sexta-feira, 18 de maio de 2012
house of night - escolhida (capitulo 2)
DOIS
“Oooh, é lindo!” eu passei minha mão em cima do dobrado material do cachecol.
Chocada por ter ganhado um presente legal.
“É cashmere,” Damien disse feliz.
Eu tirei da caixa, feliz por ser uma chique, cor de creme ao invés de presentes
vermelho e verde que eu normalmente ganhava. Então eu congelei, percebendo que
fiquei animada cedo demais.
“Vê o boneco de neve costurado nas pontas?” Damien disse. “Não são adoráveis?”
“Yep, adoráveis,” eu disse. Claro - para o natal eles são adoráveis. Para um presente
de aniversario, nem tanto.
“Ok, nós somos as próximas,” Shaunee disse, me entregando uma grande caixa
embrulhada num papel verde natal.
“E não seguimos o tema do boneco de neve,” Erin disse, franzindo para Damien.
“Yeah, ninguém nos contou,” Shaunee também franziu para Damien.
“Está tudo bem!” eu disse um pouco rápido e entusiasmada demais, e então rasguei
o pacote. Dentro havia uma bota de couro preto que seriam incrivelmente chiques, e
legais, e fabulosas... se não fosse pelas árvores de Natal, completa com enfeites vermelho
e dourado, que estava colocada no lado de cada bota. Isso. Só. Pode. Ser. Usado. No.
Natal. O que faz dela definitivamente um presente chato.
“Oh, obrigado.” Eu tentei me emocionar. “Ela é muito fofa.”
“Levou uma eternidade para encontrar,” Erin disse.
“Yeah, botas lisas não dariam para a Srta. Nasceu-dia-24,” Shaunee disse.
“Não, de fato. Botas de couro preto lisas nunca servem,” eu disse, sentindo vontade
de chorar.
“Hey, ainda tem mais um presente.”
A voz de Erik me tirou do buraco negro da minha depressão de presentes de natalaniversário.
“Oh, algo mais?” e eu esperei que só eu tivesse escutado o tom que dizia,
“Oh, outro trágico não-presente presente?”
“Yeah, mais outra coisa.” Quase bobo, ele me entregou uma caixa bem pequena de
forma retangular. “Eu realmente espero que você goste.”
Eu olhei para a casa antes de a pegar e quase deu um grito de surpresa feliz. Erik
estava segurando um presente embrulhado em prata e dourado com um adesivo de uma
joalheria no meio. (Eu juro que ouvi um coro de “Aleluia” crescendo em algum lugar no
fundo.)
“É da Moody´s*”!” (*joalheria) Eu soava sem ar, mas não pude me impedir.
“Eu espero que você goste,” Erik repetiu, erguendo a mão e oferecendo a pequena
caixa prata e dourada como um brilhante tesouro.
Eu rasguei o adorável pacote e expus uma caixa preta de veludo. Veludo. Eu juro.
Veludo de verdade. Eu mordi o lábio para me impedir de rir, segurei o fôlego, e a abri.
A primeira coisa que eu vi foi uma corrente de platina. Sem fala devido a felicidade
meus olhos seguiram a corrente até as lindas perolas que estavam aninhadas no veludo.
Veludo! Platina! Perolas! Eu suguei o ar para poder começar meu
ohmeudeusobrigadoErikvocêéomelhornamoradodomundo quando percebi que as perolas
tinham uma forma estranha. Elas eram defeituosas? A fabulosa e exclusiva joalheria
Moody teria roubado meu namorado? E então eu percebi o que estava vendo.
As perolas tinham a forma de um boneco de neve.
“Você gostou?” Erik perguntou. “Quando eu vi, gritou Aniversário da Zoey para mim,
e eu tive que comprar pra você.”
“Yeah. Eu gostei. É, uh, único.” Eu disse.
“Foi Erik que criou o tema de boneco de neve!” Jack disse feliz.
“Bem, não era realmente um tema,” Erik disse, as bochechas ficando um pouco
rosas. “Eu só achei que seria diferente, e não como aqueles tipos corações que todo
mundo ganha.”
“Yep, corações e coisas assim seria um típico presente de aniversário. Quem iria
querer isso?” eu disse.
“Me deixe colocar em você.” Erik disse.
Não tinha nada mais para fazer a não ser tirar meu cabelo do caminho e deixar Erik
se aproximar para pegar a delicada corrente ao redor do meu pescoço. Eu podia sentir o
boneco de neve pendurado de forma pesado e nojentamente festiva em meu pescoço.
“É fofo,” Shaunee disse.
“E bem caro,” Erin disse. As duas Gêmeas deram os mesmos acenos de aprovação.
“Combina com meu cachecol perfeitamente,” Damien disse.
“E com meu globo de neve!” Jack acrescentou.
“É definitivamente um tema natalino de aniversário,” Erik disse, dando as Gêmeas
um tímido olhar, que ele responderam com olhares de perdão.
“Sim, sim, é certamente um tema de Natal,” eu disse, colocando os dedos no boneco
de neve de perolas. Então eu dei a todos um sorriso muito brilhante. “Obrigado, gente. Eu
realmente aprecio todo o tempo e esforço que levou para vocês acharem presentes tão
especiais. Eu falo sério.” E eu falei sério. Eu posso não gostar dos presentes, mas a
intenção por trás deles é totalmente diferente.
Meus amigos absolutamente sem noção, todos se aproximaram e demos um
estranho abraço grupal que nos fez rir. Então a porta abriu e a luz do corredor iluminou
um cabelo muito grande e loiro.
“Aqui.”
Graças a Deus, meus reflexos transformando-em-vampiro eram muito bons, e eu
peguei a caixa que ela me jogou.
“Correspondência chegou para você enquanto estava aqui com seus amigos nerd,”
ela disse.
“Vá embora, Afrodite, sua bruxa,” Shaunee disse.
“Antes de jogarmos neve em você e você derreter,” Erin acrescentou.
“Tanto faz,” Afrodite disse. Ela começou a se afastar, mas parou e me deu um
grande e inocente sorriso antes de dizer, “Bonito colar de boneco de neve.” Nossos olhos
se encontram e eu juro que ela piscou para mim antes de fazer seu cabelo esvoaçar, com
sua risada flutuando no ar como uma neblina.
“Ela é totalmente vaca,” Damien disse.
“Era de se imaginar que ela tivesse aprendido sua lição quando você tomou as Filhas
Negras dela, e Neferet proclamar que a deusa retirou seus dons de Afrodite,” Erik disse.
“Mas a garota nunca vai mudar.”
Eu olhei afiadamente para ele. Assim diz Erik Night, o ex-namorado dela. Eu não
precisei dizer as palavras em voz alta. Eu sabia pelo jeito de Erik dele olhar rapidamente
para longe de mim que era fácil ler isso em meus olhos.
“Não deixe ela estragar seu aniversario, Z,” Shaunee disse.
“Ignore a bruxa odiosa. Todo mundo ignora,” Erin disse.
Erin estava certa. Desde que o egoísmo de Afrodite tinha feito ela ser publicamente
expulsa da liderança das Filhas Negras, o grupo mais prestigioso da escola, assim como da
posição de sacerdotisa em treinamento e líder das Filhas Negras tinha sido dada a mim,
ela perdeu sua posição de mais popular e poderosa caloura. Nossa Alta Sacerdotisa,
Neferet, que também é minha mentora, deixou claro que nossa deusa, Nyx, retirou seu
favor em relação a Afrodite. Basicamente, Afrodite era evitada onde antes ela era
colocada num pedestal de popularidade e adoração.
Infelizmente, eu sabia que tinha mais na história do que todo mundo acreditava.
Afrodite tinha usado visões, que claramente não tinham sido tiradas dela, para salvar
minha avó assim como Heath, meu namorado humano. Claro, ela foi vaca e egoísta
durante o salvamento, mas ainda sim. Heath e vovó estavam vivos, e boa parte do credito
por isso ia para Afrodite.
Além do mais, recentemente eu descobri que Neferet, nossa Alta Sacerdotisa - minha
mentora, a vampira mais admirada da escola - não era o que ela fingia ser. Na verdade,
eu estava começando a acreditar que Neferet era provavelmente era tão maldosa quanto
poderosa.
Escuridão nem sempre equivale ao mal, assim como luz nem sempre trás o bem. As
palavras que Nyx disse para mim no dia que fui Marcada passaram por minha mente,
resumindo o problema com Neferet. Ela não era o que parecia ser.
E eu não podia contar a ninguém - ou pelo menos não para alguém vivo (o que me
deixa com minha melhor amiga morta viva que eu não consegui falar durante o mês).
Graças a Deus, eu também não tinha falado com Neferet no último mês. Ela foi embora
para um retiro na Europa e só iria voltar no Ano Novo. Eu achei que ia descobrir um plano
sobre como lidar com ela quando ela voltar. Até agora meu plano consistia apenas nisso:
bolar um plano. O que não era fácil. Merda.
“Hey, o que tem no pacote?” Jack disse, me tirando do meu pesadelo mental de
volta para minha festa de aniversario horrível.
Todos olhamos para o pacote marrom que eu ainda estava segurando.
“Eu não sei,” eu disse.
“Eu aposto que é outro presente de aniversário!” Jack gritou. “Abra!”
“Oh, cara...” eu disse. Mas quando meus amigos me deram olhares confusos eu
fique muito ocupada abrindo a caixa. Dentro da caixa havia outra caixa, essa enrolada em
um lindo papel cor de lavanda.
“É outro presente de aniversário!” Jack gritou.
“Me pergunto de quem é?” Damien perguntou.
Eu estava imaginando a mesma coisa, e pensando que o papel me lembrava da
vovó, que vivia numa incrível fazenda de lavanda. Mas porque ela me enviaria um
presente pelo correio quando eu ia encontrar ela mais tarde?
Eu descobri uma suave caixa branca, que eu abri. Dentro havia outra, caixa branca
muito menos colocada por cima de vários lenços de lavanda. A curiosidade me matando,
eu tirei a pequena caixa do ninho de lenços de lavanda. Vários pedaços do papel
grudaram devido a eletricidade* (*igual quando você esfrega uma caneta e os
papeizinhos se grudam nela) no fundo e dos lados da caixa livre, e os tirei antes de abrir.
Enquanto eles flutuaram para a mesa eu espiei dentro da caixa e suguei o ar em choque.
Na “cama” de algodão branco havia o mais lindo bracelete de prata que eu já vi. Eu o
peguei, fazendo barulhinhos devido ao brilhantes pingentinhos.
Havia estrelas do mar e conchas e cavalos marinhos, e cada um deles eram
separados por adoráveis pequenos corações de prata.
“É absolutamente perfeito!” eu disse, balançando meu pulso. “Eu me pergunto quem
pode ter me mandado isso?” Rindo, eu virei meu pulso para cima e para baixo, deixando
as luzes que eram tão suaves em nosso olhos sensíveis de calouros tocar a prata polida e
faze um reflexo. “Deve ter sido vovó, mas isso é estranho porque eu vou encontrar ela
daqui...,’ e eu percebi que todos estavam em um silencio totalmente, absolutamente
desconfortável.
Eu olhei para o meu pulso e depois para meus amigos. Suas expressões passavam
por choque (Damien) a irritação (as Gêmeas) para raiva (Erik).
“O que?”
“Aqui,” Erik disse, me entregando um cartão que deve ter caído fora da caixa junto
com os lenços.
“Oh,” eu disse, instantaneamente reconhecendo a letra. Oh, diabos! Era do Heath.
Mais conhecido como namorado numero 2. Enquanto eu li a curta nota eu senti meu rosto
ficar cada vez mais vermelho e eu sabia que estava numa cor totalmente nada atraente de
vermelho brilhante.
Zo - FELIZ ANIVERSÁRIO! Eu sei o quanto você odeia aqueles horríveis presentes
que tentam juntar o seu aniversário com o natal, então te mandei algo que eu sei que
você vai gostar. Hey! Não tem nada a ver com natal! Duh! Estou odiando essa estúpida
Ilha e as férias chatas com meus pais e estou contado os dias até poder ficar com você de
novo. Te vejo no dia 26! Eu te amo!
Heath.
“Oh,” eu repeti como uma total retardada. “É, uh, do Heath.” Eu queria poder
desaparecer.
“Por favor. Apenas, por favor. Porque você não disse a alguém que não gosta de
presentes de aniversário que tem a ver com Natal?” Shaunee disse em seu jeito direto.
“Yeah, tudo que você tinha que fazer era dizer algo,” Erin disse.
“Uh,” eu disse sucintamente.
“Pensamos que o tema do boneco de neve era uma idéia fofa, mas não é se você
odeia coisas de natal,” Damien disse.
“Eu não odeio coisas de natal,” eu consegui dizer.
“Eu gosto de globos de neve,” Jack disse suavemente, parecendo prestes a chorar.
“A parte da neve me faz feliz.”
“Parece que Heath sabe mais do que você gosta do que nós.” A voz de Erik era chata
e sem emoção, mas seus olhos eram negros e magoados, o que fez meu estomago se
apertar.
“Não, Erik, não é assim,” eu disse rapidamente, dando um passo em direção a ele.
Ele se afastou como se eu tivesse alguma terrível doença que ele podia pegar, e de
repente eu fiquei fula. Não era minha culpa Heath me conhecer desde a terceira série e
ter descoberto o problema com presentes de natal-aniversário anos atrás. Ok, sim, ele
sabia coisas sobre mim que o resto deles não sabia. Não havia nada estranho nisso! O
cara estava na minha vida a 7 anos. Erik e Damien, as Gêmeas e Jack estavam na minha
vida a dois meses - ou menos. Como isso é minha culpa?
Propositalmente, eu olhei para o meu relógio de forma que todos pudessem ver. “Eu
deveria me encontrar com vovó na Starbucks em 15 minutos. É melhor não me atrasar.”
Eu andei até a porta, mas parei antes de sair da biblioteca. Eu virei e olhei para meus
amigos. “Eu não queria magoar ninguém. Eu sinto muito se o bilhete de Heath fez vocês
se sentirem mal - mas isso não é minha culpa. E eu contei a alguém que eu não gosto
quando as pessoas juntam meu aniversario com o natal - eu contei para Stevie Rae.”
house of night - escolhida (capitulo 1)
UM
“Yep, eu tenho um aniversário horrível,” eu disse a minha gata, Nala. (Ok, na
verdade ela não é minha gata e sim sou a pessoa dela. Você sabe como é com gatos: Eles
não tem donos, eles tem empregados. Um gato que eu ignoro.)
De qualquer jeito, eu continuo falando com a gata como se ela estivesse pendurada
em cada palavra minha, o que tããããão não é o caso. “Já faz 17 anos de um aniversário
chato do dia 24 de dezembro. Eu estou completamente acostumada. Não tem nada
demais.” Eu sabia que estava dizendo as palavras só pra me convencer. Nala “mee-ufowed”
para mim em sua voz mal humorada de uma mulher velha e então sentou para
sentar suas partes privadas, claramente entendendo que eu estava cheia.
“Aqui é o negocio,” eu continuei quando terminei de passar um pouco de delineador
nos meus olhos. (e eu digo um pouco passar-delineador-até-parecer-um-guaxinin
definitivamente não é para mim. Na verdade, não é pra ninguém.) “Eu vou ganhar vários
presentes de bom grado que não são presentes de aniversario de verdade - são coisas
com temas de Natal porque as pessoas tentam esmagar meu aniversario com o natal, e
isso não funciona.” Eu encontrei os olhos verdes no espelho. “Mas vamos fingir e fingir
que está tudo bem com os presentes nerds porque as pessoas não entendem que elas
não podem juntar um aniversario com natal. Pelo menos não com sucesso.”
Nala espirrou.
“Exatamente como me sinto, mas seremos boazinhas porque é pior dizer alguma
coisa. Então ganho presentes horríveis e todo mundo fica chateado e as coisas ficam
estranhas.” Nala não parecia convencida, então foquei minha atenção no meu reflexo. Por
um segundo eu pensei ter exagerado no delineador, mas eu olhei mais perto e percebi
que estava fazendo meus olhos ficarem tão grandes e escuros não era do meu delineador.
Embora já fizesse dois meses desde que eu fui Marcada e virei uma vampira, a tatuagem
em forma de lua crescente entre meus olhos e elaborados e os fios de tatuagens
entrelaçadas que emolduravam meu rosto ainda tinham a habilidade de me surpreender.
Eu tracejei uma das linhas espirais com meu dedo. Então quase inconsciente eu abaixei o
a já baixa gola do meu suéter para baixo e expus meu ombro esquerdo. Com uma virada
da minha cabeça eu joguei para trás meu cabelo escuro para que o raro padrão de
tatuagens que começava na base do meu pescoço e se espalhavam por meus ombros até
o lado da minha espinha até a parte baixa das minhas costas. Como sempre, a visão de
minhas tatuagens me dava um choque elétrico que me deixava em parte excitada e em
parte com medo.
“Você não é como todo mundo,” eu sussurrei para meu reflexo. Então limpei minha
garganta em uma voz muito faceira. “E está tudo bem não ser como todo mundo.” Eu
virei os olhos para mim mesma. “Tanto faz.” Eu olhei por cima da minha cabeça, meio
surpresa por não ser visível. Quero dizer, eu definitivamente podia sentir a enorme nuvem
negra que me seguia desde o último mês. “Diabos, estou surpresa por não estar chovendo
aqui. E isso não seria ótimo para o meu cabelo?” Eu sarcasticamente disse para o meu
reflexo. Então suspirei e peguei um envelope que estava na minha mesa, A FAMÍLIA
HEFFER estava escrito com linhas douradas contra o brilhante endereço de resposta. “Em
falar em depressivo...” eu murmurei.
Nala espirrou de novo.
“Você está certa. É melhor acabar com isso.” Eu relutantemente abri meu envelope e
puxei o cartão. “Ah, diabos. É pior do que eu pensei.” Havia uma enorme cruz de madeira
na frente do cartão. No meio da cruz (com um prego ensangüentado) tinha um velho
papel. Escrito (em sangue, é claro) estavam as palavras: Ele É a razão para a temporada.
Dentro do cartão estava escrito (com letras vermelhas, é claro): FELIZ NATAL. Abaixo
disso, com a letra da minha mãe, dizia: Eu espero que você lembre da sua família durante
essa época abençoada do ano. Feliz Aniversário, Com amor, Mamãe e Papai.
“Isso é tão típico,” eu disse a Nala. Meu estomago doeu. “E ele não é meu pai.” Eu
rasguei o cartão em dois e o joguei no lixo, e então levantei olhando para os pedaços. “Se
meus pais não vão me ignorar, eles estão me insultando. Eu prefiro ser ignorada.”
A batida na minha porta me fez pular.
“Zoey, todos querem saber onde você está.” A voz de Damien passou facilmente
pela porta.
“Espera - estou quase pronta,” eu gritei, me balancei mentalmente, e olhei mais uma
vez meu reflexo, decidindo, com uma ponta defensiva, deixar meu ombro nu. “Minhas
Marcas não são como as de todo mundo. É melhor dar as pessoas algo para olhar
enquanto conversam.” Eu murmurei.
Então suspirei. Eu normalmente não sou tão mal humorada. Mas meu péssimo
aniversário, meus péssimos pais...
Não. Eu não podia continuar mentindo para mim mesma.
“Queria que Stevie Rae estivesse aqui,” eu sussurrei.
E era isso, o que tinha feito eu me afastar dos meus amigos (incluindo meus
namorados - os dois) durante o mês e personificando uma grande, carregada, e nojenta
nuvem de chuva. Eu sentia falta da minha melhor amiga e ex colega de quarto, que todos
tinham visto morrer um mês atrás, mas quem eu sabia que tinha virado uma criatura
morta viva da noite. Não importa o quão melodramática e um péssimo filme isso soa. A
verdade era que agora, Stevie Rae deveria estar lá embaixo se ocupando com os detalhes
bobos do meu aniversario chato, e agora ela estava andando em algum lugar nos velhos
túneis de baixo de Tulsa, conspirando com suas criaturas amigas nojentas que eram
realmente maldosos, assim como definitivamente fedidas.
“Uh, Z? Você está bem aí?” A voz de Damien chamou de novo, interrompendo minha
tagarelice mental. Eu levantei Nala que reclamava, virando as costas para o terrível cartão
de natal-aniversário dos meus pais, e corri para a porta, quase atropelando Damien que
parecia preocupado.
“Desculpe... desculpe...” eu murmurei. Ele parou do meu lado, dando pequenos e
rápidos olhares de lado.
“Eu nunca conheci ninguém antes que não fica excitado com seu aniversário,”
Damien disse.
Eu soltei Nala e dei nos ombros, tentando sorrir. “Só estão praticando para quando
estiver velha - tipo com 30 - e precisar mentir sobre minha idade.”
Damien parou e virou seu rosto para mim. “Okayyyyy.” Ele arrastou a palavra.
“Todos sabemos que vampiros de 30 anos ainda parecem ter 20 e definitivamente são
quentes. Na verdade vampiros de 130 anos ainda parecem ter 20 e são definitivamente
bonitos. Então mentir sobre sua idade não é um problema. O que está acontecendo com
você?”
Enquanto hesitei, tentando descobrir o que podia ou não dizer para Damien, ele
levantou uma sobrancelha, e a voz de professor dele disse, “Você sabe o quão sensíveis
minha gente são para emoções, então é melhor você desistir e me contar a verdade.”
Eu suspirei de novo. “Vocês gays são incrivelmente intuitivos.”
“Somos nós: homos - poucos, orgulhosos, e super sensíveis.”
“Homo não é um termo pejorativo?”
“Não se for usado por um homo. Mas você está enrolando e isso não está
funcionando para você.” Ele pôs as mãos nos quadris e bateu o pé.
Eu sorri para ele, mas sabia que a expressão não chegou nos meus olhos. Com uma
intensidade que me surpreendeu, de repente, eu desesperadamente queria contar a
verdade ao Damien.
“Eu sinto falta de Stevie Rae,” eu disse antes de poder me parar.
Ele não hesitou. “Eu sei.” Os olhos dele pareciam suspeitosamente úmidos.
E foi isso. Como se uma represa tivesse se quebrado dentro de mim as palavras
começaram a sair. “Ela deveria estar aqui! Ela estaria correndo como uma mulher louca
colocando decorações de aniversario e provavelmente assando um bolo sozinha.”
“Um bolo realmente horrível,” Damien disse com um pequeno fungo.
“Yeah, mas uma das receitas favoritas de sua mãe,” eu dei o meu melhor sotaque
Okie exagerado enquanto imitava a voz country de Stevie Rae, o que me fez sorrir pelas
lagrimas, e eu pensei o quão estranho era agora que eu estava deixando Damien ver o
quão magoada eu me sentia - e enquanto me sentia desse jeito - meu sorriso chegou nos
meus olhos.
“E as Gêmeas e eu ficaríamos fulas porque ela teria insistido que todos usássemos
aqueles chapéus de aniversários pontudos com um elástico que pinica seu queixo.” Ele
tremeu em um horror não tão fingido. “Deus, eles são tão feios.”
Eu ri e senti um pouco do aperto no meu peito se soltar. “Tem algo sobre Stevie Rae
que me faz sentir bem.” Eu não percebi que usei o verbo no presente até que o sorriso de
Damien vacilou.
“Yeah, ela era ótima,” ele disse, com uma ênfase extra na palavra era enquanto
olhava para mim como se estivesse preocupado com minha sanidade. Se ele apenas
soubesse toda a verdade. Se eu pudesse contar a ele. Mas eu não podia. Se eu contasse,
isso iria levar Stevie Rae ou eu, ou nós duas, a morte. Pra sempre dessa vez.
Então, ao invés disso, eu agarrei o braço do meu amigo obviamente preocupado e
comecei a puxar ele em direção as escadas que levariam até a sala do dormitório das
garotas e meus amigos que esperavam (e seus presentes nerds).
“Vamos. Estou sentindo a necessidade de abrir presentes,” eu menti
entusiasticamente.
“Ohmeudeus! Não posso esperar para você abrir o meu!” Damien disse. “Eu procurei
por ele toda a vida!”
Eu sorri e acenei apropriadamente enquanto Damien falava sobre sua Busca ao
Presente Perfeito. Normalmente ele não é tão gay. Não que o fabuloso Damien Maslin não
seja gay. Ele totalmente é. Mas ele também é alto, com cabelo marrom, grandes olhos
que o fazem parecer um excelente material para namorado (o que ele é - se você é um
cara). Ele não é um gay, mas faça o garoto falar sobre compras e ele definitivamente
mostra algumas tendências femininas. Não que eu não goste disso sobre ele. Eu acho que
ele parece fofo quando ele fala da importância de comprar bons sapatos, e agora a
tagarelice dele era suave. Estava me ajudando a me aprontar para os péssimos presente
que (infelizmente) esperavam por mim.
Pena que não podia me ajudar a enfrentar o que realmente estava me incomodando.
Ainda falando sobre sua Busca de Compras, Damien me guiou até a sala do
dormitório. Eu acenei para várias ondas de garotas empoleiras perto das TVs enquanto
íamos até o pequeno aposento que servia como laboratório de computador e biblioteca.
Damien abriu a porta e meus amigos começaram um coro totalmente desafinado de
“Parabéns pra você.” Eu ouvi Nala assoviar e dando um olhar de lado eu a vi se afastar da
porta e sair trotando pelo corredor. Covarde, eu pensei, embora eu desejasse poder
escapar com ela.
A música acabou (graças a Deus), minha turma me cercou.
“Feliz-feliz” falaram as Gêmeas juntas. Ok - elas não são geneticamente gêmeas.
Erin Bates é uma garota bem branca de Tulsa e Shaunee Cole a uma adorável garota cor
de caramelo descendente de Jamaica que cresceu em Connecticut, mas as duas são tão
bizarramente parecidas que o tom de pele e região não faz diferença nenhuma. Elas são
gêmeas de aulas, o que é muito mais perto do que biologicamente.
“Feliz Aniversário, Z,” disse uma profunda e sexy voz que eu conhecia muito, muito
bem. Eu sai do sanduíche de gêmeas e andei até os braços do meu namorado, Erik. Bem,
tecnicamente, Erik era um dos meus dois namorados, mas o outro Heath, era um
adolescente humano que eu namorei antes de ser Marcada e eu não deveria estar saindo
com ele agora, mas eu meio que acidentalmente suguei o sangue dele e agora tínhamos
Imprint então ele era meu namorado como conseqüência. Sim, era confuso. Sim, faz Erik
ficar brabo. Sim, eu esperava que ele me largasse a qualquer dia por causa disso.
“Obrigado,” eu murmurei olhando para ele e ficando presa de novo nos seus incríveis
olhos. Erik era alto e bonito, com um cabelo escuro parecido com o de Superman e olhos
incrivelmente azuis. Eu relaxei nos braços deles, algo que eu não tinha me permitido
durante o último mês, e temporariamente me deliciei com seu cheiro delicioso e com
senso de segurança que eu sentia quando estava perto dele. Ele encontrou meu olhar e,
como nos filmes, por um segundo tudo sumiu e era apenas nós dois. Quando eu não sai
dos braços dele o sorriso dele era devagar e um pouco surpreso, o que fez meu coração
doer. Eu estava fazendo ele passar por muita coisa ultimamente - e ele nem entendia
porque. Impulsivamente, eu me ergui na ponta dos pés e o beijei, para a alegria geral dos
meus amigos.
“Hey, Erik, porque você não espalha um pouco desse açúcar de aniversário ao
redor?” Shaunee balançou as sobrancelhas para meu sorridente namorado.
“Yeah, doce coisa,” Erin disse, em uma típica imitação gêmea da sobrancelha
balançada de Shaunee. “Que tal um beijo por aqui.”
Eu virei os olhos para as Gêmeas. “Uh, não é o aniversário dele. Você só pode beijar
o aniversariante.”
“Droga,” Shaunee disse. “Eu te adoro, Z, mas não quero te beijar.”
“Apenas, por favor, com beijo de pessoas do mesmo sexo,” Erin disse, então ela riu
para Damien (que estava olhando adoravelmente para Erik). “Eu deixo isso para Damien.”
“Huh?” Damien disse, claramente prestando mais atenção na beleza de Erik do que
nas Gêmeas.
“De novo, nós dizemos -” Shaunee começou.
“Time errado!” e Erin terminou.
Erik de uma risada natural, deu um soco do braço de Damien bem masculino, e
disse, “Hey, se eu decidir algum dia mudar de time, você será o primeiro a saber.” (Outra
razão do porque eu o adoro. Ele é super legal e popular, mas ele aceita as pessoas por
quem são e nunca fica com uma atitude pra cima delas.)
“Uh, eu espero ser a primeira a saber se você mudar de time,” eu disse.
Erik riu e me abraçou, sussurrando, “Não é algo que você deve se preocupar,” no
meu ouvido.
Enquanto eu seriamente considerava dar outro beijo em Erik, um mini furacão na
forma do namorado de Damien, Jack Twist, entrou no aposento.
“Yea! Ela não abriu os presentes ainda. Feliz aniversário, Zoey!” Jack jogou os braços
ao nosso redor (sim, Damien e eu) e nos deu um forte abraço.
“Eu disse que você precisava se apressar,” Damien disse, enquanto nos afastávamos.
“Eu sei, mas eu tinha que me certificar de que ficasse bem embrulhado,” Jack disse.
Com um embrulho que só um homem gay pode fazer, ele pegou na sua bolsa
masculina uma caixa enrolada em uma folhal vermelho com uma brilhante tigela verde
que era tão grande que praticamente engolia o pacote. “Eu mesmo fiz a tigela.”
“Jack é muito bom com artesanato,” Erik disse. “Ele só não é bom em limpar a
sujeira.”
“Desculpe,” Jack disse suavemente. “Eu prometo limpar tudo depois da festa.”
Erik e Jack eram colegas de quarto, provando o quanto Erik era legal. Ele é um
quintanista (em língua normal ele está no segundo ano) e ele também é o cara facilmente
mais popular da escola. Jack é um terceiranista (um calouro), o garoto novo, fofo, mas
meio nerd, e definitivamente gay. Erik podia ter feito um escândalo por ficado como
colega de um bicha e podia ter deixado de ser seu colega de quarto, e fazer da vida de
Jack um inferno na House of Night. Ao invés disso ele o colou embaixo da asa e o trata
como um irmãozinho, um tratamento estendido a Damien, que estava oficialmente saindo
com Jack a duas semanas e meia, hoje. (Todos sabemos disso porque Damien é
ridiculamente romântico e ele celebra o aniversário de duas semanas e meia assim como
celebra os semanais. Sim, faz o resto de nós rir. De um bom jeito.)
“Olá! Em falar de presente!” Shaunee disse.
“Yeah, traga a caixa com a tigela aqui para a mesa de presentes e deixe Zoey a
abrir,” Erin disse.
Eu ouvi Jack sussurrar para Damien, “caixa com tigela?” e peguei o olhar de ajuda de
Damien, enquanto ele assegurava Jack, “Não, está perfeito!”
“Eu vou levar para a mesa e abrir primeiro.” Eu tirei o pacote dele, me apressando
até a mesa, e comecei a tirar a tigela verde brilhante da folha vermelha dizendo, “Eu acho
que vou guardar essa tigela é tão legal.”
Damien me deu uma piscada agradecida. Eu ouvi Erik e Shaunee relinchar e eu
consegui chutar um deles, o que calou os dois. Colocando a tigela de lado eu desenrolei e
abri a pequena caixa e tirei...
Oh, jeesh.
“Um globo de neve,” eu disse, tentando soar feliz. “Com um boneco de neve dentro.”
Ok, um globo com um boneco de neve não é um presente de aniversário. É uma
decoração de natal. Uma patética decoração de natal.
“Yeah! Yeah! E ouça isso ele toca musica!” Jack disse, praticamente pulando de
excitação quando pegou o globo de mim e apertou um botão na base para que “Frosty the
Snowmand” começasse a tocar em notas dolorosas e baratas.
“Obrigado, Jack. É muito bonito,” eu menti.
“Fico feliz que tenha gostado,” Jack disse. “É meio que um tema para o seu
aniversário.” Então ele passou seus olhos em Erik e Damien. Os três riram uns para os
outros como pequenos garotos travessos.
Eu plantei um sorriso no meu rosto. “Oh, bem, ótimo. Então é melhor abrir o
próximo presente.”
“O meu é o próximo!” Damien me entregou uma longa, e leve caixa.
Com um sorriso no lugar, eu comecei a abrir a caixa, embora não pudesse deixar de
desejar que pudesse me transformar numa gata assoviar e sair correndo do aposento.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
house of night - traída (capitulo 32) final
TRINTA E DOIS
“Tem certeza que tem que ser assim?” Detetive Marx perguntou pelo que parecia a
zilionesima vez.
“Yep.” Eu acenei desgastadamente. “Tem que ser assim.” Eu estava tão cansada que eu pensei
que eu podia pegar no sono bem ali no caminhão mostro da policia. Mas eu sabia que eu não
podia. Essa noite ainda não tinha acabado. Meu trabalho ainda não estava acabado.
O detetive suspirou, e eu sorri para ele.
“Você vai ter que confiar em mim,” eu disse, soando muito como ele dita me falado mais cedo.
“Eu não gosto disso,” ele disse.
“Eu sei, e sinto muito. Mas eu te disse tudo que eu posso.”
“Que algum sem teto é responsável por Heath e os outros dois garotos?” Ele balançou a
cabeça. “Parece errado para mim.”
Você tem certeza que não está só um pouquinho psíquico?” Eu sorri, cansada, para ele.
“Se eu fosse, eu seria capaz de descobrir o que parece errado.” Ele balançou a cabeça de novo.
“Explique esse – o que aconteceu com a sua memória?”
Eu já tinha pensando na resposta para isso. “Foi o trauma de hoje a noite. Me fez bloquear o
que aconteceu. E então minha afinidade pelos cinco elementos me ajudou a superar o
bloqueio e eu lembrei.”
“É por isso que você estava com tanta dor?”
Eu dei nos ombros. “Eu acho que sim. Já sumiu de qualquer jeito.”
“Olha, Zoey, tenho certeza que tem mais acontecendo aqui do que você está me dizendo. Eu
quero que você saiba que realmente pode confiar em mim,” ele disse.
“Eu sei disso.” Eu acreditava nele, mas eu também sabia que havia alguns segredos que eu não
podia partilhar. Não com esse detetive muito bom. E nem com ninguém.
“Você não tem que lidar com isso sozinha. Eu posso ajudar você. Você é só uma garota – só
uma adolescente.” Ele soava totalmente exasperado.
Eu encontrei os olhos dele firme. “Não, eu sou uma caloura que é a líder das Filhas Negras e
Alta Sacerdotisa em treinamento. Acredite em mim, isso é muito mais do que apenas uma
adolescente. Eu te dou meu juramento, e você sabe pela sua irmã que meu juramento me
obriga. Eu prometo que te disse tudo o que posso, e que se mais garotos desaparecerem, eu
acredito que posso encontrar eles para você.” O que eu não disse é que eu não tinha 100% de
certeza de como eu ia fazer isso, mas a promessa parecia certa, então eu sabia que Nyx iria me
ajudar a mantê-la. Não que fosse fácil. Mas eu não podia trair a presença de Stevie Rae, o que
significava que ninguém podia sabe sobre as criaturas, ou pelo menos, não até Stevie Rae estar
a salvo.
Marx suspirou de novo, e eu pude ver que ele estava murmurando para si mesmo enquanto
ele parou para me ajudar a descer do seu caminhão. Mas logo antes dele abrir a porta para o
prédio principal Marx (irritantemente) me descabelou e disse, “Certo, vamos fazer isso do seu
jeito. É claro, não é como se eu tivesse escolha.”
Ele estava certo. Ele não tinha escolha.
Eu entrei no prédio antes dele e fui instantaneamente engolfado pelo calor e os cheiros
familiares de incenso e óleo, e das suaves luzes que brilhavam como ansiosos e saudosos
amigos.
Falando nisso...
“Zoey!” Eu ouvi as Gêmeas gritarem juntas, e então eu estava sendo imprensada no meio
delas enquanto elas me abraçavam e choravam e gritavam comigo por preocupar elas e
falavam sem parar sobre serem capazes de sentir quando eu usei os elementos. Damien não
estava muito atrás delas. Então eu estava nos braços fortes de Erik enquanto ele me abraçava
e sussurrava sobre o quão assustado ele estava por mim e o quão feliz ele estava por tudo
estar bem. Eu me permiti descansar nos braços dele e retornei o seu abraço. Mais tarde, eu
iria ver o que fazer sobre Heath e ele. Agora eu estava cansada demais, e de qualquer forma,
eu precisava guardar minhas forças e lidar com –
“Zoey, você nos deu um belo susto.”
Eu saí dos braços de Erik e virei para olhar Neferet.
“Sinto muito. Eu não queria chatear vocês,” eu disse, e era verdade. Eu não queria preocupar
ou chatear ou assustar ninguém.
“Bem, eu suponho que não houve nenhum mal feito. Estamos apenas felizes por você estar
segura em casa.” Ela sorriu para mim com aquele incrível sorriso dela que parecia tão cheio de
amor e luz e bondade, e embora eu soubesse o que aquele sorriso escondia, eu senti meu
coração se apertar e desejei desesperadamente estar errada, que Neferet era tão maravilhosa
quanto eu costumava achar que ela era.
Escuridão nem sempre trás o mal, assim como a luz nem sempre trás o bem. As palavras da
deusa ecoaram na minha mente, me dando força.
“Bem, Zoey é definitivamente nossa heroína,” Detetive Marx disse. “Se ela não estivesse ligada
aquele garoto,ela nunca teria nos ligado a tempo de salvar ele.”
“Sim, bem, esse é um pequeno problema que ela e eu teremos que discutir mais tarde.” Ela
me deu um olhar severo, mas seu tom de me disse que eu não estava com muitos problemas.
Se eles soubessem.
“Detetive, você pegou a pessoa que estava pegando os garotos?” Neferet continuou.
“Não, ele escapou antes de chegarmos, mas tem várias evidencias de que alguém estivesse
vivendo no deposito, na verdade parecia que ele estava sendo usado como algum tipo de QG.
Eu acho que será fácil encontrar provas de que os outros dois garotos foram mortos por
alguém que estava tentando fazer parecer que vampiros estavam levando adolescentes. E
agora, embora Heath não lembre de muita coisa por causa do trauma, Zoey nos deu uma boa
descrição do homem. É só uma questão de tempo antes de nós o pegarmos.”
Eu fui a única que viu surpresa passar pelos olhos de Neferet?
“Isso é maravilhoso!” Neferet disse.
“Yeah.” Eu encontrei os olhos da Alta Sacerdotisa. “Eu contei muito ao Detetive Marx. Minha
memória é muito boa.’
“Estou orgulhosa de você, Zoeybird!” Neferet veio até mim e pos seus braços ao meu redor,
me abraçando de perto. Tão perto que apenas eu ouvi o que ela sussurrou no meu ouvido, “Se
você falar contra mim eu vou me certificar de que nenhum humano ou calouro ou vampiro
acredite em você.”
Eu não me afastei dela. Eu não reagi de forma alguma. Mas quando ela me soltou, em dei meu
golpe final – o único plano desde que a sensação quente e branca tinha passado pela pele das
minhas costas.
“Neferet, você por favor poderia olhar nas minhas costas?”
Meus amigos estavam conversando entre si, claramente rindo de alivio que sentiram desde
que os chamei enquanto o Detetive Marx e eu conversávamos do lado de fora da escola e
pedia a eles para me encontrarem dentro do prédio principal, e para se certificar que Neferet
também estivesse lá. Agora meu estranho pedido, que eu me certifiquei de pedir em voz alta e
claramente, os calou. Na verdade, todos na sala, incluindo o Detetive Marx, estavam olhando
para mim imaginando se talvez eu tenha batido a cabeça ou algo assim durante minhas
aventuras e um pouco do meu cérebro vazou para fora.
“É importante,” eu disse, rindo para Neferet como se estivesse escondendo um presente
embaixo da minha camiseta.
“Zoey, eu não tenho certeza do que – “ Neferet começou, tom dela cuidadosamente divido
entre preocupação e embaraçamento.
Eu dei um suspiro exagerado. “Jeesh, só olhe.” E antes de qualquer um me impedir, em me
virei para que minhas costas estivesse os encarando, e levantei a ponta da minha camiseta
(tento cuidado para manter a parte da frente coberta).
Eu realmente não estava preocupada de estar errada, mas os barulhos de surpresa e
exclamações de felicidade dos meus amigos foram um alivio de se ouvir.
“Z! Sua Marca se espalhou.” Erik riu e tocou as novas tatuagens dapele das minhas costas.
“Wow, isso é incrível,’ Shaunee disse.
“Totalmente legal,’ Erin disse.
“Espetacular,” Damien disse.”É o mesmo labirinto de suas outras Marcas.”
“Yeah, com os símbolos de runa espaçados entre espirais,” Erik disse.
Eu acho que eu fui a única que notou que Neferet não disse nada.
Eu soltei minha camiseta. Eu estava seriamente ansiosa para chegar a um espelho para poder
ver o que eu só era capaz de sentir.
“Parabéns, Zoey. Eu imagino que isso significa que você continua a espalhar sua bondade,”
Detetive Marx disse.
Eu sorri para ele. “Obrigado. Obrigado por tudo hoje a noite.”
Nossos olhos se encontraram e ele piscou. Então ele se virou para Neferet. “É melhor eu ir,
senhora. Tem muito trabalho a ser feito ainda. Além do mais, eu imagino que Zoey está
ansiosa para ir para cama. Boa noite a todos.” Ele tocou seu chapéu, sorriu para mim de novo,
e saiu.
“Estou realmente cansada.” Eu olhei para Neferet. “Se estiver tudo bem, gostaria de ir para
cama.”
“Sim, querida,” ela disse suavemente.”Isso está bem.”
“E também eu gostaria de dar uma passada no Templo de Nyx no caminho para o dormitório,
se estiver tudo bem para você,” eu disse.
“Você realmente tem muita coisa para agradecer a Nyx. Parar no templo dela é uma boa
idéia.”
“Vamos com você, Z,” Shaunee disse.
“Yeah, Nyx estava com todos nós hoje a noite,” Erin disse.
Damien e Erik fizeram sons de concordância, mas eu não olhei para nenhum dos meus amigos.
Eu mantive contato visual com Neferet e disse, “Eu vou agradecer Nyx, mas tem outra razão do
porque eu ira até o templo.” Eu não esperei que para ela me questionar, mas continuei
seriamente, “Eu vou acender uma vela da terra para Stevie Rae. Eu prometi a ela que não a
esqueceria.”
Meus amigos estavam murmurando suaves palavras de concordância, mas eu mantive minha
atenção focada em Neferet enquanto eu devagar e deliberadamente andava até ela.
“Boa noite, Neferet,” eu disse e dessa vez eu a abracei, e a coloquei mais perto de mim e
sussurrei, “Humanos e calouros e vampiros não precisam acreditar em mim porque Nyx
acredita. Isso não acabou entre nós.”
Eu me afastei dos braços de Neferet e virei minhas costas para ela. Juntos, meus amigos e eu
saímos e cruzamos a curta distancia até o Templo de Nyx. Finalmente tinha parado de nevar, e
a lua estava aparecendo entre acúmulos de nuvens que pareciam ser feitas de seda. Eu parei
da linda estatua de mármore da deusa que ficava na frente do templo dela.
“Aqui,” eu disse firmemente.
“Zo?” Erin disse questionadoramente.
“Eu quero por uma vela para Stevie Rae aqui, nos pés de Nyx.”
“Eu vou pegar para você,” Erik disse. Ele apertou minha mão e entrou no Templo de Nyx.
“Você está certa,” Shaunee disse.
“Yeah, Stevie Rae ira gostar que fosse acessa aqui,” Erin disse.
“É mais perto da terra,” Damien disse.
“E é mais perto de Stevie Rae,” eu disse suavamente.
Erik voltou e me entregou a vela verde, junto com o isqueiro ritualístico. Seguindo meus
instintos, eu acendi a vela e a coloquei nos pés de Nyx.
“Estou lembrando de você, Stevie Rae. Assim como eu prometi,” eu disse.
“Eu também,” disse Damien.
“Eu também,” disse Shaunee.
“Digo o mesmo,” disse Erin.
“Eu também estou lembrando,” disse Erik.
O cheiro de grama de campina de repente cercou a estatua de Nyx, fazendo meus amigos
sorrirem enquanto choravam. Antes de nos afastarmos eu fechei meus olhos e sussurrei uma
reza que era uma promessa que eu senti profundamente na minha alma.
Eu vou voltar por você, Stevie Rae.
house of night - traída (capitulo 31)
TRINTA E UM
Eu estava em uma linda campina que era no meio do que parecia ser uma densa floresta. Uma
quente e suave brisa estava soprando o cheiro de lilás para mim.Uma corrente passou pela
campina, é água cristalizada borbulhando musicalmente por cima de suaves pedras.
“Zoey? Você pode me ouvir, Zoey?” Uma voz masculina insistente se intrometeu no meu
sonho.
Eu franzi e tentei ignorar ele. Eu não queria acordar, mas meu espírito se movimentava. Eu
preciso acordar. Eu preciso lembrar. Ela precisa que eu lembre.
Mas quem é ela?
“Zoey...” Dessa vez a voz estava dentro do um sonho e eu podia ver meu nome pintado contra
o céu azul de primavera. A voz era de mulher... um familiar...mágico... fantástico. “Zoey...”
Eu olhei ao redor da claridade e encontrei a deusa sentada do lado do riacho, graciosamente
empoleirada na pedra suave de Oklahoma com seus pés descalços brincando com a água.
“Nyx!” Eu chorei. “Estou morta?” Minhas palavras brilharam ao meu redor.
A deusa sorriu. “Você vai me perguntar isso toda vez que eu te visitar, Zoey Redbird?”
“Não, eu, uh, desculpe.” Minhas palavras eram rosas, provavelmente corando junto com
minhas bochechas.
“Não se desculpe, minha filha. Você fez muito bem. Estou satisfeita com você. Agora, é hora de
você acordar. E eu também gostaria que você se lembrasse que os elementos podem restaurar
assim como destruir.”
Eu comecei a agradecer a ela, embora eu não tivesse idéia do que ela estava falando, mas o
balanço dos meus ombros e uma repentina corrente de ar frio me interrompeu. Eu abri meus
olhos.
Neve caia ao meu redor. O Detetive Marx estava abaixado perto de mim, chacoalhando meus
ombros. Com a estranha nevoa na minha mente, só encontrei uma palavra. “Heath?” Eu
resmunguei.
Mark virou seu queixo para a direita e eu virei minha cabeça para ver o corpo parado de Heath
sendo colocado numa ambulância.
“Ele está...” eu não pude terminar.
“Ele está bem, só batido. Ele perdeu muito sangue e já estão dando algo a ele para a dor.”
“Batido?” Eu estava lutando para fazer tudo ter sentido. “O que aconteceu com Heath?”
“Multiplas lacerações, assim como aqueles outros garotos. Foi bom que você o encontrou e
me chamou antes dela sangrar até morrer.” Ele apertou meu ombro. Um paramédico tentava
mover Marx para o lado, mas ele disse, “Eu cuido dela. Ela só precisava voltar para a House of
Night e ficará bem.”
Eu vi o paramédico me dar um olhar que claramente dizia aberração, mas as fortes mãos do
Detetive Marx estavam me ajudando a sentar e seu corpo alto bloqueou minha visão do
paramédico que resmungava.
“Você pode andar até o meu carro?” Marx perguntou.
Eu acenei. Meu corpo estava se sentindo melhor, mas minha mente ainda estava toda
amassada. O “carro” de Marx era um enorme caminhão com rodas gigantes e grades de
estrada. Ele me ajudou a entrar no banco da frente, que estava quente e confortável, mas
antes de fechar a porta eu de repente lembrei de outra coisa, mesmo que o esforço tivesse
feito minha cabeça parecer que ia se abrir. “Persephone! Ela está bem?”
Marx parecia confuso por um segundo, então sorriu. “A égua?”
Eu acenei.
“Ela está bem. Um oficial está levando ela até o estábulo da policia no centro até as estradas
estarem limpas o bastante para pegar um trailer e levar ela de volta a House of Night.” O
sorriso dele aumentou. “Parece que você é mais corajosa que a força policial de Tulsa.
Nenhum deles se voluntariou para galopar ela de volta.”
Eu descansei minha cabeça contra o assento enquanto ele começou a dirigir e navegar
vagarosamente através da corrente de neve para longe do deposito. Deveria haver pelo menos
10 carros da policia, junto com um caminhão de bombeiros e duas ambulâncias estacionados
com luzes vermelhas e azuis e brancas contra a vazia noite gelada.
“O que aconteceu aqui hoje a noite, Zoey?”
Eu pensei, e tive que apertar meus olhos contra a dor repentina na minha cabeça. “Eu não
lembro,” eu consegui dizer através da dor nas minhas têmporas. Eu podia sentir o afiado olhar
dele em mim. Eu encontrei os olhos do detetive e lembrei dele me contar sobre sua irmã
gêmea, a vampira que ainda o amava. Ele disse que eu podia confiar nele, e eu acreditava nele.
“Algo está errado,” eu admiti. “Minha memória está confusa.”
“Ok,” ele disse devagar. “Comece com a ultima coisa que você consegue lembrar facilmente.”
“Eu estava escovando Persephone e de repente eu sabia onde Heath estava, e que ele ia
morrer se eu não fosse pegar ele.”
“Vocês dois tiveram um Imprint?” Minha surpresa deve ter sido fácil de ler, porque ele sorriu e
continuou. “Minha irmã e eu conversamos, e eu tenho estado curioso sobre coisas de
vampiros, especialmente logo depois que ela Mudou.” Ele deu nos ombros, como se não fosse
grande coisa um humano saber todo tipo de informação dos vampiros. “Somos Gêmeos, então
estamos acostumados a dividar tudo. Uma mudança de espécie não fez muita diferença para
nós.” Ele olhei para mim de lado. “Vocês tiveram um Imprint, não é?”
“Yeah, Heath e eu tivemos um Imprint. Foi assim que eu soube onde ele estava.” Eu deixei de
fora as coisas sobre Afrodite. De jeito nenhum eu ia explicar todo o as-visões-dela-são-reaismas-
Neferet-tem-estado...
“Ah!” Dessa vez eu me afoguei em voz anta devido a agonia dentro da minha cabeça.
“Profundas e calmas respirações,” Marx disse, me dando olhares preocupados sempre que
podia tirar os olhos da estrada. “Eu disse sempre que fosse fácil de lembrar.”
“Não, está tudo bem. Estou bem. Eu quero fazer isso.”
Ele ainda parecia preocupado, mas continuou a me interrogar. “Certo, você sabia que Heath
estava com problemas, e sabia onde estava.Então, porque você não me ligou e me disse para ir
ao deposito?”
Eu tentei lembrar e a dor passou pela minha cabeça, mas junto com a dor veio raiva. Algo tinha
acontecido a minha mente. Alguém tinha mexido com a minha mente. Tudo isso me irritou. Eu
esfreguei minhas têmporas e cerrei meus dentes contra a dor.
“Talvez devêssemos parar um pouco.”
“Não! Só me deixe pensar,” eu disse. Eu podia me lembrar do estábulo e de Afrodite. Eu podia
lembrar que Heath precisava de mim, e a selvagem volta na neve com Persephone até o porão
do deposito. Mas quando eu tentei lembrar além do porão a agonia que passou pela minha
cabeça se tornou demais para mim.
“Zoey!” A preocupação do Detetive Marx penetrou através da dor.
“Alguma coisa mexeu com a minha mente.” Eu limpei as lagrimas que eu não percebi estarem
rolando pelo meu rosto.
“Pedaços da sua memória sumiram.”
Não parecia uma pergunta, mas eu acenei mesmo assim.
Ele ficou quieto por um tempo. Parecia que ele estava se concentrando na estrada deserta e
cheia de neve, mas eu achei que sabia mais, e as próximas palavras dele me disseram que eu
estava certa.
“Minha irmã” – ele sorriu e olhou para mim – “ o nome dela é Anne, me avisou uma vez que se
eu irritasse uma Alta Sacerdotisa eu poderia me meter em problemas sérios porque elas tem
como apagar coisas, e o que ela quis dizer por “coisas” é a memória das pessoas.” Ele olhou
para a estrada de novo, e dessa vez o sorriso dele sumiu. “Então, eu acho que a pergunta é: o
que você fez para irritar a Alta Sacerdotisa?”
“Eu não sei. Eu...” Minha voz morreu quando pensei sobre o que ele tinha dito. Eu não tentei
lembrar o que aconteceu. Ao invés disso, eu deixei minha mente viajar preguiçosamente mais
para trás... para Afrodite e o fato de que Nyx ainda a estava abençoando ela com visões,
embora Neferet tivesse espalhado que as visões dela eram falsas... até o pequeno, quase
imperceptível senso de algo errado que cresceu como um fungo ao redor de Neferet, até o
culminante domingo a noite e quando ela minou as decisões que eu fiz para as Filhas Negras...
até a horrível cena que eu testemunhei entre Neferet e... e... eu me segurei contra o calor que
estava começando a pulsar na minha cabeça e, junto com flashes de dor perfurante, lembrei
da criatura que Elliott tinha se tornado, se alimentando do sangue da Alta Sacerdotisa.
“Pare o caminhão!” Eu gritei.
“Estamos quase na escola, Zoey.”
“Agora! Eu vou vomitar.”
Ele parou do lado da estrada vazia. Eu abri a porta e caia na rua de neve, começando a me
abaixar, e vomitar minhas tripas no banco de neve. O Detetive Marx estava ao meu lado,
colocando meu cabelo para trás e parecendo muito como um pai quando me disse para
respirar e que tudo ficaria bem. Eu busquei por ar e finalmente levantei. Ele me entregou um
lenço, um daqueles antigos de linho que estava dobrando em um limpo quadrado.
“Obrigado.” Eu tentei devolver para ele depois de limpar meu rosto e assoprar meu nariz, mas
ele sorriu e disse, “Fique com ele.”
Eu fique parada ali, só respirando e deixando a batida na minha cabeça sumir enquanto olhava
para um calmo de neve intocada até alguns carvalhos distantes que cresciam perto de um
muro de pedra e tijolos. E com uma onda de surpresa, eu percebi onde estavamos.
“É o muro leste da escola,” eu disse.
“Yeah, pensei em te trazer pelas portas dos fundos – te dar mais tempo para se acalmar, e
talvez restaurar um pouco da sua memória.”
Restaurar... O que tinha essa palavra? Tentativamente, eu pensei com força, tentando lembrar
enquanto eu me segurava contra a dor que eu tinha certeza que viria. Mas ela não veio, e na
minha memória veio a visão de uma linda campina, e as sábias palavra da minha deusa... os
elementos podem restauras assim como destruir.
E então entendi o que precisava fazer.
“Detetive Marx, eu preciso de um minuto aqui, ok?”
“Sozinha?” ele perguntou.
Eu acenei.
“Eu estarei no caminhão, olhando você. Se precisar, chame.”
Eu sorri em agradecimento, mas antes dele virar para entrar no caminhão eu estava andando
até os carvalhos. Eu não precisava ficar embaixo deles – ficar no terreno da escola, mas ficar
perto deles me ajudava a me concentrar. Quando eu estava perto o bastante para ver seus
galhos entrelaçados como velhos amigos, eu parei e fechei os olhos.
“Vento, eu te chamo até mim e dessa vez eu peço que você limpe qualquer mancha escura
que tocou minha mente.” Eu senti uma rajada de frio, como se eu estivesse sendo pega pelo
meu furação pessoal, mas ele não estava se pressionando contra o meu corpo. Estava
enchendo minha mente. Eu mantive meus olhos fortemente fechados e bloqueei a dor de
cabeça que estava voltado a minhas têmporas. “Fogo, eu te chamo e peço que você queime da
minha mente qualquer escuridão que a tenha tocado.” Calor encheu minha mente, só que não
era como a quente corrente que eu senti antes. Ao invés disso era um bom calor, como uma
calefação. “Água, eu te chamo e peço que você lave da minha mente a escuridão que a tocou.”
Frio entrou no calor, acalmando o que estava super aquecido e trazendo um alivio incrível.
“Terra, eu te chamo e peço que sua força nutritiva pegue da minha mente a escuridão que a
tocou.” Da sola dos meus pés, onde eu estava firmemente conectada a terra, foi como se uma
torneira tivesse se aberto e eu imaginei ela derramando a escuridão para fora do meu corpo
para ser consumida pela força e bondade da terra.” E, espírito, eu peço que você cure o que a
escuridão destruiu da minha mente, e restaure minha memória!” Algo se quebrou em mim e
um sensação quente e branca passou pelas minhas costa, me derrubando com força de
joelhos.
“Zoey! Zoey! Meu Deus, você está bem?”
Mais uma vez as mãos fortes do Detetive Marx estavam chacoalhando meus ombros e ele
estava me ajudando perto de mim. Dessa vez meus olhos se abriram facilmente e eu sorri para
o resto dele.
“Mais do que bem. Eu lembro de tudo.”
house of night - traída (capitulo 30)
TRINTA
Meu rosto se avermelhou de embaraço enquanto eu saída dos braços de Heath, limpando a
boca e respirando com força. Stevie Rae estava parada no túnel só a alguns metros de nós.
Lágrimas escorriam de suas bochechas e seu rosto estava virado em desespero.
“Me mate,” ela repetiu em um soluço.
“Não.” Eu balancei a cabeça e dei um passo em direção a ela, mas ela se afastou de mim,
levantando sua mão como se quisesse me parar.Eu parei e respirei fundo, tentando me colocar
sob controle. “Volte para a House of Night comigo. Vamos descobrir como isso aconteceu. Vai
ficar tudo bem, Stevie Rae, eu prometo. Tudo o que importa é que você está viva.”
Stevie Rae começou a tremer as mãos quando comecei a falar. “Eu não estou realmente viva,
eu não posso voltar lá.”
“É claro que você está viva. Está andando e falando.”
“Eu não sou mais eu. Eu morri, e parte de mim – a melhor parte de mim – ainda está morta,
assim como é para o resto de nós.” Ela gesticulou de volta para a caverna.
“Você não parece com eles,” eu disse firmemente.
“Eu sou mais como eles do que como você.” O olhar dela mudou de mim para Heath, que
estava parado quieto ao meu lado. “Você não iria acreditar nas coisas horríveis que passam
pela minha cabeça. Eu poderia matar ele sem pensar duas vezes. Eu já teria feito, se o sangue
dele não tivesse mudado devido ao Imprint com você.”
“Talvez não seja só isso,Stevie Rae.Talvez você não tenha matado ele porque você não queria,”
eu disse.
Os olhos dela encontraram os meus de novo. “Não. Eu queria matar ele. Ainda quero.”
“O resto deles mataram Brad e Chris,” Heath disse. “E isso foi minha culpa.”
“Heath, agora não é a hora –“ eu comecei, mas ele me cortou.
“Não, precisamos deixar isso claro, Zoey. Aquelas coisas agarraram Brad e Chris porque eles
estavam perto da House of Night, e isso é minha culpa porque eu disse a eles o quão quente
você é.” Ele me deu um olhar apologético. “Desculpe,Zo.” Então a expressão dele endureceu e
ele disse, “Você deveria matar ela. Você deveria matar todos eles. Desde que eles estejam
vivos, as pessoas estarão em perigo.”
“Ele está certo,” Stevie Rae disse.
“E como matar você e o resto dele resolve isso? Mais de vocês não vão aparecer?” Eu me
decidi e fechei o espaço entre Stevie Rae e eu. Ela parecia querer ir embora, mas minhas
palavras a impedira. “Como isso aconteceu? O que te fez ficar assim?”
O rosto dela se contorceu de angustia. “Eu não sei como. Só sei quem.”
“Então quem fez isso?”
Ela abriu a boca para me responder, com um movimento tão rápido que o corpo dela virou um
borrão, ela de repente estava assustada contra o lado do túnel.
“Ela está vindo!”
“O que? Quem?” eu me abaixei ao lado dela.
“Saia daqui! Rápido.Provavelmente ainda tem tempo para você fugir.” Então Stevie Rae se
estendeu e pos minha mão na dela. A pele dela era fria, mas seu aperto era forte. “Ela vai te
matar se te ver – você e ele. Você sabe demais. Ela pode te matar mesmo assim, mas será mais
difícil para ela fazer isso, se você voltar para a House of Night.”
“De quem você está falando, Stevie Rae?”
“Neferet.”
O nome passou por mim mesmo enquanto eu balançava a cabeça em negação e sentia a
verdade se aprofundar em mim.
“Neferet fez isso com você, com todos vocês?”
“Sim. Agora saia daqui, Zoey!”
Eu podia sentir o terror dela e sabia que ela estava certa. Se Heath e eu não fossemos embora,
nós iríamos morrer.
“Eu não vou desistir de você, Stevie Rae. Use seu elemento. Você ainda tem uma conexão com
a terra, eu posso sentir. Então use seu elemento para ficar forte. Eu vou voltar por você, e de
alguma forma vamos resolver isso – vamos fazer ficar tudo bem. Eu prometo.” Então eu
abracei ela, e depois de apenas uma pequena hesitação, ela me abraçou também.
“Vamos, Heath.” Eu agarrei a mão dele para poder guiar ele rapidamente pelo túnel escuro. A
luz na minha palma tinha apagado quando eu chamei a terra, e de jeito nenhum eu ia me
arriscar em confiar nele. Pode guiar ela a nós. Enquanto eu corria pelo túnel eu ouvi o sussurro
de Stevie Rae “Por favor, não esqueça de mim...” Nos seguir.
Heath e eu corremos. A onda de energia do sangue que ele tinha me dado não durou muito
tempo, quando chegamos na escada de metal que levava para a grade do porão, eu queria cair
e dormir por dias. Heath estava se apressando na escada e para entrar no porão, mas eu o fiz
esperar. Respirando com força, eu me inclinei contra o lado do túnel e buscando meu celular
no bolso da minha calça, junto com o cartão do Detetive Marx. Eu abri o telefone e eu juro que
meu coração não bateu até as barras começarem a ficar verdes.
“Você pode me ouvir agora?” Heath disse, rindo para mim.
“Sssh!” Eu disse a ele, mas sorrindo em resposta. Então digitei o numero do detetive.
“Aqui é Marx,” a profunda voz respondeu no segundo toque.
“Detetive Marx, aqui é Zoey Redbird. Eu só tenho um segundo para falar, então tenho que
desligar. Eu encontrei Heath Luck. Estamos no porão do deposito de Tulsa, e precisamos de
ajuda.”
“Agüentem firme. Eu estarei ai em breve!”
Um barulho de baixo fez eu cortar a conexão e desligar o telefone. Eu pressionei meu dedo nos
lábios quando Heath começou a falar. Heath pos seus braços ao meu redor, e tentamos não
respirar. Então ouvi o coo-coo de um pomba e o agito de asas.
“Eu acho que é só uma ave,” Heath sussurrou. “Eu vou olhar.”
Eu estava muito cansada para discutir com ele, além do mais Marx estava a caminho e eu
estava cheia do túnel úmido e nojento. “Cuidado,” eu sussurrei para ele.
Heath acenou e apertou meu ombro, então subiu a escada. Devagar e com cuidado ele ergueu
a grade de metal, colocando a cabeça para fora e espiando ao redor. Logo ele desceu e fez
uma menção para mim subir e pegar a mão dele. “É só um pombo. Vem.”
Cansada, eu subi com ele e deixei ele me puxar para o porão. Sentamos no canto perto da
grade por vários longos minutos, ouvindo atentamente. Finalmente, eu sussurrei, “Vamos sair
e esperar por Marx lá.” Heath já tinha começado a tremer, mas eu lembrei do cobertor que
Afrodite tinha me feito trazer. Além do mais, eu prefiro arriscar com o tempo do que ficar
nesse porão assustador.
“Eu odeio aqui também. É como uma droga de tumba,” Heath disse suavemente entre o
ranger dos dentes.
Com a mão na mão dele, andamos pelo porão, passando pela forte luz acinzentada que
refletiva o mundo de fora. Estávamos na porta de ferro quando eu ouvi o distante barulho da
sirene da policia. A terrível tensão em meu corpo tinha começado a relaxar quando a voz de
Neferet veio das sombras.
“Eu deveria saber que você estaria aqui.”
O corpo de Heath pulou surpreso e eu apertei minha mão na mão quente dele. Quando
viramos para olhar para ela, eu estava me centrando e podia sentir o poder dos elementos
começarem a tremer o ar ao meu redor. Eu respirei fundo e cuidadosamente limpei minha
mente.
“Oh, Neferet! Estou tão feliz por ver você!”Eu apertei a mão de Heath mais uma vez antes de
soltar, tentando telegrafar concorde com o que quer que eu diga, através do toque. Então eu
corri, soluçando até a os braços da Alta Sacerdotisa. “Como você me achou? O Detetive Marx
te ligou?”
Eu podia ver indecisão nos olhos dela enquanto Neferet suavemente se afastavam dos meus
braços. “Detetive Marx?”
“Yeah.” Eu funguei e limpei meu nariz na manga, me forçando a emitir alivio e confiança nela.
“É ele vindo agora mesmo.” O som da sirene estava muito próximo, e eu pude ouvir que estava
junto de pelo menos mais dois carros. “Obrigado por me encontrar!” Eu disse emocionada.
“Foi tão terrível. Eu pensei que as pessoas de rua maluca iam matar nós dois.” Eu me movi até
Heath e peguei a mão dele de novo. Ele estava olhando para Neferet, parecendo muito como
se estivesse em choque. Eu percebi que ele provavelmente estava lembrando partes do única
outra vez que ele viu a Alta Sacerdotisa – a noite que os vampiros fantasmas quase o tinham
matado – e imaginei que a mente dele estava muito apavorada para Neferet sentir o que
estava acontecendo dentro da cabeça dele. Uma boa coisa.
As portas do carro estavam batendo e pés pesados estavam andando na neve.
“Zoey, Heath...” Neferet se moveu rapidamente até nós. Ela levantou suas mãos, que
brilhavam de forma estranha, com uma luz vermelha, de repente me lembrando de coisas
mortas vivas. Antes deu poder correr ou gritar ou até respirar, ela agarrou nossos ombros. Eu
senti Heath ficar rígido enquanto dor passava pelo meu corpo. Explodiu na minha mente e
meus joelhos teriam cedido se as mãos não estivem me segurando firme. “Você não ira
lembrar de nada!” As palavras ecoaram pela minha mente cheia de agonia, e então só ouve
escuridão.
Meu rosto se avermelhou de embaraço enquanto eu saída dos braços de Heath, limpando a
boca e respirando com força. Stevie Rae estava parada no túnel só a alguns metros de nós.
Lágrimas escorriam de suas bochechas e seu rosto estava virado em desespero.
“Me mate,” ela repetiu em um soluço.
“Não.” Eu balancei a cabeça e dei um passo em direção a ela, mas ela se afastou de mim,
levantando sua mão como se quisesse me parar.Eu parei e respirei fundo, tentando me colocar
sob controle. “Volte para a House of Night comigo. Vamos descobrir como isso aconteceu. Vai
ficar tudo bem, Stevie Rae, eu prometo. Tudo o que importa é que você está viva.”
Stevie Rae começou a tremer as mãos quando comecei a falar. “Eu não estou realmente viva,
eu não posso voltar lá.”
“É claro que você está viva. Está andando e falando.”
“Eu não sou mais eu. Eu morri, e parte de mim – a melhor parte de mim – ainda está morta,
assim como é para o resto de nós.” Ela gesticulou de volta para a caverna.
“Você não parece com eles,” eu disse firmemente.
“Eu sou mais como eles do que como você.” O olhar dela mudou de mim para Heath, que
estava parado quieto ao meu lado. “Você não iria acreditar nas coisas horríveis que passam
pela minha cabeça. Eu poderia matar ele sem pensar duas vezes. Eu já teria feito, se o sangue
dele não tivesse mudado devido ao Imprint com você.”
“Talvez não seja só isso,Stevie Rae.Talvez você não tenha matado ele porque você não queria,”
eu disse.
Os olhos dela encontraram os meus de novo. “Não. Eu queria matar ele. Ainda quero.”
“O resto deles mataram Brad e Chris,” Heath disse. “E isso foi minha culpa.”
“Heath, agora não é a hora –“ eu comecei, mas ele me cortou.
“Não, precisamos deixar isso claro, Zoey. Aquelas coisas agarraram Brad e Chris porque eles
estavam perto da House of Night, e isso é minha culpa porque eu disse a eles o quão quente
você é.” Ele me deu um olhar apologético. “Desculpe,Zo.” Então a expressão dele endureceu e
ele disse, “Você deveria matar ela. Você deveria matar todos eles. Desde que eles estejam
vivos, as pessoas estarão em perigo.”
“Ele está certo,” Stevie Rae disse.
“E como matar você e o resto dele resolve isso? Mais de vocês não vão aparecer?” Eu me
decidi e fechei o espaço entre Stevie Rae e eu. Ela parecia querer ir embora, mas minhas
palavras a impedira. “Como isso aconteceu? O que te fez ficar assim?”
O rosto dela se contorceu de angustia. “Eu não sei como. Só sei quem.”
“Então quem fez isso?”
Ela abriu a boca para me responder, com um movimento tão rápido que o corpo dela virou um
borrão, ela de repente estava assustada contra o lado do túnel.
“Ela está vindo!”
“O que? Quem?” eu me abaixei ao lado dela.
“Saia daqui! Rápido.Provavelmente ainda tem tempo para você fugir.” Então Stevie Rae se
estendeu e pos minha mão na dela. A pele dela era fria, mas seu aperto era forte. “Ela vai te
matar se te ver – você e ele. Você sabe demais. Ela pode te matar mesmo assim, mas será mais
difícil para ela fazer isso, se você voltar para a House of Night.”
“De quem você está falando, Stevie Rae?”
“Neferet.”
O nome passou por mim mesmo enquanto eu balançava a cabeça em negação e sentia a
verdade se aprofundar em mim.
“Neferet fez isso com você, com todos vocês?”
“Sim. Agora saia daqui, Zoey!”
Eu podia sentir o terror dela e sabia que ela estava certa. Se Heath e eu não fossemos embora,
nós iríamos morrer.
“Eu não vou desistir de você, Stevie Rae. Use seu elemento. Você ainda tem uma conexão com
a terra, eu posso sentir. Então use seu elemento para ficar forte. Eu vou voltar por você, e de
alguma forma vamos resolver isso – vamos fazer ficar tudo bem. Eu prometo.” Então eu
abracei ela, e depois de apenas uma pequena hesitação, ela me abraçou também.
“Vamos, Heath.” Eu agarrei a mão dele para poder guiar ele rapidamente pelo túnel escuro. A
luz na minha palma tinha apagado quando eu chamei a terra, e de jeito nenhum eu ia me
arriscar em confiar nele. Pode guiar ela a nós. Enquanto eu corria pelo túnel eu ouvi o sussurro
de Stevie Rae “Por favor, não esqueça de mim...” Nos seguir.
Heath e eu corremos. A onda de energia do sangue que ele tinha me dado não durou muito
tempo, quando chegamos na escada de metal que levava para a grade do porão, eu queria cair
e dormir por dias. Heath estava se apressando na escada e para entrar no porão, mas eu o fiz
esperar. Respirando com força, eu me inclinei contra o lado do túnel e buscando meu celular
no bolso da minha calça, junto com o cartão do Detetive Marx. Eu abri o telefone e eu juro que
meu coração não bateu até as barras começarem a ficar verdes.
“Você pode me ouvir agora?” Heath disse, rindo para mim.
“Sssh!” Eu disse a ele, mas sorrindo em resposta. Então digitei o numero do detetive.
“Aqui é Marx,” a profunda voz respondeu no segundo toque.
“Detetive Marx, aqui é Zoey Redbird. Eu só tenho um segundo para falar, então tenho que
desligar. Eu encontrei Heath Luck. Estamos no porão do deposito de Tulsa, e precisamos de
ajuda.”
“Agüentem firme. Eu estarei ai em breve!”
Um barulho de baixo fez eu cortar a conexão e desligar o telefone. Eu pressionei meu dedo nos
lábios quando Heath começou a falar. Heath pos seus braços ao meu redor, e tentamos não
respirar. Então ouvi o coo-coo de um pomba e o agito de asas.
“Eu acho que é só uma ave,” Heath sussurrou. “Eu vou olhar.”
Eu estava muito cansada para discutir com ele, além do mais Marx estava a caminho e eu
estava cheia do túnel úmido e nojento. “Cuidado,” eu sussurrei para ele.
Heath acenou e apertou meu ombro, então subiu a escada. Devagar e com cuidado ele ergueu
a grade de metal, colocando a cabeça para fora e espiando ao redor. Logo ele desceu e fez
uma menção para mim subir e pegar a mão dele. “É só um pombo. Vem.”
Cansada, eu subi com ele e deixei ele me puxar para o porão. Sentamos no canto perto da
grade por vários longos minutos, ouvindo atentamente. Finalmente, eu sussurrei, “Vamos sair
e esperar por Marx lá.” Heath já tinha começado a tremer, mas eu lembrei do cobertor que
Afrodite tinha me feito trazer. Além do mais, eu prefiro arriscar com o tempo do que ficar
nesse porão assustador.
“Eu odeio aqui também. É como uma droga de tumba,” Heath disse suavemente entre o
ranger dos dentes.
Com a mão na mão dele, andamos pelo porão, passando pela forte luz acinzentada que
refletiva o mundo de fora. Estávamos na porta de ferro quando eu ouvi o distante barulho da
sirene da policia. A terrível tensão em meu corpo tinha começado a relaxar quando a voz de
Neferet veio das sombras.
“Eu deveria saber que você estaria aqui.”
O corpo de Heath pulou surpreso e eu apertei minha mão na mão quente dele. Quando
viramos para olhar para ela, eu estava me centrando e podia sentir o poder dos elementos
começarem a tremer o ar ao meu redor. Eu respirei fundo e cuidadosamente limpei minha
mente.
“Oh, Neferet! Estou tão feliz por ver você!”Eu apertei a mão de Heath mais uma vez antes de
soltar, tentando telegrafar concorde com o que quer que eu diga, através do toque. Então eu
corri, soluçando até a os braços da Alta Sacerdotisa. “Como você me achou? O Detetive Marx
te ligou?”
Eu podia ver indecisão nos olhos dela enquanto Neferet suavemente se afastavam dos meus
braços. “Detetive Marx?”
“Yeah.” Eu funguei e limpei meu nariz na manga, me forçando a emitir alivio e confiança nela.
“É ele vindo agora mesmo.” O som da sirene estava muito próximo, e eu pude ouvir que estava
junto de pelo menos mais dois carros. “Obrigado por me encontrar!” Eu disse emocionada.
“Foi tão terrível. Eu pensei que as pessoas de rua maluca iam matar nós dois.” Eu me movi até
Heath e peguei a mão dele de novo. Ele estava olhando para Neferet, parecendo muito como
se estivesse em choque. Eu percebi que ele provavelmente estava lembrando partes do única
outra vez que ele viu a Alta Sacerdotisa – a noite que os vampiros fantasmas quase o tinham
matado – e imaginei que a mente dele estava muito apavorada para Neferet sentir o que
estava acontecendo dentro da cabeça dele. Uma boa coisa.
As portas do carro estavam batendo e pés pesados estavam andando na neve.
“Zoey, Heath...” Neferet se moveu rapidamente até nós. Ela levantou suas mãos, que
brilhavam de forma estranha, com uma luz vermelha, de repente me lembrando de coisas
mortas vivas. Antes deu poder correr ou gritar ou até respirar, ela agarrou nossos ombros. Eu
senti Heath ficar rígido enquanto dor passava pelo meu corpo. Explodiu na minha mente e
meus joelhos teriam cedido se as mãos não estivem me segurando firme. “Você não ira
lembrar de nada!” As palavras ecoaram pela minha mente cheia de agonia, e então só ouve
escuridão.
house of night - traída (capitulo 29)
VINTE E NOVE
A chama em minha palma emitiu faíscas e desapareceu quando o choque quebrou minha
concentração. “Stevie Rae!” Eu comecei a dar um passo em direção a ela, mas a verdade da
aparência dela me atingiu e senti meu corpo ficar frio e duro. Ela parecia terrível – pior do que
no meu sonho visão. Não era tanto sua pálida magreza e o horrível cheiro errado que saia dela
e a fazia parecer mudada. Era a expressão dela. Viva, Stevie Rae era a pessoa mais gentil que
eu conheci. Mas agora, o que quer que ela fosse – morta, morta viva, bizarramente ressucitada
– ela estava diferente. Os olhos dela eram cruéis e chatos. O rosto dela não tinha expressão
nenhuma a não ser uma, e aquela emoção era ódio.
“Stevie Rae, o que aconteceu com você?”
“Eu morri.” A voz dela era uma virada e mal formada sombra do que algum dia havia sido. Ela
ainda tinha seu sotaque Okie, mas a suave delicadeza que a preenchia tinha sumido
completamente. Ela soava como um lixo maldoso.
“Você é um fantasma?”
“Um fantasma?” A risada dela era um desprezo. “Não, eu não sou porcaria de fantasma
nenhum.”
Eu engoli e senti uma tonta onda de esperança. “Então você está viva?”
Ela curvou os lábios em um sorriso sarcástico que parecia tão errado no rosto dela que fez meu
físico adoecer. “Você diz que eu estou viva, mas eu digo que não é tão simples. Mas também,
não sou tão simples como costumava ser.”
Bem, pelo menos ela não tinha assoviado para mim como aquele Elliott tinha. Stevie Rae
estava viva. Eu me segurei com força naquele milagre, engolindo meu medo e repulsão, e me
mexendo tão rapidamente que ela não teve tempo de se afastar (ou me morder, ou o que
fosse), eu a segurei dela, ignorando o horrível cheiro dela, e a abracei forte. “Estou tão feliz
que você não esteja morta!” Eu sussurrei para ela.
Era como abraçar um pedaço grande de pedra. Ela não se afastou de mim. Ela não me mordeu.
Ela não reagiu, mas as criaturas ao nosso redor reagiram. Eu podia ouvir eles sussurrando e
assoviando. Eu soltei ela e me afastei.
“Não me toque de novo,” ela disse.
“Stevie Rae, tem algum lugar em que possamos conversar? Eu preciso levar Heath para casa,
mas eu posso voltar e encontrar você. Ou talvez você possa voltar para a escola comigo?”
“Você não entende nada, entende?”
“Eu entendo que algo ruim aconteceu com você, mas você ainda é minha melhor amiga, então
podemos dar um jeito nisso.”
“Zoey, você não vai a lugar nenhum.”
“Ótimo,” eu propositalmente fingi que entendi errado a ameaça dela. “Eu acho que podemos
conversar aqui, mas, bem...” Eu olhei para as nojentas criaturas. “Não é muito privado, e
também é nojento aqui embaixo.”
“Sóóóóóó mate eles!” Elliott resmungou atrás de Stevie Rae.
“Cale a boca, Elliott!” Stevie Rae e eu surtamos ao mesmo tempo. Os olhos dela encontraram
os meus e eu juro que vi algo que era mais do que apenas raiva e crueldade.
“Você sabe que eles não podem viver agora que nosssss virraaam,” Elliott disse. As outras
criaturas ficaram inquietas, fazendo diabólicos barulhinhos de concordância.
Então uma garota saiu do bando de criaturas. Ela obviamente costuma ser linda. Mesmo agora
havia uma assustadora sedução nela. Ela era alta e loira, e se movia mais graciosamente que
os outros. Mas quando olhei nos olhos vermelhos dela só vi maldade.
“Se você não pode fazer, eu faço. Eu pego o macho primeiro. Eu não me importo que o sangue
dele tenha sido manchado por um Imprinte. Ele ainda é quente e vivo,” ela disse, e ela pareceu
dançar em direção a Heath.
Eu parei na frente dele, bloqueando o caminho dela. “Toque ele e você morre. De novo,” eu
disse.
Stevie Rae interrompeu a risada assoviada dela.
“Volte com os outros, Venus. Você não ataca até eu mandar.”
Venus. O nome remexeu minha memória. “Venus Davis?” eu disse.
A loira bonita estreitou seus olhos pra mim. “Como você me conhece, caloura?”
“Ela sabe várias coisas,” Heath disse, parando perto de mim. Ele estava usando o que eu
costumava chamar de sua voz de jogador. Ele soava durão e irritado e totalmente pronto para
uma luta. “E eu estou cheio de todos você criaturas fudidas.”
“Porque isso está falando?” Stevie Rae cuspiu.
Eu suspirei e virei os olhos. Eu concordo com Heath – eu estava totalmente cheia de toda essa
assustadora estranheza. Era hora de nós sairmos dali, e também era hora da minha melhor
amiga começar a agir como a pessoa do qual eu vi o deslumbre em seus olhos. “Ele não é isso.
Ele é o Heath. Lembra, Stevie Rae? Meu ex-namorado?”
“Zo. Não sou seu ex-namorado. Sou seu namorado.”
“Heath. Eu te disse antes que isso entre nós não pode funcionar.”
“Anda, Zo, a gente teve um Imprint. Isso significa você e eu, baby!” Ele riu para mim como se
estivéssemos no meio do baile de formatura ao invés do meio de um grupo de criaturas
mortas vivas que queriam nos comer.
“Isso foi um acidente, e vamos ter que falar sobre isso, mas essa definitivamente não é hora.”
“Oh, Zo, você sabe que me ama.” O sorriso de Heath não diminuiu nem um pouco.
“Heath, você é o cara mais teimoso que eu já conheci.” Ele piscou para mim e eu não consegui
me impedir de sorrir para ele. “Ótimo. Eu amo você.”
“O que estáááá acontecendo...” a nojenta criatura Elliott assoviou. O resto das horríveis coisas
que nos cercavam se moviam inquietas, e Venus deu um passo mais perto de Heath. Eu me
forcei a não tremer ou gritar ou o que fosse.Ao invés disso, uma estranha calma se apoderou
de mim. Eu olhei para Stevie Rae, e de repente eu sabia o que precisava dizer. Eu pus minhas
mãos nos quadris e a encarei.
“Diga a ele,” eu disse. “Diga a todos eles.”
“Dizer o que?” Ela estreitou os olhos vermelhos perigosamente.
“Diga a eles o que está acontecendo aqui. Você sabe. Eu sei que você sabe.”
O rosto de Stevie Rae se contorceu, e as palavras soaram como se estivessem sendo
violentamente tiradas da garganta dela.
“Humanidade! Eles estão mostrando a humanidade deles.” As criaturas reclamaram como se
água benta tivesse sido jogada neles (e por favor, esse é um clichê tão nada verdadeiro sobre
vampiros).
“Fraqueza! É por isso que somos mais fortes que eles.” Venus curvou os lábios. “Porque é uma
fraqueza que não temos mais.”
Eu ignorei Venus. Eu ignorei Elliott. Diabos, eu ignorei todos eles e olhei para Stevie
Rae,forçando ela a encontrar meus olhos, e me forçando a não olhar para longe ou me
esquivar do seu olhos vermelhos e brilhantes.
“Besteira,” eu disse.
“Ela está certa,” Stevie Rae disse. A voz dela era mais fria do que maldosa. “Quando
morremos, a nossa humanidade morreu junto.”
“Isso pode ser verdade com eles, mas não acredito que seja verdade com você,” eu disse.
“Você não sabe nada sobre isso, Zoey,” Stevie Rae disse.
“Eu não preciso. Eu conheço você, conheço nosso deusa, e isso é tudo que preciso saber.
“Ela não é mais minha deusa.”
“Verdade, assim como sua mãe não é mais sua mãe?” Eu sabia que tinha acertado um nervo
quando eu a vi se curvar como se tivesse com uma dor física.
“Eu não tenho uma mãe. Eu não sou mais humana.”
“Grande coisa. Tecnicamente, eu também não sou mais humana. Eu estou no meio da
Mudança, o que me faz um pouco disso e muito daquilo. Diabos, o único que ainda é humano
aqui é Heath.”
“Não que eu seja contra sua não humanidade,” Heath disse.
Eu suspirei. “Heath, não humanidade não é uma palavra. É desumanidade.”
“Zo, eu não sou burro. Você sabe disso. Só estou cunhando a palavra.”
“Cunhando?” Ele realmente tinha dito isso?
Ele acenou. “Eu aprendi na aula de inglês de Dickson. Tem a ver com...” ele pausou, e eu juro
que até as criaturas estavam ouvindo com expectativa. “Poesia.”
Apesar da horrível situação eu ri. “Heath, você realmente tem estudado!”
“Eu te disse.” Ele riu, parecendo completamente adorável.
“Chega!” A voz de Stevie Rae ecoou ao redor das paredes do túnel. “Eu cansei disso.”Ela virou
suas costas para Heath e eu, nos ignorando completamente. “Eles nos viram. Eles sabem
demais. Eles tem que morrer. Matem eles.” E ela se afastou.
Dessa vez Heath não tentou se colocar me colocar atrás dele. Ao invés disso ele se mexeu ao
redor, me pegando completamente de guarda baixa, cuidando para que eu caísse de bunda no
nojento colchão com um oofh. Então ele virou para o circulo que se fechava de criaturas
mortas vivas com suas pernas plantadas e seus lábios largamente separados e suas mãos
fechadas em punho quando ele deu seu grito de Tigre do Broken Arrow.
“Mandem ver, aberrações!”
Ok, não é que eu não aprecie a masculinidade de Heath. Mas o garoto estava muito acima do
seu fofo cabelo loiro. Eu levantei e me centrei.
“Fogo, eu preciso de você de novo!” Dessa vez eu gritei as palavras com o comando de uma
Alta Sacerdotisa. Chamas criaram vida nas minhas palmas das mãos e eu levantei meus braços.
Eu teria gostado de ter tido tempo para estudar o fogo que eu chamei – era legal que ele
queimasse em mim, e não a mim, mas não havia tempo para isso. “Mexa-se, Heath.”
Ele olhou por cima dos ombros, e seus olhos ficaram enormes e redondos. “Zo?”
“Estou bem. Só anda!”
Ele saiu do meu caminhos enquanto, queimando, eu andei para frente. As criaturas se
afastaram de mim, mesmo que suas mãos tentassem pegar Heath.
“Parem!” Eu gritei. “Se afastem e deixem ele em paz. Heath e eu vamos sair daqui. Agora. Se
vocês tentarem nos impedir, eu vou matar vocês, e eu tenho o pressentimento que desta vez,
vai ser para sempre.” Ok, eu realmente, realmente não queria matar ninguém. O que eu queria
fazer era tirar Heath daqui, e encontrar Stevie Rae e fazer ela explicar para mim como calouros
que deveriam estar mortos poderiam estar andando com péssimas atitudes, olhos brilhantes,
e cheirando a mofo e pó.
No canto da minha visão eu vi um movimento. Eu me virem em tempo para ver uma das
criaturas se lançar em Heath. Eu levantei meu braço e joguei o fogo nela como se estivesse
jogando uma bola. Quando ela gritou e pegou fogo eu a reconheci e tive que lutar com para
não ficar enjoada. Era Elizabeth Sem Sobrenome – a garota gentil que tinha morrido mês
passado. Agora o corpo que estava se queimando dela estava jogado no chão, cheirando a
carne estragada e decadência, o que foi tudo o que sobrou da sua concha sem vida.
“Vento e chuva! Eu chamo vocês,” eu chorei, e quando o ar começou a surgir e se encher com
o cheiro de chuva, eu vi um deslumbre de Damien e Erin sentados de pernas cruzadas perto de
Shaunee. Seus olhos estavam fechados em concentração e eles estavam segurando velas da
cor de seus elementos. Eu apontei meu dedo em chamas para o corpo que queimava de
Elizabeth e ele foi lavado de repente por uma onda de chuva, então uma brisa fria levou para
longe a fumaça, a levantando acima de nossas cabeças, e a carregando para fora do túnel até a
noite.
Eu olhei para as criaturas de novo. “É o que eu vou fazer com qualquer um de vocês que tentar
nós impedir.” Eu fiz menção para Heath andar na minha frente, e eu o segui, me afastando das
criaturas.
Eles nos seguiram. Eu nem sempre conseguia ver eles enquanto voltamos pelo escuro túnel,
mas eu podia ouvir seus pés e seus abafados resmungos. Foi aí que eu comecei a sentir a
exaustão. Era como se eu fosse um celular que não tinha sido carregado a um tempo, e alguém
estava falando comigo a tempo demais. Eu deixei o fogo que seguia meus braços apagar a não
ser pela vacilante chama da minha mão direita. De jeito nenhum Heath ia poder ver para sair
daqui, e eu ainda estava atrás dele, mantendo os olhos em um ataque das criaturas. Depois de
passar por dois desdobramentos do túnel eu pedi para Heath parar.
“Devemos nos apressar, Zo. Eu sei que você tem esse negocio de poder, mas tem muitos deles
- mais do que tinham lá atrás. Eu não sei de quantos você consegue lidar.”Ele tocou meu
rosto. “Sem querer ser mal nem nada, mas você parece horrível.”
Eu me sentia como cocô também, mas não queria mencionar. “Eu tenho uma idéia.” Tinhamos
acabado de passar por uma curva onde o tunel se estreitava até eu poder tocar os dois lados
só esticando os braços. Eu andei até a parte mais estreita da curva.Heath começou a me
seguir, mas eu disse a ele, “Fique aí,”e apontei para mais longe do túnel no caminho que
estavamos indo. Ele franziu, mas fez o que eu disse a ele.
Eu virei minhas costas para Heath e me concentrei. Erguendo os braços, eu pensei nos campos
lavrados, e as lindas campinas de Oklahoma cheia de feno não cortado. Eu pensei sobre a terra
e pensei sobre como estava pisando nela... cercada por ela...
“Terra! Eu te chamo!” Quando ergui meus braços uma visão de Stevie Rae passou pelos meus
olhos fechados. Ela não era quem costumava ser – doce e se concentrando com força numa
vela verde acessa. Ela estava curvada no canto do escuro túnel. O rosto dele era magro e
branco enquanto seus olhos brilhavam na cor escarlate. Mas seu rosto não era uma parodia
sem emoção dela mesma ou uma mascara cruel. Ela estava chorando abertamente, sua
expressão cheia de desespero. É um começo, eu pensei. Então, com uma rápida e poderosa
emoção eu baixei meus braços quando comandei, “Feche!” Na frente e atrás de mim, pedaços
de terra e pedras começaram a cair do teto. A principio era só uma corrente de seixos, mas
logo houve uma mini avalanche que rapidamente afogou os assovios irritados das criaturas
presas.
Uma onda de fraqueza passou por mim e eu balancei para trás.
“Te peguei, Zo.” Os braços fortes de Heath estavam ao meu redor e eu me permiti descansar
contra ele. Vários dos cortes dele tinham aumentando durante nossa fuga, e o perfeito cheiro
do sangue dele fez cócegas contra meus sentidos.
“Eles não estão realmente presos, sabe,” eu disse suavemente, tentando manter minha mente
longe do quanto eu queria lamber a linha de sangue que estava escorrendo no pescoço dele.
“Passamos por alguns outros túneis. Tenho certeza que eles vão ser capaz de encontrar a saída
eventualmente.“
“Está tudo bem, Zo.” Heath manteve os braços ao meu redor, mas se afastou o bastante para
olhar nos meus olhos. “Eu sei o que você precisa. Eu posso sentir. Se você se alimentar de mim
não vai se sentir tão fraca.” Ele sorriu, e os olhos azuis dele escureceram. “Está tudo bem, ele
repetiu. “Eu quero.”
“Heath, você passou por coisas demais. Quem sabe quanto sangue você já perdeu? Eu beber
mais não é uma boa idéia.” Eu estava dizendo não, mas minha voz tremeu de desejo.
“Você está brincando? Um enorme e forte jogador de futebol como eu? Eu tenho muito
sangue extra,” Heath provocou. Então a expressão dele ficou séria. “Por você, eu tenho
qualquer coisa extra.” Enquanto ele olhava nos meus olhos, ele passou um dos dedos no corte
da sua bochecha e esfregou o sangue no seu lábio. Então ele se curvou para me beijar.
Eu experimentei a doçura do seu sangue e como ele dissolveu na minha boca e mandou uma
onda de um ardente prazer e energia pelo meu corpo. Heath tirou seus lábios dos meus e me
guiou até o corte no pescoço dele. Quando minha língua contorceu-se e o tocou, ele gemeu e
pressionou meus lábios mais perto dele. Eu fechei os olhos e comecei a lamber –
“Me mate!” A voz de Stevie Rae quebrou o feitiço o sangue de Heath.
house of night - traída (capitulo 28)
VINTE E OITO
Eu abri meus olhos e estava de volta no estábulo com Persephone. Eu estava respirando com
força e suando, e a égua estava me tocando com seu nariz e fazendo suaves relinchos
preocupados. Minhas mãos tremiam enquanto eu acariciava sua cabeça e esfregava seu
pescoço, dizendo a ela que tudo ficaria bem, embora eu tivesse certeza de que não ficaria.
O velho deposito no centro era a uns 9 ou 10 quilômetros de distancia, em uma parte escura e
desusada da cidade debaixo de uma grande e assustadora ponte que ligava uma parte da
cidade com a outra. Costuma ser muito usada, com um pedágio e passageiros de trem indo e
vindo sem parar. Mas nas ultimas décadas todo o trafego de passageiros parou (eu sabia
porque vovó me levou numa viagem de trem no meu aniversário de treze anos, e tivemos que
ir de carro até a cidade de Oklahoma para pegar o trem lá) e o sistema de trens
definitivamente tinha definhado. Em circunstancias normais, levaria apenas alguns minutos
para ir da House of Night até o deposito.
Hoje eu não estava lidando com circunstâncias normais.
O noticiário das 10 horas disse que as estradas estavam bloqueadas, e isso tinha sido a – eu
olhei meu relógio e pisquei surpresa – a duas horas atrás. Eu não podia perder tempo aqui. Eu
suponho que podia andar, mas a urgência estava me dizendo que isso não era bom o bastante.
“Pegue o cavalo.”
Persephone e eu nos assustamos com o som da voz de Afrodite. Ela estava inclinada contra a
porta do estábulo parecendo pálida e desgostosa. “Você está horrível,” eu disse.
Ela quase sorriu. “Visões são uma droga.”
“Você viu Heath?” Meu estomago se apertou de novo. Afrodite não tinha visões de felicidade e
luz. Ela via morte e destruição. Sempre.
“Sim.”
“E?”
“E se você não pegar esse cavalo e ir até onde ele está, Heath vai morrer.” Ela parou,
encontrando meus olhos. “Isso é, a não ser que você não acredite em mim.”
“Eu acredito em você.” Eu disse sem hesitação.
“Então saia daqui.”
Ela entrou no estábulo e me entrou um freio que eu não notei que ela estava segurando.
Enquanto eu o colocava em Persephone, Afrodite desapareceu para voltar com uma sela e um
pelego. Silenciosamente, o colocamos em Persephone, que parecia sentir nossa intensidade
porque estava completamente parada. Quando ela estava pronta eu tirei ela do estábulo.
“Chame seus amigos primeiro,” Afrodite disse.
“Huh?”
“Você não pode derrotar aquelas coisas sozinha.”
“Mas como eles vão comigo?” Meu estomago doía, eu estava tão assustada que minhas mãos
tremiam, e eu estava tendo problemas para entender o que diabos Afrodite estava dizendo.
“Eles não podem ir com você, mas inda podem te ajudar.”
“Afrodite, eu não tenho tempo para charadas. O que diabos você quer dizer?”
“Merda, eu não sei!” Ela parecia tão frustrada quando eu. “Eu só sei que eles podem ajudar
você.”
Eu abri meu celular e, seguindo meus instinto e fazendo uma reza silenciosa pelo guia de Nyx,
eu digitei o número de Shaunee. Ela atendeu na primeira chamada.
“O que foi, Zoey?”
“Eu preciso que você Erin e Damien vão para algum lugar juntos e chamem seus elementos,
como fizeram por Stevie Rae.”
“Sem problemas. Você vai se encontrar conosco?”
“Não. Eu vou buscar o Heath.” Para o credito dela, Shaunee hesitou apenas por um segundo
ou dois, e então diss, “Ok. O que podemos fazer?”
“Só fiquem juntos, manifestem seus elementos, e pensem em mim.”Eu estava ficando muito
boa em soar calma mesmo quando achava que minha cabeça podia explodir.
“Zoey, tenha cuidado.”
“Eu vou. Não se preocupe.” Yeah, eu vou me preocupar o suficiente para nós duas.
”Erik não vai gostar disso.”
“Eu sei. Diga a ele... diga a ele... diga que eu, uh, falo com ele quando voltar.” Eu não fazia idéia
do que mais eu podia dizer.
“Ok, eu vou dizer a ele.”
“Obrigado, Shaunee. Vejo você mais tarde,” eu disse e desliguei. Então olhei para Afrodite. “O
que são aquelas criaturas?”
“Eu não sei.”
“Hoje foi a segunda visão que tive sobre eles. Da primeira vez eu vi os outros dois caras sendo
mortos.” Afrodite tirou seu cabelo loiro do rosto.
Instantaneamente eu fiquei fula. “E você não disse nada sobre isso porque eles são apenas
humanos adolescentes e não valem a pena?”
Os olhos de Afrodite brilharam com raiva. “Eu contei a Neferet. Eu contei tudo a ela – sobre os
garotos humanos – sobre aquelas coisas – tudo. Foi quando ela começou a dizer que minhas
visões eram falsas.”
Eu sabia que ela estava dizendo a verdade, assim como eu sabia que havia algo negro sobre
Neferet.
“Desculpe,” eu disse curtamente. “Eu não sabia.”
“Tanto faz,” ela disse. “Você precisa sair daqui ou seu namorado vai morrer.”
“Ex-namorado,” eu disse.
“De novo eu digo tanto faz. Aqui, eu te dou um apoio.”
Eu deixei ela me elevar até a sela.
“Leve isso com você.” Afrodite me entregou um grosso, cobertor de cavalo feito de lã. Antes
de poder protestar ela disse, “Não é pra você. Ela vai precisar.”
Eu enrolei o cobertor ao meu redor, tomando conforto em seu cheiro da cavalo. Eu segui
enquanto Afrodite abriu a porta do estábulo. Ar gelado e neve entraram em um pequeno
tornado, me fazendo tremer, embora fosse mais pelos nervos e apreensão do que pelo frio.
“Stevie Rae é um deles,” Afrodite disse.
Eu olhei para ela, mas ela estava olhando para a noite. “Eu sei,” eu disse.
“Ela não é quem costumava ser.”
“Eu sei,” eu repeti, embora dizer as palavras em voz alta machucasse o meu coração.
“Obrigado por isso, Afrodite.”
Ela olhou para mim e a expressão dela era chata e impossível de ler. “Não comece a agir como
se fossemos amigas nem nada disso,” ela disse.
“Não iria pensar nisso,” eu disse.
“Quero dizer, definitivamente não somos amigas.”
“Não, definitivamente não.” Eu tenho certeza que a vi tentar não sorrir.
“Desde que tenhamos isso em mente,” Afrodite disse. “Oh,” ela acrescentou. “Lembre-se de
colocar silencio e escuridão em seu redor para que os humanos tenham dificuldade de te ver
quando estiver indo para lá. Você não tem tempo para ser parada.”
“Eu vou. Obrigada por me lembrar,” eu disse.
“Ok, bem, boa sorte,” Afrodite disse.
Eu peguei as rédeas, respirei fundo, e então apertei minhas coxas, fazendo Persephone ir.
Eu entrei nun mundo que era feito inteiramente de escuridão branca. Branca definitivamente
era a descrição certa para isso. A neve tinha mudado de grandes e amigáveis flocos para
afiados pedaços de neve e gelo. O vento era firme, fazendo a neve cair de lado. Eu pus o
cobertor por cima da minha cabeça para ficar parcialmente protegida da neve e me inclinei
para frente, chutando Persephome em um rápido trote. Rápido! Minha mente gritava para
mim. Heath precisa de você!
Eu cortei caminho pelo estacionamento e fui por trás do terreno da escola. Os poucos carros
ainda na escola estavam cobertos de neve, e os postes de luz que brilhavam perto deles os
fazia parece besouros em uma porta de tela. Eu apertei o botão para abrir o portão. Eu tentei
abrir tudo, mas uma corrente de neve entrou e Persephone e eu mal tivemos espaço para nos
apertar para sair por ele. Eu virei ela para direita e fiquei parada por um momento debaixo da
coberta de carvalhos que emolduravam as terras da escola.
“Somos silenciosos...fantasmas... ninguém pode nos ver. Ninguém pode nos ouvir.”Eu
murmurei contra o vento, e fique chocada quando a area ao meu redor ficou parada. Com uma
idéia repentina eu continuei. “Vento, seja calmo perto de mim. Fogo, esquente meu caminho.
Água, acalme a neve em meu caminho. Terra, me proteja quando puder. E espírito, me ajude a
não ceder aos meus medos.” As palavras mal saíram da minha boca quando vi um pequeno
flash de energia ao meu redor. Persephone roucou e se agitou um pouco para o lado. E
enquanto ela se movia uma pequena bolha de serenidade se movia com ela. Sim, ainda estava
nevando e a noite ainda era fria e assustadora, mas eu estava cheia de calma e cercada por
elementos protetores. Eu curvei minha cabeça e sussurrei, “Obrigado, Nyx, pelos grandes dons
que você me deu.” Silenciosamente eu acrescentei que eu esperava merecer por eles.
“Vamos pegar Heath,” eu disse a Persephone. Ela se balançou contra o chão facilmente e eu
fiquei maravilhada por ver que a neve e gelo pareciam voar atrás dos seus cascos enquanto
nós magicamente corríamos pela noite sob os olhos cuidadosos da deusa que era, a própria
personificação da Noite.
Minha jornada foi surpreendentemente rápida. Nós descemos a Utica Stree até chegarmos na
saída da via expressa do Broken Arrow. Barricadas estavam acessas com luzes que piscavam
avisando que a via expressa estava fechada. Eu me encontrei sorrindo enquanto guiava
Persephone ordenadamente ao redor das barricadas até a estrada deserta. Então eu conduzi a
égua e ela galopou até o centro. Eu me agarrei nela, inclinada perto do pescoço dela. Com o
cobertor nos cobrindo eu imaginei que parecia uma heroína em um antigo romance histórico,
e desejei estar galopando para uma festa com alguém que meu pai o rei, havia decidido que
era impróprio ao invés de me dirigir ao inferno.
Eu dirigi Persephone até a saída que nos levaria até ao Centro de Artes e ao velho deposito
além dele. Eu não vi ninguém entre o centro e a estrada,mas agora eu via ocasionais
acumulações de sem tetos perto da estação de ônibus e notei um ocasional carro policial aqui
e ali. Somos silenciosos... fantasmas... ninguém pode nos ver. Ninguém pode nos ouvir. Eu
continuei a reza na minha mente. Ninguém sequer olhou na nossa direção. Era como se
realmente tivéssemos virado fantasmas, o que não era uma idéia que eu achava muito
reconfortante.
Eu diminui a velocidade de Persephone quando passamos pelo Centro de Artes e trotamos por
cima da ponte que atravessava por um confuso e intrincado trilhos que ficavam lado-a-lado.
Quando chegamos no centro da ponte eu parei Persephone e olhei para baixo para o deposito
abandonado que estava abaixo de nós escuro e silencioso. Graças a Sra. Brown, minha exprofessora
na South Intermediate High School, eu sabia que aquele costumava ser um lindo
prédio de arte que havia sido abandonado e eventualmente saqueado quando os trens
pararam de funcionar. Agora parecia como algo que deveria estar em Gotham City nos
quadrinhos do Batman. (Sim, eu sei. Eu sou uma nerd.) Ele tinha aquelas enormes janelas
arqueadas que me lembravam de dentes entre duas torrer que parecia perfeitamente um
castelo assombrando.
“E temos que descer lá,” eu disse a Persephone. Ela estava respirando com força devido a
nossa corrida, mas ela não parecia particularmente preocupada, o que eu esperei ser um bom
sinal. Sabe, animais serem capaz de sentir coisas ruins e tudo mais.
Terminamos de cruzar a ponte e eu encontrei a pequena estrada que levava para baixo até o
deposito. O nível da pista estava escuro. Muito escuro. Isso deveria ter me incomodado, mas
com minha excelente visão noturna, não incomodou. A verdade é que eu estava
completamente apavorando enquanto Persephone andava até o prédio e eu comecei a
circular devagar, procurando pela entrada do porão que Heath tinha descrito.
Não levou muito tempo para encontrar o portão enferrujado que parecia ser uma barreira. Eu
não me permiti hesitar e pensar sobre o quão completamente apavorada eu estava. Eu desci
de Persephone e a deixei na entrada coberta para que ficasse protegida do vento e da maior
parte da neve. Eu amarrei suas redias, coloquei o cobertor extra em cima dela, e passei o
máximo de tempo que pude acariciando ela e dizendo a ela o quão corajosa, e doce ela era e
que eu voltava logo. Eu estava trabalhando com aquele negocio de que se você diz uma coisa
por tempo suficiente ela vira realidade. Me afastar de Persephone foi difícil. Eu acho que não
percebi o quão reconfortante era a presença dela. Eu poderia ter usado um pouco daquele
conforto enquanto eu estava parada na frente do portão de ferro e tentava espiar na
escuridão além dele.
Eu não podia ver nada a não ser a forma indistinta de um enorme e escuro quarto. O porão do
assustador e infelizmente-não-abandonado prédio. Ótimo. Heath está lá embaixo, eu me
lembrei, pegando a ponta do portão, e o puxando. Ele abriu facilmente, o que era uma
evidencia do quão freqüentemente ele era usado. De novo, ótimo.
O porão não era tão horrível quanto achei que seria. Faixas de luz fraca entravam entre a as
janelas fechadas e eu podia claramente ver que pessoas sem teto deveriam estar usando o
quarto. Na verdade, tinha varias coisas deixadas deles: enormes caixas, cobertores sujos, até
um carrinho de supermercado (quem sabe como eles conseguiram colocar isso aqui?). Mas,
estranhamente, nenhum sem teto estava presente. Era como uma cidade fantasma de sem
tetos, o que era estranho considerando o tempo. Hoje não seria a noite perfeita para se
recolher ao calor e abrigo desse porão, versos tentar encontrar algum lugar quente e seco nas
ruas ou se apertar? E estava nevando a dias. Então, realisticamente, essa quarto deveria estar
lotado de pessoas que tinham trazido as caixas e as coisas aqui.
É claro que se assustadores criaturas estavam usando o porão o deserto de pessoas sem teto
fazia muito mais sentido.
Não pense sobre isso. Encontre o portão para a drenagem e encontre Heath.
O portão não foi difícil de achar. Eu só fui para o escuro e nojento canto do quarto, e tinha
uma grade de metal no chão. Sim. Bem no canto. No chão. Nunca, em um zilhão de anos eu
sequer teria considerado tocar a nojenta coisa, muito menos a levantar e descer.
Naturalmente, era o que eu tinha que fazer.
O portão se abriu tão facilmente quando a ‘barreira’ do lado de fora, me dizendo (de novo)
que eu não era a única pessoa/calouro/humano criatura que tinha passado por aqui
recentemente. Tinha uma coisa de ferro e couro que eu tive que descer, provavelmente cerca
de 3 metros. Então eu cai no chão do túnel. E era exatamente o que isso era – um grande, e
úmido túnel de esgoto. Oh, estava escuro também. Muito escuro. Eu fiquei parada ali um
pouco deixando a visão noturna se acostumar com a densa escuridão, mas eu não podia só
ficar parada ali por muito tempo. A necessidade de encontrar Heath era como uma coceira
abaixo da minha pele. Ela me estimulava.
“Mantenha-se a direita,” eu sussurrei. Então eu calei a boca porque até aquele pequeno som
ecoou ao meu redor. Eu virei para a direita e comecei a andar o mais rápido possível.
Heath estava dizendo a verdade. Havia vários túneis. Eles circulavam de novo e de novo, me
lembrando de vermes se enterrando no chão. Primeiro eu vim mais evidencias de que pessoas
sem teto tinham estado aqui também. Mais depois de algumas viradas para a direita, as caixas
e lixo espalhado e cobertores parou. Não havia nada a não ser umidade e escuridão. Os túneis
deixaram de ser suaves e redondos e tão civilizados quanto eu imaginava que túneis bem
feitos poderiam ser para absoluto lixo. O lado das paredes pareciam ter sido cavados por
gnomos de Tolkien* (*J. R. R. Tolkien, escreveu o senhor dois anéis) muito, muito bêbados ( de
novo, eu sou uma nerd). Estava frio também, mas eu não sentia.
Eu me mantive na direita, esperando que Heath soubesse do que estava falando. Eu pensei
sobre parar tempo o bastante para me concentrar no sangue dele para que eu pudesse me
ligar ao nosso Imprint de novo, mas a urgência que eu sentia não me deixava parar. Eu.Tinha.
Que. Encontrar.Heath.
Eu senti o cheiro deles antes de ouvir o assovio e o murmúrio antes de os ver. Era aquele
mofado, e antigo cheiro que eu notei toda vez que via um deles no muro. Eu percebi que era o
cheiro da morte, e me perguntei como não o reconheci mais cedo.
Então a escuridão para qual eu estava acostuma cedeu em uma fraca, e vacilante luz. Eu parei
para me focar. Você pode fazer isso, Z. Você foi Escolhida pela nossa deusa. Você chutou a
bunda de vampiros fantasmas. Isso é algo que você definitivamente pode lidar.
Eu ainda estava tentando me “focar” (AKA, me convencendo a ser corajosa) quando Heath
gritou. Então não houve mais tempo para se focar e conversas internas. Eu corri em direção ao
grito de Heath. Ok, eu provavelmente deveria explicar que vampiros são mais fortes e rápidos
que humanos, e embora eu fosse só uma caloura, eu sou uma caloura muito estranha. Então
quando eu digo corri – eu quero dizer me mover incrivelmente rápido – rápida e
silenciosamente. Eu os encontrei no que deve ter sido segundos, mas pareceu horas. Eles
estavam na pequena alcova no final da túnel. A lanterna que eu notei antes estava pendurada
em um ferro enferrujado, jogando a sombra deles grotescamente contra as grosseira paredes
curvadas. Eles formaram um semi circulo ao redor de Heath. Ele estava parado no colchão sujo
e suas costas estavam pressionadas contra a parede. De alguma forma ele arrancou a fita
adesiva dos tornozelos, mas seus pulsos ainda estavam grudados juntos. Ele tinha um novo
corte em seu braço direito e o cheiro do sangue dele era chamativo e sedutor.
E esse foi meu ultimo estimo. Heath pertencia a mim – apesar da minha confusão sobre o
negocio do sangue, e apesar dos meus sentimentos por Erik. Heath era meu e mais ninguém
ira nunca, nunca se alimentar do que era meu.
Eu entrei no circulo das criaturas como se fosse uma bola de boliche e eles fossem pinos sem
cérebro, e me movi para o lado.
“Zo!” Ele parecia delirantemente feliz por um segundo, e então, como um cara, ele tentou me
empurrar para três dele. “Cuidado! Os dentes e garras deles são muito afiados.” Ele
acrescentou nun sussurro, “Você realmente não trouxe o esquadrão da SWAT?”
Foi fácil impedir ele de me empurrar para qualquer lugar. Quero dizer, ele é fofo e tudo mais,
mas ele é só humano. Eu dei um tapinha nas suas mãos amarradas onde ele se agarrou no meu
braço e sorri para ele, e com um movimento da minha unha eu cortei a fita que segurava os
pulsos dele. Os olhos dele se alargaram quando ele separou suas mãos.
Eu ri para ele. Meu medo desapareceu. Agora eu só estava incrivelmente fula. “O que eu
trouxe é melhor que um esquadrão da SWAT. Só fique atrás de mim e assista.”
Eu empurrei Heath para a parede e dei um passo na frente dele enquanto virei para encarar o
circulo fechado de...
Eesh! Eles eram as coisas mais nojentas que eu já vi. Tinha provavelmente uma dúzia deles.
Seus rostos eram brancos e magros. Seus olhos brilhavam com sujo vermelho. Eles
resmungaram e assobiaram para mim e eu vi que os dentes deles eram pontudos e suas unha!
Ugh! Suas unhas eram tão longe e amarelas e pareciam perigosas.
“É sóóó um calouro,” assoviou um deles. “A Marca não faz dela uma vampira. Fazzz dela uma
aberração.”
Eu olhei para quem estava falando. “Elliott!”
“Eu eraaa. Eu não sou o Elliott que você conhecia mais.” Como uma cobra a cabeça dele foi
para frente e para trás enquanto ele falou. Então os olhos brilhantes dele se achataram e ele
curvou os lábios. “Eu mossstrrooo o que eu quero dizer...”
Ele começou a se mover na minha direção com um passo longo e feral. As outras criaturas se
mexeram, ganhando coragem dele.
“Cuidado, Zo, eles estão vinda para nós,”Heath disse, tentando entrar na minha frente.
“Não eles não vem,” eu disse. Eu fechei meus olhos por um segundo e me centrei, pensando
no poder e no calor da chama – como ele podia limpar assim como destruir – e eu pensei em
Shaunee. “Venha até mim, chama!” Minhas palmas começaram a ficar quentes. Eu abri os
olhos e ergui minhas mãos, que agora estavam brilhando com uma chama amarela.
“Fique aí, Elliott! Você era um saco quando estava vivo, e a morte não mudou nada.” Elliott se
afastou da luz que eu estava produzindo. Eu dei um passo para frente, pronta para dizer a
Heath para me seguir para sairmos dali, mas a voz dela me fez congelar.
“Você está errada, Zoey. A morte muda as coisas.” A multidão de criaturas se separou e deixou
Stevie Rae passar.
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