terça-feira, 21 de maio de 2013

Trechos de Amos e Masmorras






"O respeito é básico numa relação de dominação/submissão. Nunca faça com um amo o que não gostaria que ele lhe fizesse como submissa”



"A submissão é como uma meditação. Vendam seus olhos, sua mente está em silêncio, seu coração bate... A porta de sua rendição se abre."



"No BDSM, os casais são tão diferentes e tem necessidades tão díspares como pessoas existem no mundo."




“Submissa não é a que sofre mais, 
mas sim a que mais deseja”.



"O amo e a submissa gravam-se um na pele do outro. Como uma tatuagem.


“Não há prazer que seja mau.
O mau é não saber que prazeres escolher e quais evitar”.


“Em uma sessão, o amo é um demônio e, também, um anjo”.

“Não importa quão grandes sejam as lágrimas de uma submissa; 
será amada e venerada por como as deixa cair”.


"As verdadeiras submissas, têm caráter e se zangam às vezes."


Das lágrimas ao beijo existe um calafrio”


“Na submissão e na dominação, como na vida, sempre há penalidades”.


"Se pedirem para escolher entre quatro demônios, o feio, o mau, o bom e o cara bom, a quem escolheria? No final agarraria o cara bom… Não? Pois o mesmo com os amos."


"Açoite e chicotadas: açoitar um submisso é somente outra maneira de acariciar, tocar e estimular à outra pessoa a níveis físicos e psicológicos."


"O BDSM é uma viagem de auto-descobrimento, onde cada passo que dão juntos — amo e submissa — devem andar na mesma direção, numa mesma vibração".


Trechos de Amos e masmorras 

Livro Amos e Masmorras - Primeiro Castigo


 Amos e Masmorras 
Primeiro Castigo de Cléo 


Espero que gostem e bem picante....
e a parte do livro que mais gosto.
Como já havia dito o livro e muito bem escrito e torna toda a experiencia que Clêo tem no mundo do BDSM em algo incrível, que nos faz imaginar e desejar .
Bom mais um pedacinho do livro.
Fiquem a vontade e apreciem.











 “Submissa não é a que sofre mais, 
mas sim a que mais deseja”.



Ela o fez, e ele prendeu correntes em seus pulsos, por cima da cabeça, e em seus tornozelos, abrindo suas pernas.

Quando as correntes faziam clique, ele acariciava a área capturada para tranquilizá-la.

—Vou tocá-la, Cleo - anunciou com o rosto entre sombras.

—Sim - sussurrou.

Lion passou a mão por cima de sua garganta e foi deslizando através de sua clavícula e seus seios. Acariciou os mamilos com os polegares, detendo as mãos ali.

O coração de Cleo disparou, e um golpe de desejo se localizou no centro de suas pernas, formando redemoinhos por trás de seu umbigo. Mordeu o lábio inferior e fechou os olhos.

—Gosta que a toque assim?

—Sim, senhor. Eu gosto.

—E eu gosto de te tocar, Cleo.

Ela abriu os olhos e centrou sua vista nele. Lion sorria extasiado com seus seios e tinha a ponta do nariz vermelha de excitação.

“Então, também o deixo um pouco nervoso, não é? Bem, um pouquinho não é mau”, pensou com regozijo.

—Tenho que te disciplinar com os açoites. No torneio podem vir provas de todo tipo se não encontrarmos antes os cofres; e poderíamos nos ver obrigados a empreender algum duelo. Um duelo poderia ser o de conter o grito durante o açoite, o de contá-lo, ou o de não gozar ou não chorar… E terá que ter muito autocontrole.

—Poderia gozar pelos açoites?

—É óbvio —respondeu— Talvez hoje não, porque vai estar muito preocupada em pensar se dói ou não. Misturarei os açoites com as carícias, a estimularei e acalmarei. Quero que se familiarize com os golpes e quero comprovar qual é sua área mais sensível, está de acordo?

—Sim — disse decidida.

—Primeiro vou prepará-la na frente, e depois o farei por trás. Não uso chicotes porque são muito dolorosos e podem chegar a cortar a pele. No torneio, as Criaturas utilizam chicotes para castigar; mas são amos muito versados nessas práticas e sabem que não podem cometer enganos e machucar de verdade uma submissa.

—Me dão medo as Criaturas.

Lion assentiu.

—Não tem que temê-las. Além disso, faremos o possível para não cair em suas garras.

—Bem.

—Os instrumentos que usar pode despertar muitas sensações em você. Se tiver que gritar, faça, Cleo. Se tiver que chorar, chore. E, se não aguentar, recorde a palavra de segurança.

—Scar.

—Isso. —Voltou a passar os polegares pelos mamilos e logo deslizou os dedos por sua cintura, suas costelas e depois os quadris. Ficou com os olhos cravados em sua vagina e levou os dedos até lá para abri-la com cuidado.

Oh, meu Deus. Só queria vê-la; não a acariciou por dentro nem penetrou os dedos em nenhum lugar. A abriu como se fosse um pêssego para observar sua cor e textura. Mas ela sentiu que umedecia e que começava a palpitar.

—Tem uma cor muito rosada. Quando o sangue se acumular aí pelos açoites e palmadas, inchará e passará ao vermelho raivoso. Se tornará muito sensível. Os açoites nesta área servem para que o sangue bombeie nos pontos sexuais e seja plenamente consciente deles. Quando estiver preparada, poderia chegar ao orgasmo só com um sopro —assegurou acariciando-a levemente—É muito bonita, Cleo. —Elogiou-a com tato e cuidado.

Ela inspirou profundamente quando parou de tocá-la e exalou com um obrigada afogado.

—Vamos começar —disse agarrando um flogger de várias caudas. — A primeira coisa que tem que fazer é não pôr etiquetas ao que está sentindo. Sei que é angustiante estar atada e imobilizada sabendo que alguém vai golpeá-la, mas sou eu: sou Lion. Cortaria uma mão antes de machucá-la de verdade. Assim — sopesou o peso das extremidades e as analisou com atenção. — Não etiquete. Não há dor. Não há prazer. Há algo muito mais poderoso e potente que isso. —Deixou que as caudas do flogger acariciassem seu torso e passassem por cima de seus mamilos. Estes reagiram e ficaram arrepiados.

— Isso. Responde muito bem, Cleo.

—Ah… Obrigada, Senhor.

—O que vou fazer com você, tudo o que vai sentir pode parecer doloroso; mas é dor para conseguir um prazer sublime. A dor não é o fim dos açoites: é o meio para fazer que voe. Uma sessão de BDSM, um castigo, não tem por que te aterrorizar. Pode pensar nisso como uma cena de filme de suspense em que não sabe o que vai acontecer. Sentirá um golpe, e depois, na mesma área, dois beijos ou duas lambidas; um açoite, e depois uma carícia reconfortante. E a soma de tudo isso, a soma de sentimentos e do grande contraste da dor e do prazer é o que faz do BDSM algo tão incrível. Sexo bestial e doçura infinita, suavidade e dureza, inferno e céu… Imagine uma discussão e depois quão incrível é a reconciliação. Aqui é o mesmo: depois que a flagelam ou a castigam, o melhor é que cuidam de você e a mimam. —Inclinou-se sobre ela e lhe deu um beijo fugaz nos lábios. — Vou cuidar de você, meu bem.

Antes sequer que Cleo pudesse saborear e entender o motivo desse beijo, chegou a primeira carícia vertical das extremidades do flogger. Golpeou-a sobre o estômago, aproveitando seu próprio peso para que as estremidades não se enredassem e fossem todas na mesma direção.

Cleo se esticou e com as mãos se agarrou às correntes.

Primeiro chegou um e depois outro e outro e outro… Chegavam a grande velocidade e impactavam sobre a pele nua da jovem, que apertava os olhos com força e punha todo o corpo em tensão

—Não gosto dos vergões, nem marcas na pele, nem cortes… Os sádicos, não os amos que gostam da dominação e da submissão —esclareceu, — abusam dos chicotes — Zás!, no seio esquerdo, — inclusive dos floggers com objetos cortantes. — Outro zás no outro seio. — Mas os sádicos têm outra psique e gostam de infligir dor por dor. A mim não.

Cleo estava tremendo, aguentando as sensações tão facilmente como podia. Lion parou, e agora sentia como a pele atiçada formigava e esquentava. E, então, chegou outro tipo de golpe sobre suas coxas. Um igualmente estimulante.

A pele picava e não sabia se o que estava experimentando era dor ou prazer.

Depois de trabalhar suas coxas, Lion subiu o flogger de novo sobre o estômago; e então chegou o primeiro raio de dor forte quando as caudas foram parar em sua virilha.

—Oh, meerda! —exclamou ela apertando os dentes.

—Doeu este, Cleo? Assim?

Ele fez de novo: e Cleo saltou da maca-mesa ao sentir o açoite na vagina.

Mas quando a sensação picante desaparecia, ficava de novo aquela estranha estimulação em toda sua pele, como se alguém a tocasse, mas sem tocá-la. E se sentia arder.

—Aguenta, Cleo. Isto é somente para te preparar. É um aquecimento. —centrou-se de novo em seus seios e passou de maneira continuada as caudas do flagelador como uma carícia sussurrante, para logo voltar a começar.

Esteve longos minutos trabalhando sua parte dianteira, até que toda sua pele estava vermelha devido à estimulação.

—Deus… É tão bonita.

Cleo não podia falar. Estava convencida que seu cérebro estava fritando. O que acontecia com seu corpo?

Acaso queria mais? Não podia ser…

Ele acariciou seu rosto e retirou a vermelha franja de seus olhos.

—Faz que queira fodê-la agora mesmo, Cleo. Está se entregando para mim. — Colocou a palma da mão sobre sua vagina e a deixou ali, sem mover os dedos. — Nota? Está umedecendo, querida.

Estava se entregando a ele? O que acontecia era que estava ardendo como um maldito vulcão. Não queria que parasse de tocá-la. Não queria que afastasse a mão dali.

—Lion…

Zás! A primeira bofetada com a mão aberta sobre seu sexo: spanking vaginal; e deixou a mão ali, retendo todo o calor.

Saltaram lágrimas dela, mas, incompreensivelmente de novo, desejou muito mais.

—Como me chamo?

—Senhor.

—Sim, assim é —passou os dedos pelos lábios do seu sexo, mas não fez nada mais. — Boa garota.

Sem saber muito bem como, Lion a liberou das correntes e a virou como um frango; ficou de barriga para baixo sobre a mesa. Ele a aprisionou outra vez e começou a flagelá-la tal e como fez com sua parte dianteira. O fazia num ritmo e velocidade que continham uma força hipnótica. Não forte, porque aquele não era o castigo principal, mas sim com suficiente pressão e cadência constante para que sua pele se preparasse.

—Deus —gemeu Cleo, colocando o rosto para o lado contrário de onde ele estava. Ardia-lhe a pele, certamente que a estava irritando; mas seu corpo mergulhava numa hipnose provocada pelo contato das extremidades, por como alternava um golpe e outro: um mais forte, outro mais frouxo, um mais suave… Depois parava e passava as mãos por cima da área torturada, como se a quisesse consolar e acariciar, pedindo perdão pelo castigo que estava infligindo. E ela, nesse momento, sentia vontade de chorar. Mas não o faria. Devia ser forte.

—No torneio só eu a tocarei. Não vou deixar que ninguém se aproxime, Cleo. Para isso devemos ser os mais rápidos em encontrar os cofres; e, se não o fizermos, temos que ganhar os duelos. Mas se em algum momento tiver que enfrentar às Criaturas ou ceder ao que o Amo do Calabouço ou Uni exijam, tem que se preparar para qualquer coisa — Zás! Um açoite entre as nádegas que fez que sua linda pele se avermelhasse. — OH, gatinha… Veja. — Passou as mãos por seu traseiro e se inclinou para lhe dar um beijo.

—Lion? —soluçou ela muito necessitada dessa boca.

Zás! Um açoite com a mão aberta.

E ela se queixou pelo contato.

—Senhor!

Esfregou a área em que deu a bofetada e se inclinou de novo para beijá-la.

—É muito importante que nos castigos nunca pronuncie meu nome. Pense que você e eu temos outras identidades, e que essas serão as oferecidas aos organizadores do torneio. Um engano desse tipo chamaria muito a atenção dos Vilões.

—Sim, senhor.


—Já está preparada para seu castigo.

Desencadeou-a e a deixou sentada de novo sobre a mesa-maca. Com o flogger na mão ainda, retirou seu cabelo do rosto e pôs uma mão de cada lado de suas pernas, sobre o suporte, de modo que a deixou presa entre seu corpo e a maca, nua, afetada pelos açoites e vermelha como um tomate.

Cleo nunca foi tão consciente de seu corpo como nesse momento.

—Deixa-me louco que confie em mim desse modo, Cleo.

—Ob... Obrigada, Senhor.

—Está indo muito bem em seu papel, não é, bonita?

Lion retirou o cabelo vermelho e úmido pelo suor do seu rosto. Encostou sua testa à dela e a olhou nos olhos. Ansiava beijá-la.

Mas não queria confundí-la nesse momento; como tampouco ele queria se confundir.

—Me olhe.

Cleo levantou a vista, confusa. Não sabia como devia se sentir, mas se sentia tão bem e descansada… Tão ativada.

Lion a agarrou nos braços e a deixou em frente ao seu punching bag.

—Coloque suas mãos no saco, Cleo, e segure.

O olhou por cima do ombro.

Não se sentia tão desorientada para não o advertir com seus olhos, muito verdes, o que aconteceria se a machucasse de verdade.

—Disse que confiava em mim — a recriminou, captando a mensagem desse olhar— Olhe para a frente.

—Sim, senhor. —Ela mordeu a língua e esperou paciente que chegasse o golpe.

—Quero que você mesma aceite a dor voluntariamente. Por isso não a amarro.

—Bem. —Cleo se posicionou melhor para receber o castigo.

—Deve se manter quieta, sim?

—Sim, senhor.

—O início da dor vai crescer porque liberou muitas endorfinas, e por isso é mais difícil que saiam hematomas. No pré-aquecimento, as carícias servem para que as endorfinas se

se acumulem na pele. Está vermelha e abrasada, querida. Vou golpeá-la num ritmo lento para que tenha tempo de absorver cada golpe e antecipe a sensação do próximo. Ontem me ofendeu três vezes. Serão cinco chicotadas por cada ofensa.

—Quinze, senhor? —perguntou estreitando os olhos e desejando que a tocasse de uma vez: não importava se vinha um açoite, uma bofetada ou uma carícia.

Queria que continuasse estimulando-a, não queria esfriar.

—Uma, quando me disse que queria outro amo, quando o que eu pretendia era te proteger de cair nas mãos erradas; a segunda, quando insinuou que não me preocupavam suas necessidades, quando a domesticação de ontem a preparava para mim; e a terceira, quando disse que não era irresistível, quando Cleo —se aproximou dela e sussurrou ao ouvido, — vejo o brilhante que está entre as pernas, gatinha. E é pelo muito que gosta do que faço. Mas vamos acrescentar cinco mais.

—Por que?! —replicou.

Ele permaneceu em silêncio durante uns segundos. Essas respostas mereciam outro castigo, mas esperaria que Cleo se dessa conta que não devia falar com ele assim.

—Senhor? —perguntou sem entusiasmo.

—Por insinuar que Clint morreu por minha culpa e que minha incompetência fez que sequestrassem Leslie.

Aquelas palavras a afundaram. Era verdade que disse isso e se arrependeu imediatamente, mas não pediu perdão ainda. Como se atreveu a atacá-lo assim?

—Está pronta? —Acariciou sua nádega esquerda e a beliscou suavemente—Está ardendo.

—Sim, senhor —respondeu com um fio de voz.

—Vai contar em voz alta as chicotadas. Tenho um chicote de nove caudas nas mãos, Cleo. Isto vai doer um pouquinho mais. —Usou a velocidade e o peso do chicote para golpear sobre suas nádegas, fazendo alavanca com seu braço e o cabo.

O som das caudas cortando o vento podia ser atemorizante, mas era mais espetacular escutar como açoitavam a pele.

—Um! —gritou Cleo cravando os dedos no saco de boxe. Deus… Como ardia. Depois de dez segundos, chegou o segundo contato, na mesma área, entre as nádegas— Doooiiis! —exclamou cravando os pés na grama para manter a postura. Os golpes cada vez eram mais fortes, mas iam mudando de lugar para não fazer muito dano. O três e o quatro alcançaram a área traseira das coxas. O cinco e o seis golpearam a parte baixa das costas. A pele do traseiro doía e ao mesmo tempo picava. Não sabia se queria se coçar, esfregar ou que continuasse a golpeando. O sete e o oito caíram de novo sobre as nádegas. Não. Não queria que continuasse batendo nela. Ou sim? Aquilo era muito confuso. — Nove! Dez!

Lion sabia que Cleo aguentaria com isso e com mais. Era a mulher mais forte, obstinada, valente e entregue que jamais conheceu. Mas devia aprender a suportar isso com ele, pois seria ele quem jogaria com ela no torneio. A jovem tremia e se apoiava no saco, quase se abraçando a ele.

—Doze! Treze!

As exalações e os ruidinhos indefesos de Cleo percorreram a alma de Lion.

Era por ela que estava ali.

Era por ela que cuidava de Leslie.

Não o contrário.

Entenderia isso algum dia? Como ia saber se nunca disse nada a ela?

—Dois mais, gatinha!

—Dezenoooveee! —gritou grunhindo.

As extremidades da última chicotada a pegaram de repente nas bochechas avermelhadas das nádegas e a agente caiu, cansada de seu próprio exercício. — Vinte… vinte… Deus… — soluçou — Vinte! — deixou-se cair no chão, mantendo-se abraçada ao saco, completamente abandonada.

Lion atirou o chicote no chão e pegou Cleo nos braços, embalando-a contra ele, consolando-a com seu corpo e sua pele.

Cleo nem sequer se atreveu a fugir.

Aquilo era um castigo de BDSM; e sabia que ardia seu corpo, era consciente da reação de sua psique pela representação da flagelação, mas não entendia a outra sensação que se estendia sob sua pele.

—Venha aqui, querida. Fez isso tão bem… — a felicitou. — Agora me deixe cuidar de você.

—Não… Deixe-me em paz.

—Chist, Cleo. —Olhou-a nos olhos e caminhou com a jovem nos braços até sentar na poltrona de vime, com ela montada sobre suas pernas. —Sei que agora não sabe como se sente. Mas também sei que, na realidade, de verdade, não foi dor que sentiu. —Seus peitos nus se colaram um no outro. Lion a beijou na cabeça e na têmpora, depois pelas bochechas… Também passou as mãos pelas costas e nádegas para consolar sua aflição e sua ardência. Cleo se abraçou a ele, sem pedir permissão nem chamá-lo de senhor. Apoiou sua cabeça sobre seu peito e permitiu que lhe desse o calor que precisava. Carinho. Só queria carinho.

“Console-me, por favor”, dizia em seu interior.

—Sinto muito. Sinto o que te disse — gemeu sobre ele. — Não acho que teve culpa de nada… Fui horrível. Fui uma vadia má. Perdoe-me. Você perdeu seu melhor amigo no caso e eu…

—Chist. Está bem, querida…

—Não, Lion —o chamou por seu nome, mas nem se importou. Segurando-o pelo rosto, disse: — diga que me perdoa, por favor…

—Sim. Claro que sim —Seus olhos azuis se impregnaram por tão bonita e viva que estava.

—Perdão —soluçou, abraçando-o.

Lion a acalmou e mimou, feliz por tê-la assim. Era a primeira vez que Cleo não o olhava mal, nem lançava uma palavra venenosa, nem ria dele…

Agora era acessível. E terna.

—No começo —explicou ele, — quando sente que gosta do que te fazem, sente-se desorientada. Mas, na verdade não é dor, não de verdade — explicou ele beijando-a no ombro e massageando suas carnes doloridas. — É uma dor prazerosa. —Segurou seu rosto entre as mãos e o ergueu um pouco para que ambos ficassem cara a cara. —A gente chora e se limpa. É como uma catarse. E há outros que acabam destruídos depois de uma sessão de BDSM, que ficam deprimidos por alguns dias. Tiram tanta merda e se esvaziam tanto que não sabem dar nome à paz interior que sentem.

—Estou bem. Só… Só dolorida. —Secou as lágrimas com o dorso das mãos. Dolorida prazerosamente. Sentia-se ardida, mas também muito, muito sensual e acesa para qualquer coisa.

—Estou bem

—Ouça… Antes me beijou. Me deu um beijo. —O recriminou. — Podemos nos beijar quando bancamos os personagens de amo e submissa? Isso está bem? —perguntou insegura.

Lion sorriu ao ver que ela voltava a ter lágrimas nos olhos; mas eram lágrimas purificadoras. As limpou sorvendo-as com os lábios.

E ela ficou estática ao se dar conta que Lion cumpria suas promessas:

“Quando chorar, beberei suas lágrimas”.

—Para mim sim. Se preciso fazer, faço —explicou ele. — Queria te beijar, Cleo.

—Precisava me beijar?

—É uma submissa muito especial, e muito sexy —murmurou sobre sua bochecha. — Entregou-se a mim, Cleo. É óbvio que queria te beijar. E a beijarei sempre que me agradar.

—Porque você diz?

—Porque eu digo.

Ela deixou cair os olhos e voltou a se apoiar sobre seu peito. Não ia falar disso com ele; os beijos sempre eram algo mais. Se tinham que se beijar, se beijariam de novo, mas dessa vez ela tomaria o controle, não a pegaria de surpresa.

—Foi tão intenso… —murmurou sobre sua pele— Minha pele arde, arde em mim lá embaixo, e meu traseiro… Meu pobre traseiro — choramingou entre risadas. — O deixou como um tomate, selvagem.

Lion começou a rir.

—Ontem me ofendeu. Como submissa no jogo, deverá acatar os castigos, e lembre que haverá gente nos observando. Não poderá me ofender e permanecer impune. Tem que aprender a agir como se requer no torneio.

—Sei. — gemeu ao sentir que a pele da virilha se ressentia ao roçar contra… OH, certo!— Ups…

—Oh! —Lion sorriu abertamente e olhou abaixo—Está acordado desde que chegou ao jardim.

Cleo engoliu saliva. Sim, já tinha se dado conta que Lion quase sempre estava preparado.

—Dói? —perguntou ele.

—Onde? —perguntou ela.

—Aqui. —Lion deslizou a mão entre seus corpos e cobriu seu sexo com a mão.

A jovem se sobressaltou, mas ele a manteve em seu lugar.

— Sabe o que acontece aos homens depois de uma situação de risco?

—O que?

—A adrenalina e as endorfinas se aglomeram em nossos órgãos sexuais e nos deixa duros.

—Como agora. —Arqueou uma sobrancelha vermelha e gostou de sentir a mão de Lion acalmando seu lugar mais íntimo.

—É o mesmo que acontece com as mulheres. Mas vocês incham e umedecem. —Lion deslizou um dedo por sua fatia ardente e inflamada e se encontrou com a suavidade e a excitação de Cleo. — Como agora.

—Isto também é instrução ou pode se considerar apalpar discretamente?

—Isto faz parte da sua disciplina. Vamos fazer tudo que nos compete representar em Dragões e Masmorras DS.

Cleo estava hipnotizada pela expressão de Lion. Parecia que estava tocando um pedacinho do céu.

—E o que vai fazer a respeito, senhor? —Ela fechou os olhos e se agarrou aos seus ombros.

—Depois do açoite, vem os carinhos, querida.

Lion a elevou e a sentou sobre a mesa de vime, com cuidado de não roçar muito a pele flagelada.

—Se abra e me mostre como é aí, Cleo.

—Saiba que não faço isso com todos. Só estou fazendo porque o FBI me ordenou.

Lion lhe deu uma bofetada no interior da coxa esquerda.

—Sou o único a quem deve obedecer, descarada. Agora, se abra.

Ela não estava em situação de contrariar ninguém, e desejava como uma louca que ele a acariciasse. A tinha estimulado de um modo muito selvagem, e agora não havia nada que pudesse acalmá-la a não ser que a levasse ao êxtase. Jamais imaginou que as surras sexuais podiam excitá-la até esse ponto. Mas seu corpo saltava com desejo de começar.

E se eram amo e submissa, deviam representar o papel à perfeição.

Ia se jogar em Lion.

Ou seria ele quem se jogaria sobre ela?

Que importância tinha? Queria uma maldita gratificação por suportar o castigo.

Abriu as pernas e apoiou os pés, com fibras de grama, na mesa escura de vime.

—Está… —Lion ficou sem voz e aproximou a cadeira da mesa, de modo que o sexo de Cleo permanecia aberto diante de seu rosto. Estava vermelho e, também, inchado.

Mas o que mais estava era úmida. Sua vagina tinha fome e resultava que ele também. Com as mãos, manteve suas pernas abertas e a obrigou a se estirar em cima da mesa.

—O que deseja? Minha língua ou meu pênis? Decide, porque agora só terá um deles.

O que disse? Cleo fechou os olhos e colocou o antebraço sobre eles. Com a outra mão se ergueu um pouco para segurar sua cabeça e a guiar até a área que chorava pelo castigo e por ele.

Ele riu e com um grunhido disse:

—Sim, eu também. Quero te comer. — Abrindo a boca abrangeu todo seu sexo de cima abaixo e começou a lambê-la como se fosse um doce.

Foi muito rápido e fulminante. Sentia-o muito intenso.

Notou sua língua e boom!, Cleo se elevou ao sétimo céu, gozando numa velocidade vertiginosa.

Lion assentiu orgulhoso dela e satisfeito por sua resposta, enquanto continuava a beijando e lambendo.

Aparentemente, acreditava que era o fim do mundo, e que ela era um maldito salva-vidas. Capturou suas pernas com força e começou a sugá-la de cima abaixo. Golpeou o clitóris com sua suave língua e depois a penetrou em sua cavidade.

As paredes de Cleo se estreitavam e tremiam, sob sua inspeção.

—É muito gostosa… —murmurou sobre sua entrada.

Cleo sentiu a voz do amo entrar por seu útero e chegar ao estômago, reverberando como um eco em seu interior. Gozou uma vez e gozaria outra mais.

Balançou os quadris para cima e para baixo e deixou cair o pescoço atrás. Nunca se sentiu assim. Teve sexo oral outras vezes, mas Lion era…, era… Não tinha palavras para descrevê-lo. Talvez os açoites a houvessem hipersensibilizado, mas, depois da surra, notar algo tão suave como sua língua, tão flexível e elástica, e com essa textura tão especial, a deixou louca.

Agarrou-o pela cabeça com as duas mãos e o manteve no lugar que ela precisava.

Lion não se moveu dali. Fustigava-a com sua língua e os lábios e depois a mordia carinhosamente com os dentes; absorveu seus lábios exteriores, primeiro o direito e depois o esquerdo e, em seguida, começou a fazer o mesmo percurso desde o início.

Tinha tudo estudado. Queria a martirizar.

Foi numa das profundas imersões de sua língua que Cleo voltou a gozar em sua boca; enquanto ele continuava a mimando como somente um amo podia fazer depois de um castigo.

Se essa era a recompensa por sofrer sua disciplina, esse mesmo dia lhe diria que era feio, vesgo e um nazista pelo menos vinte vezes.

Mas seus cuidados não acabaram aí.

Depois de gozar uma vez mais, Lion pegou o que restava dela e colocou ambos na jacuzzi. A água estava fria, assim ativou as borbulhas e colocou Cleo entre suas pernas para lhe dar uma massagem cheia de sabão sobre os ombros doloridos e as costas irritadas.

Permaneceram em silêncio enquanto ele cuidava dela.

—Obrigada, senhor — disse realmente agradecida.

Lion a beijou na nuca e passou as mãos pela parte baixa de suas costas para logo percorrer as nádegas com os dedos.

—Como está seu traseiro?

—Melhor. A água me acalma.

—Acrescentei sais de banho calmantes. Depois, quando sairmos daqui, farei uma massagem com uma loção especial para que sua pele se restabeleça. É feita de folhas de carvalho.

—É um detalhista —sussurrou fechando os olhos. — Também sabe fazer massagens, senhor?

—Sei fazer de tudo —murmurou brincalhão. — Já sei como está seu bumbum... E você, Cleo, como está?

—Mmm… Incrivelmente bem. É como se tivesse corrido uma maratona. Agora me sinto tão cansada e maleável… —suspirou. — Mas feliz. Isto de ter um amo não é má ideia — brincou com a água entre seus dedos. — Poderia deixar que me castigassem, se depois tenho tudo isto.

Um pensamento cruzou a mente de Lion.

Cleo estaria com ele como amo enquanto durasse a missão. Os supervisores concordavam que o modo de finalizar o caso era no torneio, uma vez que entrassem no círculo dos Vilões; mas isso implicava que ficariam juntos só até a conclusão do caso. Não gostou do comentário de Cleo. Sugeria que ela pudesse escolher outro amo depois que tudo acabasse.

Com amargura disse:

—Há castigos que não têm recompensa. Há castigos disciplinadores que não acabam em orgasmos. Mas prefiro que acabem assim. É muito melhor para ambos.

Cleo se apoiou sobre seu peito. Estava bem e era correto estar assim com ele.

Ambos tinham uma missão a cumprir e iam se conhecer melhor que ninguém; assim intimidade a esses níveis não era inadequado.

—Acredito que ficaria arrasada se alguém me castigasse como você fez e depois não me consolasse.

—Há amos muito cruéis, Cleo. Mas as submissas que procuram são muito submissas, e aceitam o que façam porque é o que necessitam.

—Sim. Sim…, já sei.

—Ninguém está com um amo por obrigação.

—Exceto… Exceto as mulheres que possam traficar utilizando o torneio de BDSM. Talvez não todas, mas as estão obrigando a ficar lá, e algumas perderam inclusive a vida.

—Exato. Faltam quatro dias, Cleo — moldou suas nádegas e as abriu para que as borbulhas batessem justo nessa área. — E restam coisas para aprender.

—Ouça… — se esticou divertida. — Isso faz cócegas. Sabe? É a primeira vez que utilizo a jacuzzi com outra pessoa.

—Sério?

Ele soltou uma gargalhada enquanto a colocava sobre um jorro de água.

—Vamos para o quarto, querida.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Um pequeno pedacinho de Amos e Masmorras


  • Um novo livro para vocês (se quiserem eu posto)Andei lendo esse livro e me apaixonei e fascinante, exótico e erótico
    um dos melhores livros que já li apesar de ser erótico que um tema que todos tem certo preconceito, ele mostra de uma forma suave e nada vulgar
    simplesmente perfeito


     




    Resumo:
    Cleo Connelly sempre quis ser como sua irmã Leslie.
    Por isso, quando decidiu trabalhar para a lei, Cleo a seguiu e se esforçou sempre para chegar ao seu nível. Mas só Leslie foi aceita no FBI, enquanto Cleo teve que se conformar em patrulhar sua cidade natal: Nova Orleans.
    Agora, Leslie desapareceu. O subdiretor do departamento do FBI visitou Cleo para pedir que os ajude e colabore em sua missão resgate, já que necessitam de um perfil parecido ao de sua irmã. A jovem policial, levada pelo medo e desespero, aceitará fazê-lo antes de entender em que tipo de missão estava Leslie envolvida: Um jogo chamado Dragões e masmorras DS? Drogas sintéticas afordisíacas? BDSM? Rede de tráfico de pessoas? BDSM?!!
    Se antes explicassem que teriam que instrui-la para fazê-la passar por submissa, talvez a resposta fosse outra… Submissa? Ela?! Mas se sua resistência à dor era nula e até as manicures a machucavam! Como se passaria por…? Maldição. É óbvio que sim. Por sua irmã faria qualquer coisa. Um momento… O inspetor disse que seu “master” seria Lion? Lion Romano??!! Vamos voltar atrás!
    O atrativo e arisco Lion Romano está devastado pela morte de seu melhor amigo Clint, encontrado morto enquanto trabalhava disfarçado na missão de tráfico de mulheres em que se achava envolvido junto com Leslie Connelly, uma das melhores agentes do FBI, cujo paradeiro se achava desconhecido. Lion fará o possível para recuperar Leslie, e se para isso precisar se infiltrar no jogo de BDSM com sua sexy, impetuosa e descarada irmã Cleo, o sacrifício valerá a pena. O que ninguém sabia era que submeter e instruir Cleo na arte da dominação e da submissão era algo que desejava fazer desde que a jovem completou sua maioridade.
    Ambos se engajarão numa aventura cheia de perigo e sensualidade, inclemência e crueldade, em que os chicotes e castigos marcam a realidade e o dia a dia.
    Uma policial com vocação de agente especial que não se acha submissa está a ponto de conhecer o amo que está destinado a submetê-la.
    Conseguirão salvar Leslie antes que se matem entre eles?
    O trabalho pode se misturar com o prazer?
    Os jogos terão início: os dragões saem de suas masmorras.
    Esta história se divide em duas partes. A Domesticação de Cleo pelas mãos de Lion, que se localiza na grande e escura Nova Orleans e em que descobrem um ao outro em seus papéis, e depois, o intenso e apaixonante torneio de dominação e submissão de Dragões e Masmorras DS.
    Não há margem para o aborrecimento. Nunca leu nada igual.
    Preparados? Prontos? JÁ!




    Resumo 


    Inicie-se
    Faça a domesticação
    Prepare-se






    Cleo não queria nem imaginar o que acontecia entre essas paredes.
    Uma vez, na universidade, sua amiga Marisa, que trabalhava em Nova Orleans como assistente jurídica, disse que as mulheres deviam ter em seu interior um anjo e um demônio, uma Santa e uma vadia.
    Pois bem, diante daquela situação, a Santa Cleo fazia cruzes. Mas “a vadia” Cleo arqueava uma sobrancelha espectadora e curiosa.
    —O que fazemos aqui? —embora soubesse muito bem.
    —Vai fazer uma escolha. É sua vez.
    Três homens entraram na sala.
    Vestiam-se com calças de couro e estavam descalços. Um deles era calvo e robusto, de olhos claros; o outro era alto, muito musculoso, bonito, com longo cabelo negro e olhos escuros, mas de aspecto um tanto gótico; e o terceiro era… um homem mais velho, muito atrativo, mas lembrava seu pai.
    Ela ficou na defensiva quando os três invadiram seu espaço e, inconscientemente, deu um passo para se aproximar de Lion. Ele a olhou analisando sua reação, mas continuou com o gesto impassível.
    —Estes são Brutus, Prince e Amadeo.
    —E ela é? —perguntou o de cabelo comprido e liso.
    —Pussycat —respondeu Lion olhando-a de soslaioCleo revirou os olhos por baixo da boina. Bichana? Ela? Ela não era uma bichana!
    —Pussycat procura um amo. Quem quer pô-la a prova?
    Os três sorriram espectadores e caminharam ao seu redor, como hienas desejosas de tirar seu pedaço.
    Cleo não podia se imaginar trabalhando com um deles. Não poderia nunca. Eles... A assustavam. Ela não… Esses homens exudavam hormônios dominantes por todos os poros.
    Brutus, que era o calvo robusto parecido com um fisiculturista, ficou diante dela e com voz doce disse:
    —Dispa-se para mim, Pussycat. Me deixe vê-la. —Estendeu a mão decidido a afastar seu capuz, mas Lion o agarrou pelo pulso.
    —Não se toca até que ela dê permissão —ordenou com voz fria


  • Brutus grunhiu e obedeceu ao Rei Leão.
    Amadeo, que se parecia com seu pai, se inclinou sobre seu ouvido.
    —Que cheiro bom.
    Pessoal eu andei lendo esse livro AMOS E MASMORRAS
    e me apaixonei
    deixarei uma parte do livro só para deixar o gostinho para vocês
    se quiserem eu  posto o livro aqui no blog



    Lion apertou os dentes quando viu que Cleo tremia pela proximidade desses homens.
    —Usa muita roupa. Tire-as. — ordenou Amadeo passando a mão pelo traseiro dela.
    —Amadeo, não a toque se ela não pediu isso ainda—grunhiu Lion entre dentes.
    Cleo se sentiu humilhada. Lion a estava pressionando e deixava que esses três amos a provocassem, acreditando que era submissa e que obedeceria. Mas não o faria.
    Não com eles. Sentiu-se como um pedaço de carne com olhos, mas no fundo compreendeu o que Lion oferecia. Não a machucaria, era alguém em quem podia confiar…
    Não era um homem completamente desconhecido quem a despiria e pressionaria até seus limites… Era Lion. E queria instrui-la.
    Haveria alguém melhor que ele? Não para ela. Se pedirem para escolher entre quatro demônios; o feio, o mau, o bom e o cara bom, a quem escolheria? No final agarraria o cara bom. Não? Pois decidiu que devia ser o mesmo com os amos.
    —Não vemos seu rosto, não vemos seu corpo… Não sabemos nada dela —enumerou Brutus. — Não nos dá uma puta atenção, Rei. Está seguro que é uma submissa?
    Prince sorriu diabolicamente e observou o queixo trêmulo de Cleo.
    —Tem a pele pálida e está assustada —murmurou. — Por que tem medo? Não faremos nada que não esteja disposta a aceitar. Bom — se corrigiu, — Brutus sim. Eu não. — disse petulante.
    Lion apertou os punhos para não arrebentar a cabeça do convencido Príncipe. Todas as submissas se apaixonavam por ele, mas ele… nunca se apaixonava por nenhuma.
    Brutus grunhiu e tocou a virilha.
    —Já tenho o pau duro, Pussycat. Tire sua fodida roupa. Vamos te dar uma lição de boas maneiras.
    Cleo negou com a cabeça e cravou seus olhos verdes em Lion, dizendo:
    “Pensa continuar esta merda muito mais?”
    Lena Valenti Amos e Masmorras 1
    78 | PRT
    —Isso é um não? —inquiriu Brutus se aproximando perigosamente de Cleo. Ultrapassava por duas cabeças a jovem agente— Tão rápido procura castigo, gracinha? Já entendi… Quer que eu a tire?
    Brutus era, sem dúvida, o amo cruel.
    Lion a observou, e seus olhares colidiram.
    Se Lion permitisse que um desses três homens a tocasse, não ia perdoá-lo jamais.
    Ele se sentia aborrecido pelo mau momento que a estava fazendo passar; mas era necessário que visse que não era nada simples trabalhar com um amo de quem não conhecia nada. Outras mulheres submissas que já tivessem praticado o BDSM, certamente não teriam problema em obedecer as instruções que deram a Cleo. Mas para ela tudo era novo e sombrio. Era normal que se negasse.
    Precisaria se acostumar com isso. E tinham poucos dias para conseguir. Mas contavam com sua paciência, a dele, e com o entusiasmo que a jovem poria para não ficar atrás e o seguir, tão somente para que não pudesse a recriminar por nada e não a comparasse mais com Leslie.
    —Gatinha? —perguntou Lion de modo tentativo— Você decide, neném. A que amo quer escolher?
    Ela estava tensa como uma vara.
    Baixou a cabeça e engoliu saliva.
    —Você —respondeu com voz trêmula.
    Lion recebeu sua rendição como uma bênção, embora escutar as lágrimas em sua resposta não lhe desse nenhum orgulho.
    Podia ser muito baixo se havia algo com que se importava em jogo. Ela devia conhecer seus defeitos. Nesses dias se conheceriam perfeitamente, na intimidade e fora do quarto.
    E Cleo não só importava para a missão. Cleo era importante desde o dia em que a conheceu. De formas que nem ele compreendia, mas assim era.
    —Como disse? —perguntou para deixar claro perante aos outros amos e também perante eles mesmos.
    —Disse que escolho você —replicou elevando um pouco mais a voz, magoada pela situação.
    —Perfeito —Lion se despediu dos três amos com um movimento de cabeça e uma simples palavra: — Cavalheiros, obrigado por seus serviços.
    Os três amos se despediram dele e analisaram Cleo pela última vez.
    Lena Valenti Amos e Masmorras 1
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    —Talvez em outro momento, macacada. —disse Prince piscando um olho.
    —Talvez não —assegurou Lion o ameaçando só com a voz.
    Prince elevou as mãos e encolheu os ombros.
    —Claro, Rei.
    A porta fechou e os deixaram sozinhos.
    Cleo estava tremendo, com o olhar embaçado e cravado em seus tênis Adidas de tecido azul e branco. Não sabia o que acontecia com ela. Como policial fez coisas imensamente mais perigosas que se meter nesse buraco com quatro amos.
    Mas se sentia mal… um deles passou a mão em seu traseiro. Porra.
    Além disso, uma mulher tinha que ser muito valente para ficar ali e se entregar a eles desse modo. A submissão era, ou um ato de coragem incontestável, ou um ato de loucura atroz. Não sabia.
    Escutou os passos de Lion e viu a ponta de seus tênis.
    —Se fosse uma submissa, teria se excitado somente por ouvi-los falar. Não sei que tipo de inclinações sexuais tem, Cleo, mas está dentro desta missão e vou te ensinar a agir como uma submissa com seu amo. Dentro da cama —especificou. — Vou testar em você todos os joguinhos que utilizaremos no torneio. —Parou para escolher as palavras adequadas, mas não lhe veio nada à mente que pudesse suavizá-lo. — Teremos sexo. Entende, Cleo? Diga-me que entende… —Apertou os punhos, assustado.
    Ela afirmou com a cabeça, mas continuava sem olhá-lo nos olhos.
    —Sei que pode ser incômodo no princípio, mas, se relaxar, pode gostar das lições. Faremos isto juntos. Aprenderá tudo sobre este mundo, e talvez inclusive a agrade. Não saberá até provar. Minha missão é conseguir que goste, para que faça o melhor papel de sua vida no jogo. Está de acordo? Desta vez me diga a verdade porque não vou perder mais tempo.
    Cleo assentiu com movimentos mecânicos de sua cabeça.
    “Merda, Cleo, me olhe…”.
    Lion levantou seu queixo com doçura.
    Ela tinha as pupilas um pouco dilatadas pelo estresse. Maldita seja; Cleo acreditou que ele ia permitir que os amos jogassem com ela. Acreditou nisso de verdade. O que pouco que o conhecia…
    —Ei, me olhe, bruxinha —ordenou com ternura. — Está bem?
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    Cleo lambeu os lábios e seus olhos lançaram labaredas verdes de raiva e confusão enquanto o olhava de frente.
    —É um sacana, filho da…
    —Chist —sorriu com suavidade. — Sei. Não era minha intenção te assustar. Mas queria que soubesse com que tipo de perfis de amos podia se encontrar. Os três são excelentes caras, sério. Mas não é o mesmo tratá-los como dominantes.
    —De verdade? Não me dei conta.
    —Agora me encarregarei de você, agente. Diga que aceita ser minha submissa para testar. Até o torneio, até o fim do caso Amos e Masmorras. Preciso estar seguro com você e com nosso papel. Diga.
    —Sim.
    —Não. Diga: sim, aceito ser sua submissa até a finalização do caso. Isso implica começar o jogo a partir de agora.
    Cleo fechou os olhos e se lançou ao abismo. “Por Deus… vou deixar que Lion me apalpe e que me faça gozar como uma louca. Vou entregar meu corpo para que faça e desfaça a seu desejo”.
    —Sim, aceito ser sua submissa até a finalização do caso.
    —Prometa isso.
    —Prometo. E você me prometa que não fará nada que me fira ou me cause dor —exigiu em troca
  • —Prometo isso, Cleo. Sua segurança e seu bem-estar vêm em primeiro. Em sua casa te mostrarei o tipo de Amo que sou; mas prometo que comigo não tem que temer nada.
    Ela assentiu um pouco mais tranquila e olhou nervosa ao redor.
    —Podemos sair daqui já?
    —Claro. Te trouxe para o clube das mulheres Latiffe só para que pare de me sacanear dizendo que ia procurar outro amo — a puxou pela mão e a tirou da sala de castigo. — Se entrar nesta sala com a pessoa adequada a verá de outro modo… Lamento ter te assustado.
    —Certamente… conseguiu o que queria, assim não pode lamentar muito

segunda-feira, 28 de maio de 2012

house of night - escolhida (capitulo 19)


DEZENOVE
Sim, eu estava seriamente perturbada. Não apenas eu não tinha terminado com
Heath, mas eu provavelmente tinha deixado nosso Imprint ainda mais forte. Além do
mais, eu posso ter causado a morte de dois homens. Eu tremi, me sentindo mais do que
apenas um pouco enjoada. O que diabos tinha acontecido comigo? Eu bebi o sangue de
Heath e estava sentindo o tesão (jeesh, eu estou me tornando uma vadia total), e então
aqueles homens começaram a mexer com a gente e foi como se algo dentro de mim
mudou de Zoey normal para Maluca Assassina Vampira Zoey. Foi isso que aconteceu?
Vampiros surtam quando humanos que tiveram um Imprint são ameaçados?
Eu lembrei o quão fula eu fiquei nos túneis com os “amigos” de Stevie Rae (não que
ela fosse amiguinha daqueles garotos mortos vivos) tinham atacado Heath. Ok, eu fui
violenta, mas não tinha sentindo uma vontade poderosa de rasgar o rosto deles! Só de
lembrar da raiva que passou por mim quando os dois homens começaram a vir até nós
(Heath) para dar a nós (Heath) dificuldade era o suficiente para fazer minhas mãos
começarem a tremer de novo.
Claramente tinha muitas coisas de vampiros que eu não sabia. Diabos, eu tenho feito
anotações e memorizado alguns dos capítulos sobre Imprint e ânsia de sangue, mas eu
estava começando a ver que havia varias coisas do tão educacional livro tinha deixado de
fora. Eu precisava de um vampiro adulto. Felizmente, eu conhecia um que com certeza
ficaria feliz de ser voluntário para ser meu professor.
Eu tenho certeza que tem muitas coisas que ele ficaria feliz de me ensinar.
Eu pensei nessas coisas, o que foi fácil de fazer quando eu estava cheia do delicioso
e sexy sangue de Heath. Meu corpo ainda estava formigando com o calor e poder e
sensações que eu sabia que não conhecia, mas eu desejava mais. Muito mais.
Não havia como negar que Loren e eu tínhamos algo. Era diferente do que eu e
Heath tínhamos, diferente até do que Erik e eu tínhamos. Droga. Eu tenho coisas de mais
acontecendo na minha vida.
Basicamente, eu flutuei para o apartamento dos pais de Afrodite meio excitada, e
cheia de poder, ainda sim confusa e tão distraída por, bem, sexo que eu nem pensei no
fato que parecia não haver nada mais do que nevoa e escuridão até eu estar parada no
meio da sala do apartamento observando Stevie Rae olhar com olhos vermelhos e
molhados a TV e fungar. Eu olhei para a TV e percebi que ela estava assistindo um filme.
Parecia com aquele sobre a mãe que sabia que estava morrendo de alguma doença
horrível e tinha que correr contra o tempo (e comercias) para encontrar uma nova família
para seu zilhão de filhos.
“Em falar em deprimente,” eu disse.
A cabeça de Stevie Rae virou enquanto ela tomava uma posição feral de defesa
depois de pular atrás do sofá de onde ela assoviou e rosnou para mim.
“Ah, merda!” Eu instantaneamente afastei a escuridão e tudo mais, para ficar sólida,
e visível de novo. “Desculpe, Stevie Rae. Eu esqueci que dei uma de Bram Stoker.”
Ela olhou por cima do sofá para mim, olhos brilhando e presas expostas, mas ela
parou de assoviar.
“Uh, relaxe. Sou apenas eu.” Eu levantei a bolsa e balancei o sangue para que ele
fizesse um barulho nojento. “Sua refeição sobre rodas.”
Ela levantou e cerrou os olhos. “Você não deveria fazer isso.”
Eu levantei minhas sobrancelhas para ela. “Você não deveria fazer isso. Fazer o que?
Trazer seu sangue ou me tornar nevoa e escuridão.”
Stevie Rae arrancou a bolsa que eu estava balançando na direção dela. “Me pegar de
surpresa. Eu posso ser perigosa.”
Eu suspirei e sentei no sofá, tentando ignorar o fato que ela já estava rasgando uma
bolsa de sangue. “Se você me comer, do jeito que a minha vida é uma droga agora, você
me faria um favor.”
“Yeah. Eu aposto. Eu lembro o quão difícil é ficar viva. Cheia de drama de namoro e
ohminhadeusa, o que eu deveria usar para aula. Realmente horrível, diferente do estresse
de estar morta e morta viva, mas ainda me sentindo morta.” Stevie Rae falou em um tom
frio e sarcástico que era totalmente diferente do jeito que ela costumava soar, o que de
repente me irritou para caramba. Como se eu não tivesse estresse na minha vida só
porque eu não estava morta? Ou morta viva? Ou algo assim.
“A professora Nolan foi morta ontem a noite. Parece que alguém das Pessoas de Fé
crucificou ela e decapitou ela e deixou o corpo dela perto da porta escondida do portão
leste com um adorável bilhete sobre não poder haver uma bruxa viva. Eu acho que meu
padrasto-perdedor pode estar envolvido, mas não posso dizer mais nada porque minha
mãe esta acobertando ele, e se eu delatar ele ela provavelmente vai pra cadeia para
sempre. Eu acabei de sugar o sangue de Heath e fui interrompida por dois otários que eu
acho que matei acidentalmente, e Loren Blake e eu estávamos ficando. Então, como foi o
seu dia?”
A velha Stevie Rae pulou dentro dos olhos vermelhos. “Ohminhadeusa,” ela disse.
“Yeah.”
“Você tem ficado com Loren Blake?” Como sempre, Stevie Rae ficou excitada com a
fofoca poderosa. “Como que foi?”
Eu suspirei e vi ela pegar outra bolsa de sangue. “Foi incrível. Eu sei que isso vai
soar ridículo, mas eu acho que podemos realmente ter algo juntos.”
“Assim como Romeu e Julieta,” ela disse entre goles.
“Uh, Stevie Rae, vamos usar uma analogia diferente, ok? R&J não terminou muito
bem.”
“Eu aposto que ele tem um gosto bom,” ela disse.
“Huh?”
“O sangue dele.”
“Eu não saberia.”
“Ainda,” ela disse, e pegou outro saco de sangue.
“Falando nisso. É melhor você diminuir a beberagem de sangue. Neferet chamou os
Vampiros Filhos de Erebus e está muito difícil de sair da escola agora. Eu não tenho
certeza se vou ser capaz de voltar aqui com mais sangue.”
Um calafrio passou pelo corpo de Stevie Rae. Ela parecia quase normal, mas nas
minhas palavras a expressão dela se achatou e os olhos dela se arredondaram.
“Eu não posso aguentar muito tempo.”
Ela falou numa voz tão baixa e contida que eu quase não ouvi ela.
“Isso é algo importante, Stevie Rae? Eu quero dizer, você não pode só fazer um
racionamento ou algo assim?”
“Não é assim! Eu posso me sentir me perdendo... mais e mais a cada dia... a cada
hora.”
“O que é se perder?”
“Minha humanidade!” Ela praticamente chorou.
“Mas, querida,” eu me aproximei e coloquei meus braços ao redor dela, ignorando o
jeito estranho que ela cheirava e o fato que o corpo dela estava tão duro quanto uma
pedra. “Você está melhor. Estou aqui agora. Vamos dar um jeito nisso.”
Stevie Rae me olhou nos olhos. “Agora, eu posso sentir o seu pulso. Eu sei cada vez
que eu seu coração bate. Tem algo dentro de mim que está gritando para abrir sua
garganta e tomar seu sangue. E é algo que está ficando mais forte.” Ela se afastou de
mim, se movendo para se pressionar contra o sofá. “Eu posso colocar o rosto da antiga
Stevie Rae, mas é apenas parte do monstro em mim. Eu só faço isso para poder te caçar.”
Eu respirei fundo e me recusei a desviar o olhar. “Ok, eu sei que parte disso pode ser
verdade. Mas eu não acredito em tudo, e eu não quero acreditar em tudo. Sua
humanidade ainda está aí, dentro de você. Yeah, pode estar ficando fraca, mas ainda está
aí. Isso significa que ainda somos melhores amigas. Além do mais, pense nisso. Você não
tem que me caçar. Olá - estou bem aqui. Não exatamente escondida.”
“Eu acho que você está em perigo estando comigo,” ela sussurrou.
Eu sorri. “Sou mais durona do que você acha, Stevie Rae.” Me movendo devagar
para não assustar ela, em pus minha mão sobre a dela. “Tire poder da terra. Eu acredito
que você é diferente do resto dos, uh -” eu parei, tentando descobrir um jeito de chamar
eles.
“Nojentos garotos mortos vivos?” Stevie Rae sugeriu.
“Yeah. Você é diferente dos nojentos garotos mortos vivos porque você tem uma
afinidade com a terra. Se agarre nisso e ele vai te ajudar a lutar com o que quer que seja
que está dentro de você.”
“Escuridão... é tudo escuridão dentro de mim,” ela disse.
“Não é tudo escuridão. A terra está aí, também.”
“Ok... ok...” ela ofegou. “A terra. Eu lembro. Eu vou tentar.”
“Você pode suportar isso, Stevie Rae. Você pode suportar isso.”
“Me ajude,” ela disse, de repente apertando minha mão tão forte que eu quase
chorei. “Por favor, Zoey, me ajude.”
“Eu vou. Eu prometo.”
“Logo. Tem que ser logo.”
“Será. Eu prometo,” eu repeti, sem ter idéia de como manter minha promessa.
“O que você vai fazer?” Stevie Rae perguntou, olhos se trancando desesperadamente
nos meus.
Eu disse a única coisa que veio na minha mente. “Eu vou lançar um circulo e pedir a
ajuda de Nyx.”
Stevie Rae piscou. “Só isso?”
“Bem, nosso circulo é poderoso e Nyx é uma deusa. O que mais você precisa?” Eu
soava mais segura do que eu me sentia.
“Você quer que eu represente a terra de novo?” A voz dela tremeu.
“Não. Sim.” Eu parei culpada, me perguntando o que eu deveria fazer em relação a
Afrodite. Ficou claro quando ela manifestou a terra que ela deveria se juntar ao nosso
circulo. Mas Stevie Rae surtaria se ela descobrisse que o seu lugar foi substituído por
alguém que ela considerava sua inimiga? Além do mais, ninguém a não ser Afrodite sabia
sobre Stevie Rae, e é assim que eu preciso manter até estar pronta para Neferet saber
sobre ela. Problemas. Eu definitivamente tinha problemas. “Uh, eu não tenho certeza. Me
deixe pensar sobre isso, ok?”
A expressão de Stevie Rae mudou de novo. Agora ela parecia quebrada, e derrotada.
“Você não quer que eu faça mais parte do seu circulo.”
“Não é isso! É só que você precisa ser curada, então vai ser melhor se você estiver
no centro do circulo comigo ao invés de ficar no lugar normal.” Eu suspirei e balancei a
cabeça. “Eu preciso fazer mais pesquisa.”
“Faça rápido, ok?”
“Eu vou. E você tem que prometer que vai tomar o sangue com calma e ficar aqui e
se concentrar na sua conexão com a terra,” eu disse.
“Ok. Eu vou tentar.”
Eu apertei a mão dela e então e então me soltei do aperto dela. “Desculpe, eu
preciso ir. Neferet vai fazer um ritual especial para a professora Nolan, então eu tenho o
ritual da Lua Cheia.” E eu ia ter que ir na biblioteca de novo e catar algum ritual que
pudesse ajudar Stevie Rae. E eu não fazia idéia do que fazer em relação ao Loren. E Erik
provavelmente ia ficar bravo comigo por sair. E eu não tinha terminado com Heath. Jeesh,
minha cabeça dói. De novo.
“Já faz um mês.”
“Huh?” eu estava parada, e distraída com meu pensamento sobre tudo que eu tinha
que lidar.
“Eu morri durante o ritual da Lua Cheia, e isso foi um mês atrás.”
Isso chamou minha atenção. “É verdade. Já faz um mês. Eu me pergunto...”
“Se isso pode significar algo? Se hoje a noite pode ser a noite certa para consertar o
que aconteceu comigo?”
“Não! O lugar está cheio de guerreiros. Eles te pegariam com certeza.”
“Talvez eles devessem,” ela disse devagar. “Talvez todos devessem saber sobre
mim.”
Eu esfreguei a cabeça, tentando entender o que eu estava pressentindo. Eu estive
tentando manter Stevie Rae em segredo a tanto tempo que eu não sabia dizer se eu
deveria manter ela escondida, ou se o que eu estava sentindo era apenas ecos e confusão
(e provavelmente algum desespero e depressão também).
“Eu não sei sobre isso. Eu - eu preciso de um pouco mais de tempo, ok?”
Stevie Rae deu nos ombros. “Ok. Mas eu não acho que tem o suficiente de mim para
durar mais um mês.”
“Eu sei. Vou me apressar.” Eu disse estupidamente. Eu me curvei e abracei ela
rapidamente. “Tchau. Não se preocupe. Eu volto logo. Prometo.”
“Se você descobrir, só me mande uma mensagem ou algo assim e eu vou. Ok?”
“Ok.” Eu virei para a porta. “Eu te amo, Stevie Rae. Não esqueça disso. Ainda
seremos amigas.”
Ela não disse nada, mas acenou, parecendo fria. Eu chamei a noite e a nevoa e
mágica e sai na escuridão.

house of night - escolhida (capitulo 18)


DEZOITO
“Heath, se concentre.” Eu canalizei o calor que estava passando pelo meu corpo em
uma onda. “Os túneis. Você deveria estar me dizendo o que você lembra.”
“Oh, yeah.” Ele riu com seu sorriso doce de bad-boy. “Eu não lembro de muita coisa,
é por isso que estou te perguntando. Só de dentes e garras e olhos e tal, e de você. É
como um pesadelo. Bem, a não ser pela parte com você. Essa parte é leal. Hey, Z, você
me resgatou?”
Eu virei meus olhos e comecei a andar de novo, arrastando ele comigo. “Sim eu te
resgatei, nerd.”
“Do que?”
“Jeesh, você não lê os jornais? A história estava na pagina dois.” Tinha sido uma
adorável, mas ficcional artigo, onde eles citaram o Detetive Marx e seu muito breve
relatório.
“Yeah, mas não dizia muita coisa. Então o que aconteceu de verdade?”
Eu mordi o lábio e minha mente voou. Ele não lembrava quase nada sobre Stevie
Rae e seu bando de amigos mortos vivos. E, de repente, eu percebi, que precisava ficar
desse jeito. O quanto menos Heath soubesse sobre o que tinha acontecido, menores as
chances de Neferet pensar nele de novo o que resultaria numa terceira limpeza de mente,
o que não seria uma boa coisa. Além do mais, o garoto precisava continuar sua vida. Sua
vida humana. E parar de ficar obcecado comigo e coisas de vampiros.
“Não foi muito mais do que os papeis diziam. Eu não sei quem era o cara, só um
louco da rua. O mesmo cara que matou Chris e Brad. Eu te encontrei e usei meu poder
com os elementos para te soltar dele, mas você estava bem ruim. Ele, uh, te cortou e tal.
É provavelmente por isso que você tem essas estranhas memória, quando você lembra de
qualquer coisa.” Era minha vez de dar nos ombros. “Eu não me preocuparia com isso, ou
nem pensaria nisso se fosse você. Não tem nada demais.” Ele começou a dizer outra
coisa, mas chegamos na entrada do parque e eu apontei para um banco abaixo de um
carvalho. “Que tal sentar ali?”
“O que você disser, Zo.” Ele colocou os braços ao meu redor e andamos até o banco.
Quando sentamos eu consegui sair do braço dele e angular meu corpo em direção a
ele para que meus joelhos fossem um tipo de barreira para ele não se aproximar de mim.
Eu respirei fundo e me fiz encontrar os olhos de Heath. Eu posso fazer isso. Eu posso
fazer isso.
“Heath, você e eu não podemos mais nos ver.”
A testa dele se enrugou. Ele parecia estar tentando descobrir a resposta de um
complexo problema de matemática. “Porque você diria algo assim Zo? É claro que
podemos nos ver de novo.”
“Não. Não é bom para você. Temos que terminar.” Eu me apressei quando ele
começou a protestar. “Eu sei que parece difícil não me ver, mas isso é porque tivemos um
Imprint, Heath. Verdade. Eu estive pesquisando. Se não nos virmos mais nosso Imprint
vai sumir.” Isso não era exatamente verdade. O texto só dizia que às vezes um Imprint
iria diminuir devido a não exposição. Bem, eu estava contando com algo funcionar dessa
vez. “Você vai ficar bem. Você vai esquecer de mim e voltar a ser normal.”
Enquanto eu falava a expressão de Heath ficou cada vez mais seria e o corpo dele
começou a ficar muito duro. Eu sabia por que podia sentir o coração batendo dele, e até
isso tinha diminuído. Quando ele falou soava velho. Muito velho. Como se tivesse vivido
mil anos e soubesse coisas que eu só podia adivinhar.
“Eu não vou esquecer de você. Nem se estiver morto. E isso é normal para mim.
Amar você é o meu normal.”
“Você não me ama. Você só teve um Imprint comigo,” eu disse.
“Mentira!” ele gritou. “Não me diga que eu não te amo. Eu te amo desde que tinha 9
anos de idade. O Imprint é só outra parte do que tem acontecido entre nós desde que
somos crianças.”
“Esse negocio do Imprint tem que terminar,” eu disse calmamente, encontrando o
olhar dele.
“Por quê? Eu te disse que é bom para mim. E você sabe que pertencemos juntos,
Zo. Você tem que acreditar em mim.”
Os olhos dele me imploraram e eu senti minhas entranhas se contorcerem. Ele
estava certo sobre tanta coisa. Tem sido nós dois por tanto tempo - e se eu não tivesse
sido Marcada, nós provavelmente teríamos ido para a faculdade juntos e nos casado
depois da formatura. Teríamos filhos e vividos no subúrbio e comprado um cachorro.
Iríamos brigar de vez enquando, na maior parte porque ele é tão obcecado por esportes,
então faríamos as pazes e ele me traria flores e um ursinho de pelúcia, como temos feito
desde que éramos adolescentes.
Mas eu fui Marcada e minha antiga vida morreu o dia que a nova Zoey nasceu.
Quanto mais eu penso nisso, mais eu sei que terminar com Heath era a coisa certa a
fazer. Comigo ele nunca seria mais do que meu energético, e o doce Heath, o amor da
minha infância, merece mais que isso. Eu percebi o que eu tinha que fazer e como fazer.
“Heath, a verdade é que não é tão bom para mim quanto é para você.” Minha voz
era fria e sem emoção. “Não é mais você e eu. Eu tenho namorado. Um namorado de
verdade. Ele gosta de mim. Ele é como eu. Ele não é humano. É ele que eu quero agora.”
Eu não tinha certeza se estava falando de Erik ou Loren, mas estava certa da dor que vi
nos olhos de Heath.
“Se eu tiver que dividir você, eu vou.” A voz dele caiu para quase um suspiro, e ele
olhou para longe de mim como se estivesse muito embaraçado para me olhar nos olhos.
“Eu vou fazer o que for preciso para não perder você.”
Isso fez algo dentro de mim se quebrar, mas eu ri de Heath. “Escute você! Você soa
patético. Você sabe como são os homens vampiros?”
“Não.” A voz dele ficou mais forte e ele encontrou meus olhos de novo. “Não, eu não
sei como eles são. Eu tenho certeza que eles podem fazer todo tipo de coisa legal. Eles
provavelmente são grandes e malvados e tudo isso. Mas eu sei de uma coisa que eles não
podem fazer. Eles não podem fazer isso.”
Em um movimento tão rápido que eu não entendi o que ele estava fazendo até ser
tarde demais, Heath tirou uma navalha do bolso do jeans e cortou uma longa e profunda
linha do lado do pescoço dele. Eu soube imediatamente que ele não tinha acertado uma
artéria nem nada disso. O corte não o mataria, mas estava derramando sangue - quente,
doce, e frescos pingos de sangue escorriam no pescoço dele até os ombros. E era o
sangue de Heath! Um cheiro que eu tive um Imprint para desejar acima dos outros. A
doçura dele me cobriu, acariciando a minha pele com uma quente insistência.
Eu não podia me segurar. Eu me inclinei para frente. Heath colocou a cabeça de
lado, esticando seu pescoço para que todo o lindo corte ficasse exposto.
“Faça a dor sumir, Zoey, para nós dois. Beba de mim e pare a queimação antes que
eu não consiga mais suportar.”
A dor dele. Eu estava causando dor a ele. Eu li sobre isso no livro avançado de
sociologia. Avisava sobre o perigo do Imprint e como o laço de sangue pode ficar tão
próximo que não beber do humano pode causar dor a ele.
Então eu ia beber dele... só mais uma vez... só para parar a dor...
Eu me inclinei mais para frente e pus minhas mãos nos ombros dele. Quando minha
língua alcançou e lambeu a linha vermelha do pescoço dele, meu corpo tremia.
“Oh, Zoey, sim!” Heath gemeu. “Você está refrescando. Sim, chegue mais perto
baby, Tome mais.”
Ele passou sua mão no meu cabelo e pressionou minha boca contra seu pescoço e
eu bebi dele. O sangue dele foi uma explosão. Não apenas na minha boca, mas pelo meu
corpo. Eu li todo o porquê e como sobre a reação física que acontece entre um humano e
um vampiro quando a ânsia por sangue os consume. Era simples. Algo que Nyx nos deu
para que ambos pudessem sentir prazer em um ato que poderia, ao contrario, ser brutal e
mortal. Mas meras palavras em um livro sem sentimentos nem começava a descrever o
que estava acontecendo dentro de nossos corpos enquanto eu bebia do pescoço
ensangüentado de Heath. Eu sentei de pernas abertas, pressionando a minha parte mais
privada contra a dureza dele. As mãos dele deixaram meu cabelo para segurar meus
quadris e ele me esfregou contra ele com ritmo enquanto ele gemia e ofegava e
sussurrava para mim não parar. E eu não queria parar. Eu não queria parar nunca. Meu
corpo estava queimando, assim como o dele. Só que minha dor era doce, quente,
deliciosa. Eu sabia que Heath estava certo. Erik era como eu e eu me importava com ele.
Loren era um homem real e poderoso e incrivelmente misterioso. Mas nenhum deles podia
fazer isso por mim. Nenhum deles me fazia sentir assim... querer desse jeito... desejo de
pegar assim...
“Yeah, vadia! Cavalga nele! Faça ele se machucar tão booooommm!”
“Esse pequeno garoto branco não tem nada para você. Vamos te dar algo que você
vai sentir de verdade!”
O aperto de Heath no meu quadril mudou e ele estava tentando afastar meu corpo
das vozes para que ele pudesse me proteger, mas a raiva que surgiu em mim estava
aumentando. Minha fúria era impossível de ignorar e minha resposta foi imediata. Eu
levantei meu rosto do pescoço dele. Dois caras negros estavam a apenas alguns metros
de distancia e estavam se aproximando de nós. Eles estavam usando aquelas calças de
cintura bem baixa ridículas, casacos enormes e quando eu cerrei os dentes para ele e
assoviei, a expressão deles mudou de desdém para descrença.
“Se afastem de nós ou eu mato vocês.” Eu resmunguei para eles com uma voz tão
poderosa que eu nem reconheci como minha.
“Ela é uma fudida de uma sugadora de sangue vadia!” O mais baixo dos dois falou.
O outro cara bufou. “Nah, a vaca não tem tatuagem. Mas se ela quer algo para
sugar, eu vou dar a ela.”
“Yeah, primeiro você e depois eu. O namoradinho dela pode assistir e ver como se
faz.” Com uma risada maldosa, eles começaram a andar em direção a nós.
Ainda sentada de pernas abertas em cima de Heath, eu levantei meu braço por cima
da minha cabeça. Com a outra eu esfreguei as costas da minha mão pela minha testa e
pelo meu rosto, limpando a maquiagem que escondia minha identidade. Eles tropeçaram e
pararam. E então ambos os meus braços estavam por cima da minha cabeça. Foi fácil me
concentrar. Cheia com o sangue fresco de Heath, eu me senti poderosa e forte e muito,
muito irritada.
“Vento, venha até mim,” eu comandei. Minha cabeça começou a se erguer com a
brisa que passava agitada ao meu redor. “Assopre eles diabos para fora daqui!” Eu atirei
minhas mãos em direção aos dois homens, deixando minha raiva explodir com minhas
palavras. O vento obedeceu instantaneamente, acertando eles com tanta força que eles
foram varridos, gritando e xingando, e empurrados para longe de mim. Eu assisti com um
tipo de fascinação deslocada enquanto o vento derrubou os dois homens no chão no meio
da rua 27.
Eu nem recuei quando uma caminhonete atingiu eles.
“Zoey, o que você fez!”
Eu olhei para Heath. O pescoço dele ainda estava sangrando e o rosto dele pálido, os
olhos bem apertados em choque.
“Eles iam machucar você.” Agora que eu tirei a raiva de mim estava me sentindo
estranha, meio atordoada e confusa.
“Você matou eles?” A voz dele soava toda errada, assustada e acusadora.
Eu franzi para ele. “Não. Tudo o que fiz foi mandar eles para longe de nós. A
caminhonete fez o resto. E de qualquer forma, eles podem não estar mortos.” Eu olhei
para a rua, a caminhonete parou de forma barulhenta. Outros carros também pararam, e
eu podia ouvir pessoas gritando. “E o hospital Saint John é a menos de um quilometro
daqui.” Sirenes começaram a tocar não muito longe. “Vê, a ambulância já está vindo. Eles
provavelmente vão ficar bem.”
Heath me tirou do colo dele e me afastou dele, pressionando a manga do suéter
contra o corte do pescoço. “Você tem que ir embora. Vai haver policias aqui logo. Eles não
podem te encontrar aqui.”
“Heath?” Eu levei minha mão em direção a ele, mas a derrubei quando ele se
esquivou de mim. O atordoamento estava sumindo e eu comecei a tremer. Meu Deus, o
que eu tinha acabado de fazer? “Você está com medo de mim?”
Devagar, ele se aproximou, pegando minha mão e me puxando para mais perto dele
para poder me abraçar. “Eu não estou com medo de você. Estou com medo por você. Se
as pessoas descobrirem as coisas que você pode fazer, eu - eu não sei o que pode
acontecer.” Ele se afastou um pouco, sem tirar os braços do meu redor, mas me olhando
nos olhos. “Você está mudando, Zoey. E eu não tenho certeza do que você está se
tornando.”
Meus olhos se encheram de lagrimas. “Estou me tornando uma vampira, Heath. É
nisso que estou Mudando.”
Ele tocou minha bochecha, e então usou seu polegar pra limpar o resto da
maquiagem para que minha Marca ficasse completamente visível. Heath se curvou para
beijar a lua crescente no meio da minha testa. “Estou bem sobre você se tornar uma
vampira, Zo. Mas eu quero que você lembre que ainda é a Zoey. Minha Zoey. E minha
Zoey não é maldosa.”
“Eu não podia deixar eles machucarem você,” eu sussurrei, tremendo de verdade
agora e percebendo o quão fria e horrível eu tinha acabado de ser. Eu posso ter acabado
de causar a morte de dois homens.
“Hey, olhe para mim Zo.” Heath pôs seu queixo em minha mão e me forçou a olhar
ele nos olhos. “Eu sou enorme. Um ótimo quarterback numa escola top. E estão me
oferecendo uma bolsa para a faculdade. Você pode por favor lembrar que eu posso me
cuidar?” Ele soltou meu queixo e tocou minha bochecha de novo. A voz dele era tão seria
e adulta que ele de repente me lembrou estranhamente do pai dele. “Quando eu estava
longe com meus pais, eu li um pouco sobre a deusa vampira Nyx. Zo, tem muitas coisas
escritas sobre vampiros, mas não encontrei nada que dizia que sua deusa é maldosa. Eu
acho que você deveria manter isso em mente. Nyx te deu vários poderes, e eu não acho
que ela gostaria que você os usasse da forma errada.” Os olhos dele olharam por cima
dos meus ombros para a distante rua e a horrível cena que estava acontecendo ali. “Você
não deve ser má, Zo. Não importa o que acontecer.”
“Quando você cresceu tanto?’
Ele sorriu. “Dois meses atrás.” Heath beijou meus lábios suavemente, e então
levantou, me erguendo. “Você tem que sair daqui. Eu vou voltar por onde viemos. Você
provavelmente deveria cortar caminho pelo jardim de rosas e voltar para a escola. Se
aqueles caras não estão mortos eles vão falar, e isso não vai ser bom para a House of
Night.”
Eu acenei. “Ok, yeah. Eu vou voltar para a escola.” Então eu suspirei. “Eu deveria
terminar com você.”
O sorriso dele virou uma risada. “Não vai acontecer, Zo. É você e eu baby!” Ele me
beijou bem e com força, e me deu um pequeno empurrão na direção do Jardim de Rosas
de Tulsa, que fazia fronteira com o Parque Woodward. “Me liga e vamos nos encontrar
semana que vem. Ok?”
“Ok,” eu murmurei.
Ele começou a voltar para poder me ver partir. Eu me virei e me dirigi ao jardim de
rosas. Eu chamei a nevoa e a noite, mágica e escuridão me cobriram.
“Wow! Legal, Zo!” Eu ouvi ele atrás de mim. “Eu te amo, baby!”
“Eu também te amo, Heath.” Eu não virei, mas sussurrei para o vento e deixei ele
carregar minha voz até el

house of night - escolhida (capitulo 17)


dEZESSETE
Erik ia ficar muito bravo comigo. As Gêmeas estavam sentadas em suas cadeiras
favoritas assistindo Homem Aranha 3 quando me apressei para a cozinha pegando minha
lata de coca e a bolsa cheia de sangue.
“Puta merda, Z, você está bem?” Shaunee perguntou, parecendo meio assustada e
meio surtada.
“Ouvimos sobre você e a bruxa -” Erin pausou e então relutantemente se corrigiu,
“digo, você e Afrodite encontrarem a professora Nolan. Deve ter sido horrível.”
“Yeah, foi bem ruim.” Eu me fiz sorrir de forma segura e então não fiz parecer que
estava louca para sair da sala.
“Eu não consigo acreditar que isso realmente aconteceu,” Erin disse.
“Eu sei. Simplesmente não parece real,” Shaunee disse.
“É real. Ela está morta,” eu disse solenemente.
“Você tem certeza que está bem?” Shaunee perguntou.
“Estávamos preocupadas com você,” Erin acrescentou.
“Estou bem. Prometo.” Minhas entranhas reviraram. Shaunee, Erin, Damien, e Erik
eram meus melhores amigos, e eu odiava mentir para eles, mesmo que eu estivesse
apenas omitindo informações. Nos dois meses que estou na House of Night nos tornamos
uma família, então eles não estão fingindo. Elas estão genuinamente preocupadas comigo.
E enquanto eu estava ali tentando descobrir o que eu podia ou não dizer para eles, uma
horrível premonição tremeu na minha pele. E se eles descobrissem sobre as coisas que eu
estava escondendo deles e se virassem contra mim? E se eles parassem de ser minha
família? Só de pensar nessa horrível possibilidade me deixou toda agitada e em pânico por
dentro. Antes de poder amarelar, e confessar tudo, e me jogar aos pés delas enquanto
implorava pelo entendimento e para não ficarem com raiva de mim, eu disse, “Eu tenho
que ir ver Heath.”
“Heath?” Shaunee parecia confusa.
“O ex-namorado humano dela, Gêmea. Lembra?” Erin disse.
“Oh, yeah, o gostosinho loiro que quase foi comido por vampiros fantasmas dois
meses atrás, e então quase foi morto pelas nojentas pessoas de rua que viraram serial
Killers mês passado,” Shaunee disse.
“Você sabe, Z, você pega pesado com seu ex-namorado,” Erin disse.
“Yeah, é ruim ser ele,” eu disse, me movendo casualmente em direção a porta. “Eu
tenho que ir, gente.”
“Eles não estão deixando ninguém sair do campus,” Erin disse.
“Eu sei, mas eu, um, bem...” eu hesitei, e então me senti ridícula pela hesitação. Eu
não podia dizer as Gêmeas sobre Stevie Rae ou Loren, mas eu com certeza podia dizer a
eles algo tipicamente adolescente tipo sair da escola. “Eu sei uma saída secreta para fora
do campus.”
“Muito bem, Z!” Shaunee disse feliz. “Vamos totalmente usar suas habilidades
superiores para sair da escola durante as provas finais essa primavera, quando
deveríamos estar estudando.”
“Por favor.” Erin virou os olhos. “Como se tivéssemos que estudar. Especialmente
quando tem uma liquidação de sapatos.” Então ela ergueu a sobrancelha e acrescentou,
“Uh, Z. O que falamos para o seu namorado?”
“Namorado?”
“O seu namorado, Erik, eu são tão booommmm Night.” Erin me deu um olhar que
dizia que ela achava que eu tinha perdido a cabeça.
“Olá. Terra para Zoey. Tem certeza que está bem?” Shaunee disse.
“Yeah, yeah. Estou bem. Desculpa. Porque vocês tem que dizer qualquer coisa pra o
Erik?”
“Porque ele nos disse para dizer a você para ligar para ele no instante que você
acordasse. Ele está muito preocupado com você,” Shaunee disse.
“Sem duvidas se ele não ouvir logo de você ele vai acampar aqui,” Erin disse.
“Ooooh, Gêmea!” Os olhos dela se alargaram e ela curvou os lábios num sorriso sexy.
“Você acha que o gostoso vai trazer dois amigos quentes?”
Shaunee jogou o cabelo para trás. “É definitivamente uma possibilidade, Gêmea. T.J
e Cole são amigos dele e é uma época muito estressante.”
“Você está certa, Gêmea. E todos sabemos que durante tempos estressantes amigos
devem ficar juntos.”
Em perfeita concordância as Gêmeas viraram para mim. “Vá em frente e faça o que
precisa com o ex-namorado,” Erin disse.
“Yeah, nós te cobrimos. Vamos esperar Erik aparecer e dizer a ele que é muito
assustador para nós ficarmos sozinhas,” Shaunee disse.
“Definitivamente precisamos de proteção,” Erin disse. “O que significa que vamos ter
que ir pegar os amigos dele e esperar você voltar do seu encontro.”
“Parece um plano. Ok, mas não digam a ele que eu sai do campus. Ele vai surtar. Só
sejam vagas, como se eu estivesse falando com Neferet ou algo assim.”
“Tanto faz. Te cobrimos. Mas, falando em sair do campus, tem certeza que é
seguro?” Shaunee disse. “Não estamos esquecendo completamente o fato de que está
assustador por aqui no momento.”
“Yeah, você não pode terminar com seu namorado humano depois, tipo depois de
pegarem o maluco que decapitou e crucificou a professora Nolan?” Erin perguntou.
“É algo que eu tenho que fazer agora. Você sabe, com o Imprint não é exatamente
fácil terminar.”
“Drama,” Erin disse.
“Muito drama.” Shaunee acrescentou em solene concordância.
“Yeah, e quanto mais durar, pior vai ser. Eu quero dizer, Heath acabou de voltar
para a cidade e já está me mandando 10 mil mensagens.” As Gêmeas me deram olhares
simpáticos. “Então, até depois. Eu volto em tempo de me trocar antes do ritual de
Neferet.” Eu me afastei rápido enquanto as Gêmeas falavam “te vemos mais tarde” para
mim.
Eu me apressei para a porta e me encontrei com o que pareceu uma enorme
montanha masculina. Mãos impossivelmente fortes me seguraram antes deu cair. Eu olhei
para cima (e mais e mais para cima) para um homem parecendo uma rocha, com um
rosto incrivelmente bonito. E então pisquei surpresa. Ele definitivamente era um vampiro
adulto (com tatuagens muito legais), embora ele não parecesse muito mais velho que eu.
Mas, nossa, ele é muito alto!
“Cuidado, caloura,” a montanha que tinha se vestido de preto disse. Então a
expressão dele mudou. “Você é Zoey Redbird.”
“Yeah, eu sou Zoey.”
Me soltando, ele deu um passo para trás e pressionou o punho por cima do coração
e me saudou. “Merry met. É um prazer conhecer a caloura ao qual Nyx deu tantos dons.”
Me sentindo constrangida e boba, eu retornei a saudação. “Prazer em conhecer você
também. E você é?”
“Darius, um Filho de Erebus,” ele disse, se curvando formalmente e dizendo como se
fosse um titulo e não apenas uma descrição.
“Você é um dos caras chamados pelo que aconteceu com a professora Nola?” Minha
voz morreu um pouco, o que ele claramente notou.
“Hey,” ele disse, parecendo ainda mais jovem, e ainda sim, de alguma forma,
incrivelmente poderoso, “Você não deveria se preocupar, Zoey. Os Filhos de Erebus vão
proteger a escola de Nyx até o nosso último fôlego.”
O jeito como ele disse isso me fez minha pele formigar. Ele era enorme e forte e
muito, muito serio. Eu não podia imaginar nada nem ninguém que podia passar por ele,
muito menos fazer ele respirar pela última vez. “O-obrigado,” eu murmurei.
“Meus irmãos guerreiros estão todos no território da escola. Você pode descansar
segura, pequena sacerdotisa,” ele sorriu para mim. Pequena sacerdotisa? Por favor. O
garoto tinha que ter Mudado apenas recentemente.
“Oh, ótimo. Uh, eu vou.” Eu comecei a descer os degraus. “Eu só vou para os, uh,
estábulos, visitar minha égua. Persephone. Foi um prazer te conhecer. Estou feliz que
você esteja aqui,” eu acrescentei, dando a ele um ridículo aceno e então correndo para a
calçada em direção ao estábulo. Eu podia sentir os olhos dele me seguindo.
Droga. Isso não é bom. Eu me pergunto o que diabos eu ia fazer. Como eu vou sair
daqui com essas montanhas de guerreiros (não importando o quão fofos e jovens eles
sejam) por todo lado? Não que importe o quão jovem e fofo ele seja. Como se eu tivesse
tempo para outro possível namorado? Absolutamente não. Sem mencionar que a
gostosura dele não deixa menos montanhoso. Jeesh, e eu estava uma confusão e tinha
uma péssima dor de cabeça.
E então eu ouvi uma suave voz na mente, me dizendo para pensar... fique calma...
As palavras passaram pela minha mente freneticamente. Automaticamente eu
comecei a diminuir a velocidade. Eu respirei fundo, me permitindo pensar e relaxar. Eu
preciso me acalmar... ficar firme... pensar e -
E bem assim veio até mim. Eu sabia o que precisava fazer. Nas sombras entre os
dois postes de luz eu sai silenciosamente da calçada e decidi andar entre os enormes
carvalhos, só que quando cheguei na primeira árvore eu parei na sombra, fechei os olhos,
e me concentrei. Então, como tinha feito antes, eu chamei o silencio e invisível para mim,
me protegendo me fazendo ficar dura como um tumulo (eu brevemente esperei que a
metáfora era por mim ser muito imaginativa e não ser algum tipo de pressagio
assustador).
Eu sou perfeitamente silenciosa... ninguém pode me ver... ninguém pode me ouvir...
eu sou como a nevoa... sonhos... espírito...
Eu podia sentir a presença dos Filhos de Erebus, mas eu não olhei ao redor. Eu não
permiti minha concentração ser minada. Eu me movi como um sussurro ou um segredo,
indetectável e escondida em camadas de silêncio e neblina, nevoa e mágica. Meu corpo
tremeu. Parecia que eu estava flutuando, e quando olhei para mim mesma eu só vi
sombras entre uma nevoa na escuridão. Isso deve ser o que Bran Stoker descreveu em
Drácula. Ao invés de me atrapalhar, a idéia firmou minha concentração e eu me senti ficar
ainda menos substancial. Me movendo como num sonho, eu encontrei a árvore e subi por
seu tronco quebrado e encontrei o grosso galho que ficava contra a parede.
Bem como Afrodite tinha dito, havia uma corda amarrada ao redor do galho que
parecia uma cobra. Ainda me movendo em silencio, com movimentos de um sonho, eu me
firmei no topo do muro. Então, seguindo os instintos que saiam do núcleo da minha alma
até meu corpo, eu ergui meus braços e sussurrei, “Venha até mim ar e espírito. Como a
nevoa da meia noite, me carregue pela terra.”
Eu não tive que pular do muro. O vento se moveu ao meu redor, erguendo meu
corpo, que tinha sido transformado em um espírito sem substancia, e me flutuou até a
grama do outro lado do muro. Por um segundo o senso de maravilha que me encheu me
fez esquecer sobre a professora assassinada, problemas de namorados, e o estresse da
minha vida em geral. Com os braços ainda erguidos, eu me virei, adorando o sentimento
do vento e poder contra minha pele transparente. Era como se eu tivesse virado parte da
noite. Mal tocando o chão eu me movi pela grama até chegar na calçada da rua Utica até
a Utica Square. Eu estava me sentindo tão incrível que eu quase esqueci de parar e
colocar a maquiagem para esconder as tatuagens. Relutantemente, eu parei para pegar a
maquiagem e o espelho que estava na bolsa. Meu reflexo me fez parar de respirar. Eu
parecia iridescente. Minha pele brilhava com cores perolizadas como uma miragem. Meu
cabelo escuro se levantava suavemente ao meu redor, flutuando com a brisa que soprava
ao meu redor. Eu não parecia humana e não parecia uma vampira. Eu parecia um novo
tipo de ser, nascida da noite e abençoada pelos elementos.
O que Loren disse sobre mim na biblioteca? Algo sobre eu ser uma deusa entre
semi-deuses. O jeito que eu parecia agora me fez pensar que ele podia estar certo sobre
algo. O poder passou por mim, e meu cabelo levantou do meu ombro. Eu juro que podia
sentir as tatuagens queimando como um delírio no meu pescoço e costas. Talvez Loren
estivesse certo sobre muitas coisas - sobre nós dois sermos amantes nas estrelas. Talvez
depois de terminar com Heath eu devesse me afastar de Erik também. A idéia de deixar
Erik me fez perder o fôlego, mas isso era esperado. Eu não era sem coração - eu
realmente gostava dele. Mas a morte da professora Nolan não provou que nunca se sabe
o que pode acontecer? A vida, mesmo para vampiros, pode ser muito curta. Talvez eu
devesse ficar com Loren - talvez essa fosse a coisa certa a se fazer. Eu continuei olhando
para meu reflexo mágico.
Afinal de contas, eu realmente não era como outros calouros.
Isso era algo que eu deveria aceitar a parar de lugar contra isso ou me sentir
assustada.
E se eu não era como outros calouros, então não era lógico que eu precisava ficar
com alguém especial - algum outro calouro que eu fosse capaz de ficar?
Mas Erik se importa com você, e eu me importo com ele. Eu não estou sendo justa
com Erik... ou com Heath... Loren é um adulto... ele deveria ser um professor... então
talvez não devêssemos ficar juntos escondidos...
Eu ignorei a culpa que passou pela minha consciência. E silenciosamente ordenei que
o vento e a nevoa e a escuridão levantasse para que eu pudesse me materializar
completamente e poder cobrir minhas intricadas tatuagens. E então, levantando meu
queixo e endireitando as costas, eu andei pela caçada até a Utica Square, para a
Starbucks, e Heath, ainda sem ter 100% de certeza sobre o que diabos eu ia fazer.
Eu fiquei no lado escuro da calçada onde havia poucos postes de luz e andei
devagar, tentando descobrir o que dizer a Heath e fazer ele entender que ele e eu não
podíamos mais nos ver. Eu estava a alguns metros de distancia da praça quando eu o vi
vindo em minha direção. Na verdade, eu senti ele antes. Como se ele estivesse na minha
pele que eu não podia alcançar para coçar. E numa compulsão abstrata eu me movi para
frente, procurando por alguém que eu conhecia e queria, mas não sabia como encontrar.
E então a compulsão passou de abstrata para definitiva - de subconsciente insistente para
exigente. Então eu o vi. Heath. Ele estava vindo me encontrar. Nos vimos ao mesmo
tempo. Ele estava andando do lado oposto da rua e estava debaixo de um poste. Eu podia
ver os olhos dele brilharem e seu sorriso aumentar. Instantaneamente, ele começou a
correr a cruzou a rua (eu notei que ele não olhou para nenhum dos olhos e eu estava feliz
pelo péssimo tempo estar mantendo o trânsito mínimo - o garoto poderia ter sido
atropelado por um carro).
Os braços dele estavam ao meu redor e a respiração dele fez cócegas na minha
orelha. “Zoey! Oh, baby, eu realmente senti sua falta!”
Eu odiei notar que meu corpo respondeu a ele instantaneamente. Ele tinha cheiro de
lar - uma versão sexy, e gostosa de casa - mas era um lar. Antes de poder derreter nos
braços dele eu me afastei, de repente ciente do quão escuro e isolado, até intimo, estava
nesse lado da calçada.
“Heath, você deveria esperar por mim na Starbucks.” Yeah, no pequeno pátio da
área da calçada estaria cheio de gente e definitivamente não seria intimo.
Ele deu nos ombros e riu. “Eu estava, mas quando senti você chegando eu não
consegui mais ficar sentado.” Os olhos dele brilharam adoravelmente e suas mãos
acariciavam a minha bochecha enquanto acrescentou, “Nós tivemos um Imprint, lembra?
É você e eu, baby.”
Eu me senti dar um passo para trás para que ele não invadisse mais meu espaço
pessoal. “É sobre isso que preciso falar com você. Então vamos para a Starbucks e pegar
dois cafés e conversar.” Em publico. Onde não ficaria tão tentada a tirar ele da calçada e
levar a um beco e afundar meus dentes em seu doce pescoço e -
“Não posso,” ele disse, rindo de novo.
“Não pode?” Eu balancei a cabeça, tentando me livrar do semi-nojenta (ok,
provavelmente não era semi) cena que tinha começado a se formar na minha (vadia)
imaginação.
“Não podemos, porque Kayla e o esquadrão de vadias estão no Starbucks.”
“Esquadrão de vadias?”
“Yeah, é assim que eu Josh e Travis chamamos Kayla e Whitney e Lindsey e Chelsea
e Paige.”
“Oh, ugh. Desde quando Kayla começou a andar com aquelas vadias odiosas?”
“Desde que você foi Marcada.”
Então eu estreitei os olhos para ele. “E porque Kayla e seus novos amigos
escolheram essa noite em particular para estar na Starbucks? E porque nessa Starbucks
ao invés de uma em Broken Arrow que é muito mais perto de onde vivemos?”
Heath ergueu a mão como se estivesse cercado. “Eu não fiz de propósito!”
“Fez o que, Heath?” Jeesh, o garoto era um idiota às vezes.
“Eu não sabia que elas iam sair da Gap logo quando eu estava começando a
encostar na Starbucks. Eu não as vi até que elas me viram. Era muito tarde daí.”
“Bem isso explica o desejo repentino delas por cafeína. Estou surpresa que elas não
te seguiram pela calçada.” Ok, sim. Eu lembrava que eu deveria terminar com ele, mas
ainda me irritava pensar que Kayla estava dando em cima dele.
“Então você não quer ver elas, quer?”
“Não, diabos não.” Eu disse.
“Achei que não. Bem, que tal eu te acompanhar de volta para escola então.” Ele se
aproximou de mim. “Eu lembro quando conversamos no muro alguns meses atrás. Aquilo
foi bom.”
Eu lembrava também. Especialmente porque foi a primeira vez que eu provei o
sangue dele. Eu tremi. E então me recompus. Eu realmente precisava controlar essa ânsia
por sangue. “Heath,” eu disse firmemente. “Você não pode ir comigo na escola. Você não
viu o noticiário? Algum humano idiota matou um vampiro. Agora o lugar virou um
acampamento do exercito. Eu tive que fugir para vir ver você, e não posso demorar.”
“Oh, yeah. Eu ouvi sobre isso.” Ele pegou minha mão. “Você está bem? Você
conhecia o vampiro que foi morto?”
“Sim, eu conhecia ela. Ela era minha professora de teatro. E não, eu não estou bem.
É uma das razões das quais eu precisava falar com você.” Eu me decidi. “Anda. Vamos
andar pela rua e ir até o Parque Woodward. Podemos conversar lá.” Além do mais, era um
parque publico, no meio do centro de Tulsa, não podia ser muito privado. Pelo menos era
o que eu esperava.
“Tudo bem por mim,” Heath disse feliz.
Ele se recusou a largar minha mão, então começamos a descer a rua juntos como
fazíamos desde o ensino fundamental. Só tínhamos nos afastado uns poucos quando uma
voz passou por mim e eu tentei não pensar no fato que o pulso dele estava pressionado
contra o meu e eu podia sentir nossos pulsos batendo juntos.
“Zo, o que aconteceu nos túneis?”
Eu dei a ele um afiado olhar de lado. “O que você lembra?”
“Na maior parte escuridão, e você?”
“Como assim?”
“Eu não lembro como cheguei lá, mas lembro de dentes e olhos vermelhos que
brilhavam.” Ele apertou minha mão. “E eu não me refiro a seus dentes, Zo. Além do mais,
seus olhos não brilham. Eles cintilam.”
“Eles cintilam?”
“Totalmente. Especialmente quando você está bebendo meu sangue.” Ele diminuiu a
velocidade para que quase parássemos quando ergueu minha mão até os lábios dele e a
beijou. “Você sabe que é muito bom quando você bebe de mim, não sabe?”
A voz de Heath ficou profunda e rouca, e os lábios dele pareciam fogo contra a
minha pele. Eu queria me inclinar nele e me perder nele e afundar meus dentes nele e...