terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A.Vampiro - aura negra (capitulo 3)


TRÊS
O corredor do meu dormitório estava uma confusão quando eu corri para baixo para a minha
pratica antes das aulas. A comoção não me surpreendeu. Uma boa noite de sono tinha ido
longe o bastante para perseguir as imagens da noite passada, mas eu sabia que nem eu nem
meus colegas iriam esquecer facilmente o que tinha acontecido em aos arredores de Billings.
E ainda sim, enquanto eu estudava os rostos e amontoado dos outros novatos, eu notei algo
estranho. O medo e a tensão de ontem ainda estava presente,certamente, mas havia algo
novo também: excitação. Um grupo de novatos estavam praticamente gritando de alegria
enquanto eles falavam em sussurros apressados. Ali perto, um grupo de caras da minha idade
estava gesticulando selvagemente, olhares entusiasmados em seus rostos.
Eu tinha que estar perdendo algo – a não ser que tudo que tinha acontecido ontem fosse um
sonho. Foi necessária toda minha força de vontade para eu não ir perguntar o que estava
acontecendo. Se eu me atrasasse, eu me atrasaria para o treino. A curiosidade estava me
matando, no entanto. Os Strigois e seus humanos tinham sido encontrados e então mortos?
Isso certamente seriam boas noticias, mas algo me disse que não era esse o caso. Abrindo as
portas da frente, eu lamentei por ter que esperar até o café para descobrir.
“Hath-away, não corra para longe,” uma voz cantarolando chamou.
Eu me virei para olhar e ri. Mason Ashford, outro novato e um bom amigo meu, se aproximou
de mim.
“Quantos anos você tem, doze? Eu perguntei, enquanto continuava me dirigir para o ginásio.
“Quase,” ele disse. “Eu não vi seu rosto sorridente ontem. Onde você estava?”
Aparentemente minha presença na casa dos Badica ainda não tinha vindo a tona. Não era um
segredo nem nada, mas eu não queria discutir nenhum detalhe. “Eu tive um negocio de
treinamento com Dimitri.”
“Deus,” murmurou Mason. “Aquele cara está sempre trabalhando com você. Ele se deu conta
que esta nos privando da sua beleza e charme?”
“Rosto sorridente? Beleza e charme?Você está exagerando um pouco essa manhã, não está?”
Eu ri.
“Hey, eu só estou falando a verdade. Na verdade, você tem tanta sorte em ter alguém tão
agradável e brilhante quanto em que está prestando atenção em você.”
Eu continuei rindo. Mason era um grande paquerador, e ele gostava de me flertar comigo em
especial. Parte disso era só porque eu era boa nisso e flertava de volta. Mas eu sabia que seus
sentimentos em relação a mim eram mais do que apenas amizade, e eu ainda estava decidindo
o que eu achava disso. Ele e eu tínhamos o mesmo senso de humor bobo e freqüentemente
chamávamos atenção a nós mesmos em aula e entre amigos. Ele tinha olhos azuis lindos e um
cabelo vermelho bagunçado que nunca parecia ficar plano. Era fofo.
Mas sair com alguém novo iria ser meio difícil já que eu continuo pensando sobre quando eu
estava semi-nua na cama com Dimitri.
“Agradável e brilhante, é?” eu balancei minha cabeça. “Eu não acho que você presta muita
atenção como você faz com o seu ego. Alguém precisa ser mais humilde.”
“Ah é?” ele perguntou.”Bom, você pode tentar o seu máximo no declive.”
Eu parei de andar. “No que?”
“No declive.” Ele inclinou sua cabeça. “Você sabe, a viagem de esqui.”
“Que viagem de esqui?” Eu estava aparentemente perdendo algo sério.
“Onde você esteve essa manhã?” ele perguntou, me olhando como se eu fosse uma mulher
louca.
“Na cama! Eu só levantei,tipo, a cinco minutos. Agora, comece do inicio e me diga sobre o que
você está falando.” Eu tremi com a falta de movimento. “E vamos continuar andando.” Eu
acrescentei.
“Então, você sabe como tudo mundo estava com medo de deixar seus filhos irem pra casa no
natal?Bom, tem uma enorme estação de esqui em Idaho que é usada exclusivamente pela
realeza e por Moroi ricos. As pessoas que são donas estão a abrindo para os estudantes da
Academia e seus familiares – e na verdade qualquer Moroi que quiser ir. Com todo mundo
num lugar só, vai ter uma enorme quantidade de guardiões para proteger o lugar, então vai
ser completamente seguro.”
“Você não pode estar falando sério,” eu disse. Nós alcançamos o ginásio e entramos saindo do
frio.
Mason acenou gentilmente. “É verdade. O lugar é supostamente incrível.” Ele me deu uma
risada que sempre me fazia sorrir de volta. “Nós vamos viver como a realeza, Rose. Pelo menos
por uma semana. Nós partimos no dia depois do natal.”
Eu fiquei parada lá, excitada e surpresa. Eu não tinha previsto isso. Era uma idéia brilhante,
uma que permitiria as famílias se reunirem com segurança. E que lugar para a reunião! Uma
estação de esqui da realeza. Eu esperava passar a maior parte do meu feriado natalino aqui
assistindo TV com Lissa e Christian. Agora eu estaria vivendo num hotel 5 estrelas. Jantares
com lagosta. Massagens. Instrutores de esqui bonitinhos...
O entusiasmo de Mason era contagiosos. Eu podia sentir ele nascendo em mim, e então, de
repente, eu comecei a pensar.
Estudando meu rosto, ele notou a mudança na hora. “Qual problema? É legal.”
“É,” Eu admiti. “E eu entendo porque todo mundo está excitado, mas a razão pelo qual nós
vamos para esse lugar chique é porque, bem, porque pessoas morreram. Eu quero dizer, isso
não parece estranho?”
A expressão de felicidade de Mason diminuiu um pouquinho. “Si, mas nós estamos vivos, Rose.
Nós não podemos parar de viver porque outras pessoas estão mortas. E nós temos que nos
certificar que mais pessoas não morram. É por isso que esse lugar é uma idéia tão boa. É
seguro.” Seus olhos ficaram tempestuosos. “Deus, eu não posso esperar por nós sairmos
daqui. Depois de ouvir sobre o que aconteceu, eu só quero ir destruir algum Strigoi. Eu queria
que nós pudéssemos ir agora, você sabe? Não tem razão. Eles podiam usar uma ajuda extra, e
nós praticamente sabemos tudo que precisamos. “
A ferocidade em sua voz me lembrou de meu ataque ontem, embora ele não estivesse tão
enlouquecido quanto eu tinha estado. Sua ânsia para agir era impetuosa e ingênua, enquanto
a minha tinha nascido de uma estranha, e irracional escuridão que eu não entendia
completamente ainda.
Quando eu respondi, Mason me deu um olhar surpreso. “Você também não quer?”
“Eu não se, Mase.” Eu encarava o chão, evitando que seus olhos enquanto eu estudava meu
dedão. “Eu quero dizer, eu não quero que os Strigoi lá fora, ataquem as pessoas também. E eu
quero impedi-los em teoria...mas, bom, nós não estamos nem perto de estarmos prontos. Eu
vi o que eles podem fazer... eu não sei. Se apressar não é a resposta.” Eu balancei minha
cabeça e olhei para cima de novo. Que pena. Eu soava lógica e cuidadosa. Eu soava como
Dimitri. “Não é importante já que não vai mesmo acontecer. Eu suponho que nós só
deveríamos estar excitados com a viagem,huh?”
O humor de Mason mudava rápido, e ele ficou relaxado mais uma vez. “Sim. E é melhor você
se lembrar como esquiar, porque eu vou chamar você pra derrubar meu ego lá. Não que vá
acontecer.”
Eu sorri de novo.”Cara, vai ser muito triste quando eu fizer você chorar. Eu meio que já me
sinto culpada.”
Ele abriu sua boca, sem duvida para dar uma resposta espertinha, e então viu algo – ou
melhor, alguém – atrás de mim. Eu olhe pra cima e vi a forma alta de Dimitri se aproximando
do outro lado do ginásio.
Mason fez uma reverencia galanteadora. “Seu lorde e mestre. Nós falamos depois, Hathaway.
Comece a planejar suas estratégias de esqui.” Ele abriu a porta e desapareceu na escuridão
fria. Eu me virei e me juntei a Dimitri.
Como qualquer dhampir novato, eu passava metade do meu dia escolar de um jeito ou de
outro treinando para ser guardiã, entrando tanto em combates físicos ou aprendendo sobre os
Strigoi e como me defender deles. Os novatos também tinham, algumas vezes, aulas pratica
depois da escola. Eu,no entanto, estava numa situação única.
Eu ainda mantinha minha decisão de ter fugido da Academia.Victor Dashkov tinha se mostrado
uma ameaça muito grande para Lissa. Mas nossas férias entendidas tinham vindo com
conseqüências. Estando longe por dois anos fiquei atrasada nas minhas aulas, então a escola
decidiu que eu tinha que recuperar o tempo perdido tendo aulas extras antes e depois da aula.
Com Dimitri.
Mal sabem eles que eles também estavam me dando aulas sobre com evitar a tentação. Mas
minha fora a atração a ele, eu aprendia rápido, e com a ajuda dele,eu quase tinha alcançado os
veteranos.
Como ele não estava usando um casaco, eu sabia que trabalharíamos na parte de dentro hoje,
o que era uma boa noticia. Estava muito frio. Mas nem mesmo a felicidade que eu sentia sobre
isso não era nada comparado com o que eu senti quando eu vi exatamente o que ele tinha
preparado na sala de treinamento.
Tinham bonecos de pratica arrumador perto da parede, bonecos que pareciam bem reais. Não
eram bonecos com algodão dentro. Tinham homens e mulheres, usando roupas normais, de
pele flexível e diferentes cores de cabelo e olhos. Suas expressões variavam de feliz, assustado
e irritados. Eu tinha trabalhado com esses bonecos em outros treinamentos, usando-os pra
praticar socos e chutes. Mas eu nunca tinha trabalhando com eles enquanto segurava o que
Dimitri tinha na mão: uma estaca de prata.
“Legal,” eu perdi o fôlego.
Era idêntica aquela que eu tinha encontrado na casa dos Badica. Tinha um suporte de mão
embaixo, quase como um punho de espada sem aquelas laterais. Era aí que a semelhança com
uma adaga terminava. Ao contrario de uma lamina lisa, a estaca tinha um grosso e
arredondado corpo e que estreitava na ponta, meio parecido a um cortador de gelo. A coisa
toda era um pouco menos que o meu antebraço.
“Por favor me diga que eu vou aprender como fazer aquilo hoje,” eu disse.
Divertimento passou pelos olhos profundamente escuros dele.Eu acho que ele tinha
dificuldade em manter uma cara séria perto de mim as vezes.
“Você vai ter sorte se eu deixar você segurar ela hoje,” ele disse. Ele virou a estaca no ar de
novo. Meus olhos seguiram ansiosamente.Eu comecei a apontar que eu já tinha segurado
uma, mas eu sabia que essa linha lógica não iria me ajudar aqui.
Ao invés disso, eu joguei minha mochila no chão, tirei meu casaco, e cruzei meus braços com
expectativa. Eu estava usando calças folgadas amarradas na cintura e um top com um casaco
por cima.Meu cabelo preto estava puxado para atrás em um rabo de cavalo. Eu estava pronta
pra tudo.
“Você quer que eu te diga quanto tempos elas vão durar e porque eu sempre tenho que ter
cuidado perto delas,” eu anunciei.
Dimitri parou de girar a estaca e me encarou surpreso.
“Anda,” eu ri. “Você não acha que eu sei como eu funciono a essa altura? Nós estamos
fazendo isso a quase 3 meses. Você sempre me faz falar sobre segurança e responsabilidade
antes deu fazer qualquer coisa divertida.”
“Entendo,” ele disse. “Bom, eu acho que você tem tudo sob controle. Por favor, continue com
a aula. Eu vou ficar ali até você precisar de mim de novo.”
Ele enfiou a estaca em uma bainha de couro que estava em seu cinto e então se fez
confortável contra a parede, suas mãos enfiadas nos bolsos. Eu esperei, achando que ele
estava brincando, mas quando ele não disse mais nada, eu notei que ele tinha falado sério.
Encolhendo os ombros, eu comecei a dizer o que sabia.
“Prata sempre tem um grande efeito em qualquer criatura mágica – pode ajudar ou ferir eles
se você colocar poder suficiente nela. Essas estacas são realmente da pesada porque são
necessários quatro Moroi diferentes para fazê-las, e eles usam cada um dos elementos
forjando-a.” Eu franzi as sobrancelhas, de repente considerando algo.”Bem, exceto Espirito.
Então essas coisas são super carregas e são é praticamente a única arma que não exige que o
Strigoi seja decapitado para causar danos – mas para matá-los, tem que atingir diretamente o
coração.”
“Elas vão machucar você?”
Eu balancei minha cabeça. “Não. Eu quero dizer, bem, sim, se você me empalar meu coração
com ela vai, mas não vai me machucar como machucaria um Moroi. Arranhe um Moroi com
ela, e vai atingi-los com força – mas não com tanta força quanto machucaria um Strigoi. E elas
não vão machucar humanos, também.”
Vendo Dimitri me olhando, eu afastei minhas memórias e continuei com a aula. Dimitri
ocasionalmente acenava ou me fazia uma pergunta para esclarecer as coisas. Enquanto o
tempo passava, eu continuava esperando que ele me dissesse que eu tinha terminado e podia
começar a despedaçar os bonecos. Ao invés disso, ele esperou até quase 10 minutos antes do
fim da aula antes de me dirigir a uma deles – era um homem com cabelo loiro e barbicha.
Dimitri tirou a estaca da bainha mas não me deu ela.
“Onde você vai colocar isso?” ele perguntou.
“No coração,” eu respondi irritada. “Eu já disse a você isso um monte de vezes. Você pode me
dar ela agora?”
Ele se permitiu um sorriso. “Onde é o coração.”
Eu dei a ele um olhar você-está-falando-sério. Ele meramente deu nos ombros.
Com uma ênfase super dramática, eu apontei para o lado esquerdo do peito do boneco.
Dimitri balançou sua cabeça.
“Aí não é onde o coração fica,” ele me disse.
“Claro que é. As pessoas colocam suas mãos sobre o coração quando eles dizem o Juramento a
Bandeir e cantam o hino nacional.”
Ele continuou a me encarar com a expectativa.
Eu me virei para o boneco e o estudei. No fundo do meu cérebro, eu lembrava muito bem das
aulas de CPR* (*ressuscitação cardiopulmonar) e onde nós colocávamos as mãos. Eu bati no
centro do peito do boneco.
“É aqui?”
E arqueou uma sobrancelha. Normalmente eu achava que isso era frio. Hoje era só irritante.
“Eu não sei,” ele disse. “É?”
“Isso é o que eu estou perguntando a você!”
“Você não deveria ter que perguntar. Você não tem aula de fisiologia?”
“Sim. Aulas de calouros. Eu estava de “férias,” lembra?” Eu apontei para a estaca brilhante.
“Eu posso tocá-la agora por favor?”
Ele virou a estaca de novo, fazendo um flash de luz, e então ela desapareceu na bainha. “Eu
quero que você me diga onde é o coração na próxima vez que nos encontrarmos. Exatamente
onde. E eu quero saber o que tem no caminho dele também.”
Eu dei a ele um olhar feroz, que – julgando pela sua expressão – não tinha sido tão feroz. Nove
de dez vezes, eu achava que o Dimitri era a coisa mais sexy do mundo. Então, tinha uma vez
como essa...
Eu fui até o primeira aula, uma aula de combate, de mal humor. Eu não gostava de parecer
incompetente na frente de Dimitri, e eu realmente, realmente queria usar uma daquelas
estacas. Então na aula eu descontei minha irritação em qualquer um que eu podia socar e
chutar. Até o fim da aula, ninguém queria fazer par comigo. Eu tinha acidentalmente acertado
Meredith – uma das poucas outras garotas na minha aula – tão forte que ela bateu sua perna
no acolchoado. Ela teria um machucado feio e continuava a olhar para mim como se eu tivesse
feito de propósito. Minhas desculpas foram vãs.
Depois, Mason me encontrou de novo. “Oh, cara,” ele disse, estudando meu rosto. “Quem
irritou você?”
Eu imediatamente comecei minha história sobre a estaca e desgraça do coração.
Para minha irritação, ele riu. “Como você não sabe onde fica um coração? Especialmente
considerando quantos deles você quebrou?”
Eu lancei a ele o mesmo olhar feroz que eu tinha dado a Dimitri. Dessa vez, funcionou. O rosto
de Mason ficou pálido.
“Belikov é um homem, doente e mal que deveria ser jogado em um poço de violentas víboras
pela grande ofensa que ele cometeu contra você essa manhã.”
“Obrigado.” Eu disse com precisão. Então, eu considerei. “Víboras podem ser violentas?”
“Eu não vejo porque não. Tudo pode ser. Eu acho.” Ele manteve a porta do corredor aberta
para mim. “ Gansos canadenses podem ser piores que víboras no entanto.”
Eu dei a ele um olhar pelo canto do olho. “Gansos canadenses são mais mortais que víboras?”
“Você já tentou alimentas aqueles pequenos bastardos?” ele perguntou, tentando parecer
sério e falhando. “Eles são horríveis. Você é jogado para víboras você morre rápido. Mas
gansos? Isso dura dias. Mais sofrimento.”
“Wow.Eu não sei se eu deveria ficar impressionada ou assustada que você pensou sobre isso,”
eu observei.
“Apenas tentando criar jeitos criativos de vingar sua honra, só isso.”
“Você apenas nunca me pareceu um tipo criativo, Mase.”
Nós estávamos fora da sala de aula antes do segundo período começar. A expressão de Mason
ainda era leve e brincalhona, mas tinha uma nota sugestiva quando ele falou de novo. “Rose,
quando eu estou perto de você, eu penso em todo o tipo de coisas criativas para fazer com
você.”
Eu ainda estava rindo das víboras e parei bruscamente, olhando pra ele surpresa. Eu sempre
pensei que Mason era bonitinho, mas como aquele olhar sério e fumegante, de repente me
ocorreu pela primeira vez que ele era meio sexy.
“Oh, veja isso,” ele riu, o quanto ele tinha me pego de guarda baixa. “Rose ficou sem palavras.
Ashford 1, Hathaway 0.”
“Hey, eu não quero fazer você chorar antes da viagem. Não vai ser divertido se eu já tiver
quebrado você antes mesmo de nós irmos para as montanhas.”
Ele riu, e então fomos para a aula. Essa era uma aula sobre a teoria dos guarda-costas, uma
que era dada em uma sala de aula ao invés do campo pratico. Era um ótimo descanso de todos
os exercícios práticos. Hoje, tinham três guardiões parados lá na frente que não eram da
escola. Visitantes devido ao feriado, eu notei. Os pais e seus guardiões já tinham começado a
chegar no campus para acompanhar seus filhos na estação de esqui.Meu interesse foi
provocado imediatamente.
Um dos convidados era um cara alto que parecia ter uns 100 anos mas que ainda podia
quebrar a pau. O outro cara que mais ou menos da idade de Dimitri. Ele tinha uma pele
profundamente bronzeada e tinha um corpo bom o suficiente para que algumas garotas
parecessem prestes a desmaiar.
O ultimo guardião era uma mulher. Seu cabelo moreno estava cortado e enrolado, e seus
olhos marrons estavam estreitos perdidos em pensamentos. Como eu disse, muitas mulheres
dhampirs tinham escolhido criar seus filhos ao invés de serem guardiãs. Já que eu também era
uma das mulheres nessa profissão, era sempre excitante conhecer outras – como Tamara.
Mas, essa não era Tamara. Essa era alguém que eu conhecia a anos, alguém que despertava
qualquer coisa mas não orgulho ou excitação. Ao invés disso, eu sentia ressentimento.
Ressentimento, raiva, e ultraje.
A mulher parada na frente da turma era minha mãe.

A.Vampiro - aura negra (capitulo 2)


DOIS
Dimitri fez uma ligação e um verdadeiro time da SWAT apareceu.
Demorou algumas foram, no entanto, e cada minuto gasto esperando parecia um ano. Eu
finalmente não pude mais agüentar e voltei para o carro. Dimitri examinou a casa mais a fundo
e depois veio sentar comigo. Nenhum de nós disse uma palavra enquanto esperávamos. Um
slide show dos terríveis acontecimentos continuava a passar na minha mente. Eu me sentia
assustada e sozinha e eu desejava que ele me abraçasse ou me confortasse de algum jeito.
Imediatamente, eu me censurei por querer isso. Eu me lembrei pela centésima vez que ele era
meu instrutor e não tinha que ficar me segurando, não importava a situação. Além do mais, eu
queria ser forte. Eu não precisava sair correndo atrás de um cara toda vez que as coisas
ficavam difíceis.
Quando o primeiro grupo de guardiões apareceu, Dimitri abriu a porta do carro e olhou para
mim. “Você deveria ver como isso funciona.”
Eu não queria ver mais nada naquela casa,honestamente, mas eu o segui de qualquer jeito.
Aqueles guardiões me eram estranhos, mas Dimitri os conhecia. Ele sempre parecia conhecer
todo mundo. Esse grupo ficou surpreso por encontrar uma novata na cena, mas nenhum deles
protestou contra a minha presença.
Eu andei atrás deles enquanto eles examinavam a casa. Nenhum deles tocou nada, mas eles se
ajoelharam perto dos corpos e estudaram as manchas de sangue e a janela quebrada.
Aparentemente, os Strigoi tinham entrado na casa através de mais do que só a porta da frente
e o pátio.
Os guardiões falavam em tons rígidos, sem mostrar o nojo e o medo que eu sentia. Eles eram
como maquinas. Um deles, a única mulher no grupo, se ajoelhou perto de Arthur Schoenberg.
Eu fiquei intrigada já que guardiões mulheres são tão raras. Eu ouvi Dimitri a chamar de
Tamara, e ela parecia ter uns 25 anos. Seu cabelo preto mal tocava seus ombros, o que era
comum para guardiãs.
Tristeza apareceu em seus olhos verdes enquanto ela estudava o rosto do guardião morto.
“Oh,Arthur,” ela disse. Como Dimitri, ela conseguia transmitir várias coisas em apenas algumas
palavras. “Nunca pensei que veria esse dia. Ele era o meu mentor.” Com outro suspiro, Tamara
se levantou.
Seu rosto tinha se tornando todo ocupado de novo, como se o cara que a tinha treinado não
estivesse deitado ali na frente dela. Eu não podia acreditar. Ele era o mentor dela. Como ela
podia manter esse tipo de controle? Por meio segundo, eu imaginei ver Dimitri morto no chão
ao invés dele. Não. Eu nunca conseguiria ficar calma no lugar dela. Eu teria enlouquecido. Eu
teria gritado e chutado coisas. Eu teria batido em qualquer um que tentasse me dizer que tudo
estaria bem.
Felizmente, eu não acreditava que ninguém pudesse derrubar Dimitri. Eu tinha visto ele matar
um Strigoi sem nem mesmo suar. Ele era invencível. Totalmente poderoso. Bom.
É claro, Arthur Schoenberg também tinha sido.
“Como eles podem ter feito isso?” Eu disse de repente. Seis pares de olhos se viraram pra
mim. Eu esperava um olhar disciplinado de Dimitri devido a minha explosão, mas ele parecia
meramente curioso. “Como eles podem ter matado ele?”
Tamara encolheu um pouco os ombros, seu rosto ainda composto. “Do mesmo jeito que eles
matam todos os outros. Ele é mortal, assim como o resto de nós.”
“Sim, mas ele... você sabe. Arthur Schoenberg.”
“Nos diga você, Rose,” disse Dimitri. “Você viu a casa. Nos diga como eles conseguiram.”
Enquanto todos eles me olhavam, eu me dei conta que eu talvez fosse fazer o teste afinal de
contas.Eu pensei sobre o que eu ouvi e vi, eu engoli, tentando descobrir como o impossível
tinha se tornado possível.
“Tem quatro pontos de entrada, o que significa pelo menos 4 Strigoi.Tinha sete Moroi...” A
família que vivia aqui tinha convidados, fazendo o massacre aumentar. Três das vitimas eram
crianças”... e três guardiões. Muitas mortes. Quatro Strigoi não poderiam pegar tantos. Seis
provavelmente poderiam se eles fossem atrás dos guardiões primeiro e os pegassem de
surpresa. A família ficaria em pânico para lutar.”
“E como eles pegaram os guardiões de surpresa?” Dimitri estimulou.
Eu hesitei. Guardiões, como regra geral, não eram pegos de surpresa. “Porque os wards se
quebraram. Em uma casa sem wars, provavelmente haveria um guardião andando no jardim a
noite. Mas eles não fizeram isso aqui.”
Eu esperei pela próxima pergunta obvia com os wards tinham sido quebradas. Mas Dimitri não
perguntou. Não tinha necessidade. Todos sabíamos. Todos tínhamos visto a estaca. De novo,
um calafrio percorreu minha espinha. Humanos trabalhando com Strigoi – um grupo grande de
Strigoi.
Dimitri simplesmente acenou como um sinal de aprovação, e o grupo continuou sua analise.
Quando nós alcançamos o banheiro, tentei não encarar. Eu já tinha visto esse aposento com
Dimitri mais cedo e não tinha vontade de repetir a experiência. Tinha um homem morto ali, e
seu sangue seco se destacava contrastando contra o azulejo branco. E também, já que esse
quarto ficava mais no interior, não era estava tão frio como na tinha sido no pátio. Sem
preservação. O corpo não cheirava mal ainda, exatamente, mas também não tinha um cheiro
legal.
Mas quando eu comecei a me virar para sair, eu vislumbrei algo vermelho escuro – era mais
pra marrom, na verdade – no espelho. Eu não tinha notado antes porque o resto da cena tinha
tomado minha atenção. Tinham palavras no espelho, feitas com sangue.
Pobres, pobres Badicas. Sobraram tão poucos. Uma família real quase destruída. Outras irão
também.
Tamara bufou enojada e se afastou do espelho, estudando outros detalhes no banheiro.
Enquanto nos saiamos, aquelas palavras se repetiram na minha mente. Uma família real quase
destruída. Outras irão também.
Os Badicas eram uma família real pequena, isso era verdade. Mas os que tinham sido mortos
aqui não eram os únicos que restavam. Tinha provavelmente uns 200 Badicas sobrando. Isso
não era tanto quanto uma família como, digamos, os Ivashkovs. Essa família real em particular
era enorme e estava espalhada. Tinham, no entanto, muito mais Badicas que alguns das outras
famílias reais.
Como os Dragomirs.
Lissa era a única que restava.
Se os Strigoi queriam destruir a linhagem das famílias reais, não tinha nada melhor do que ir
atrás dela. Sangue Moroi dava poder aos Strigoi, então eu entendia que eles desejassem isso.
Eu suponho que ir atrás especificamente das famílias reais era simplesmente parte de sua
natureza cruel e sádica. Era irônico que os Strigoi quisessem destruir a comunidade dos Moroi,
já que muitos deles uma vez tinham sido parte dela.
O espelho e seu aviso me consumiu pelo resto do tempo em que estivemos na casa, e meu
choque e medo se transformaram em raiva. Como eles podiam fazer isso? Como uma criatura
podia ser tão louca e má para fazer isso com uma família inteira – que eles quisessem varrer
uma linhagem sanguínea inteira? Como qualquer criatura podia fazer isso se eles já tinham
sido como eu e Lissa?
E pensando em Lissa – pensando na vontade dos Strigoi de destruir a família dela também –
espalhou uma raiva negra em mim. A intensidade daquela emoção quase me derrubou. Era
algo negro e podre, irritando e aumentando. Uma tempestade começou. Eu de repente queria
rasgar em pedaços cada Strigoi em que eu conseguisse por as mãos.
Quando eu finalmente entrei no carro para voltar para St. Vladimir com Dimitri, eu bati a porta
com tanta força que foi uma surpresa ela não ter caído.
Ele me olhou surpreso. “O que foi?”
“Você está falando sério?” eu exclamei, incrédula. “Como você pode perguntar isso? Você
esteve lá. Você viu aquilo.”
“Eu vi,” ele concordou. “Mas eu não estou descontando no carro.”
Eu pus o cinto e continuava irritada. “Eu odeio eles. Eu odeio todos eles! Eu queria que eles
estivessem lá. Eu teria arrancado suas gargantas!”
Eu estava quase gritando. Dimitri me encarava, seu rosto calmo, mas ele estava claramente
impressionado com a minha explosão.
“Você acha mesmo que isso é verdade?” ele me perguntou. “Você acha que poderia ter se
saído melhor que Art Schoenberg depois de ter visto o que os Strigoi fizeram lá dentro? Depois
de ver o que Natalie fez com você?”
Eu vacilei. Eu tinha me enrolado com a prima de Lissa, Natalie, quando ela se tornou uma
Strigoi, logo antes de Dimitri aparecer e salvar o dia. Mesmo como uma Strigoi nova – fraca e
descoordenada – ela me jogou contra a parede.
Eu fechei meus olhos e respirei fundo. De repente, eu me sentia idiota. Eu tinha visto o que um
Strigoi podia fazer. Eu correndo impetuosamente e tentando salvar o dia só iria resultar numa
morte rápida. Eu ainda estava me desenvolvendo como guardiã, mas eu ainda tinha muito a
aprender – e nenhuma garota de dezessete anos poderia vencer seis Strigoi.
Eu abri meus olhos. “Sinto muito,” eu disse, ganhando controle de mim mesma. A raiva que
tinha explodido dentro de mim tinha desaparecido. Eu não sabia da onde ela tinha vindo. Eu
tinha um pavio curto e agia impulsivamente, mas isso tinha sido intenso e ruim até mesmo
para mim. Estranho.
‘Está tudo bem,’ disse Dimitri. Ele se inclinou e pos sua mão na minha por alguns segundos.
Então ele a removeu e ligou o carro. “Foi um dia longo. Para todos nós.”
Quando nós voltamos para a Academia St. Vladimir perto da meia noite, todos sabiam sobre o
massacre. O dia da escola de vampiros tinha acabado de terminar, e eu não dormia fazia mais
de 24 horas. Eu meus olhos estavam turvos e preguiçosos, e Dimitri me ordenou para ir para o
meu dormitório e dormir um pouco. Ele, é claro, parecia alerta e pronto pra qualquer coisa. As
vezes eu não tinha certeza se ele dormia. Ele foi até se consultar com outros guardiões sobre o
ataque, e eu prometi a ele que iria direto pra cama. Ao invés disso, eu fui até a biblioteca assim
que ele saiu. Eu precisava ver Lissa, e nossa ligação me disse que era lá que ela estava.
Estava escuro enquanto eu andava no corredor de pedra e cruzava a quadra do meu
dormitório até o prédio principal da escola secundária. Neve tinha coberto a grama
completamente, mas a calçada tinha sido meticulosamente limpa de todo o gelo e neve. O que
lembrou da casa negligenciada dos Badica.
O prédio comunitário era grande e tinha a aparência meio gótica, mas apropriada a um set de
um filme medieval do que uma escola. Lá dentro, o ar de mistério e história antiga continuava
a penetrar no prédio: paredes de pedra elaboradas e pinturas antigas lutavam contra os
computadores e luzes fluorescentes. A tecnologia moderna tinha espaço aqui, mas nunca
dominaria.
Entrando pelo portão eletrônico da biblioteca, eu imediatamente me dirigi para um dos cantos
onde os livros de geografia e viagem eram mantidos. Certa o suficiente, eu encontrei Lissa
sentada no chão, encostada em uma estante.
“Hey,” ela disse, olhando por cima do livro aberto em seu joelho. Ela tirou alguns fios de seu
cabelo do seu rosto. Seu namorado, Christian, estava no chão perto dela, sua cabeça recostada
em seu outro joelho. Ele me saudou com um aceno. Considerando o antagonismo que as vezes
surgia entre nós, isso era quase como me dar um grande abraço. Apesar do seu pequeno
sorriso, eu podia sentir a tenção e o medo nela; fluía através da ligação.
“Você soube,” eu disse, sentando com as pernas cruzadas.
Seu sorriso desapareceu, e os sentimentos de medo e inquietação aumentaram. Eu gostava
que a nossa ligação me permitisse protegê-la melhor, mas eu não precisava ter meus próprios
sentimentos problemáticos ampliados.
“É horrível,” ela disse estremecendo. Christian colocou seus dedos nos dela. Ele apertou sua
mão. Ela apertou de volta. Esses dois estavam tão apaixonados e eram tão doces um com o
outro que eu sentia necessidade de escovar meus dentes perto deles. Eles estavam subjugados
agora, no entanto, devido a noticia do massacre. “Eles estão dizendo... eles dizem que tinha
seis ou sete Strigoi. E que humanos ajudaram a quebrar os wards.”
Eu inclinei minhas costas contra uma prateleira. As noticias realmente viajam rápido. De
repente, me senti tonta. “É verdade.”
“Mesmo?” perguntou Christian. “Eu pensei que isso era só paranóia.”
“Não...” eu me dei conta que ninguém sabia onde eu tinha estado hoje. “Eu... eu estava lá.”
Os olhos de Lissa cresceram, choque cruzou seu rosto. Até mesmo Christian – o representante
da “esperteza” – parecia desgostoso. Se não fosse pelos horror de tudo, eu teria ficado
satisfeita em pega-lo de guarda baixa.
‘Você está brincando,” ele disse, com a voz incerta.
“Eu pensei que você fosse fazer seu teste Qualificativo...” As palavras de Lissa morreram.
“Eu deveria,” eu disse. “Foi o tipo de coisa da hora errada no lugar errado.O guardião que iria
aplicar o teste morava lá. Dimitri e eu entramos, e...”
Eu não pude terminar. Imagens de sangue e morte que tinham enchido a casa dos Badica
apareceram na minha mente de novo. Preocupação cruzou o rosto de Lissa e a nossa ligação.
“Rose, você está bem?” ela perguntou gentilmente.
Lissa era minha melhor amiga, mas eu não queria que ela soubesse o quão assustada e
chateada a coisa toda tinha me deixado. Eu queria ser corajosa.
“Ótima,” eu disse, com os dentes trincados.
“Como é que foi?” perguntou Christian. A curiosidade encheu sua voz, mas tinha culpa ali
também – ele sabia que era errado querer saber sobre algo tão horrível. Mas ele não pode se
impedir de perguntar. Falta de controle em segurar impulsos era uma coisa que tínhamos em
comum.
“Foi...” eu balancei minha cabeça.”Eu não quero falar sobre isso.”
Christian começou a protestar, e então Lissa pos a mão através do cabeço dele. O gesto de
censura o silenciou. Houve um momento de constrangimento entre nós. Lendo a mente de
Lissa, eu senti ela procurar um tópico novo desesperadamente.
“Eles dizem que isso vai estragar nossas visitas de natal,” ela me disse depois de mais alguns
segundos. “A tia de Christian vai vir visitar, mas a maioria das pessoas não quer viajar, e
querem que seus filhos fiquem aqui seguros. Eles estão apavorados com o grupo de Strigoi.”
Eu não tinha pensado nas conseqüências de um ataque assim. Nós estávamos a apenas uma
semana mais ou menos de distancia do natal. Normalmente, tinha uma grande quantidade de
viagens no mundo Moroi essa época do ano. Estudantes iam pra casa visitar seus pais; pais
vinham ficar no campus e visitar seus filhos.
“Isso vai manter muitas famílias separadas,” eu murmurei.
“E atrapalhar muitos encontros da realeza,” disse Christian. Sua breve seriedade desapareceu;
seu ar de espertinho tinha voltado.”Você sabe como eles são nessa época do ano – sempre
competindo uns com os outros para dar a maior festa. Eles não vão saber o que fazer por si
mesmos.”
Eu não podia acreditar. Minha vida era sobre lutar, mas os Moroi certamente tinham sua parte
em brigas internas – particularmente os nobres e a realeza. Eles travavam suas próprias
batalhas com palavras e alianças políticas, e honestamente, eu prefiro o método mais direto
de socar e chutar. Lissa e Christian particularmente tinham que navegar por águas
problemáticas. Eles eram de famílias reais, o que significa que eles tinham muita atenção
dentro e fora da Academia.
A coisa era pior para eles do que para a maioria dos Moroi da realeza. A família de Christian
vivia sobre as sombras dos pais dele.Eles tinham se tornado Strigoi de propósito, trocando sua
mágica e moral para se tornarem imortais e sub existir matando outros. Seus pais estavam
mortos agora, mas isso não impediu as pessoas de desconfiar dele. Eles pareciam pensar que
ele se tornaria um Strigoi a qualquer momento e levaria todos os outros com ele. Sua grosseria
e senso de humor negro não também não ajudavam.
A atenção a Lissa vinha do fato dela ser a ultima de sua família. Nenhum outro Moroi tinha
sangue Dragomir o suficiente para receber o nome. O futuro marido dela provavelmente teria
o suficiente em sua arvore genealógica para se certificar que seus filhos fossem Dragomirs,
mas por enquanto, ser a única fazia dela meio que uma celebridade.
Pensar nisso de repente me lembrou do aviso no espelho. Náusea cresceu em mim. Aquela
raiva e desespero reapareceu, mas eu a mandei para longe com uma piada.
“Vocês deveriam tentar resolver o problema de vocês como nós fazemos. Uma briga poderia
fazer bem para a realeza.”
Lissa e Christian riram. Ele olhou pra ela com um sorriso bobo, mostrando suas presas como
ele fazia. “O que você acha? Eu aposto que eu podia te pegar se nós brigássemos.”
“Bem que você queria,” ela provocou. Seus sentimentos perturbados diminuíram.
“Eu queria na verdade,” ele disse encarando-a.
Tinha uma intensa nota sensual em sua voz que fez o coração dela disparar. Inveja se apossou
de mim. Ela e eu tínhamos sido amigas a vida inteira. Eu podia ler a mente dela. Mas o fato
permanecia: Christian era uma grande parte do mundo dela agora, e ele tinha um papel que
eu nunca teria – assim como ele nunca seria parte da conexão que existia entre ela e eu. Nós
dois meio que aceitamos mas não gostávamos do fato que tínhamos que dividir a atenção
dela, e de vez enquanto, parecia que a trégua que tínhamos feito para o bem dela se
manchava.
Lissa passou sua mão em suas bochechas. “Comporte-se.”
“Eu me comporto,” ele disse a ela, sua voz ainda um pouco enferrujada. “Às vezes. Mas as
vezes você não quer que eu...”
Suspirando, eu me levantei. “Otimo. Eu vou deixar vocês dois sozinhos agora.”
Lissa piscou e arrastou seus olhos para longe de Christian, de repente parecendo embaraçada.
“Desculpe,” ela murmurou. Ela corou delicadamente. Já que ela era pálida como qualquer
Moroi, isso meio que fez ela parecer mais bonita. Não que ela precisasse de muita ajuda nesse
departamento. “Você não tem que ir...”
“Não, está tudo bem. Estou exausta,” eu assegurei a ela. Christian não parecia muito chateado
por mim partir. “Eu falo com você amanhã.”
Eu comecei a ir embora, mas Lissa me chamou. “Rose? Você...você tem certeza que está bem?
Depois de tudo que aconteceu?”
Eu encarei seus olhos cor de jade. “Estou bem. Nada pra se preocupar a não ser vocês dois
rasgando as roupas um do outro antes que eu tenha a chance de ir embora.”
“Então é melhor você ir agora,” disse Christian secamente.
Ela cotovelou ele, e eu virei os olhos. “Boa noite,” eu disse a eles.
Assim que eu virei de costas, meu sorriso desapareceu. Eu me dirigi ao meu quarto com um
coração pesado, esperando não sonhar sobre os Badicas hoje a noite.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A.Vampiro - aura negra (capitulo 1)


Frostbite
Vampire Academy Livro 2
Richelle Mead




UM
Eu não pensei que meu dia poderia ficar pior até que a minha melhor amiga me disse que ela
podia estar enlouquecendo. De novo.
“Eu... o que foi que você disse?”
Eu estava parada do corredor do quarto dela, curvada sobre um das minhas botas e ajustando
ela. Levantando minha cabeça, observei seus pensamentos através da confusão do cabelo
negro que cobria meu rosto. Eu tinha dormindo depois da aula me atrasando, e passava
apressadamente a escova nos cabelos para conseguir sair a tempo.
O cabelo de Lissa loiro platina estava liso e macio, é claro, suspenso por cima dos seus ombros
como um véu de núpcias enquanto ela me observava com diversão.
“Eu disse que eu acho que as minhas pílulas podem não estar mais funcionando tão bem.”
Eu me ajeitei e tirei o cabelo do meu rosto. “O que isso significa?” eu perguntei. A nossa volta,
Moroi passavam com pressa, enquanto se dirigiam ao encontro de amigos para ir para o
jantar.
“Você começou...” eu baixei minha voz.”Você começou a ter seus poderes de volta?”
Ela balançou a cabeça, e eu vi um flash de arrependimento em seus olhos. “Não... eu me sinto
mais perto da mágica, mas eu ainda não posso usá-la. O que eu tenho notado principalmente é
um pouco daquela outra coisa, você sabe... eu estou ficando mais deprimida de vez em
quando. Nada nem perto do que costumava ser,” ela adicionou apressadamente, vendo meu
rosto. Antes dela tomar suas pílulas, os humor de Lissa podia ficar tão ruim que ela se cortava.
“É só um pouco mais do que era.”
“E quanto as outros coisas que você costumava sentir? Ansiedade? Pensamentos ilusórios?”
Lissa riu, sem levar nada daquilo tão serio quanto eu. “Você soa como se tivesse lido livros de
psicanálise.”
Na verdade eu tinha lido. “Eu só estou preocupada com você. Se você acha que as pílulas não
estão mais funcionando, nós precisamos contar a alguém.”
“Não,não.” Ela disse rapidamente. “Eu estou bem, de verdade. Elas ainda estão funcionando...
só não tão bem. Eu não acho que a gente deva entrar em pânico ainda. Especialmente vocênão
hoje, pelo menos.”
A mudança de assunto funcionou. Eu descobri a uma hora que eu iria fazer meu teste
qualificativo hoje. Era um exame- ou melhor, uma entrevista- que todos os guardiões novatos
tinham que passar na Academia St. Vladimir. Já que eu estava escondida com Lissa ano
passado, eu perdi o meu. Hoje eu ia ser levada para um guardião em algum lugar fora do
campus que iria me fazer o teste. Obrigada pelo aviso, gente.
“Não se preocupe comigo,” Lissa repetiu, sorrindo. “Eu vou falar pra você se ficar pior.”
“Ok,” eu disse relutantemente.
Só pra ter certeza, e abri meus sentidos e me permiti sentir o que ela realmente sentia através
da nossa ligação. Ela estava dizendo a verdade. Ela estava calma e feliz essa manhã, nada para
se preocupar. Mas no fundo da sua mente, eu senti um ponto negro, sentimentos
desconfortáveis. Não estava consumindo ela nem nada, mas tinha o mesmo sentimento de
duvidas da depressão e da raiva que ela costumava ter. Era apenas um pouco, mas eu não
gostei. Eu não queria aquilo ali. Eu tentei entrar ainda mais na mente dela para que eu
pudesse sentir melhor suas emoções e de repente eu tive a experiência estranha de tocar. Um
sentimento meio enjoativo tomou conta, e eu sai da cabeça dela. Um pequeno calafrio
percorreu meu corpo.
“Você está bem?” Lissa perguntou, franzindo a testa. “Você parece enjoada de repente.”
“Só... nervosismo pelo teste,” eu menti. “Hesitantemente, eu alcancei nossa ligação de novo. A
escuridão tinha desaparecido completamente. Sem traços. Talvez não tivesse nada errado com
as pílulas dela afinal de contas. “Eu estou bem.”
Ela apontou para o relógio. “Você não vai estar se não correr.”
“Merda,” eu xinguei. Ela estava certa. Eu dei nela um abraço rápido.”Vejo você mais tarde!”
“Boa sorte!” ela gritou.
Eu corri através do campus e encontrei meu mentor, Dimitri Belikov, esperando ao lado de um
Honda. Que chato. Eu suponho que eu não poderia esperar que a gente andasse pelas
montanhosas estradas de Montana em um Porsche, mas seria legal andar em algo mais
bacana.
“Eu sei, eu sei,” eu disse, vendo seu rosto. “Eu sinto muito estou atrasada.”
Eu lembrei então que eu tinha um dos testes mais importantes da minha vida chegando, e de
repente, eu esqueci completamente de Lissa e suas pílulas que possivelmente não
funcionavam. Eu queria protegê-la, mas isso não significaria muito se eu não pudesse passar
na escola e me tornar realmente uma guardiã.
Dimitri estava parado ali, parecendo lindo como sempre. O massivo, edifício de tijolos nos
deixava nas sombras, pairando como se fosse uma grande predadora na escuridão pouco
antes de amanhacer. Ao nosso redor, neve estava começando a cair. Eu vi com a luz, flocos
cristalinos caindo gentilmente. Vários pousaram e derreteram no seu cabelo escuro.
“Quem mais está indo?” eu perguntei.
Ele deu nos ombros. “Só você e eu.”
Meu humor de repente mudou de “feliz” para “empolgado.” Eu e Dimitri. Sozinhos. Em um
carro. Esse pode muito bem valer um teste surpresa.
“É muito longe?” Silenciosamente, eu implorei para que fosse uma viagem bem cumprida.
Tipo, uma que demorasse uma semana. E que envolvesse nós passarmos a noite em hotéis
luxuosos. Talvez nós batêssemos num banco de neve, e só calor corporal nos mantivesse vivos.
“Cinco horas.”
“Oh.”
Um pouco menos do que eu esperava. Mas ainda sim, 5 horas era melhor que nada. E eu
também não descartei a possibilidade do banco de neve.
A estrada escura e cheia de neve teria sido difícil para humanos navegarem, mas elas não se
mostraram como um problema para os olhos dos dhampir. Eu olhava para frente, tentando
não pensar sobre como o pós barba de Dimitri enchia o carro com um limpo, e afiado cheiro
que me fazia querer derreter. Ao invés disso, eu tentei me focar no teste de novo.
Não era o tipo de coisa para o qual você podia estudar. Ou você passava ou não. Guardiões de
altos níveis visitavam os novatos e os encontravam individualmente para discutir seu
compromisso em serem guardiões. Eu não sabia exatamente o que era perguntado, mas os
rumores tinham se acumulado com o passar dos anos. Os guardiões mais velhos avaliavam
caráter e dedicação, e alguns novatos tinham sido considerados inapropriados para continuar
no caminho dos guardiões.
“Eles normalmente não vem até a Academia?” eu perguntei a Dimitri. “Eu quero dizer, eu sou
a favor da viagem de campo, as porque nós estamos indo até eles?”
‘Na verdade, você está indo até ele, não eles.” Um sutaque russo suave saiu das palavras de
Dimitri, a única indicação de onde ele tinha crescido. Caso contrário, eu tinha certeza que ele
falava inglês melhor que eu.
“Já que esse é um caso especial e ele está nos fazendo um favor, nós estamos fazendo a
viagem.”
“Quem é ele?”
“Arthur Schoenberg.”
Eu tirei meus olhos da estrada e olhei pra Dimitri.
“O que?” Eu gritei.
Arthur Schoenberg era uma lenda. Ele era um dos maiores caçadores de Strigoi na história
dos guardiões vivos e ele costumava ser chefe do conselho dos guardiões – o grupo de pessoas
que designavam os guardiões para os Moroi e tomavam as decisões por todos nós. Ele
eventualmente se aposentou e voltou para proteger uma das famílias reais, os Badicas.
Mesmo aposentado, eu sabia que ele ainda era letal. Suas proezas eram parte do meu
currículo.
“Não...não tinha mais ninguém disponível?” eu perguntei com a voz baixa.
Eu podia ver que Dimitri segurava um sorriso. “Você vai ficar bem. Além do mais, se Art
aprovar você, isso será uma grande recomendação para deixar no seu histórico.”
Art. Dimitri usava o primeiro nome com um dos guardiões mais incríveis. É claro, Dimitri
também era incrível, então eu não deveria estar surpresa.
Silencio caiu sobre carro. Eu mordi meus lábios, de repente me perguntando se eu seria capaz
de entrar nos padrões de Arthur Schoenberg. Minhas notas eram boas, mas coisas como fugir
e me meter em brigar podiam lançar uma duvida sobre o quão seria eu estava sobre a minha
futura carreira.
“Você vai ficar bem,” Dimitri repetiu. “O bom no seu histórico se sobressai sobre o ruim.”
Era como se ele pudesse ler minha mente as vezes. Eu sorri um pouco e ousei espiá-lo. Foi um
erro. Ele tinha um corpo longe e magro, mesmo sentado. Olhos abismalmente negros.Cabelo
marrou que batia nos ombros e que estava preso para trás. Aquele cabelo parecia seda. Eu
sabia porque eu tinha passado meus dedos nele quando Victor Dashkov tinha nos lançado um
feitiço de luxuria. Com grande dificuldade, eu me forcei a começar a respirar de novo.
“Obrigado, técnico.” Eu provoquei, me aninhando de volta no meu assento.
“Estou aqui para ajudar,” ele respondeu. Sua voz estava relaxada – raro para ele. Ele
normalmente falava com força, pronto para um ataque. Provavelmente ele estava seguro
dentro do Honda- ou pelo menos tão seguro quanto ele poderia ao meu redor. Eu não era a
única que tinha problemas em ignorar a tensão romântica entre nós.
“Você sabe o que realmente iria ajudar?” eu perguntei, sem encontrar seus olhos.
“Hmm?”
“Se você desligasse essa musica ruim e colocasse algo que foi lançado depois que o Muro de
Berlim caiu.”
Dimitri riu. “Sua pior aula é história, e de algum jeito, você sabe tudo sobre a Europa
Ocidental.”
“Hey, tenho que arranjar material para as minhas piadas, Camarada.”
Ainda sorrindo, ele mudou de estação. Para uma country.
“Hey! Isso não era o que eu tinha em mente,” eu exclamei.
Eu podia notar que ele estava a beira de rir de novo. “Escolha. É um ou outro.”
Eu suspirei. “Volte para as coisas dos anos 80.”
Ele voltou a estação,e eu cruzei meus braços por cima do meu peito enquanto um vaga banda
européia cantava sobre como o video tinha destruído o radio. Eu desejava que alguém
matasse o radio.
De repente, cinco horas não pareciam tão curtas quanto eu pensei.
Arthur e a família que ele protegia viviam em uma pequena cidade na I-90 longe de Billings. A
opinião dos Moroi em geral era se separar em lugares para morar. Alguém discutiu que
cidades grandes eram melhores já que elas permitiam que vampiros se misturassem com a
multidão; as atividades noturnas não chamavam muita atenção. Outros Moroi, como essa
família, aparentemente, optou por cidades com menos gente, acreditando que se houvesse
menos pessoas para notar você, então você vai ser menos notado.
Eu convenci Dimitri a parar por comida em um restaurante 24 horas no caminho, e entre isso e
parar para abastecer, era perto do meio dia quando chegamos. A casa era construída em um
estilo luxuoso, com madeira pintada de cinza e grandes janelas – pintadas para bloquear a luz
solar, é claro. Parecia nova e cara, e mesmo estando no meio do nada, era o que eu esperava
para membros da realeza.
Eu pulei pra fora do carro, minhas botas encharcadas com mais de centimetro de neve que se
acumulou na entrada. O dia estava ameno e silencioso, a não ser pelo ocasional sussurro do
vento. Dimitri e eu caminhamos até a casa,seguindo uma pedra da calcada que cortava o
jardim.Eu poderia ver ele voltando para o modo “negócios”, mas a sua atitude no geral era tão
alegre quanto a minha. Nós dois tínhamos meio que uma atitude culpada por ter gostado da
viagem de carro.
Meus pés deslizaram na entrada coberta de gelo,e Dimitri me segurou instantaneamente. Eu
tive um sentimento estranho de déjà vu, recordando a primeira noite em que nos
encontramos, quando ele também tinha me salvado de uma queda parecida. Temperaturas
frias ou não, a mão dele se parecia quente na minha, mesmo com as camadas do meu casaco.
"Você esta bem?" Ele se soltou, para meu desanimo.
"Yeah,"eu disse, lançando olhos acusadores para a calcada de gelo. "Essas pessoas nunca
ouviram falar de sal?"Eu disse brincando, mas Dimitri de repente parou de caminhar. Eu parei
imediatamente também. A expressão dele se tornou tensa e alerta. Ele virou a sua
cabeça,olhos olhando os arredores, cortinas brancas nos cercando, antes de voltarem para a
casa. Eu queria fazer perguntas,mas alguma coisa na sua postura me disse para permanecer
calada.
Ele estudou a construção por quase um minuto inteiro,e então olhou para baixo para a
entrada coberta de gelo quebrado apenas por nossos passos.
Cuidadosamente,ele se aproximou da porta da frente, e eu o segui. Ele parou
novamente,desta vez para estudar a porta.Ela não estava aberta,mas também não estava
totalmente fechada. Parecia que tinha sido encostada não lacrada .
Examinando mais a funda, mostrou falhas nas pontas da porta, parecia que ela tinha sido
forcada em algum momento.O mais cuidadoso toque a abriria.Dimitri delicadamente
escorregou seus dedos onde a porta encontrava a sua moldura, sua respiração fazendo
pequenas nuvens de ar. Quando ele tocou a maneta da porta, ela fez um barulho, como se
estivesse sido quebrada.
Finalmente,ele falou silenciosamente, "Rose, vá esperar no carro."
"Mas eu—"
"Vá."
Uma palavra - mas repleta de poder. Naquela única silaba, eu tinha lembrado do homem que
eu tinha visto jogando pessoas e empalando um Strigoi. Eu virei, caminhando pela neve
coberta de camadas preferindo isso a me arriscar na calcada. Dimitri parou aonde ele estava,
não se movendo ate que eu pulei de volta no carro,fechando a porta o mais suavemente
possível. Então, com seus cuidadosos movimentos, ele empurrou a porta e
desapareceu lá dentro.
Queimando de curiosidade, eu contei ate dez e saltei do carro.
Eu sabia mais do que ir atrás dele, mas eu tinha que saber o que estava acontecendo na casa.
A calcada e a estrada indicaram que ninguém tinha estado em casa por alguns dias,mas
também podia significar os Badicas simplesmente nunca tinham saído da casa. Era possível,eu
supus,que eles tivessem sido as vitimas de assalto humano comum. Era possível também que
alguma os tivesse assustado e os feito partir – como um Strigoi. Eu sabia que essa possibilidade
era que tinha feito o rosto de Dimitri se tornar tão desgostoso, mas parecia um cenário
incomum com Arthur Schoenberg em serviço
.
Parada na estrada, eu olhei para o céu. A luz estava fria e umida, mas estava lá.
Meio dia. O ponto mais alto do sol. Strigoi não podiam sair a luz do sol. Eu não precisava ter
medo deles, mas da raiva de Dimitri.
Eu circulei ao redor da casa, caminhando na neve profunda – quase um pé de profundidade.
Nada esquisito me palpitou sobre a casa.Estalactites pendurados na calha, e as janelas
pintadas não revelavam segredos. Meu pé atingiu algo de repente, e eu olhe pra baixo. Ali,
meio enterrado na neve, estava uma estaca de prata. Tinha sido atirada no chão. Eu a peguei a
tirei da neve, franzindo a testa. O que essa estaca estava fazendo aqui? Estacas de prata eram
caras. Elas eram a coisa mais mortal de um guardião, capaz de matar um Strigoi com um único
ataque ao coração. Quando elas eram forjadas, 4 Morois a encantavam com mágica com cada
um dos elementos. Eu não tinha aprendido a usar uma ainda, as segurando em minha mão, eu
de repente me senti mais segura enquanto eu continuava minha varredura.
Uma porta grande do pátio guiava para a parte de trás da casa até um deque que
provavelmente seria muito divertido ficar no verão. Mas o vidro do pátio tinha sido quebrado,
tanto que uma pessoa podia facilmente atravessa-lo. Eu sobi os degrais do deck, cuidando o
gelo, sabendo que eu ia entrar em problemas quando Dimitri descobrisse o que eu estava
fazendo. E apesar do frio, eu suava pelo meu pescoço.
Luz do dia, luz do dia, eu me lembrava. Nada para se preocupar.
Eu alcancei o pátio e estudei o vidro escuro. Eu não podia dizer o que tinha quebrado ele.
Dentro, a neve tinha invadido e feito um pequena corrente no pálido tapete azul. Eu puxei a
maçaneta da porta, mas estava trancada. Não que isso tivesse feito diferença. Com cuidado
para não me cortar, eu alcancei a abertura e abri a maçaneta de dentro. Eu tirei minha mão
com cuidado e puxei a porta. Assoviou pelo caminho, um som silencioso que ainda sim parecia
alto naquele silencio.
Eu passei pela porta, ficando na luz do sol que entrava pela porta. Meus olhos se ajustaram
pela diminuição de luz. Vento entrava pela abertura do pátio, dançando com as cortinas ao
meu redor. Eu estava numa sala. Tinha todos os itens comuns que se podia esperar. Sofá. Tv.
Uma cadeira de balanço.
E um corpo.
Era uma mulher. Ela estava sentada de costas na frente da TV, seu cabelo negro no chão perto
dela. Ela olhava pra cima seus olhos sem vida, sua face pálida – pálida demais até para um
Moroi. Por um momento eu pensei que seu cabelo estava cobrindo seu pescoço, também, até
que eu me dei conta que aquela coisa negra em sua pele era sangue – sangue seco. Sua
garganta tinha sido cortada.
A cena horrível era tão surreal que eu nem reconheci o que eu estava vendo no inicio. Com a
sua postura, a mulher podia muito bem estar dormindo. Então eu vi outro corpo: um homem
de lado apenas a alguns pés de distancia, sangue negro manchando o carpete ao redor dele.
Outro corpo estava parado perto do sofá: uma pequena criança. Do outro lado do quarto tinha
outro. E outro. Tinha corpos em todos os lugares, corpos e sangue.
A escala de morte ao meu redor de repente foi registrada, e meu coração começou a bater
mais rápido. Não, não. Não era possível.Era dia.Coisas ruins não podiam acontecer de dia. Um
gritou começou a crescer na mina garganta, que parou de repente quando uma mão com luvas
apareceu atrás de mim e fechou minha boca. Eu comecei a lutar; e então eu senti o cheiro do
pos barba de Dimitri.
“Porque,” ele perguntou, “você nunca escuta? Você estaria morta se eles ainda estivessem
aqui.”
Eu não podia responder, por causa da mão dele e por causa do choque. Eu tinha visto alguém
morto antes, mas eu nunca tinha visto morte dessa magnitude. Depois de quase um minuto,
Dimitri finalmente tirou sua mão, mas ele ficou perto de mim. Eu não queria mais olhar, mas
eu parecia incapaz de tirar meus olhos da cena diante de mim. Corpos em todos os lugares.
Corpos e sangue.
Finalmente, eu virei em direção a ele. “É dia,” eu sussurrei. “Coisas ruins não acontecem de
dia.” Eu ouvi o desespero da minha voz, uma garotinha implorando que alguém dissesse que
aquele era um sonho ruim.
“Coisas ruins podem acontecer a qualquer hora,” ele me disse. “E isso não aconteceu durante
o dia. Provavelmente aconteceu algumas noites atrás.”
Eu ousei espiar de novo os corpos e meu estomago revirou. Dois dias. Dois dias para se estar
morto, para ter sua existência apagada – sem ninguém no mundo saber que você tinha
partido. Meus olhos encararam o corpo de um homem perto da entrada do quarto. Ele era
alto, muito musculoso para ser um Moroi. Dimitri deve ter notado quando eu olhei.
“Arthur Schoenberg,” ele disse.
Eu encarei a garganta sangrenta de Arthur. “Ele está morto,” eu disse, como se não fosse
perfeitamente obvio. “Como ele pode estar morto? Como um Strigoi matou Arthur
Schoenberg?” Não parecia ser possível. Você não pode matar uma lenda.
Dimitri não respondeu. Ao invés disso suas mãos se moveram pra baixo e se fecharam onde
minha mão segurava a estava. Eu recuei.
“Onde você pegou isso?” ele perguntou. Eu afrouxei minha mão e deixei ele pegar a estaca.
“Lá fora. No chão.”
Ele levantou a estaca, estudando sua superfície enquanto brilhava contra a luz do sol.
“Quebrou o ward.”
Minha mente, ainda atordoada, levou um tempo para processar o que ele tinha dito. Então eu
entendi. Ward eram anéis mágicos lançados pelos Moroi. Como as estacas, eles eram feitos
usando magia dos quatro elementos. Eram necessário que um forte Moroi usuário de mágica,
normalmente um grupo cada um de cada elemento. As ward podiam bloquear os Strigoi
porque mágica estava ligada a vida, e Strigoi estavam mortos. Mas wards se esgotavam
rapidamente e precisavam de muita manutenção. A maioria dos Moroi não a usava, mas
alguns lugares a usavam. A academia St. Vladimir usava várias.
“Strigoi não podem tocar nas estacas,” eu disse a ele. Eu notei que eu estava usando muito
“Não pode” e “Não”. Não era fácil ter suas crenças mudadas. “E nenhum Moroi ou dharpir
faria isso.”
“Um humano poderia.”
Eu encontrei seus olhos. “Humanos não ajudam Strigoi-“ eu parei. Ai estava de novo. Não.
Mas eu não podia evitar. A única coisa que nós podíamos contar para lutar contra os Strigoi
eram suas limitações – luz do sol, ward, estaca mágica, etc. Nós usávamos a fraqueza deles
contra eles.Se eles tinham outros – humanos – que os ajudavam e não eram afetados por suas
limitações...
O rosto de Dimitri estava rígido, ainda pronto pra qualquer coisa, mas um pequeno brilho de
simpática cruzou seus olhos negros enquanto ele observava minha travar minha batalha
mental.
“Isso muda tudo, não muda?” Eu perguntei.
“É,” ele disse. “Muda.”

A.Vampiro - beijo das sombras (capitulo 24) final


VINTE E QUATRO
Apesar de todo o treinamento que eu recebi, todas as lições sobre as habilidades Strigoi e
como me defender delas, eu nunca tinha visto um. Era mais assustador do que eu esperava.
Dessa vez, quando ela se balançou contra mim, eu estava preparada. Mais ou menos. Eu
desviei, ficando fora de alcance, imaginando quais eram as minhas chances. Eu lembrei da
piada de Dimitri sobre o shopping. Nada de estaca de prata. Nada pra cortar sua cabeça fora.
Não tinha como colocar fogo nela. Correr parecia a melhor opção afinal, mas ela estava
bloqueando o caminho.
Me sentindo imprestável, eu simplesmente me afastei enquanto ela avançava pra mim, seus
movimentos muito mais graciosos do que eles jamais tinha sido quando ela estava viva.
Então, também mais rápido que ela jamais tinha feito em vida, ela pulou, me agarrando, e
esmagando minha cabeça contra a parede. A dor explodiu no meu crânio, e eu tinha quase
certeza que estava sentindo o gosto de sangue na boca. Eu lutei contra ela, freneticamente,
tentando construir algum tipo de defesa, mas era como lutar contra Dimitri quebrada.
“Minha querida,” murmurou Victor, “tente não matá-la se você puder.Nós podemos ser capaz
de usá-la mais tarde.”
Natalie parou seu ataque, me dando um momento para me afastar, mas ela nunca tirou seus
olhos frios de mim. “Eu vou tentar.”
Tinha um tom céptico em sua voz. “Saia daqui. Eu encontro você quando eu acabar.”
“Eu não posso acreditar em você!” Eu gritei pra ele. “Você fez sua própria filha se tornar um
Strigoi?”
“Um ultimo recurso. Um sacrifício necessário feito em prol do bem maior. Natalie entende.“
Ele partiu.
“Você entende?” Eu esperava poder ficar falando com ela, como nos filmes. Eu também
esperava que minhas perguntas escondessem como eu estava aterrorizada. “Você entende?
Deus,Natalie. Você...você mudou. Só porque ele te pediu?”
“Meu pai é um grande homem,” ela respondeu. “Ele vai salvar os Moroi dos Strigoi.”
“Você está louca?” Eu choraminguei. Eu estava me afastando e de repente atingi a parede.
Minhas unhas afundaram nela, quando eu pensei que podia passar por ela. “Você é um
Strigoi.”
Ela deu nos ombros,quase parecendo como a antiga Natalie. “Eu tive que fazer isso para tirar
ele daqui antes que os outros viessem. Um Strigoi para salvar todos os Moroi. Valeu a pena,
desistir do sol e da mágica.”
“Mas você quer matar os Moroi! Você não vai ser capaz de se conter.”
“Ele vai me ajudar a ficar controlada. Caso contrario, eles terão que me matar.” Ela se
aproximou e agarrou meus ombros, e eu tremi em quão casualmente ela falava sobre si. Era
quase tão casual quanto o jeito que ela estava contemplando a minha morte.
‘Você é louca. Você não pode amar ele tanto assim. Você não pode de verdade-“
Ela me jogou contra a parede de novo, e enquanto o meu corpo caia no chão, eu tinha a
impressão que eu não levantaria dessa vez. Victor tinha dito a ela para não me matar... mas
tinha um olhar nos olhos dela, um olhar que dizia que ela queria. Ela queria se alimentar de
mim; a fome estava lá. Era o jeito dos Strigoi. Eu não deveria ter falado com ela, eu percebi. Eu
hesitei, como Dimitri tinha me avisado.
E então, de repente, ele estava lá, correndo pelo corredor parecendo a Morte num casaco de
cowboy.
Natalie girou. Ela era rápida, muito rápida. Mas Dimitri também era rápido e ele evitou o
ataque, um olhar de pura força e poder na sua face. Com uma fascinação assustada, eu vi eles
se moverem, circulando um ao redor do outro como parceiros em uma dança mortal. Ela era
mais forte que ele, claramente, mas ela também era um Strogoi nova. Ganhar super poderes
não significa que você saiba como usar eles.
Dimitri, no entanto, sabia como usar o que ele tinha. Depois de ambos dar e receber vários
golpes, ele fez seu movimento. A estaca de prata passou por sua mão como um trovão, e
então ela entrou – dentro do coração dela. Ele a arrancou para fora e deu um passo pra trás,
seu rosto impassivo enquanto ela gritava e caia no chão. Depois de alguns momentos
horríveis, ela parou de se mexer.
Tão rápido quanto, ele se curvou em cima de mim, me pegando nos braços. Ele levantou, me
carregando do mesmo jeito de quando eu tinha machucado o tornozelo.
“Ei, Camarada,” eu murmurei, minha própria voz soando sonolenta. “Você estava certa sobre o
Strigoi.” O mundo começou a ficar escuro, enquanto minhas pálpebras se fechavam.
“Rose.Roza.Abre seus olhos.”Eu nunca tinha ouvido sua voz tão tensa, tão frenética. “Não vá
dormir agora. Ainda não.”
Eu olhei enquanto ele me carregava para fora do prédio, praticamente correndo em direção a
clinica. “Ele estava certo?”
“Quem?”
“Victor... ele disse que não teria funcionado. O colar.”
Eu comecei a me perder na escuridão da minha mente, mas Dimitri me puxou de volta pra da
inconsciência.
“O que você quer dizer?”
“O feitiço. Victor disse que você tinha que me querer...que se importar comigo...para
funcionar.” Quando ele não disse nada, eu tentei segurar sua camiseta, mas meus dedos
estavam muito fracos. “Você queria?Você me queria?”
As palavras dele saíram espessamente.”Sim, Roza. Eu queria você.Eu ainda quero. Eu queria...
que nós pudéssemos ficar juntos.”
“Então porque você mentiu pra mim?”
Ele chegou na clinica, e ele conseguiu abrir a porta enquanto ainda me segurava. Assim que ele
entrou, ele começou a gritar por socorro.
“Porque você mentiu?” eu murmurei de novo.
Ainda me segurando em seus braços, ele olhou para mim. Eu podia ouvir vozes e passos se
aproximando.
“Porque nós não podemos ficar juntos.”
“Por causa da coisa idade, certo?” Eu perguntei. “Porque você é o meu mentor?”
Seus dedos gentilmente limparam uma lagrima que escorreu pela minha bochecha. “Isso é
parte do motivo,” ele disse. “Mas também... bem, você e eu seremos guardiões de Lissa algum
dia. Eu preciso protegê-la a todo custo. Se um grupo de Strigoi vier, eu preciso jogar meu corpo
contra o dela para proteger ela.”
“Eu sei disso. É claro que é isso que você tem que fazer.” As estrelas estavam girando na minha
mente de novo. Eu estava perdendo a consciência.
“Não. Se eu me deixar amar você, eu não vou me jogar na frente dela. Eu vou me jogar na sua
frente.”
A equipe medica chegou e me tirou dos braços de Dimitri.
E foi assim que, dois dias depois de ser sido liberada, eu acabei voltando para a clinica.Minha
terceira vez em dois meses desde que havíamos voltado pra Academia. Tinha que ser algum
tipo de recorde. Eu definitivamente tinha uma concussão e provavelmente hemorragia
interna, mas nós nunca descobrimos realmente. Quando sua melhor amiga é uma curandeira
incrível, você meio que não tem que se preocupar com as coisas.
Eu ainda tive que ficar lá por alguns dias, mas Lissa – e Christian, seu novo parceiro – quase
não deixavam meu lado quando eles não estavam em aula. Atraves deles, eu soube de
pedaços sobre o resto do mundo. Dimitri tinha se dado conta que tinha um Strigoi no campus
quando ele viu a vitima de Natalie morta e drenada: O Sr. Nagy de todas as pessoas. Uma
escolha surpreendente, mas já que ele era o mais velho, ele tinha lutado menos. Nada mais de
arte eslava pra nós. Os guardiões que estavam cuidando da detenção tinham sido feridos mas
não tinham morrido. Ela simplesmente os jogou contra a parede como ela tinha feito comigo.
Victor tinha sido encontrado e recapturado enquanto tentava fugir do campus. Eu estava feliz,
mesmo sabendo que isso significava que o sacrifício de Natalie tinha sido em vão. Diziam os
rumores que Victor não parecia estar com medo quando os guardas vieram e o levaram. Ele
simplesmente sorria o tempo todo, como se ele tivesse um segredo que nós não soubéssemos.
Na medida que eu consegui, eu voltei para vida normal depois disso. Lissa não se cortou mais.
O doutor prescreveu pra ela algo – uma droga anti-depressivo ou anti-ansiedade, eu não
consegui lembrar qual – isso fez ela se sentir melhor. Eu nunca sei nada sobre esse tipo de
pílula. Eu achei que elas faziam as pessoas ficarem bobas e felizes. Mas era uma pílula como
qualquer outra, para curar algo, e principalmente a deixava normal e se sentindo estável.
O que era uma boa coisa- porque ela tinha alguns outros problemas pra lidar. Como Andre. Ela
finalmente tinha acreditado na história de Christian, e se permitiu reconhecer que Andre
poderia não ser o herói que ela sempre acreditou. Era difícil pra ela, mas ela finalmente
chegou a uma decisão pacifica, aceitando que ele podia ter um lado bol e um ruim, como
todos tem. O que ele tinha feito com Mia entristecia ela, mas não mudou o fato que ele tinha
sido um bom irmão que a amava. Mais importante de tudo, finalmente a libertou do
sentimento de que ela precisava ser ele para deixar sua família orgulhosa. Ela podia ser ela
mesma – o que ela provava todos os dias com sua relação com Christian.
A escola ainda não tinha conseguido superar isso. Ela não se importou. Ela riu, ignorando os
olhares chocados e o desdém da realeza que não podia acreditar que ela namorava alguém de
uma família humilhada. Nem todos se sentiam desse jeito no entanto. Uns tinham conseguido
conhecê-la durante sua breve tempestade de vida social e gostavam dela por ela, a compulsão
não era necessária. Eles gostavam da sua honestidade aberta, preferindo isso aos joguinhos
que a realeza fazia.
Muitos da realeza a ignoravam, é claro, e falavam maldades sobre ela pelas suas costas.O mais
surpreendente de tudo, Mia – apesar de ter sido humilhada – conseguiu voltar para as graças
de alguns da realeza. Provou meu ponto. Ela não ficaria embaixo por muito tempo. E,de fato,
eu vi o primeiro sinal de sua vingança se espalhando de novo quando eu passei por ela um dia
quando estava indo pra aula. Ela estava com algumas pessoas falando alto, claramente
esperando que eu ouvisse.
“- o par perfeito. Os dois vem de famílias completamente desgraçadas e rejeitadas.”
Eu cerrei meus dentes e continuei andando, seguindo seu olhar para onde Lissa e Christian
estavam. Eles estavam perdidos em seu próprio mundo e formavam uma pintura linda, ela
loura e bonita e ele com seus olhos azuis e cabelo preto. Eu não podia evitar de olhar. Mia
estava certa. A família deles eram desgraçadas. Tatiana tinha publicamente denunciado Lissa,
e enquanto ninguém “culpava” os Ozera pelo que tinha acontecido com os pais de Christian, o
resto das famílias reais continuaram a manter distancia.
Mas Mia também tinha estado certa sobre a outra parte também. Em alguns jeitos, Lissa e
Christian eram perfeitos um pro outro. Talvez eles fossem excluídos, mas os Dragomirs e os
Ozera estavam entre os mais poderosos lideres dos Moroi. E em pouco tempo, Lissa e Christian
tinham começado a moldar um ao outro de formar que eles podiam ser colocados lado a lado
de seus ancestrais. Ele estava pegando um pouco da sua pose polido e social;ela estava
aprendendo como defender suas paixões. Quanto mais eu os observava, mas eu podia ver uma
energia e confianã irradiar deles.
Eles também não ficariam por baixo.
E eu acho que, junto com a bondade de Lissa, deveria ser o que a atraiam as pessoas a ela. Seu
circulo social começou pouco a pouco a aumentar. Mason se juntou, é claro, e não fez segredo
do seu interesse em mim. Lissa me provocou bastante sobre isso, e eu ainda não sabia ainda o
que fazer. Parte de mim pensei que talvez fosse hora de dar a ele uma chance de ser um
namorado sério, mesmo sabendo que parte de mim desejava Dimitri.
A maior parte do tempo, Dimitri me tratava como qualquer um esperaria de um mentor. Ele
era eficiente.Profundo.Rigido.Inteligente. Não tinha nada fora do ordinário, nada que faria
alguém suspeitar sobre o que tinha ocorrido entre nós – a não ser as ocasiões em que nossos
olhos se encontravam. E quando eu superei minha reação emocional inicial, eu sabia que ele
estava – tecnicamente – certo sobre nós. Idade era um problema, sim, particularmente
enquanto eu fosse uma estudante na Academia. Mas a outra coisa que ele tinha mencionado...
nunca tinha entrado direito na minha cabeça. Deveria. Dois guardiões em uma relação
poderiam distrair eles dos Moroi que eles deviam proteger. Nós não podíamos permitir que
isso acontecesse, não podíamos arriscar a vida dela pelos nossos desejos. Caso contrário, nós
não seriamos melhores que o guardião Badica que tinha se fugido. Eu tinha dito a Dimitri uma
vez que meus sentimentos não importavam.Ela vinha primeiro.
Eu só esperava que eu pudesse provar.
“É uma pena sobre a cura,” Lissa me disse.
“Hmm?” Nós estávamos no quarto dela, fingindo estudar, mas minha mente pensando em
Dimitri. Eu dei um sermão nela sobre manter segredos, mas eu não tinha dito a ela sobre ele
ou o quão perto eu estive de perder minha virgindade. Por alguma razão, eu não conseguia
contar.
Ela largou os livros de história que estava segurando.”Que eu tive que desistir de curar. E da
compulsão.” Ela franziu as sobrancelhas na ultima parte. A parte da cura tinha sido
considerada um dom maravilhoso que precisava ser estudado/ a compulsão tinha sido
profundamente repreendida por Kirova e a Sra. Carmack. “Eu quero dizer, estou feliz agora. Eu
deveria ter pedido ajuda a muito tempo – você estava certa sobre isso. Estou feliz de estar
tomando medicamentos. Mas Victor também estava certo. Eu não posso mais usar Espírito.
Mas eu ainda posso sentir ele... eu sinto saudades de ser capaz de tocá-lo.”
Eu não sabia exatamente o que dizer. Eu gostava mais dela desse jeito. Perder aquela sombra
de loucura tinha feito ela inteira de novo, confiante e sociável, como a Lissa que eu sempre
conheci e amei. Vendo ela agora, era fácil acreditar que no que Victor tinha dito sobre ela ser
uma líder. Ela me lembrava os seus pais e Andre – como eles costumavam inspirar devoção em
quem os conhecia.
“E tem mais uma coisa” ela continuou. “Ele disse que eu não podia desistir. Ele estava certo.
Doi, não ter mágica. Eu a quero tanto as vezes.”
“Eu sei,” eu disse. Eu podia sentir aquilo nela. As pílulas tinham entorpecido sua magia, mas
não nossa ligação.
“E eu fico pensando sobre todas as coisas que eu poderia fazer, todas as pessoas que eu
poderia ajudar.” Ela parecia arrependida.
“Você tem que se ajudar primeiro,” eu dizia a ela ferozmente. “Eu não quero que você se
machuque de novo. Eu não vou deixar.”
“Eu sei. Christian diz a mesma coisa.” Ela tinha aquele sorriso bobo que ela sempre fazia
quando ela pensava nele. Se eu soubesse que eles iam ficar tão idiotamente apaixonados, eu
poderia não ter ficado tão entusiasmada para os fazer ficar juntos de novo.” E eu acho que
vocês estão certos. Melhor querer a mágica e ser sã do que a ter e ser lunática. Não tem meio
termo.”
“Não,” eu concordei. “Não com isso.”
E então, de algum lugar, um pensamento me atingiu. Esse era o meio termo. As palavras de
Natalie me lembraram. Vale a pena, valeu a pena desistir do sol e da magia.
A magia.
A Sra. Karp não tinha se tornando uma Strigoi simplesmente porque ela tinha ficado louca. Ela
tinha virado um Strigou para ficar sã. Ser um Strigoi cortava a pessoa totalmente fora da
mágica. Fazendo isso, ela não podia usar isso. Ela não podia senti-la. Ela não iria querê-la mais.
Encarando Lissa, eu senti um pouco se preocupação em mim.
E se ela descobrisse? Ela iria querer fazer isso também? Não, eu decidi rapidamente. Lissa
nunca faria isso. Ela era uma pessoa muito forte, muito moral. E enquanto ela permanecesse
tomando as pílulas, a razão a impediria de fazer algo tão drástico.
Ainda sim, todo o conceito me pinicou uma ultima vez. Na manhã seguinte, eu fui até a igreja e
esperei num dos bancos até que o padre aparecesse.
“Olá, Rosemarie.” Ele disse, claramente surpreso. “Posso ajudar você em alguma coisa?”
Eu levantei. “Eu preciso saber sobre o Santo Vladimir. Eu li aquele livro que você me deu e
mais alguns outros.” Melhor não falar pra ele sobre o roubo do sótão. “Mas nenhum deles
dizia como ele morreu. O que aconteceu? Como a vida dele terminou?Ele foi,tipo, um mártir?”
O padre cerrou as sobrancelhas. “Não. Ele morreu devido a idade. Pacificamente.”
“Você tem certeza? Ele não se transformou num Strigoi e se matou?”
“Não, é claro que não. Porque você pensaria isso?”
“Bom...ele era santo e tudo mais, mas ele também era meio louco, certo?Eu li sobre isso. Eu
pensei que ele talvez tivesse, eu não sei, entrado nisso.”
Seu rosto era serio. “É verdade que ele lutou contra demônios – a insanidade – sua vida toda.
Era uma luta, e as vezes ele queria morrer. Mas ele superou. Ele não se deixou perder.”
Eu comecei a me perguntar. Vladimir não tinha pílulas, e ele claramente continuou a usar
magia.
“Como?Como ele fez isso?”
“Força de vontade, eu acho. Bem...” ele parou. “Isso e a Anna.”
“Ana Shadow-Kissed,” eu murmurei. “A guardiã dele.”
O padre concordou. “Ela ficou com ele. Quando ele ficava fraco, ela o ajudava. Ela o fazia
querer ficar forte e a nunca ficar louco.”
Eu deixei a igreja deslumbrada. Anna tinha conseguido. Anna tinha deixado Vladimir conhecer
o meio termo, ajudando ele a fazer milagres no mundo sem encontrar um fim terrível. A Sra.
Karp não tinha tido tanta sorte. Ela não tinha uma ligação com um guardião. Ela não tinha
ninguém para ajudá-la.
Lissa tinha.
Sorrindo, eu cruzei a quadra em direção ao refeitório. Eu não me sentia tão bem sobre a vida
fazia um bom tempo. Eu podia fazer isso, Lissa e eu. Nós podíamos fazer isso juntas.
E bem assim eu vi uma figura negra com o canto do meu olho. Ela me ultrapassou e pousou
numa arvore perto. Eu parei de andar. Era um corvo, grande e parecendo feroz, com brilhantes
penas negras.
Um momento depois, eu me dei conta que não era um corvo; era O corvo. Aquele que Lissa
tinha curado. Nenhum outro pássaro pousaria tão perto de um dhampir. E nenhum outro
pássaro estaria olhando pra mim de forma tão inteligente, e familiar. Eu não conseguia
acreditar que ele ainda estava por perto. Um calafrio percorreu minha espinha, e eu comecei a
me afastar. E então a verdade me atingiu.
“Nós estamos ligados a ela, não estamos?” eu perguntei, ciente que qualquer um que me visse
acharia que eu era louca. “Ela trouxe você de volta. Você é um Shadow-kissed.”
Isso na verdade era muito legal. Eu estendi meu braço, meio que esperando que ele viesse
pousar nele de algum jeito meio drástico, numa gesto igual a de um filme. Mas tudo o que ele
fez foi olhar pra mim como se eu fosse uma idiota, abriu suas asas e voou para longe.
Eu observei enquanto ele voou para longe para o crepúsculo. E então eu me virei e fui procurar
Lissa. De longe, eu ouvi o som de um grasnar, soando quase como uma risada.

A.Vampiro - beijo das sombras (capitulo 23)


VINTE E TRÊS
Eu nunca tive tanta dificuldade em me manter longe da cabeça de Lissa antes, mas também,
nós nunca tínhamos imaginado que algo assim iria acontecer. A força dos pensamentos dela e
seus sentimentos ficavam tentando me puxar e eu corri através da floresta.
Correndo através dos arbustos e dar arvores, Christian e eu nós movemos para cada vez mais
longe da cabana. Cara, como eu queria que a Lissa tivesse ficada aqui atrás. Eu teria adorado
ver a invasão através dos olhos dela. Mas isso estava atrás de nós agora, e enquanto eu corria,
a insistência de Dimitri em dar voltas no campo valeu a pena. Ela não estava se movendo
muito rápido, e eu podia sentir a distancia diminuindo entre nós, me dando uma idéia mais
precisa de onde ela estava. Igualmente, Christian não podia me acompanhar. Eu comecei a
diminuir a velocidade por causa dele, mas logo me dei conta o quão estúpido isso era.
E ele também. “Vá.” Que arfou, me empurrando pra ir mais cedo.
Quando eu cheguei em um ponto perto o bastante que eu achei que ela podia me ouvir, eu
gritei seu nome, esperando que ela voltasse. Mas ao invés disso, o que me respondeu foi um
par de uivos- e um suave ronronar.
Psi-hounds. É claro. Victor tinha dito que ele caçava com eles; ele podia controlar essas bestas.
Eu de repente entendi porque ninguém na escola se lembrava de ter mandado psi-hounds
atrás de Lissa e eu em Chicago. A Academia não tinha arranjado isso; Victor tinha.
Um minuto mais tarde, eu cheguei a uma clareira onde Lissa estava escondida, atrás de uma
arvore. Pela sua aparência e os sentimentos na nossa ligação, ela deveria ter desmaiado a
muito tempo. Somente uma enorme força de vontade a fez continuar. Seus olhos abertos e o
rosto pálido, ela encarava horroziada quatro psi-hounds que a estavam encurralando ela.
Notando o sol, me ocorreu que ela e Christian tinham outro obstáculo aqui fora.
“Hey,” eu gritei para os hounds, tentando chamar atenção para mim mesma. Victor deve ter
mandado eles para pega-la, mas eu esperava que eles sentissem e respondessem a outra
doce- especialmente a um dhampir. Psi-hounds não gostavam de nós tanto quanto nenhum
outro animal gostava.
Certa o suficiente, eles se viraram para mim, seus dentes cerrados e baba saindo de suas
bocas. Eles se pareciam com lobos, mas tinham pelo marrom e olhos que brilhavam como
fogo. Ele provavelmente tinha mandado eles não a ferirem, mas eles não tinham essas
instruções sobre mim.
Lobos. Exatamente como na aula de ciências. O que a Sra. Meissner tinha dito? Muita dos
confortos tinha a ver com força de vontade? Fechando minha mente, eu tentei projetar uma
atitude de um alfa, mas eu não acho que eles caíram nessa. Qualquer um deles me passava.
“Oh yeah- eles também estavam em maior número. Não, eles não tinham motivos para ter
medo.
Tentando fingir que isso era só um luta de vale tudo com Dimitri, eu peguei um galho do chão
que tinha o mesmo peso e altura de um taco de baseball. Eu o posicionei na minha mão
quando dois dos psi-hounds pularam pra cima de mim. Garras e dentes se agarram em mim,
mas eu me segurei surpreendentemente bem enquanto eu tentava me lembrar de tudo que
eu tinha aprendido nesses dois meses sobre lutar contra oponentes mais fortes e maiores.
Eu não gostei de machuca-los. Eles me lembravam muito de cachorros. Mas era eu ou eles, e
os sentimentos de sobrevivência tomar conta. Um deles eu consegui derrubar no chão, ele
estava morto ou inconsciente eu não sabia. O outro ainda estava em cima de mim, ainda vindo
rápido e furioso. Seus companheiros pareciam preparados para se juntar a ele,mas então um
novo competidor apareceu em cena-mais ou menos. Christian.
“Saia daqui,” eu gritei pra ele, sacudindo meu psi-hounds enquanto suas garras rasgavam a
pele nua da minha perna, quase me fazendo cair. Eu ainda estava usando o vestido, embora
tivesse tirado os saltos fazia algum tempo.
Mas Christian, como qualquer cara apaixonado, não ouviu. Ele também pegou um galho e o
balançou para perto dos hounds. Chamas brotaram da floresta. O hounds se apoiou, ainda
compelido a seguir as ordens de Victor, embora estivesse claramente com medo do fogo.
Seus companheiros, os quatro hounds, circularam a fogueira e vieram por trás de Christian.
Bastardos espertos. O bicho pulou em cima de Christian, batendo nele primeiro. O galho voou
de suas mãos, o fogo imediatamente se apagando. Os dois hounds então pularam para sua
forma caída. Eu terminei com o meu hound- de novo me sentindo doente com o que eu tive
que fazer para derruba-los – e me movi em direção dos outros dois, me perguntando se eu
tinha a força para derrubar os dois últimos.
Mas eu não precisei. Socorro apareceu na forma de Alberta, emergindo de algumas árvores.
Com uma arma na mão, ela atirou nos hounds sem hesitação. Elas eram muito chatas- e
completamente inúteis contra Strigoi-mas contra outros coisas? Armas eram eficazes. Os
hounds pararam de se mexer e cair perto do corpo de Christian.
E o corpo de Christian...
Nós três fomos em direção a ele-Lissa e eu praticamente nos arrastando. Quando eu o vi, eu
tive que olhar para o outro lado. Meu estomago se contorceu, e foi necessário muito esforço
para mim não vomitar. Ele não estava morto ainda, mas eu não achava que ele ia durar muito.
Os olhos de Lissa, espantados e distraídos, se embevecia dele. Em uma tentantiva, ela
estendeu suas mãos em direção a ele mas as derrubou.
“Eu não posso,” ela disse baixo. “Eu não tenho mais forças.”
Alberta, levantou seu rosto cheio de dureza e compaixão, e gentilmente acariciou o braço dela.
“Vamos, princesa. Nós precisamos te tirar daqui. Vamos mandar ajuda.”
Me virando de volta para Christian, eu me forcei a olhar pra ele e me deixei sentir o quanto
Lissa gostava dele.
“Liss,” eu disse hesitante. Ela olhou para mim, como se ela tivesse esquecido que eu estava lá.
Com dificuldade, eu tirei meu cabelo do meu pescoço e me inclinei em direção a ela.
Ela encarou por um momento, seu rosto branco; então o entendimento brilhou em seus olhos.
Aquelas presas que estavam atrás do seu bonito sorriso morderam meu pescoço, um lamento
escapou dos meus lábios. Eu não tinha me dado conta do quanto eu sentia falta, da doce,
maravilhosa dor que fluiu gloriosamente maravilhosa. Felicidade se apoderou de mim.
Deslumbramento. Alegria. Como estar em um sonho.
Eu não me lembro exatamente por quanto tempo Lissa bebeu de mim. Provavelmente não
muito. Ela nunca iria considerar beber uma quantidade suficiente para matar uma pessoa ou a
transformar num Strigoi. Ela terminou, e Alberta me segurou quando eu comecei a oscilar.
Tonta, eu observei quando Lissa se curvou em direção de Christian e colocou suas mãos nele. A
distancia, eu ouvi os outros guardiões invadindo a floresta.
Não houve brilho ou fogos de artifício na cura. Tudo aconteceu invisível, ocorrendo apenas
entre Lissa e Christian. E em pensar que a mordida cheia de endorfinas tinha entorpecido
minha conexão com ela, eu lembrei de quando Victor tinha sido curado e das cores lindas e da
musica que ela devia estar trazendo a tona.
Um milagre se desdobrou na frente dos meus olhos, e Alberta se arfou. Os ferimentos de
Christian estavam curados. O sangue tinha secado. Cor – o tanto que um Moroi tinha, pelo
menos – voltou para suas bochechas. Suas pálpebras tremeram, e seus olhos retornaram a
vida de novo. Se focando em Lissa, ele sorriu. Era como assistir um filme da Disney.
Eu devo ter me inclinado depois disso, porque eu não me lembro de mais nada depois disso.
Eventualmente, eu acordei na clinica da Academia, onde eles forçaram fluidos e açúcar em
mim por dois dias. Lissa ficou do meu lado praticamente todo o tempo, e devagar, os eventos
do seqüestro se desdobraram.
Nós tivemos que contar para Kirova e mais alguns sobre os poderes de Lissa, e como ela tinha
curado Victor e Christian, e, bem, eu.As noticias foram chocantes, mas os administradores
concordaram em manter segredo do resto da escola. Ninguém nem mesmo considerou levar
Lissa embora como tinham feito com a Sra. Karp.
No geral o que os estudantes sabiam era que Victor Dashkov tinha seqüestrado Lissa Dragomir.
Eles não sabiam porque. Alguns de seus guardiões tinham morrido quando o bando de Dimitri
atacou-uma pena,já que o numéro de guardiões já é tão pequeno. Victor agora estava sendo
mantido sob vigilância 24 horas por dia na escola, esperando que um regimento real de
guardiões o levassem embora.Os governantes dos Moroi poderiam ser simbólicos já que eles
estavam dentro de outro país com um grande governo, mas eles tinham um sistema de justiça,
e eu ouvi falar das prisões Moroi. Não é um lugar que eu queira ir.
Quanto a Natalie... ela foi complicada. Ela ainda era menor, mas ela tinha conspirado com seu
pai. Ela trouxe os animais mortos e manteve os olhos em Lissa-mesmo antes de nós partimos.
Sendo uma usuária de Terra como Victor, ela também tinha sido responsável pelo
apodrecimento do banco que tinha quebrado meu tornozelo. Depois que ela tinha me visto
afastar Lissa do pombo, ela e Victor se deram conta que eles precisavam me ferir para fazer ela
agir – era a chance deles de fazer ela curar de novo. Natalie simplesmente tinha esperado por
uma boa oportunidade. Ela não foi presa ou algo assim ainda, e a Academia não sabia o que
fazer com ela até que a guarda real chegasse.
Eu não podia evitar de sentir pena dela. Ela era tão desajeitada e auto-consciente. Qualquer
um podia ter manipulado ela, ainda mais seu pai, a quem ela amava e de quem ela queria
desesperadamente atenção. Ela teria feito qualquer coisa. Dizem os rumores que ela ficou
parada gritando perto do centro de detenção, implorando que eles a deixassem vê-lo. Eles se
recusaram e levaram ela pra longe.
Enquanto isso, Lissa e eu voltamos a ser amigas como se nada tivesse acontecido. No resto do
mundo dela, muita coisa tinha ocorrido. Depois de toda a excitação e o drama, ela pareceu
ganhar um novo senso de importância pra ela. Ela terminou com Aaron. Eu tenho certeza que
ela foi muito gentil, mas ainda teve deve ter sido difícil pra ele. Ela tinha dado o fora nele duas
vezes agora. E o fato de que a sua ultima namorada tinha traído ele provavelmente não estava
ajudando a melhorar sua confiança.
E sem hesitação, Lissa começou a sair com Christian, sem se importar com as conseqüências
para sua reputação. Os vendo em publico, de mãos dadas, me fez fazer uma tomada dupla. Ele
não parecia ser capaz de acreditar em si mesmo. O resto dos nossos colegas estavam muito
surpresos para compreender ainda. Eles mal podiam processar o conhecimento de que ele
existia, muito mais estar perto de alguém como ela.
Meu estado romântico era menos rosa que o deles – se eu sequer pudesse dizer de estado
romântico. Dimitri não tinha me visitado durante a minha recuperação, e nossas aulas foram
suspensas indefinidamente. Não foi até o quarto dia desde que Lissa tinha sido seqüestrada
que eu me encontrei com ele no ginásio. Nós estávamos sozinhos.
Eu tinha voltado para buscar minha bolsa de ginástica e eu congelei quando eu o vi, incapaz de
falar. Ele começou a passar mas então parou.
“Rose...” ele começou depois de vários momentos desconfortáveis. “Você precisa reportar o
que aconteceu. Com a gente.”
Eu estive esperando muito tempo para falar com ele, mas essa não era a conversa que eu tinha
imaginado.
“Eu não posso fazer isso. Eles vão despedir você. Ou pior.”
“Eles deveriam me demitir. O que eu fiz foi errado.”
“Você não podia impedir. Era o feitiço...”
“Não importa. Foi errado. E idiota.”
Errado?Idiota?Eu mordi meus lábios, e lagrimas começaram a encher meus olhos. Eu tentei
recuperar minha compostura rapidamente. “Olha, não é grande coisa.”
“É grande coisa!Eu me aproveitei de você.”
“Não,” eu disse de maneira justa. “Você não se aproveitou.”
Devia ter alguma revelação no tom da minha voz porque os olhos dele encontraram os meus
com uma profunda e seria intensidade.
“Rose, eu sou vários anos mais velho que você.Em 10 anos, isso não significaria muito, mas
agora, é bastante. Eu sou um adulto.Você é uma criança.”
Ai.Eu recuei. Era mais fácil ele ter me socado.
“Você não pareceu achar que eu era uma criança quando estava em cima de mim.”
Agora ele recuou. “Só porque o seu corpo... bom, isso não faz de você uma adulta. Nós
estamos em dois lugares bem diferentes.Eu estive no mundo. Eu estive sozinho. Eu matei,
Rose – pessoas,não animais. E você... você está apenas começando. Sua vida é sobre dever de
casa e roupas e bailes.”
“É só com isso que você acha que eu me importo?”
“Não, é claro que não. Não totalmente. Mas é tudo parte do seu mundo. Você ainda está
crescendo e descobrindo quem você é e o que é importante. Você precisa continuar fazendo
isso. Você precisa ficar com caras da sua idade.”
Eu não queria caras da minha idade. Mas eu não disse isso. Eu não disse nada.
“Mesmo que você escolha não dizer nada, você precisa entender que foi um erro.E nunca vai
acontecer de novo,” ele acrescentou.
“Porque você é muito velho pra mim? Porque não é responsável?”
Sua face estava perfeitamente vazia. “Não. Porque eu simplesmente não estou interessado em
você desse jeito.
Eu encarei. A mensagem- a rejeição – apareceu alta e clara. Tudo daquela noite, tudo que eu
tinha acreditado que era tão lindo e cheio de significado, se tornou pó na frente dos meus
olhos.
“Isso só aconteceu por causa do feitiço. Você entendeu?”
Humilhada e com raiva, eu me recusei a fazer papel de boba discutindo ou implorando. Eu só
concordei. “É. Eu entendi.”
Eu passei o resto do dia de mal humor, ignorando a tentativa de Lissa e Mason de me arrastar
para fora do meu quarto. Era irônico que eu quisesse ficar dentro. Kirova tinha se
impressionado o suficiente com a minha performance no resgate que ela acabou com a prisão
domiciliar.
Antes da escola no outro dia, eu fui até onde Victor estava sendo mantido preso. A academia
tinha celas de prisão, com barras de ferro, e dois guardiões estavam vigiando em um corredor
ali perto. Foi necessário um pouco de trapaça de minha parte para fazer eles me deixarem
entrar pra falar com ele. Nem mesmo Natalie tinha permissão. Mas um dos guardiões tinha
andando comigo na SUV e me viu sentir a tortura de Lissa. Eu disse a ele que precisava
perguntar a Victor sobre o que ele tinha feito com Lissa. Era uma mentira, mas os guardiões
caíram e sentiram pena de mim. Eles me permitiram 5 minutos para falar com ele, se
afastando discretamente do correr para onde eles podiam observar mas não ouvir.
Parada fora da cela de Victor, eu não podia acreditar que eu já tinha sentido pena dele. Ver
seu corpo novo e forte me encheu de raiva. Ele estava sentado com as pernas cruzadas em
uma cama estreita, lendo. Quando ele me viu se aproximar, ele olhou pra cima.
“Rose, que surpresa boa. Sua esperteza nunca falha em me impressionar. Eu não achei que
eles me permitiram receber visitas.”
Eu cruzei meus braços, tentando dar a ele um olhar de guardião feroz. “Eu quero que você
quebre o feitiço. Termine com ele.”
“O que você quer dizer?”
“O feitiço que você fez pra mim e Dimitri.”
“O feitiço está acabado. Ele se destruiu.”
Eu balancei minha cabeça. “Não. Eu continuou pensando nele. Eu continuo querendo que
ele...”
Ele sorriu entendendo quando eu não pude continuar. “Minha cara, isso já estava lá, muito
antes de eu fazer isso.”
“Não era assim. Não era tão ruim.”
“Talvez não conscientemente. Mas todo o resto... a atração-fisica e mental – já estava em
você. E nele. Não teria funcionado caso contrario. O feitiço não adicionou nada novo- só
removeu as inibições e reforçou o sentimentos que vocês já tinham um pelo outro.”
“Você está mentindo. Ele disse que não se sente assim sobre mim.”
“Ele está mentindo. Eu te disse, o feitiço não teria funcionado se fosse ao contrario, e
honestamente, ele deveria saber mais. Ele não tinha direito de se deixar se sentir desse jeito.
Você pode ser desculpada por uma paixão escolar. Mas ele? Ele deveria ter demonstrado mais
controle e escondido seus sentimentos. Natalie viu e me falou. Depois de apenas algumas
observações próprias, era obvio para mim também. Me deu a chance perfeita para distrair
vocês dois. Eu lancei o feitiço no colar para vocês dois, e vocês fizeram o resto.”
“Você foi nojento filho da mãe, fazendo isso comigo e com ele. E com Lissa.”
“Eu não tenho arrependimentos sobre o que eu fiz com ela,” ele declarou, se inclinando contra
a parede. “Eu faria de novo se pudesse. Acredite no que você quiser, eu amo minha gente. O
que eu queria fazer era o melhor para eles. Agora? Difícil dizer. Eles não tem líder, nenhum
líder real. Não tem ninguém digno, na verdade. “Ele balançou sua cabeça em direção a mim,
considerando. “Vasilisa na verdade pode ser uma - se ela puder algum dia acreditar em algo
dentro dela e superar as influencias do Espírito. É irônico, na verdade. Espírito pode moldar
alguém em um líder e também destruir suas habilidade de continuar um. O medo, a
depressão, e a incerteza dominam, e mantém sua força enterrada dentro dela. Ainda sim, ela
tem o sangue dos Dragomirs, o que não é algo pequeno. E é claro, ela tem você a sua guardião
shadow-kissed. Quem sabe? Ela pode ainda nos surpreender.”
“Shadow-Kissed?” Aí estava de novo, a mesma coisa que a Sra. Karp tinha me chamado.
‘Você foi beijada pelas sombras. Você cruzou com a Morte, no outro lado, e voltou. Você acha
que algo assim não deixa uma marca na alma? Você tem um grande senso de vida e o mundo –
muito maior que até mesmo eu tenho – mesmo que você não se dê conta. Você deveria ter
continuado morta. Vasilisa tocou a Morte para trazer você de volta e a ligou com você para
sempre. Você estava na verdade nos braços dele, e alguma parte de você vai sempre lembrar
disso, é por isso que você luta para se agarrar a vida e experimenta tudo que pode. É por sso
que você é tão descuidada em tudo que você faz.Você não segura seus sentimentos, sua
paixão, sua raiva. Faz você incrível. E faz você ser perigosa.”
Eu não sabia o que dizer sobre isso. Eu estava sem palavras, o que ele parecia ter gostado.
“É o que cria a ligação de vocês, também. Os sentimentos dela sempre pressionam para sair,
atingindo outros. A maior parte das pessoas não capta isso a não ser que ela esteja realmente
dirigindo seus pensamentos em direção a ela usando compulsão. Você, no entanto, tem uma
mente sensível a forças extra sensoriais – a dela em particular. “ Ele suspirou, quase felizes, e
eu me lembrei quando li que Vladimir tinha salvado Anna da morte. Isso deve ter feito o laço
deles também.
“Sim, essa Academia ridícula não tem idéia o que eles tem com você e ela. Se não fosse o fato
de que eu precisava matar você, eu teria feito você parte da minha guarda real quando você
fosse mais velha.”
“Você nunca terá uma guarda real. Você não acha que as pessoas não teriam desconfiado da
sua recuperação milagrosa? Mesmo que ninguém descobrisse sobre Lissa, Tatiana nunca teria
feito de você o rei.”
“Você pode estar certa, mas não importa. Existem outros meios de assumir o poder. Algumas
vezes é necessário ir além das linhas de poder. Você acha que Kenneth era o único Moroi que
me seguia? As maiores revoluções muitas vezes começam quietas, escondidas nas sombras.”
Ele me olhou.”Lembre-se disso.”
Sons estranhos vieram da entrada do centro de detenção, e eu me virei para ver de onde
estavam vindo. Os guardiões que tinham me deixado entrar tinham sumido. Do canto, eu ouvi
alguns gemidos e pancadas. Eu franzir as sobrancelhas e fiquei na ponta dos pés para dar uma
olhada melhor.
Victor se levantou. “Finalmente.”
Medo atingiu minha espinha – pelo menos até eu ver Natalie no canto.
Simpatia e raiva misturadas passaram por mim, mas eu forcei um sorriso gentil. Ela
provavelmente não veria seu pai de novo quando eles o levassem. Vilãos, ou não, eles
deveriam poder se despedir.
“Hey,“ eu disse, vendo ela caminhar em minha direção. Tinha uma postura anormal nos seus
movimentos que uma parte de mim notou não estar certa. “Eu não achei que eles deixariam
você entrar.” É claro, eles também não deveriam ter me deixado entrar também.
Ela andou direto pra mim e – sem exagero – me jogou para a parede mais longe. Meu corpo
bateu com força, e eu vi estrelas.
“O que?...” Eu pus uma mão na minha testa e tentei levantar.
Sem se preocupar comigo agora, Natalie soltou Victor com um par de chaves que eu tinha
visto no sinto dos guardiões. Cambaleando nos pés, eu me aproximei dela.
“O que você está fazendo?”
Ela me olhou, e foi quando eu vi. O vermelho nas suas pupilas. Pele muito pálida, mesmo para
um Moroi. Marcas de sangue ao redor de sua boca. E o mais notável de tudo, o olhar nos olhos
dela. Um olhar tão frio e maligno, que meu coração quase paralisou. Era um olhar que dizia
que ela não andava mais entre os vivos – um olhar que dizia que ela agora era um Strigoi.