e soltamos o seu pé.”
Cara. Eu perdi bastante coisa. A única coisa melhor que imaginar Dimitri me carregando em
seus braços, era imaginar ele me carregando sem camiseta em seu braços. Então a realidade
da situação me atingiu.
“Eu fui derrubada por um banco,” eu suspirei.
“O que?”
“Eu sobrevivi o dia todo com o negocio de ser guardiã da Lissa, e vocês disseram que eu fiz um
bom trabalho. Então eu voltei pra cá, e conheci a minha queda em um banco.” Ugh. “Você
sabe o quão embaraçoso isso é?E todos aquelas caras viram, também.”
“Não foi sua culpa,” ele disse. “Ninguém sabia que o banco estava podre. Parecia ótimo.”
“Ainda sim. Eu deveria ter ficado na calçada como uma pessoa normal. Os outros novatos vão
gozar com a minha cara quando eu voltar.”
Os lábios dele seguraram um sorriso.”Talvez presentes te animem.”
Eu sentei direito. “Presentes?”
O sorriso escapou, e ele me entregou uma pequena caixa com um pequeno papel.
“Isso é do Principe Victor.”
Surpresa no fato de Victor ter me dado qualquer coisa, eu li a nota. Eram só algumas linhas
escritas com pressa em um pedaço de papel.
Rose-
Estou muito feliz de ver que você não sofreu ferimentos sérios devido a sua queda. Na verdade
foi um milagre. Você leva uma vida charmosa, e Vasilisa tem sorte em ter você.
“Isso foi gentil dele,” eu disse, abrindo a caixa. E então eu vi o que tinha dentro. “Whoa. Muito
gentil.”
Era o colar rosa, o que a Lissa tinha querido me dar mas não podia pagar. Eu o segurei, virando
sua corrente entre as minhas mãos para que o brilhante, diamante ficasse pendurado e livre.
“Isso é bem extremo pra um presente de ‘fique bem logo,” Eu notei, lembrando o preço.
“Na verdade ele comprou em homenagem a você ter ido tão bem no seu primeiro dia como
uma guardiã oficial. Ele viu você e Lissa olhando isso.”
“Wow.” Era tudo o que eu podia dizer. “Eu não acho que eu fiz um trabalho tão bom.”
“Eu acho.”
Sorrindo, eu coloquei o colar de volta na caixa e a coloquei numa mesa ali perto. ‘Você disse
“presentes,” certo? Tipo, mais de um?”
Ele riu abertamente, e o som me envolveu como um carinho. Deus, eu adorava o som da
risada dele. “Isso é meu pra você.”
Ele me deu uma sacola pequena e plana. Deslumbrada e excitada, eu a abri. Gloss, o tipo que
eu gostava. Que eu tinha reclamado pra ele um numero enorme de vezes pra ele que estava
acabando, mas que eu nunca pensei que ele estava prestando atenção.
“Como você conseguiu comprar isso?Eu vi você o tempo todo no shopping.”
“Segredos de guardião.”
“Pra que foi isso? Pelo meu primeiro dia?”
“Não,” ele disse simplesmente. “Porque eu pensei que iria fazer você ficar feliz.”
Sem nem ao menos pensar, eu me inclinei pra frente e o abracei.”Obrigado.”
Julgando pela sua postura dura, eu claramente o peguei de surpresa. E sim... também tinha me
pego de surpresa. Mas ele relaxou alguns momentos depois, e quando ele pos as mão nas
minhas costas, eu pensei que fosse morrer.
“Estou feliz que você esteja bem,” ele disse. Sua boca soava quase como se estivesse quase em
meu cabelo, um pouco acima do meu ouvido.
“Quando eu vi você cair...”
“Você pensou, “Wow, ela é uma perdedora.’”
“Não foi isso que eu pensei.”
Ele foi levemente pra trás, para que ele pudesse me ver melhor, mas ele não disse nada. Seus
olhos eram tão negros e profundos que eu queria mergulhar neles. Olhar pra eles me fez sentir
calor em todo o meu corpo, como se eles tivessem fogo dentro deles. Devagar, com cuidado,
aqueles longos dedos dele traçaram a beira das minhas bochechas, se movendo para cima do
meu rosto. Ao primeiro toque da pele dele na minha, eu me arrepiei. Ele segurou um pouco do
meu cabelo com um dedo, como ele tinha feito na academia. Engolindo, eu arrastei meus
olhos para os seus lábios. Eu estava contemplando o que parecia que seria um beijo. O
pensamento me excitava e assustava, o que era estúpido. Eu tinha beijado muitos caras e
nunca pensei muito sobre isso. Não tinha razão para que outro – mesmo um mais velho –
devesse significar tanto. Ainda sim o pensamento dele diminuindo a distancia e colocando seus
lábios no meu fez o mundo girar. Houve uma batida suave na porta, e eu apressadamente fui
pra trás. A Dra. Olendzki enfiou sua cabeça pra dentro. “Eu pensei que tinha ouvido você falar.
Como se sente?”
Ela andou para mais perto e fez eu me deitar. Tocando e curvando meu tornozelo, ela
procurou por qualquer dano e finalmente balançou a cabeça e então ela tinha terminado.
“Você tem sorte. Com todo o barulho que você fez vindo aqui, eu pensei que teria que
amputar seu pé. Deve ter sido só choque.” Ela deu um passo pra trás.”Eu me sentiria melhor
se você não fizesse seu treinamento normal amanha, mas fora isso, você pode ir.”
Eu dei um suspiro de alivio. Eu não lembrava da minha histeria – e na verdade era meio
embaraçoso que eu tinha feito algo assim – mas eu estava certa sobre o fato de que o tombo
deveria ter causado um osso quebrado ou uma torção. Eu não podia perder tempo aqui; eu
precisava fazer meus testes e me graduar na primavera.
A Dra. Olendzki me liberou pra ir e então eu sair do quarto. Dimitri foi até uma outra cadeira e
me trouxe meus sapatos e um casaco. Olhando pra ele, eu me senti corar um pouco enquanto
eu lembrava o que tinha acontecido antes da doutora entrar.
Ele observou enquanto eu colocava um sapato. “Você tem um anjo da guarda.”
“Eu não acredito em anjos,” eu disse a ele. “Eu acredito no que eu posso fazer por mim
mesma.”
“Bom, então você tem um corpo incrível.” Eu olhei pra cima para ele com um olhar
questionador.
“Para se curar, eu quero dizer. Eu ouvi sobre o acidente...”
Ele não expecificou que acidente era, mas só podia ser um. Falar sobre isso normalmente me
encomodava, mas com ele, eu sentia que podia dizer qualquer coisa.
“Todos falaram que eu não deveria ter sobrevivido,” eu expliquei. “Por causa do lugar onde eu
estava sentada e a forma com o carro bateu na arvore. Lissa era realmente a única que estava
sentada num lugar seguro. Ela e eu saímos ilesas com apenas alguns arranhões.”
“E você não acredita em anjos ou milagres.”
“Nope. Eu –“
É verdadeiramente, um milagre. Você leva uma vida encantadora...
E bem assim, um milhão de pensamentos vieram na minha mente. Talvez... talvez eu tivesse
um anjo da guarda afinal de contas...
Dimitri notou a mudança dos meus sentimentos imediatamente. “Qual o problema?”
Procurando dentro da minha mente, eu tentei expandir nossa ligação e afastar os efeitos
dormentes da medicação. Alguns outros sentimentos de Lissa vieram através da ligação.
Ansiedade. Magoa.
“Onde está Lissa? Ela está aqui?”
“Eu não sei onde ela está. Ela não saia do seu lado quando eu te trouxe aqui. Ela ficou bem
perto da cama, até o doutor chegar. Você se acalmou quando ela sentou perto de você.”
Eu fechei meus olhos e senti como se eu fosse desmaiar. Eu tinha me acalmado quando Lissa
estava perto de mim porque ela tinha aliviado a dor. Ela tinha me curado...
Assim como ela tinha feito na noite do acidente.
Tudo fazia sentido agora. Eu não deveria ter sobrevivido. Todo mundo tinha dito isso. Quem
sabia que tipo de ferimentos eu realmente tinha sofrido? Hemorragia interna. Ossos
quebrados. Não importava porque Lissa tinha concertado, assim como ela concertava tudo
mais. É por isso que ela estava inclinada perto de mim quando eu acordei. É provavelmente
por isso também, que ela desmaiou de exaustão quando eles a levaram para o hospital. Ela
tinha estado exausta por dias depois disso. E foi ai que a sua depressão começou. Tinha
parecido uma reação normal depois de parecer sua família, mas agora eu me perguntava se
não tinha mais além disso, se me curado tinha tido algum papel na situação.
Abrindo minha mente de novo, eu a alcancei, precisando encontra-la. Se ela tinha me curado
não dava pra saber como ela estava se sentindo agora. Seu humor e magia eram ligados, e
esse tinha sido um show de mágica bem intenso. As drogas estavam quase fora do meu
sistema, e bem assim, eu entrei na mente dela. Era quase fácil agora. Uma onda de emoções
tomou conta de mim, pior do que quando os pesadelos dela tomavam conta de mim. Eu nunca
tinha sentido tanta intensidade dela antes. Ela estava sentada na capela, chorando. Ela não
sabia direito porque ela estava chorando. Ela se sentia feliz e aliviada que eu não estava ferida,
que ela tinha sido capaz de me curar. E ao mesmo tempo, ela se sentia fraca tanto mental
quanto fisicamente. Ela estava exausta, como se ela tivesse perdido parte de si. Ela se
preocupava que eu ficasse com raiva porque ela tinha usado seus poderes. Ela temia passar
por mais um dia de aula amanhã, fingindo que ela gostava de estar perto de um bando de
gente que não tinha outro interesse a não ser gastar o dinheiro de sua família e gozar com a
cara daqueles mais feios ou menos populares. Ela não queria ir ao baile com Aaron e ver ele a
olhar com tamanha adoração – e sentir ele tocar ela – quando ela só sentia amizade por ele. A
maioria dessas preocupações eram normais, mas elas a atingiram com força, com mais força
que eles atingiriam uma pessoa normal, eu imaginei. Ela não consegui passar por eles ou
imaginar como resolve-los.
“Você está bem?”
Ela olhou pra cima e tirou seu cabelo de onde estava grudado em suas bochechas. Christian
estava parado na entrada do sótão da igreja. Ela nem tinha ouvido ele subir as escadas. Ela
estava muito perdida em sua própria dor. Um vacilo tanto de raiva como de saudade acendeu
dentro dela.
“Eu estou ótima,’ ela surtoi. Fungando, ela tentou parar de chorar, não querendo que ele a
visse como uma fraca.
Se apoiando contra a parede, ele cruzou seus braços e tinha uma expressão ilegível.
“Você... você quer conversar?”
“Oh...” Ela riu duramente. “Você quer conversar agora?Depois que eu tentei tantas vezes-“
“Eu não queria aquilo! Aquilo foi a Rose-“
Ele a cortou e eu estremeci. Eu tinha sido completamente.
Lissa levantou e foi em direção a ele. “O que tem a Rose?”
“Nada,” Sua mascara de indiferença de volta em seu lugar. “Esqueça.”
“O que tem a Rose?” ela deu um passo mais pra perto. Mesmo através da sua raiva, ela ainda
sentia uma atração inexplicável por ele. E então ela entendeu. “Ela obrigou você, não é? Ela
falou pra você parar de falar comigo?”
Ele ficou olhando pra frente. “Foi provavelmente pro melhor. Eu teria estragado as coisas pra
você. Você não estaria onde está agora.”
“O que isso quer dizer?”
“O que você acha que significa? Deus. As pessoas vivem ou morrem ao seu comando agora,
Vossa Altesa.”
“Você está sendo meio melodramático.”
“Eu estou? O dia todo, eu escuto pessoas falando sobre o que você está fazendo e o que você
está pensando e o que você está usando. O que você aprova. Quem você gosta.Quem você
odeia. Eles são suas marionettes.”
“Não é desse jeito.Além do mais, eu tinha que fazer isso. Para me vingar de Mia...”
Virando seus olhos, ele olhou pra longe dela. “Eu nem sei pelo que você está se vingando
dela.”
A raiva de Lissa aumentou. “Ela fez com o que o Jesse e o Ralf disessem aqueles coisas sobre a
Rose!Eu não podia deixar ela escapar ilesa disso.”
“Rose é durona. Ela teria superado.”
“Você não a viu,” ela respondeu obstinada. “Ela estava chorando.”
“E daí? As pessoas choram. Você está chorando.”
“A Rose não.”
Ele se virou pra ela, com um sorriso negro em seus labios. “Eu nunca vi nada como vocês duas.
Sempre tão preocupadas uma com a outra. Eu entendo ela – é algum tipo de coisa dos
guardiões – mas você é igual.”
“Ela é minha amiga.”
“Eu acho que é assim tão simples. Eu não saberia.” Ele suspirou momentaneamente pensativo,
e então voltou para o modo sarcástico. “De qualquer forma. Mia. Então você se vingou sobre o
que ela fez com a Rose. Mas você está perdendo o ponto. Porque ela fez isso?”
Lissa franzir as sobrancelhas. “Porque ela estava com inveja de mim e Aaron-“
“Tem mais que só isso, Princessa. Porque ela teria ciúmes? Ela já tinha ele. Ela não precisava
atacar você para tê-lo. Ela poderia ter feito um grande show sobre estar com ele. Meio como o
que você faz agora,” ele adicionou ironicamente.
“Ok. O que mais tem aí,então? Porque ela quer arruinar minha vida? Eu nunca fiz nada pra ela
– antes disso tudo, eu quero dizer.”
Ele se inclinou pra frente, com seus olhos azuis-cristalinos encarando os dela.
“Você está certa. Você não fez- mas seu irmão sim.”
Lissa se afastou dele. “Você não sabe nada sobre o meu irmão.”
“Eu sei que ele fudeu a Mia. Literalmente”
“Pare, pare de mentir.”
“Eu não estou. Eu juro por Deus ou pelo que mais você quiser acreditar. Eu costumava
conversar com a Mia de vez em quando, quando ela ainda era caloura. Ela não era muito
popular, mas ela era esperta. Ainda é.Ela costumava trabalhar em muitos comitês com a
realeza – bailes e coisas assim. Eu não sei de tudo. Mas ela conheceu o seu irmão em um
desses comitês, e eles meio que ficaram juntos.”
“Eles não ficaram. Eu saberia. Andre teria me dito.”
“Não. Ele não disse a ninguem. Ele disse a ela não contar também. Ele a convenceu que
deveria ser algum tipo de romance secreto quando, na realidade, ele só não queria que
nenhum de seus amigos soubessem que ele estava ficando pelado com uma garota caloura
que não era da realeza.”
“Se a Mia te falou isso, ela estava inventando,” exclamou Lissa.
“Sim, bom, eu não acho que ela estava inventando quando eu a vi chorando. Ele se cansou
dela algumas semanas depois e a largou. Disse a ela que ela era muito nova e não poderia ficar
serio com uma pessoa que não era de uma boa família. Pelo que eu entendi, ele nem foi legal
sobre o que aconteceu – nem se incomodou com a parte do ‘vamos ser apenas amigos””
Lissa foi pra perto do rosto de Christian. “Você nem conhecia Andre! Ele nunca faria isso.”
“Você não o conhecia. Eu tenho certeza que ele era legal com sua irmãzinha; tenho certeza
que ele te amava. Mas na escola, com os amigos dele, ele era tão idiota quanto o resto da
realeza. Eu o vi porque eu vejo tudo. É fácil quando ninguém nota você.”
Ela segurou um soluço, sem saber se devia ou não acreditar nele. “Então é por isso que Mia me
odeia?”
“Sim. Ela te odeia por causa dele.Isso, e porque você é da realeza e ela fica insegura ao redor
de todos da realeza, e é por isso que ela trabalhou tanto para subir no rank e ser amiga deles.
Eu acho que foi uma coincidência que ela acabou com o seu ex-namorado, mas agora que você
voltou, isso provavelmente fez a situação piorar. Entre rouba-lo e espalha aquela história sobre
os pais dela, vocês escolheram o melhor jeito para fazê-la sofrer. Bom trabalho.”
Uma pequena quantidade de culpa se apoderou dela. “Eu ainda acho que você está
mentindo.”
“Eu sou muitas coisas, mas não sou um mentiroso.Esse é o seu departamento. E o de Rose.”
“Nós não –“
“Contam histórias exageradas sobre a família das pessoas? Dizem que me odeiam? Fingem ser
amigas de pessoas que vocês odeia? Namoram caras que vocês não gostam?”
“Eu gosto dele.”
“Gosta ou GOSTA?”
“Oh, tem uma diferença?”
“Sim. Gosta é quando você namora um grande e loiro idiota e ri das suas piadas estúpidas.”
E então do nada, ele se inclinou pra perto dela e a beijou. Foi quente e rápido e furioso, uma
efusão de raiva e paixão e desejo que Christian sempre manteve preso dentro de si.
Lissa nunca tinha sido beijada daquele jeito, e eu senti a resposata dela, a resposta dela pra ele
– como ele a fazia sentir tão mais viva do que quando ela estava com Aaron ou qualquer outra
pessoa. Christian se afastou do seu beijo mas menteve seu rosto perto do dela. “Isso é o que
você faz com alguém que você GOSTA.”
O coração de Lissa batia com raiva e desejo. “Bom, eu não gosto ou GOSTO de você. E eu acho
que você e Mia estão mentindo sobre Andre. Aaron nunca inventaria algo assim.’
“Isso é porque Aaron não diz nada que necessite de palavras de mais de uma silaba.”
Ela se afastou. “Vai embora.Fique longe de mim.”
Ele olhou em volta se divertindo. “Você não pode me expulsar. Ambos assinamos o aluguel.”
“Sai. Daqui!” ela gritou. “Eu odeio você!”
Ele se curvou. “O que você quiser, Vossa Altesa.” Com um ultimo olhar negro, ele saiu do
sótão.
Lissa caiu de joelhos, deixando sair as lagrimas que ela tinha segurando. Eu mal podia fazer
sentido do que estava machucando ela. Só Deus sabia das coisas que me deixavam chateada –
como o incidente com o Jesse – mas eles não me atacavam da mesma forma. Eles faziam uma
confusão nela, batendo no seu cérebro. As histórias sobre o Andre. O ódio de Mia. O beijo de
Christian. Me curar. Isso, eu percebi, era o que a verdadeira depressão era. Era como se sentir
maluca. Sujeita a sua própria dor aterradora, Lissa tomou a única decisão que ela pode.A única
coisa que ela podia fazer para canalizar aquelas emoções. Ela abriu sua bolsa e encontrou uma
pequena navalha que ela sempre carregava...
Afundando, e ainda sim incapaz de se quebrar, eu senti quando ela cortou seu braço, fazendo
marcas perfeitas, assisti quando o sangue fluiu através de sua pele. Como sempre, ela evitou
veias, mas seus cortes eram mais profundos dessa vez. A dor do corte era horrível, ainda sim
fazendo isso, ela era capaz de se focar na dor física, e se distrair da angustia mental para que
ela pudesse sentir no controle.
Pingos de sangue respingaram no chão sujo, e ela começou a ficar tonta. Ver seu próprio
sangue a intrigava. Ela tinha tirado sangue de outros a sua vida toda. De mim. Dos
alimentadores. Agora, aqui estava vazando. Com uma risada nervosa, ela decidiu que era
engraçado.Talvez por deixar ele sair, ela estivesse dando de volta para aqueles de quem ela
tinha roubado. Ou talvez ela estivesse desperdiçando, desperdiçando o sagrado sangue
Dragomir por qual todo mundo era tão obcecado.
Eu forcei minha saída da cabeça dela, e agora eu podia entender. As emoções dela tinham me
entrelaçado agora – elas eram fortes e muito poderosas. Mas eu tinha que escaper – eu sabia
com todo o meu ser. Eu tinha que impedi-la. Ela estava muito fraca por ter me curado para
perder tanto sangue. Era hora de contar a alguém. Quebrando nossa ligação, eu me encontrei
de volta na clinica. As mãos de Dimitri em cima da minha gentilmente me balançando
enquanto ele dizia o meu nome de novo e de novo num esforço de chamar minha atenção. A
Dra. Olendzki estava atrás dele, com a face negra de preocupação. Eu encarei Dimitri, vendo
de verdade o quanto ele se preocupava e se importava comigo. Christian tinha me dito para
arranjar ajuda, para arranjar alguém a quem eu confiava pra ajudar Lissa. Eu ignorei seus
avisos porque eu não confiava em ninguém exceto ela. Mas olhando para Dimitri agora,
sentindo aquele senso de compreensão que nós partilhávamos, eu sabia que eu confiava em
mais alguém. Eu senti minha voz rachar quando eu falei. “Eu sei onde ela está. Lissa. Nós
temos que ajuda-la.”
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